ESBOÇOS DA FÉ - DEUS PUNE E EXIGE REPARAÇÃO QUANDO SE CAUSA DANO A ALGUÉM - 2 SAMUEL 21:1-14.


Mensagem Resumida da Narrativa: Deus informa Davi que os três anos de seca se deviam ao fato do falecido Saul ter querido aniquilar os gibeonitas, com quem Saul fez uma aliança. Ao saber disso, Davi vai aos gibeonitas e lhes pergunta como poderia reparar o erro e o que deveria fazer, e os gibeonitas lhe pedem sete homens da descendência de Saul para serem enforcados. Rispa, a mãe de dois dos enforcados, cuida dos corpos até que chova. Ao saber disso, Davi remove os ossos de Saul e de Jônatas, e dos enforcados também, para a terra de Benjamim. E Deus fez chover.


ESBOÇO SINTÉTICO DE 2 SAMUEL 

I.      Davi ficou sabendo do Senhor a razão da seca em Israel. – v. 1.

  1. A seca era de três anos consecutivos. – v. 1a.
  2. Davi consultou o SENHOR para saber o motivo da seca. – v. 1b.
  3. Deus o informou que a seca é devido a Saul ter matado gibeonitas. – v. 1c. 
II.    Davi dirigiu-se aos gibeonitas para saber como reparar o erro. – vv. 2, 3.
     
A.    Davi tomou a atitude de falar com os gibeonitas, os quais perderam na morte pessoas de seu povo, por Saul ter tentado aniquilá-los. – v. 2.
B.    Davi perguntou o que poderia fazer para reparar o erro e receber a bênção dos gibeonitas sobre a herança do Senhor. – v. 3.

III. Os gibeonitas fizeram sua exigência para que o erro fosse reparado e Davi concordou em atendê-los.. – vv. 4-9.

  1. Os gibeonitas, de início, afirmaram que não buscavam retribuição pelos assassinatos, mas também não tinham o direito de se vingarem dos israelitas por meio da morte. – v. 4a.
  2. Davi, então, perguntou o que os gibeonitas queriam que ele fizesse. – v. 4b.
  3. Os gibeonitas responderam que do homem que os perseguia, isto é, de Saul, eles queriam sete de seus descendentes. – vv. 5. 6a.
  4. Davi concordou em entregar os sete descendentes de Saul, mas poupou a Mefibosete, filho de Saul, devido ao juramento de amizade feito entre eles no passado. – vv. 6b, 7.
  5. Davi entregou nas mãos dos gibeonitas dois filhos de Rispa, filha de Saul, e cinco filhos de Merabe, sendo esta filha de Saul. – v. 8.
  6. Os gibeonitas enforcaram, assim, os sete descendentes de Saul. – v. 9. 
IV. Rispa cuida dos corpos. – v. 10.

  1. Ela usou um pano de saco e uma pedra como forma de se acomodar no local para proteger os corpos. – v. 10a.
  2. Ela o fez até que chovesse. – v. 10b. 
V. Davi transportou os corpos de Saul, Jônatas, e dos enforcados para a terra de Benjamim e Deus atende as orações em favor da terra. – vv. 11-14.

  1. Davi soube de como Rispa cuidou dos corpos. – v. 11.
  2. Davi mandou buscar os ossos roubados de Saul e de Jônatas pelos moradores de Jabes-Gileade. – v. 12.
  3. Davi trouxe os ossos de Saul, Jônatas e dos sete enforcados para a terra de Zela, na terra de Benjamim. – vv. 13, 14a.
  4. Deus atendeu as orações em favor da terra. – v. 14. 
ESBOÇO DA EXPOSIÇÃO DE 2 SAMUEL 21:1-14.

Idéia expositiva da Passagem: Deus pune e exige reparação quando se causa dano a alguém.

I.      Deus pode nos punir quando prejudicamos alguém. – v. 1.

A.    Precisamos consultar a Deus, em oração, e sermos sensíveis a Ele e à sua Palavra, e prestarmos atenção se estamos causando algum dano a alguém. v. 1b.

1. Pode ser dano financeiro.
2. Ou talvez violamos uma promessa em nossos relacionamentos comerciais.
3. Pode ser que alguém, no passado, em nossa empresa, igreja ou família fez algo de ruim contra alguém, e mesmo assim precisamos reparar o erro.

B.    A expressão “Davi consultou o SENHOR” para saber o motivo da seca em Israel indica que Ele confiava que Deus tinha a resposta certa para os motivos pelos quais estavam naquela situação difícil. [1] – v. 1b.
     
      1. Temos orado a Deus e lido sua Palavra para sermos direcionados por Ele?

C.    Deus é fiel em nos mostrar como viemos a prejudicar a alguém. – v. 1c.

1. Se Deus indicou a Davi que a culpa da seca em Israel era de Saul por ter matado gibeonitas, Deus também nos mostrará nossos erros contra nosso próximo. 

II. Os cristãos tomam providências para reparar o erro cometido. – vv. 2-9.

  1. Precisamos ir até aqueles que prejudicamos, ou fomos infiéis, e saber deles como reparar o erro. – vv. 2, 3.     
    1. As expressões sinceras de Davi aos gibeonitas, sobre o erro de Saul, “o que quereis que eu vos faça” e “como poderei reparar o erro” nos ensinam que Deus deseja nossa atitude de abordar a quem prejudicamos e que devemos ser amorosos ao fazê-lo. 
  1. Precisamos ouvir atentamente a resposta daqueles que foram prejudicados por nós e agir biblicamente em prol deles. – vv. 4-9. 
    1. Pode acontecer que os que prejudicamos, ao serem abordados por nós, não sejam diretos ao assunto. Vemos que os gibeonitas tentaram como que não ir direto ao assunto quando disseram não caber a eles matar alguém em Israel. Então, precisamos ajudar a tais a irem direto ao ponto: “O que quereis que vos faça?”, perguntou novamente Davi. – v. 4.
    2. Ao ouvirmos o modo como podemos reparar nosso erro, caso haja uma exigência que não infrinja a vontade de Deus revelada na Bíblia, precisamos ser resolutos em atender a tais pessoas. Isso nos é ensinado quando Davi, ao ouvir as exigências dos gibeonitas (o enforcamento de sete homens da família de Saul), promete fazer conforme eles queriam: “Eu os darei”. – vv. 5, 6.
    3. Nosso modo de agir para reparar o erro deve ser da forma como Deus aprova. Quando Davi promete entregar os sete da família de Saul, ele poupa Mefibosete, mostrando que diferentemente de Saul, que não honrou a promessa que os Israelitas fizeram aos gibeonitas (Josué 9:16-20), ele honrava o que prometera a Jônatas e sua família (e Mefibosete era descendente de Jônatas). (1 Samuel 18:3; 20:8, 15, 42). Isso nos ensina que o modo de reparar o erro deve ser de acordo com aquilo que fora estipulado antes de haver a quebra de palavra que prejudicou nosso próximo. – v. 7-9. 
3.1. Ao lermos nos versículos 8 e 9 que Davi entregou sete pessoas da família de Saul para serem enforcadas, nós, que vivemos numa cultura diferente em que raramente os descendentes pagam pelos erros de seus ascendentes, devemos focar a necessidade de urgentemente reparar o erro, de forma bíblica, custe o que custar.

III.      Devemos ser sensíveis e amorosos se, ao repararmos os erros contra nosso próximo, outros venham a sofrer. – vv.10-14a.

A.    Os sete enforcados pelos Gibeonitas ficaram com seus cadáveres expostos num monte. Esse não era o modo correto como os Israelitas enterravam seus entes. Rispa cuidou dos corpos para que não sofressem ataques de aves ou animais. Mas Davi, ao saber disso, toma uma atitude elogiável para a cultura da época:

B.    Rispa estava disposta a cuidar desses corpos até que chovesse (v. 10), mas Davi aliviou seu trabalho, mandando enterrar os cadáveres deles em território Israelita e junto com os ossos de Saul e Jônatas. 11-14a.
     
Assim, aprendemos que terceiros na questão não precisam sofrer por quaisquer atitudes que venhamos a tomar para reparar o erro.

IV. Deus não se esquecerá de nos recompensar. – v. 14b.
     
O relato termina com a frase: “Deus atendeu às orações em favor da terra”. Se no começo do relato, Deus punia com seca o prejuízo causado contra os Gibeonitas, após Davi ter agido conforme a vontade de Deus em reparar o erro, Deus abençoa a terra com chuvas. Isso nos ensina a confiar que Deus é fiel em nos recompensar quando agimos de acordo com a vontade dele para ressarcir da melhor forma possível quem nós prejudicamos.


- Fernando Galli
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[1] Conforme comenta a Bíblia de Aplicação Pessoal sobre 2 Samuel 21:1, os fazendeiros confiavam muito na primavera e nas chuvas de outono em benefício de suas safras. Se a estação das águas faltasse ou viesse na época errada, ou se as plantas ficassem infestadas de insetos, haveria uma grande falta de alimento no ano seguinte.” O que dizer de três anos consecutivos de seca!