FERNANDO GALLI ENTREVISTA INRI CRISTO


No dia 17 de novembro de 2011 fui para a capital Brasília entrevistar INRI CRISTO. Homem de convicções encaradas pela grande maioiria como polêmicas, deu-nos o prazer de conhecê-lo juntamente com o seu corpo de discípulos. O objetivo dessa entrevista foi estudar as convicções deste senhor e elaborar para meus irmãos em Cristo Jesus uma série de frases para reflexão. Com vocês, INRI CRISTO (IC), com doze vídeos

Introdução

IC tem vários pressupostos, os quais dificultam muito a troca de idéias. Por exemplo, ele não crê que toda a Bíblia é a Palavra de Deus, assim é complicado usar versículos que certamente iriam contra suas convicções, pois ele certamente diria: "Eu não disse isso. Eu só respondo pelo o que eu disse." Inclusive, IC fala isso na entrevista. Além disso, vale-se de alguns versículos fora do contexto, os quais, se IC permitisse uma exegese melhor, sua argumentação não resistiria.

Outro pressuposto é o da reencarnação, e que ele encarnou na terra várias vezes, até se tornar Adão, conforme os estágios da evolução das espécies. Assim, ele compactua essa crença com o espiritismo. Com isso, ele dificulta o debate ou o diálogo, pois são teologias bem contrapostas.

Outro fator interessante é que qualquer tentativa de contradizê-lo, pelo menos ali em sua casa, rodeado por seus discípulos, pode acontecer de você ser convidado a se retirar. Quase aconteceu isso comigo. IC parece prever muito bem quais são os métodos que usarão para questionar suas crenças, e sabe muito bem como lidar com eles.

Com isso em mente, convido a todos a assistirem aos doze blocos dessa entrevista, a ler os meus comentários para cada bloco, e no final, minhas considerações finais.

Bloco 1 - Apresentação de IC.

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Neste primeiro vídeo, IC faz sua oração costumeira ao seu Pai e, a seguir, uma breve introdução antes de convidar-me para ir até à frente para entrevistá-lo. Durante a introdução, reafirma que aqueles que discordam de sua identidade são néscios e jamais tiveram parte com ele. Exalta a seu Pai com atributos de divindade. Depois se define como aquele que enxuga as lágrimas dos que sofrem, a luz, a nobreza dos nossos sentimentos; como quem dá força aos que sofrem; como o refúgio para quem o invoca; como a paciência e o bálsamo que cicatriza as feridas; como a sinceridade e a alegria que faz as pessoas conhecerem os encantos do mundo interior; como a esperança que acalenta os sonhos; como o perdão que levanta o ânimo; como a crença que dá entendimento e felicidade; como a dinâmica da vida e o amor para o remédio dos males; como o primogênito, a luz da vida, a verdade e o caminho; como Adão que reencarnou em Moisés, Davi, Jesus e agora INRI, o novo nome que Deus teria dado a Jesus. 

Comentário de Fernando Galli - Com as palavras de IC, posso convidar o povo cristão a refletir: Por que não estudarmos mais as Escrituras, ensinando aos outros também os melhores métodos de interpretação bíblica, a fim de possamos nos comunicar bem como o IC? Obviamente, mesmo que não creiamos nas palavras iniciais de IC, certamente podemos elogiá-lo pelo modo que se expressa. Quantos entre o povo cristão seria capaz de definir Jesus Cristo com palavras assim? Que aprendamos esta lição!

Bloco 2 - INRI comenta sobre a sua revelação e identificação.

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IC diz que até 1979 servia um "deusinho", mas depois, em Santiago do Chile, o Pai teria revelado ao IC a sua verdadeira identidade. Usou Lucas 21:25-35 para justificar os motivos pelos quais ele é rejeitado. Afirma não ser um falso Cristo porque os tais viriam "em meu nome", ou seja, no nome de Jesus (Mateus 24:5, 23), todavia ele não veio em seu nome (Jesus), mas com um novo nome, INRI CRISTO. Os outros que se dizem Jesus Cristo são farsantes, segundo IC. Para IC, a primeira forma de diferenciá-lo dos outros é que ele não pede dinheiro a ninguém, enquanto os outros "põem a mão no bolso dos outros sem que eles percebam (prodígios)", comprar até mesmo canais de TV. A segunda diferença foi o fato de INRI ter retornado ao Brasil como apátrida e ter recebido aos 24 de outubro de 2.000 oficialmente o nome INRI CRISTO. Quem o chama de Jesus, aborrece a INRI, pois este é o seu novo nome. E adverte: Todo aquele que ousar a personificar o filho de Deus sairão ilesos de tamanho pecado.

Comentário de Fernando Galli - IC sabe muito bem defender suas convicções, ou pelo menos tentar. Não lhe falta argumentos e um texto repleto de exemplificação. Isto nos ensina que devemos, para a glória de Deus, fazermos excelente defesa quando questionarem nossas crenças, e com mansidão. (1 Pedro 3:15, 16) Sobre o argumento de ele não ser um falso Jesus, ou falso Cristo, sua afirmação de vir com um novo nome, conforme Apocalipse 3:12 não procede com os fatos. O texto menciona que este novo nome seria inscrito somente sobre aqueles que vencerem, e essa vitória só será completa no juízo final, quando cada vencedor terminar sua missão. E nada no texto revela que este novo nome seja INRI, mesmo porque INRI é uma sigla em latim, não um nome, significando Jesus Narareno Rei dos Judeus ( e escrita em letras gregas e hebraicas, o que mudaria até a pronúncia - Lucas 23:38) e uma sigla para se zombar da crucificação de Jesus, não para reconhece-lo. Assim, dificilmente Deus daria este novo nome a Jesus, sendo que quem o deu foram os responsáveis por sua crucificação.

Ainda sobre a diferença entre IC e outros que se arvoram em ser Messias, Jesus, etc, realmente IC não é um homem rico, e vive do que sua propriedade, em Brasília, lhe oferece. Ele, juntamente com seus discípulos, parecem ser pessoas muito simples, bem diferentes de muitos televangelistas malandros que prometem prosperidade em troca de ofertas (ou apostas cristãs).

Bloco 3 -IC responde perguntas sobre sua encarnação.

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IC afirma que pagou os pecados que iniciou com ele mesmo, pois ele foi Adão. Confessa: "Eu sou o réptil rastejante que foi evoluindo e se tornou macaco e fui o primeiro macaco que veio sem rabo, Adão". Critica aqueles que discordar de Anaximandro, na Grécia, que todos vieram da ameba. Critica também aqueles que creem que Jesus foi para o céu em carne e osso: "Se eu tivesse ido de carne e osso para o céu, eu teria ido nu, e quando eu voltasse, eu teria sido preso."

Comentário de Fernando Galli - Para mim, minha pergunta ficou sem resposta plausível. É impossivel coadunar o sacrifício de Jesus com a doutrina da reencarnação. IC, ao ensinar que morreu apenas pelos pecados das pessoas que viveram até ele, nega a suficiência duradoura de sua obra. Para nós, o que Jesus fez na cruz foi maravilhoso: Morreu pelos pecados de todos aqueles que se arrependeram e o aceitaram (e no caso dos que viveram antes dEle, dos que o esperaram). Por isso João 2:1, 2, escrito bem depois da morte de Jesus, continua a falar para sua audiência, onde muitos nem haviam nascido quando Jesus morreu, sobre o valor do seu sacrifício. Graças a Deus, Cristo levou os meus pecados, pois eu não seria capaz de pagá-los. Como eu gostaria de ver IC e seus queridos discípulos rendendo-se aos pés de Jesus Cristo, aceitando-o como seu único e suficiente Salvador. - João 3:16.

IC afirma que foi Adão, e como Jesus pagou o seu próprio pecado. Isso seria ilógico! Jesus é o último Adão, não o mesmo espírito de Adão. (1 Coríntios 15:45) Como homem perfeito, sem pecado, Jesus aniquilou o poder do pcado que Adão cometeu. Como imaginar que Jesus, o mesmo hoje, ontem e sempre (Hebreus 13:8) teria em uma suposta outra vida vivido como pecador?

Bloco 4 - IC condena o Apóstolo Paulo como mentiroso.

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IC usa Romanos 3:7 para dizer que Paulo glorificava a Deus com suas mentiras, portanto era um mentiroso. Para IC, Paulo tentou estabelecer um Reino paralelo, e falou apenas duas verdades, quando afirmou que não era digno de ser chamado apóstolo e quando escreveu que mesmo que um anjo do céu trouxesse outro evangelho, deveria ser amaldiçoado. (Gálatas 1:8)

Comentário de Fernando Galli - Obviamente, devido ao INRI Cristo não me conhecer bem, ele ameaça me expulsar dali se eu discordasse de sua opinião sobre Romanos 3:7. De fato, muitos vão entrevistá-lo para zombar dele, e ainda têm a ousadia de vender essas entrevistas sem a autorização dele, o que para mim é uma tremenda falta de respeito. E mesmo que ele autorizasse, dever-se-ía dividir os lucros com ele.

Sobre Romanos 3:7, não se pode interpretar fora do contexto. Paulo claramente reconhecia primeiramente de sua condição inferior a Deus, que é verdadeiro, embora todo homem seja mentiroso. (Romanos 3:4) No contexto, Paulo contrasta a fidelidade de Deus e a infidelidade dos judeus. (Romanos 3:3) Mas quando Paulo diz "Se por causa da minha mentira fica em relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como pecador?", ele estava querendo refutar um argumento que se poderia lançar contra ele: Se Deus precisa da minha mentira (não dele, mas de todos) para ser glorificado, então Deus precisa de mim? Então, se ele precisa da minha mentira para ser glorificado, por que eu sou condenado como pecador se o que eu faço é bom para Ele?" Por isso, Paulo diz no versículo seguinte que caluniadores seriam condenados por dizerem: "Pratiquemos males para que venham bens". Em suma, Paulo não estava dizendo que era um mentiroso, mas condenando aqueles que tentavam justificar seus erros com expressões do tipo: "A minha mentira glorifica a Deus", "vamos fazer coisas ruins para que venham as boas". Por que essas pessoas agiam assim? Paulo falava dos judeus (versículos 1, 2). Os judeus não foram fiéis a Deus e não cumpriram com suas obrigações (v. 3) Mas Deus é verdadeiro, embora todo homem seja mentiroso. Essa é a forma correta de interpretar Romanos 3:7 à luz do contexto. Se o contexto não existisse, o INRI estaria certo.

Bloco 5 - IC argumenta em favor da reencarnação.

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IC usa o texto sobre o João Batista ser a reencarnação de Elias e nega o relato bíblico de Elias ser transladado ao céu.

Comentário de Fernando Galli - IC afirma que Elias morreu na carne, e ao negar o relato bíblico da carruagem de fogo, arrazoa que se isso tivesse acontecido, Elias teria morrido assado. Portanto, isso foi uma lenda. No entanto, imaginemos que IC estivesse certo, e que Elias tivesse morrido mesmo. Mesmo assim, será que a Bíblia estaria ensinando que Elias reencarnou como João Batista? A resposta é não! Segundo a doutrina espírita, os espíritos quando aparecem, identificam-se conforme a sua última encarnação. Até o IC, nesta entrevista, afirma que abomina ser chamado de Jesus, porque ele foi Jesus, e hoje é INRI (segundo ele). Então, quando Jesus foi transfigurado, lemos em Mateus 17:1-5, que Moisés e Elias apareceram a Jesus. Mas João Batista já havia morrido. (Mateus 11:11-14) Então eu pergunto: Se Elias reencarnou como João Batista, e João Batista já havia morrido, por que não foi João Batista quem apareceu para Jesus? Essa é uma contradição que o INRI precisa explicar.

Outro ponto é que a Bíblia ensina que João veio com o espírito e poder de Elias. (Lucas 1:17) Todavia, João Batista jamais acreditava que ele era o próprio Elias (João 1:21). E se o INRI afirmar que João não sabia que ele era a reencarnação de Elias, eu poderia responder: Mera opinião pessoal do INRI! João Batista sabia sim que era Elias, não o próprio Elias reencarnado, mas uma pessoa que faria uma obra parecida com a do profeta Elias, ou seja, preparar um povo para Deus. (Lucas 1:17) Por isso disse no batismo de Jesus: "Eis o cordeiro que tira o pecado do mundo." (João 1:29) Disse também sobre Jesus: "Convém que ele cresça e que eu diminua." (João 3:30) Portanto, João Batista não era a reencarnação de Elias, mas alguém que agiria como Elias agiu, preparando um povo para Deus.

Bloco 6 -IC define seu conceito sobre a Santíssima Trindade e a Bíblia.

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Segundo IC, a Santíssima Trindade é composta do Pai, o único Deus, Inri (não é Deus) e o Espírito Santo, que era Eva no Paraíso. Atualmente, o Espírito Santo não encarna mais. Afirma que possui filhos que enxergam e que não enxergam.

Sobre a Bíblia, define-a como um livro repleto de fábulas e de lendas, como falar Balaão com uma jumenta.

Afirma categoricamente: "Ou INRI Cristo é o Filho de Deus, ou Deus não existe." Novamente, menciona que por não ter ambição econômica, além de não ser um dememente, como provas de ser o Filho de Deus. Declara-se "louco de amor pela humanidade".

Comentário de Fernando Galli - Quando tive o privilégio de conhecer o IC, percebi que havia realmente colocações estranhas em suas crenças. Ensinar que ele (IC) foi Adão e o Espírito Santo era Eva, com todo o respeito, é um absurdo. Primeiro, porque significaria dizer que o Espírito de Jesus e o Espírito Santo, outrora, teriam sido expulsos do paraíso, ou perdido sua condição favorável perante Deus devido ao pecado. Assim, a Santíssima Trindade do IC seria composta de dois personagens que nem sempre foram santos, muito menos santíssimos, e por um Pai sempre santíssimo. Faz isso sentido?

Além disso, Jesus prometeu enviar o Espírito Santo, o qual nos conduziria a toda a verdade? (João 16:13, 14) Que ser inteligente gostaria de ser guiado por um "espírito santo" que outrora foi expulso da presença de Deus? Ou que no passado precisou reencarnar para se aperfeiçoar e evoluir? Como Deus poderia ter um espírito santo que numa certa época pecou? Faz isso sentido?

Sobre a Bíblia ser um livro repleto de fábulas e lendas, essa é uma opinião do IC. Os críticos da Palavra de Deus chegam a dizer que até Jesus Cristo foi uma lenda. A questão é: quais provas cada um teria para suas convicções senão a ação de Deus ou do diabo em defender ou difamar a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada? Pela graça de Deus, entreguei o meu viver ao Senhor Jesus Cristo, e consequentemente creio neste Livro, que bem interpretado, só faz bem!

Bloco 7 - IC fala sobre abusos religiosos e não ser necessário congregar e dizimar brevemente, e por que foi morar em Brasília.

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IC disse que recebeu do Pai primeiramente a ordem de morar na capital mais alta, Curitiba, e depois que seu nome INRI fosse reconhecido oficialmente, deveria se mudar para Brasília, que para ele é a Nova Jerusalém. Descreve brevemente como é o céu. Disse que em certo sentido foi o primeiro espírito a ser criado. Elogia o meu progresso em ser vegetariano.

Comentário de Fernando Galli - Sobre as experiências do IC, não posso precisar o que tenha sido. Uns sugerem que foi possessão demoníaca. Outros uma crise de demência. Outros, uma invenção. Pelo que ouvi dele, e pela sinceridade com que se entrega a sua convicção, creio que IC realmente teve uma experiência com o seu próprio sobrenatural. Não o considero um mentiroso, mas alguém que realmente foi convencido de sua suposta identidade por um ser espiritual.

Outro questionamento sincero que faço é: Como poderia o espírito que na suposta penúltima encarnação - Jesus - que morreu pelos pecados e supostos carmas humanos, portanto bem evoluído no contexto reencarnacionalista, ter nascido há 63 anos, vivido até os 31 servindo a deuses falsos (conforme ele mesmo confessa)? E como pode esse mesmo espírito encarnado, como o cumprimento da volta de Jesus com um novo nome, ter se tornado ateu e só depois ter sido convencido pelo "Pai dele" de sua real identidade, se o próprio Jesus, desde os 12 anos, já crescia na sabedoria da Palavra de Deus (Lucas 2:52)?

Sobre INRI ter sido o primeiro espírito a ser criado, não temos evidências bíblicas sobre isso, muito menos científicas. Se assim fosse, o IC poderia nos revelar com provas e experimentos científicos a verdade sobre a origem da vida, e por um fim ao que ele chama na Bíblia de mitos e lendas.

Bloco 8 - IC ensina que há vida em outros planetas.

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IC lembra Confúcio que disse: "Só os sábios e os idiotas não mudam de idéia". Daí, IC acrescenta que não muda porque sabe que nada sabe. Os idiotas não mudam de ideia porque não se conformam quando dizem que estão errados. Defende, então, a crença de haver vida em outros planetas.

Comentário de Fernando Galli - Apenas quero declarar que assim como IC nega passagens bíblicas por não se coadunarem com a ciência, da mesma forma pediria a ele coerência aqui, pois a ciência jamais provou haver qualquer tipo de vida fora da terra.

Bloco 09 - IC fala ainda sobre os idiotas e depois sobre o ser inteligente.

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Para IC, o idiota aceita o cadeado do raciocínio, baseando-se em opiniões de padres e pastores. Quanto ao inteligente, reconhece que a verdade é avassaladora. O idiota não pode raciocinar e não é capaz de reconhecer que pode ser enganado.

IC diz que seus maiores divulgadores são seu opositores.

Afirma também que dentro de minha pessoa há uma inquietude em conhecer a verdade. Depois, cita o caso de sua discípula mais velha que removeu o cadeado que a impedia de crer na reencarnação.

Comentário de Fernando Galli - Enquanto humanos imperfeitos, somos vítimas de muitos cadeados do raciocínio. Até os cristãos podem ser. Concordo com o IC em muitas de suas colocações, por exemplo, sobre abusos da fé. Tais pessoas se deixam enganar por aproveitadores, e se negam a se deixar mudar pelo verdadeiro Espírito Santo de Deus. Neste momento, aprendo uma lição que devemos tomar, de fato, muito cuidado com seitas e todos os raciocínios humanos contrários à vontade de Deus. Povo cristão, leiam, estudem e meditem na Palavra de Deus! Vivamos mais o amor verdadeiro de Jesus! Chega de idiotices e de pseudo-sabedoria entre nós! A verdade é Jesus, portanto, nada que seja contrário ao que Jesus ensinou seja crido por nós.

Quanto a eu ter uma busca pelo verdade, o IC quase acertou. Para mim, só Jesus é a verdade. (João 14:6) Só Deus é verdadeiro. (Romanos 3:4) Só o Espírito Santo é o Espírito da Verdade. (João 15:20) Só a Palavra de Deus é a verdade. (João 17:17) Ou seja, tudo o que vem de Deus é a verdade! Mas eu sou pequenino demais perante os caminhos de Deus. (Isaías 55:8, 9) Então, se já tenho o Espírito do Pai, do Filho e do próprio Espírito Santo morando em mim (João 14:23; 1 Coríntios 6:19), preciso buscar aprender cada vez mais com Deus. Convido IC e seus discípulos a aprender juntos comigo sobre o Todo-Poderoso!

Sobre opor-se ao INRI ou não, quero afirmar que me oponho a suas crenças, mas Deus pos em mim o grande desejo de ser seu amigo pessoal e de seus discípulos. Deploro qualquer ato que fira a integridade moral dele e de seus discípulos. Dizer, por exemplo, que em sua casa "rola sexo" é uma tremenda falta de respeito e soa como calúnia, e Jesus condenou isso. - Lucas 3:14.

Bloco 10 - IC fala sobre o que mais o incomoda na religiosidade brasileira.

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IC menciona que dói ver brasileiros trabalhando de sol a sol e recebendo um salário pequeno e serem obrigados a dar dez por cento do seu salário, e se não derem, os pastores dizem que estão roubando a Deus. Cita o exemplo de um seguidor de Davi Miranda, que dá o dízimo para um pastor que tenha carro, mas o dizimista nem sapatos tinha. E questiona: Se Jesus disse que o obreiro é digno do seu salário, por que, então, retirarem dez porcento do salário do qual ele é digno?

Outro fato que lhe dói é a crença em imagens.

Depois, termina com o caso de um pastor que estava desafiando-o. O pastor ajoelhou-se, por algum motivo e ficou de olhos fechados, então, IC fica diante dele, para que quando o pastor abrisse os olhos se visse ajoelhado diante do IC. Então, IC sorrindo exclama: "Puta, quando ele abriu o olho...!"

Comentário de Fernando Galli - Tudo o que doo para Deus é de coração. Confesso que de tantos maus exemplos cometidos por muitos pastores, evito até chamar de dízimo o que doo. O IC e seus discípulos cansaram de ver os mesmos erros que nós, não é verdade?

Concordo com o IC sobre o erro de se usar imagens e pediria a permissão de acrescentar às palavras corretas dele contra a idolatria: MUITOS EVANGÉLICOS ESTÃO IDOLATRANDO PASTORES! Isso é uma vergonha! De que adianta tachar os outros de idólatras de imagens, se idolatram homens como se fossem seus santos padroeiros, e intercessores preferidos entre Deus e os homens, como se eles fossem os homens das orações fortes? CHEGA DESSA PALHAÇADA!

Quanto ao IC ter usado a palavra "puta", quem sou eu para condená-lo. Somos imperfeitos, e sem querer podemos usar uma palavra que jamais seria falada no céu, pois afinal de contas ali deve ser o modelo perfeito de linguajar puro! Perdoo você, IC, por esse lapso, em nome do Senhor Jesus! Eu também já errei assim, e até pior! Perdão Deus Pai, em nome de Jesus!

Bloco 11 - IC fala sobre as testemunhas-de-jeová.

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Comenta que o nome "Salão do Reino das Testemunhas de Jeová" parace ensinar que o reino é das TJs. Como Deus é onipresente, para que ele precisaria de testemunha? Para IC, mudaram o nome de Deus de Senhor para Jeová, em Isaías 42:8. E o maior erro de todos, para IC, nas TJs, é proibir a questão do sangue.

Insere na conversa a questão do equivoco que ele acha que cometeram de retirar 07 livros das Escrituras, os chamados apócrifos. E comenta que o Pastor Edson Martins ter feito uma tese de doutorado baseado na vinda do IC.

Para IC, a causa da ruptura na família do mundo são os valores invertidos. O operário trabalha e é obrigado a dar o dízimo. Os filhos dos bandidos ganham dinheiro por seus pais estarem presos. Para ele, isto é uma incoerência.

Comentário de Fernando Galli - Gostaria de explicar ao IC e aos seus discípulos que, por eu ter sido testemunha-de-jeová por 17 anos, sei que o nome Salão do Reino das Testemunhas de Jeová não quer dizer que o Reino é das TJs, mas que o Salão é do Reino do "deus" das TJs, e que este Salão do Reino é para as TJs usarem. As TJs jamais ensinaram que o reino é delas. Não quero de modo algum defender as crenças TJs, pois quem me conhece sabe que não faço isso, mas apenas ensinar ao IC em que as TJs realmente creem.

Sobre o nome Jeová, em Isaías 42:8, as TJs não manipularam o texto para se beneficiarem dele, ou justificar o nome Testemunha de Jeová. No hebraico ocorre o tetragrama YHWH, assim, em vez de usar SENHOR, como a maioria das Bíblias fazem, verteram YHWH por Jeová. Se o IC soubesse hebraico, seria mais fácil ele entender isso. Por isso, a Bíblia de Jerusalém, que contém os Sete Livros a mais que o IC defende, reza: "Eu sou Yaweh, este é o meu nome." (Isaías 42:8) O problema das TJs não é usar o nome Jeová, mas crer num outro "jeová". E isso eu provo em outros textos meus.

Bloco 13 -Considerações finais de IC.

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Para IC, por ter sido testemunha-de-jeová, eu devo ter o desejo de aprender a verdade, e diz que eu poderia aceitar ser iluminado e reconhecê-lo como INRI Cristo. Daí, retorna ao caso do sangue, afirmando que são bem-aventurados aqueles que doam sangue. Nisso, ele discorda das TJs, mas concorda com elas que Jesus não é Deus, pois se fosse Deus a quem ele teria invocado enquanto estava na terra? Para IC, a crença de Jesus ser Deus é algo do catolicismo. Aproveita para negar os relatos da moeda na boca de um peixe, o relato da multiplicação dos pães, pois quem teria contado quantos pães e peixes foram multiplicados. Quem assim crê beira a esquisofrenia, segundo IC. E então mostra a prova de uma contradição: "Quando é que eu sou Jesus, quando eu dei cinco mil pães, ou quando eu disse que nem só de pão vive o homem?" Ao final, termina a minha entrevista, e explica que não é do seu costume dar a mão, mas poe sua mão em minha fronte, como que abençoando a minha glándula pineal. 


Comentário de Fernando Galli - Discordo do IC que o Jesus da Bíblia não era Deus. Como creio que o Deus Todo-Poderoso são três pessoas distintas num só Deus, cada Pessoa da Trindade interage entre si, sendo assim, Jesus clamava ao seu Pai. Quem crê na Trindade, não crê que são a mesma pessoa o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas que Deus são três pessoas distintas, mas não três deuses.

Jesus jamais afirmou, de fato, categoricamente: "Eu sou o Deus". Por que não fez isso? Porque, segundo a Bíblia, Jesus existia na forma de Deus, e se humilhou e veio como homem. (Filipenses 2:5-8) E como homem, não poderia afirmar, no estado humilhado, ser Deus. Deixou tudo às mãos de Deus, enquanto homem. Mas ressuscitado, todo a autoridade no céu e na terra lhe é dada. (Mateus 28:18) Assim, Jesus novamente se torna igual ao Pai em autoridade, portanto, Jesus, era essencialmente Deus.

Sobre IC negar relatos bíblicos sobre a vida de Jesus, o tempo dirá a ele e a seus discípulos se esses fatos são verdadeiros ou não. Poderá ser antes ou depois da morte deles. Espero que seja antes. Ademais, multiplicar os pães numa situação de fome não entra em choque com a afirmação "nem só de pão vive o homem". Por quê não? Porque uma coisa é alimentar quem tem fome, outra é concordar com aqueles que preferem o pão à palavra que sai da boca do SENHOR.

Conclusão

Quero sinceramente agradecer ao INRI Cristo pela bondade demonstrada em me receber, e também a seus discípulos, muito educados e prestativos em terem se preocupado até em me orientar sobre como chegar até eles. Agradeço à discpipula Assinoê por sempre ter me atendido pelo telefone com muita cordialidade.

Sobre o conteúdo da entrevista, peço minhas sinceras desculpas ao INRI Cristo por não concordar com a grande maioria de suas convicções, todavia, aprendi muito por tê-lo conhecido. Quando o vi orando por duas vezes, antes de depois da entrevista, percebi uma intimidade muito grande da parte dele para com o pai a quem ele ora. Quantos cristãos hoje não demonstram intimidade como esta, ou até melhor, em suas orações? Conforme dialoguei com o IC, percebi ser um homem estudado, conhecedor de muitos fatos e um bom observador. Por que não usarmos o mesmo desejo de aprender para com nossas leituras bíblicas? Vi também discípulos obedientes, que vivem para fazer a vontade do INRI, ali. Por que não termos desejo igual ou maior em fazermos a vontade do nosso Deus Todo-Poderoso? (Mateus 7:21-23; João 13:17) Observei também uma igreja organizada, limpa, bem cuidada. Por que não cuidarmos de nossos templos da mesma forma, ou até melhor? Vi também respeito e ordem ali. Como se comportam nossos filhos nos templos? Prestei muita atenção no modo como os discípulos do INRI ouvem suas palavras. Por que saímos tantas vezes para ir ao banheiro durante os nossos cultos, ou inventamos desculpas para dar uma saidinha? Como uma última comparação, percebi que o IC e sua equipe fazem uma excelente triagem para permitir a entrada de alguém ali. Quão bom seria se muitas de nossas igrejas fizessem o mesmo para que pregadores ladrões não entrassem nelas e cobrassem para li pregar! Que nojo eu sinto disso!

Por fim, oro a Deus pelo INRI Cristo e por seus discípulos. Gostaria muitos de vê-los no céu. Deus os abençoe, em nome do Senhor Jesus, amém! - Fernando Galli.

O site o INRI CRISTO é www.inricristo.org.br