TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - COMO AINDA ENSINAM A TRATAR DESASSOCIADOS


Lamentavelmente, toda a semana recebo ligações de ex-TJs, desassociadas ou dissociadas da STV (Sociedade Torre de Vigia), que reclamam pela forma como seus parentes desta organização sectária os tratam. Embora em artigos passados já expusemos o ostracismo praticado pela STV, faremos uma atualização de textos extraídos da literatura TJ, provando que nada mudou. Na verdade, piorou! Observe:
PROVA 1 - "A desassociação é outra forma de disciplina de Jeová. Ela protege a congregação de má influência e pode ajudar na recuperação do pecador. (1 Cor. 5:6, 7, 11) Roberto ficou desassociado por quase 16 anos. Nesse período, seus pais e irmãos seguiram firme e lealmente a orientação da Palavra de Deus de parar de ter convivência com transgressores, nem mesmo os cumprimentando. Roberto foi readmitido há alguns anos e está progredindo bem espiritualmente. Quando lhe perguntaram o que o motivou a voltar para Jeová e seu povo depois de tanto tempo, ele respondeu que o modo como sua família agiu o influenciou muito. “Se minha família tivesse tido nem que fosse um mínimo de contato comigo, por exemplo, apenas para ver como eu estava, isso teria me deixado satisfeito. Não teria contribuído para que meu desejo de estar com eles me motivasse a voltar para Deus.”" - A Sentinela 15 de junho de 2013, p. 28.
RESPOSTA CRISTÃ - Usar 1 Coríntios 5:6, 7, 11 para justificar não ter contato com a pessoa da própria família é um disparate, uma farsa religiosa típica de um movimento considerado na Rússia como extremistas. Paulo pede para expulsar um imoral do meio da Igreja porque ele de dizia irmão, como se tudo estive bem, mas tinha relações sexuais com a mulher de seu próprio pai. Paulo diz para os cristãos em Corínto não se associar com imorais, avarentos, etc. Mas isto é no contexto de IGREJA, não família! Não há nada no texto onde se afirme que as famílias, ou os pais de uma pessoa devidamente disciplinada, não possam conversar com ela. Por isso, na Parábola do Filho Pródigo, o pai recebe o filho de braços abertos, quando ele se arrepende. Nada no texto diz que o pai esperou muitos meses ou um ano, como faz a organização TJ, para receber o filho no convívio da família. - Lucas 15:11-32.

Outro absurdo é: O que deve motivar uma pessoa excluída do rol de membros de uma igreja cristã a retornar nos caminhos do Senhor? Na Parábola do filho pródigo, encontramos a resposta. O filho promete a si mesmo:  "Vou me levantar, irei até meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti." (Lucas 15:18) Foi o genuíno arrependimento e a humildade! Quando um cristão se arrepende de verdade, ele não o faz por temer ou não suportar mais as consequências presentes ou futuras. Ele simplesmente afirma: Pequei! Faz como Davi, ao se arrepender. (2 Samuel 12:13) São entristecidos segundo a vontade de Deus, para que se arrependam, "pois a tristeza segundo a vontade de Deus produz arrependimento". (2 Coríntios 7:9, 10) Mas aqueles que agem como Judas sentem remorso. Eles não voltam para a organização a que pertenciam não porque estão arrependidos, nem porque Deus os entristeceu, mas porque a disciplina se tornou insuportável. Não foi amor a Deus, mas uma fuga da situação imposta pelo movimento. Por isso, o sectário acima afirmou que se a família TJ dele tivesse tido algum contato com ele, ele não teria buscado a voltar para Deus. Então, voltar para Deus dependia de a família dele conversar com ele ou não. E como fui TJ quase 17 anos, afirmo: Todos, todos, todos os TJs retornam para fugir das consequências da desassociação. Eu disse TODOS! Mesmo que alguns afirmem que voltaram para o movimento, porque quiseram ter o favor de Jeová, na verdade, conforme se deixou vazar no texto TJ acima, são as consequências da desassociação ou dissociação que movem a pessoa a se "arrepender". 

Com isso em mente, veja outros textos onde pais ou filhos TJs são impedidos pela STV TJ de conversarem ou terem contatos uns com os outros quando uma das partes é desassociada:
PROVA 2 - "Veja o caso de uma irmã cujo filho adulto durante certo período amava a Jeová. Mais tarde, porém, sem arrependimento ele escolheu levar uma vida de pecado. Assim, foi desassociado da congregação. A nossa irmã amava a Jeová, mas amava também o filho, e achava extremamente difícil obedecer à ordem bíblica de evitar a associação com ele. Que conselho você daria a essa irmã? Um ancião ajudou-a a ver que Jeová entendia a sua dor. O irmão sugeriu que ela pensasse na dor que Jeová deve ter sentido quando alguns de seus filhos angélicos se rebelaram. Raciocinou com ela que, embora saiba como essa situação pode ser sofrida, Jeová requer que pecadores não arrependidos sejam desassociados. Ela aceitou de coração os lembretes e apoiou lealmente a desassociação. Essa lealdade alegra o coração de Jeová. — Pro. 27:11." - A Sentinela 15 de fevereiro de 2011, pp. 31, 32.
RESPOSTA CRISTÃ - A tolice desse movimento ao interpretar a Bíblia é ridícula! Afirmam no texto acima, entre linhas, que assim como a Bíblia não registra contatos e conversas de anjos fiéis com anjos expulsos dos céus, assim também aquela mãe deveria evitar contatos com seu filho desassociado. Que pena! Pois comparar seres angelicais caídos, os quais jamais se arrependerão, e já estão condenados, com pessoas que são disciplinadas por má conduta, mas podem ser ajudadas pelo amor e atenção da própria mãe - sim, isso é de uma burrice interpretativa incomparável! 

É tão absurda essa política de desassociação que eu gostaria de inserir uma informação valiosa aqui. Imagine que um filho TJ aos seus 20 anos, já casado e morando num outro lar, estivesse em coma num hospital precisando de transfusão de sangue, e seus pais TJs, em acordo com os médicos, decidissem doar sangue para seu filho. Daí, esse filho sai do coma e depois de receber alta do hospital, ouve de seus pais: "Nós ajudamos a salvar a sua vida com uma transfusão de sangue! Doamos sangue para você. Nós entendemos que Jeová não proíbe transfusões de sangue." Então, esse filho, por ser fiel à organização TJ, denuncia seus pais para os anciãos. Você sabe o que acontecerá com esses pais? Eles serão expulsos dali, e o filho deles não poderá mais manter contato com seus pais, a menos que um assunto de máxima urgência justifique esse contato. Veja as provas disso abaixo:
PROVA 3 - "Coerente com esse entendimento da questão, a partir de 1961, quem quer que desconsiderasse esse requisito divino, aceitando transfusão de sangue, e manifestasse uma atitude impenitente seria desassociado da congregação das Testemunhas de Jeová." - Proclamadores do Reino, p. 183.
PROVA 4 - "Depois de ouvir um discurso numa assembléia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembléia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato." - Nosso Ministério do Reino, Agosto de 2002, p. 4.
RESPOSTA CRISTÃ - Embora o caso acima seja fictício, se tivesse de fato ocorrido, e os pais não se arrependessem de ter doado sangue a seu filho, eles realmente seriam desassociados e seu filho, salvo pelos pais, se fossem fiel ao "jeová-TJ" e à "religião TJ", não poderia ter contato com eles até a sua readmissão.

Como conclusão, peço aos que lerem essa matéria que não a guardem como tesouro escondido. As pessoas precisam saber desse tratamento desumano praticado pelas TJs. Não se trata de pregar o ódio religioso, pois isso seria pecado da mesma forma como não salvar a vida de alguém com o sangue. Mas precisamos avisar a todos: A organização TJ age assim quando alguém sai, ou por viver em pecado, ou por meramente discordar dos ensinos e, desejar, por exemplo, ser de outra religião. Por isso, espalhem esse texto. Ajudará em muito a que mais e mais pessoas que iniciaram um estudo com os asseclas do Corpo Governante, abandonem essa religião e venham a conhecer uma igreja cristã e o próprio Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Eu afirmo com muita alegria: Sinto-me um privilegiado por Deus ao ter sido liberto por Ele dessa organização de ensinos aberrantes como os mencionados acima. 

É importante também o meu testemunho. Já me emocionei com muitos relatos de TJs, como o de pais ex-TJs me ligarem alegando abandono de filhos TJs; de uma avó que discordou amigavelmente da organização TJ e foi ser batista, e ouviu de seu neto querido de onze anos: "Só visitaremos a vovó quando a senhora retornar a Jeová"; de uma filha desassociada em prantos que ao visitar sua mãe num domingo, ouviu: "Filha, você não pode mais entrar aqui em casa, a menos que retorne a Jeová"; e do marido ex-TJ que ouviu da esposa: "Você não tem mais autorização de Jeová para ensinar a Bíblia para nossos filhos, muito menos para mim. Não serei obrigada a tolerar isso de você!"

Aos ex-TJs que me ligam, ou até me adicionam no ZAP (16 99454-3942), saibam que vocês são amados pelo Deus da Bíblia, e que estou à disposição de vocês para ajudá-los dentro de minhas possibilidades. Quero ajudá-los biblicamente, e apresentar a vocês o Deus que conheci. Atualmente sou pastor cristão, e declaro já ter ajudado mais de 200 TJs a saírem dessa "religião", e a todas elas preguei Cristo para elas, sendo que algumas dele afirmaram ter se convertido a Jesus. - Pr. Fernando Galli.

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