sexta-feira, 23 de junho de 2017

A IMPORTÂNCIA DE SUPORTARMOS UNS AOS OUTROS


Já aconteceu com você de não conseguir suportar uma pessoa? Com todos nós, claro! Somos imperfeitos, mas aqueles que desfrutam da habitação do Pai, do Filho e do Espírito Santo em suas vidas, pois como convertidos a Jesus e foram transformados, naturalmente têm uma inclinação maior para suportar o próximo. O texto bíblico base para tal tema diz: 
“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.” - Efésios 4:1, 2.
Com este texto em foco, o que envolve a expressão “suportando-vos” e como ela se relaciona com o contexto? E quais os benefícios, de acordo com a Bíblia, de se praticar o “suportando-vos”? Será que vale a pena mesmo?

SUPORTAR É PERDOAR SEMPRE 

As atitudes do semelhante contrárias às expectativas de outrem podem perdurar. Em outras palavras, o ofensor nem sempre comete um ato isolado de ofensa, mas persiste em sua atitude pecaminosa, quer ciente ou não do seu erro. Nesse caso, pode-se diferenciar que o ato de suportar alguém envolve perdoar muitas vezes até que passe a provocação. No texto em que Jesus refere-se a perdoar setenta vezes sete (ou: “setenta e sete vezes”) (Mateus 18:22), não se menciona o perdoar como se referindo ao mesmo pecado ou não, todavia a ideia do texto parece indicar uma contínua prática do perdoar, ao que se pode considerar como suportar. Portanto, não seria errôneo concluir que suportar envolve um conjunto de perdões por um período de tempo indeterminado.
SIGNIFICADO DE “SUPORTAR” NO TEXTO GREGO
Em Efésios 4:1, 2, o apóstolo Paulo usou o vocábulo grego (anéchomai) e, segundo VINE, significa “manter para cima, manter erguido [...] é usado na voz média no Novo Testamento, com o significado de “aguentar com, suportar”.[1] Assim, “suportar” parece indicar o esforço que alguém faz para suportar algo que precisa tolerar, carregar, como se estivesse segurando algo para cima. CHAMPLIN relaciona “suportando-vos” uns aos outros com “tolerância mútua”.[2] Isso implica num suportar mútuo – todo cristão precisa tolerar, suportar o outro.
No Novo Testamento, os usos de anéchomai dão uma ideia do esforço que se deve fazer para praticar o “suportando-vos”. Por exemplo, Jesus usa este vocábulo em relação à geração sem incrédula e perversa quando pergunta: “Até quando vos sofrerei [ou: suportarei]?” (Mateus 17:17; Marcos 9:19; Lucas 9:41.) Paulo relaciona o suportar com a perseguição: “Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos.” (1 Coríntios 4:12) Paulo também usa anéchomai ao referir-se aos cristãos sensatos tolerando os insensatos, aqueles que os escravizavam e até esbofeteavam-lhes no rosto. (2 Coríntios 11:19, 20) Portanto, com mesma intensidade urge aos cristãos suportarem-se uns aos outros, até que passe a provação.
COMO E POR QUE “SUPORTAR UNS AOS OUTROS”
O mesmo escritor de Efésios 4:1, 2, o apóstolo Paulo, descreve o amor como “paciente e benigno”.(1 Coríntios 13:4) Visto ser o amor ao próximo que motiva o cristão a tolerar, torna-se impossível praticar o “suportando-vos” sem o exercício da paciência e da benignidade. Ao mesmo tempo em que o cristão mostra paciência, procura o bem de seu próximo que o ofende em palavras e ações, evitando revidar ou vingar-se, mas procurando usar de longanimidade, sempre esperando que a situação seja superada e resolvida. Sobre isso, CHAMPLIN afirma:
“Mas a ordem para nos suportarmos uns aos outros dá a entender que haverá entre nós abusos reais, pelo que também teremos de perdoar ofensas reais e teremos de exercer grande paciência. Portanto, o sofrer os erros cometidos contra nós é algo equiparado com a paciência, ao mesmo tempo em que devemos manter a atitude apropriada de amor por aqueles que provocaram a situação de conflito.”[3]
No texto de Efésios 4:2, Paulo deixa claro que o “suportando-vos uns aos outros” deve ser “em amor”. Por que “em amor”? ADAMS e STAMPS explicam ser “pelo fato de o amor procurar o bem-estar dos outros e o bem-estar do corpo de Cristo”.[4] Isto apenas reitera a verdade: Quem ama perdoa, quem suporta pratica o perdão – temas estes dos primeiros três capítulos desta obra.
Evidentemente, nunca é fácil suportar. Todavia, conforme se aprende com a Bíblia, a prática da humildade, qualidade esta inserida no contexto imediato de Efésios 4:2, ajuda o cristão a suportar uns aos outros, pois uma mente humilde provém de uma avaliação honesta de si mesmo da parte do cristão: ele reconhece seus erros e limitações, e que também necessita ser suportado. O apóstolo Paulo, inclusive, roga aos cristãos em Corinto para que o suportassem mais em sua loucura, referindo-se ao zelo que tinha por eles. (2 Coríntios 11:1, 2) Assim, admitir com humildade a imperfeição possibilita-o a suportar assim como deseja ser suportado.
Mas por que, então, a necessidade de se suportar uns aos outros? O contexto de Efésios 4:1, 2 responde a esta pergunta com a expressão no versículo 1 “andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” e com a do versículo 3 “esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. 

Suportar uns aos outros implica que o cristão anda, ou vive, de modo digno da vocação a que foi chamado. Sua conduta diária corresponde com o estado de redenção através de Cristo Jesus. Implica também no esforço contínuo da parte do cristão para evitar facções, disputas, “arrogância, falsidade, orgulho e atitudes egoístas”.[5] Antes, o cristão se apressará em preservar a unidade do Espírito, no vínculo da paz, o que, segundo CHAMPLIN, “transcende a mera harmonia doutrinária e de filiação eclesiástica”.[6] Significa o cristão deixar o Espírito Santo atuar em sua vida como inestimável ajuda para haver tolerância mútua. Essa paz advinda do Espírito Santo, pela qual o cristão se empenha através da tolerância mútua, contribui para que os novos na fé sintam os benefícios espirituais e até físicos de se conviver numa igreja que vive à altura do nome de Jesus Cristo.
Mas suportar uns aos outros implicaria em se fazer vista ao que é errado? De modo algum, segundo as Escrituras. A tolerância mútua não implica em cegueira para com o pecado, mas envolverá muitas vezes, principalmente àqueles cristãos espirituais, tomar a iniciativa de raciocinar com a pessoa em pecado, sempre com profundo respeito e brandura, conforme a Bíblia insta nas palavras: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:1, 2) - Pr. Fernando Galli.



[1] VINE, W. E. & UNGER, Merril F. & WRITE JR, WILLIAM. Dicionário VINE. Página 1007. Editora CPAD. 3ª. Edição. 2003.
[2] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 4. Página 594. Editora Hagnos. São Paulo. 2005.
[3] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 4. Página 594. Editora Hagnos. São Paulo. 2005.
[4] ADAMS, J. Wesley e STAMPS, Donald C. Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. Editado por French L. Arrington e Roger Stronsad. Página 1236. 2ª. Edição. CPAD. 2004.
[5] CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. Página 1858. Editora Vida Nova. 2009.
[6] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 4. Página 594. Editora Hagnos. São Paulo. 2005.

terça-feira, 13 de junho de 2017

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E A PEDOFILIA


Um dos apologistas TJs, que se intitula Queruvim, proprietário de sites em defesa da Tradução do Novo Mundo - a "bíblia TJ", publicou num de seus sites uma matéria sobre a pedofilia. No afã de criticar os ex-TJs e as Igrejas Cristãs que denunciam os erros da organização TJ, ele elencou dezenas de notícias, com fotos de pastores e líderes evangélicos pedófilos, e na foto abaixo, veja o que esse ele escreveu sobre o assunto e vejamos depois onde é mesmo o paraíso da pedofilia?

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEU MEDIADOR DE ARAQUE

A minha intenção ao escrever este texto é para que você jamais creia no falso Jesus apregoado pelos testemunhas de Jeová. Dentre tantas heresias dessa organização contra a pessoa de Jesus, uma das piores delas diz respeito ao ensino de que o "jesus" TJ é mediador apenas de um pequenino grupo desta seita, hoje conhecido como restante ungido. Como assim?

segunda-feira, 5 de junho de 2017

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - COMO DEUS PODE SER ONIPRESENTE SE 1 REIS 19:11, 12 PROVA O CONTRÁRIO?

Em 1 Reis 19:11, 12 lemos o seguinte: "E Deus lhe disse: Vem para fora e sobe o monte diante do SENHOR. Então o SENHOR passou, e um grande e forte vento separava os montes e despedaçava os penhascos diante do SENHOR; mas o SENHOR não estava no vento. Depois do vento veio um terremoto; mas o SENHOR não estava no terremoto. E depois do terremoto veio fogo; mas o SENHOR não estava no fogo. E depois do fogo veio uma voz mansa e suave." Então, nossos amiguinhos TJs enchem o peito e concluem: "Viu? Como Jeová pode ser onipresente se ele não estava no vento e no terremoto e no fogo"?

Antes de respondermos sem maiores dificuldades à pergunta acima, convém lembrar que o "deus" dos TJs realmente não é onipresente mesmo. Satanás não pode ocupar sequer dois lugares ao mesmo tempo. Mas o DEUS DA BÍBLIA, o TODO-PODEROSO, pode. Lemos em 1 Reis 8:27 que os céu dos céus não pode conter Deus. Deus é infinitamente maior que sua criação. O salmista disse que para onde ele fosse, tentando fugir do Espírito de Deus,  "lá TU ESTÁS". (Salmos 139:7) Observe que o salmista está se referindo à pessoa de Deus, com o pronome "TU", e não a uma suposta energia ou força de Deus, com apregoam os adeptos da organização TJ.

Quanto à pergunta dos TJs, uma resposta simples: Deus se manifestou a Elias de uma forma que Elias percebesse a presença dEle. O relato diz que "Deus passou". Assim, nesta manifestação, o relato inspirado narra sobre a presença de Deus do ponto de vista de Elias. Ele "viu" Deus passar, de forma limitada é claro, pois quem ver Deus morre. (Êxodo 33:20) E nessa manifestação limitada, Elias percebeu a presença de Deus num local apenas. Como não percebeu a presença de Deus no vento, no terremoto e no fogo, o relato afirma que Deus não estava nesses três elementos, na acepção de não ser percebido.

Além disso, nessa manifestação divina, o vento tinha a função de separar os montes e despedaçar tudo; o terremoto e o fogo tinham também a sua função destruidora, embora não mencionada no texto. Por que Deus, nesta manifestação, não se fez ser percebido nesses três elementos? Porque os três elementos tinham como alvo destruir algo, e não Deus, óbvio! A forma didática como Deus se mostrou a Elias ensinava a ele que Deus pode agir sem ser percebido, mas age. Elias se sentiu só, e necessitava de que Deus o fortalecesse. (1 Reis 19:10) Mas quando Deus usa suas forças para cumprir seus propósitos, tudo o que Deus promete se cumpre na vida de Elias.

E para concluir, os TJs imaginam que o "deus" deles não pode ser onipresente porque se o fosse seria um Deus mais fraco. Observe a linha de raciocínio deles: Se Jeová estivesse em todos os lugares ao mesmo tempo, não seria todo-poderoso, pois lhe seria muito fácil, estando em todos os lugares, saber de tudo. Ou como expressou certa TJ num site:


Quando li isso, fiquei pasmo. Quem disse que Deus é onipresente para saber das coisas? Isso parece piada! É como certo dissidente da organização TJ, que ainda carrega heresias consigo, o qual me disse: "Deus não sabe de todas as coisas, mas sabe de algo no futuro apenas quando quer saber. Se ele já soubesse de todas as coisas, ele não teria poder para saber delas. Consequentemente, não seria todo-poderoso."

Adoram um "deus" que não é onipresente, porque precisa usar sua força ativa para ir até um lugar, e não é onisciente, pois tem muito a aprender quando quer aprender.

Muito bom! Adoram um "deus" que precisa usar o poder que tem para ser Todo-Poderoso, quando na verdade, SER TODO-PODEROSO NÃO DEPENDE DE NADA. É o "deus" que deve exclamar a cada descoberta: Vivendo e aprendendo! - Fernando Galli. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - A PÁTRIA MELHOR DE HEBREUS 11:16 É NO CÉU OU PERTENCENTE AO CÉU?

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas dos TJs - a bíblia fabricada pela seita com o fim de adequar a Palavra de Deus aos ensinos do Corpo Governante - traduz Hebreus 11:16 de um modo diferente de 99,9% das versões bíblicas, dando a entender que os servos pré-cristãos aguardavam uma pátria não no céu, mas pertencente ao céu, ou seja, o Reino de Deus, que será estabelecido aqui na Terra. Será que isto procede? A resposta é um sonoro não. Por quê?

FIM DAS ATIVIDADES DO SITE IACS - INSTITUTO APOLOGÉTICO CRISTO SALVA

Comunicamos aos irmãos que estamos parando de postar matérias nesse site. O IACS tem o prazer de informar que as novas matérias estão sendo...