domingo, 10 de outubro de 2010

PÉROLA SECTÁRIA - OS PRIMEIROS E OS ÚLTIMOS NA ÓTICA KARDECISTA

Em mateus 20:16, Jesus proferiu o seguinte: "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos". Aqui trata-se do final da parábola dos trabalhadores. (Mateus 20:1-16) Certo pai de família sai de madrugada e ajusta trabalhadores por um dia, para receberem um valor X. Às nove da manhã (terceira hora), ao meio dia (sexta hora) e às 15 horas (nona hora) ajusta outros trabalhadores. E perto da noite, por volta das 17 horas (undécima hora), ajusta trabalhadores por apenas uma hora. Depois, ordena que todos recebam a mesma quantia, dos últimos contratados até aqueles primeiros. Com isso, muitos murmuram contra o pai de família por aqueles que trabalharam apenas uma única hora e receberam o mesmo que os outros que trabalharam mais. Como Allan Kardec e os espíritas aplicam essa passagem? Veja:
“Bons espíritas, meus amados, sois todos vós obreiros da última hora. [...] os trabalhadores chegados à primeira hora são os profetas, Moisés, e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, seguidos através dos séculos pelos apóstolos, os mártires, os Pais da Igreja, os sábios, os filósofos, e, enfim, os espíritas, Estes, os últimos a virem, foram anunciados e preditos desde a aurora do Messias, e receberão a mesma recompensa.”  - Allan Kardec,  O Evangelho Segundo o Espiritismo, páginas 252, 253, capítulo XX, itens 2 e 3, 304a. Edição, Editora Ide.
Resposta cristã - Todas as seitas poderiam usar essa mesma interpretação para suas prerrogativas de única igreja verdadeira. Visto que são grupos recentes, como o Espiritismo Kardecista, que surge após a morte de Allan Kardec em 1869, apregoam serem os trabalhadores da última hora. No caso do Espiritismo, que se denomina o cumprimento da vinda do Consolador, a explicação herética acima confere aos espíritas de hoje o papel de personagem central da parábola de Jesus, e como se Moisés e os primeiros cristãos fossem os resmungadores. Mas na verdade, Jesus não falava de uma seita que surgiria para negar sua morte sacrificial e ensinar uma doutrina da salvação por méritos próprios. O objetivo da parábola de Jesus era mostrar que "os que se arrependem na última hora podem ser igualadosaos que muito antes já haviam começado na bondade e no trabalho. O que importa não é o volume de trabalho, mas a sua qualidade." - LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia, página 249, 250. Editora Vida. São Paulo. 2006.

Percebemos aqui também uma crítica de Jesus àqueles que, na obra de Deus, pensam no lucro, não reconhecem os direitos do patrão, Jesus, de abençoar quem e como quiser, e a inveja daqueles que pensam mais na quantidade de que na qualidade. (HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Mateus. Volume 2. Página 335. Editora Cultura Cristã) Que atitude desrespeitosa daqueles murmuradores diante de um Dono da Vinha que por generosidade contrata além do que precisava, que não pagou menos do que o combinado, mas que agraciou os que estavam há mais tempo sem trabalho! De fato, "a graça de Deus não está limitada por nossos conceitos de justiça; suas dádivas são muito além daquilo que merecemos." (CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. Página 1398. Editora Vida Nova. 2009.) A graça de Deus viu-se demonstrada no caso do malfeitor, ao lado de Jesus, que nos últimos minutos, por demonstrar fé em Jesus, recebeu a promessa de estar, naquele mesmo dia, com Ele no paraíso, sem precisar reencarnar centenas ou milhares de vezes, para pagar por seus crimes antes da cruz. Jesus pagou por ele, que trabalhou pouco, mas com qualidade. - Lucas 23:39-46.

Pobre daqueles que se acham os últimos - os espíritas - que se acham ser merecedores do salário divino, mas motivados pela crença de que percorrerão muitas vidas, mundos, até se tornarem puros - recompensa demorada! No caso destes, seu patrão nem lhes é salvador, nem gracioso, pois muito trabalho ainda lhes dará, em muitos sofrimentos, sem um resgatador, até que possam se livrar de suas supostas e tão necessárias reencarnações. Os cristãos, em vez disso, são alvos da graça de Deus. Trabalhamos por estarmos certos e agradecidos da recompensa, maior do que imaginávamos, cem vezes mais, já no presente, e no mundo porvir, com vida eterna. (Mateus 19:28, 29; Marcos 10:29, 30) - Fernando Galli.

Créditos do cartum acima - www.cartunage.blogspot.com; Joaquim Monteiro.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E JOÃO 1:1

A Tradução da Bíblia mais combatida e questionada! Seria perseguição à organização que a produziu?  Não! Durante dezesseis anos achei que tive o prazer de usá-la. Depois de convertido, decepcionei-me. Todos nós sabemos que a Tradução do Novo Mundo [TNM], em João 1:1, traduz: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus." Por que acrescentam o artigo definido "um"? Porque no grego, quando não há artigo definido "o", "a", "os", "as" diante dos substantivos, podemos acrescentar os artigos indefidos do português. Veja, em grego, de João 1:1:
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Temos em amarelo, acima, as duas ocorrências da palavra "deus", uma com o artigo definido [tòn theón], traduzida pela TNM por "o Deus", e outra sem o artigo definido [theòs], traduzida por "um deus". Gramaticalmente, está correta? Sim! Se déssemos essa tradução para um ateu, perito em grego, ele chegaria a essa tradução. Todavia, a Bíblia não é um livro de gramática, e o significado teológico está acima da gramática, em si. Como no mundo espiritual só há dois tipos de deuses, o Deus Verdadeiro, que no grego ocorrerre com ou sem artigo definido, e os deuses falsos, como o próprio Satanás, chamado de "o deus deste século" em 2 Coríntios 4:4. Assim, gramaticalmente, a palavra "deus", com ou sem artigo definido, não designa, em si mesma, quem é o Deus verdadeiro ou falso. De acordo com o próprio Jesus, quando estava na terra, em sua natureza humana, chamou seu Pai de "o único Deus verdadeiro". (João 17:3) Todos os outros deuses, além do Deus e Pai de Jesus, são falsos. Por quê? Porque só o Deus da Bíblia é Deus por natureza, por essência. A questão é que Jesus, conforme João 1:1, lá no princípio, antes mesmo de haver anjos, era Deus, e não "[um] deus". Por quê? Porque Jesus seria outro deus, se fosse "um deus". Não teria natureza divina, pois só o Deus verdadeiro a tem.

Interessante é que João não escreveu "e o verbo era um deus", mas "deus era o verbo". Por que essa inversão? Para realçar a natureza do Verbo. As Tjs, seguidoras de seu Corpo Governante, afirmam crer que Jesus tem natureza divina, mas não é o Deus Todo-Poderoso. Isso é bizarro e herético! Só Deus é Deus, pois só Ele tem natureza divina. Assim, a TNM acerta gramaticalmente, mas peca onde mais interessa: No campo teológico, doutrinário. E a TNM é tão desonesta, pérfida, horripilante e satânica, pois é a Satanás que acaba por honrar, que das 282 vezes que théos (deus) ocorre sem artigo, no Novo Testamento, apenas 16 vezes recebeu o mesmo tratamento que deram para "deus", em João 1:1, ou seja, não foi fiel a seus princípios. Por exemplo, somente em João 1:1-18, "théos" (deus) ocorre oito vezes, nos versículos 1, 2, 6, 12, 13, 18, e dessas oito apenas em duas vezes ocorre com o artigo definido, nos versículos 1 e 2. Nos outros seis casos, não há artigo definido antes de "theós" (deus). O que seria de esperar que a TNM fizesse nesses casos? Que fosse fiel ao que faz em João 1:1 e acrescentasse "[um]" também. Adivinha se o fizeram! Não!, mostrando sua arbitrariedade. (Compilado de Gramática Grega, página 267, de Daniel B. Wallace, IBR.) Veja:


TEXTOS EXTRAÍDOS DA TRADUÇÃO INTERLINEAR DO REINO GREGO-INGLÊS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Graças a Deus, libertei-me da TNM. Estou do lado das centenas de peritos que a reprovam, e não do lado de uns poucos que a aceitam, e ainda não inteiramente. Que as TJs possam se conscientizar dessa farsa e perniciosa destradução. - Fernando Galli.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE UM CONDENADO À MORTE

Já presenciei alguém morrer, aos meus oito anos, quando um trem atropelou um bêbado, cujo corpo esfacelou-se. Mas nunca ouvi as palavras de alguém condenado à morte. Infelizmente já li cartas deixadas por suicidas, despedindo-se desta vida. Mas nem em sonho imaginei que pudesse ler palavras de um condenado à morte, e injustamente. Estou pasmo, sentindo suas dores, com um breve texto,  que se prolonga nos meus pensamentos desde que o li. Leia:

"Olá! Quando minhas palavras forem publicadas, provavelmente não estarei mais vivo. No local onde vivo, cada dia mais pessoas como eu esão sendo condenadas à morte, e infelizmente, pelo menos no meu caso, estou para pagar com minha vida por algo que não fiz. Mas já soube da sentença. Sinto-me preso, sem alegria, embora devesse me sentir esperançoso. Meus batimentos cardíacos aumentaram demais depois que soube da decisão. Queria tanto viver mais, poder contribuir com meu país, casar-me com quem seria alvo do meu amor pelo resto da vida. Que pena! Minha vida está por um fio. Meus olhos não veem uma luz sequer. Minhas mãos nada podem fazer. Deus me deu a vida, mas meus semelhantes a tirarão. Tenho gemido, esperneado, suplicando pela vida. Eu não tenho culpa, não fiz nada de errado. Por que me condenar injustamente? Por que há humanos tão maus? Por favor, coloque-se em meu lugar. Ore por mim. Minha hora chegou. Meus executores já estão a postos. Estou ansioso. Não sei se será envenenamento ou esquartejamento. Espere! Estou ouvindo uma voz entranha e uma voz conhecida. Alguém parece estar falando com minha mãe. Não! Minha mãe está contra mim. Socorro! Ajudem-me! Eu quero viver! Eu quero te amar, minha mamãe! Mãe, eu te amo! Nãooooo! Um tubo se aproxima de mim. Que dor! Não vou suportar. Estão me despedaçando. Parem com isso, por favor! Deixem-me nascer! Não mãe, deixe-me nas..." 

Em hipótese nehuma, sob a mais aparente justa escusa, gostaria que pessoas como estas morressem sem ter a menor culpa. Infelizmente, ateus e religiosos, mães e mãos, corroboram com isso. Lamentável. Jogam a vida no lixo. Forma desumana de reagir covardemente diante de um problema que gerou uma vida. Meio trágido de preferir conviver com o trauma de se ter matado alguém a superar o trauma de um estupro. Jeitinho malvado de matar para poder viver sem o risco de morrer por um filho. Modus operandi de quem não tem o Deus da vida como certeza de vida eterna.  Meio esdrúxulo de apresentar a falácia "você nunca foi mãe nesta circunstância" e esquecer-se da verdade "você nunca foi aquele feto". - Fernando Galli.

PÉROLAS SECTÁRIAS - "POR QUE O ESPÍRITO SANTO É TÃO FRACO NA TRINDADE?"


Há muito tenho analisado os argumentos contra as doutrinas cristãs. Muitos deles possuem a intenção sincera de defender a fé pela qual até morreriam. E eu sempre admirei convicção. Sabe por quê? Porque sectários convictos, quando convencidos pelo Todo-Poderoso Espírito Santo de Deus, tornam-se cristãos que manejam bem a Palavra da Verdade. - 2 Timóteo 2:15.


DESAFIO AO FALSO PROFETA ROMILSON FERREIRA

Estou desafiando este falso profeta a sofrer, ou eu ou ele, as consequências de se agir como falso profeta. Ele previu datas para arreba...