sábado, 21 de agosto de 2010

É MAIS DIFÍCIL EVANGELIZAR ATEUS?

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas aos ateus quando um cristão afirma que tem provas científicas da existência de Deus. São geralmente cristãos mal informados. Não existem provas científicas de que Deus exista. E se existissem, teríamos que determinar qual Deus existe: Jeová, Alá, Buda, etc.. Provaríamos isso cientificamente? Jamais! Da mesma forma, os ateus não têm como provar cientificamente que Deus não existe. No máximo, poderiam afirmar: "Até agora, se existe, Ele não se revelou com provas científicas para nós." Calma! Não se assuste, meu caro leitor! Provas científicas são aquelas que podem ser constatadas em laboratório, inclusive serem reproduzidas e visualizadas. Mas Deus é espírito. (João 4:24) Não podemos colocar Deus num laboratório, e nem poderemos, pois se o fizéssemos, tornaríamos a existência de Deus e nossa fé nEle dependentes dessa prova. E um Deus que depende de provas científicas, materiais, para ser crido, é inferior a essa prova. Deus não precisa disso. Assisti a uma palestra do irmão em Cristo, Augustus Nicodemos, sobre Criacionismo ou Evolucionismo, e dele ouvi as seguintes palavras, aqui parafraseadas: "A briga sobre a existância de Deus não é no campo da ciência, e sim da fé. Assim como os evolucionistas ateus têm fé em que Deus não existe e na teoria da evolução, assim também temos fé em que Deus existe e criou todas as coisas". Sim, tudo é uma questão de fé. Todavia, a fé que os evolucionistas depositam em suas teorias e suposições carece de muitas provas, do contrário não seria teoria. E tais provas precisam ser visíveis, cientificamente palpáveis. Nossa fé em Deus vem do próprio Deus. (Lucas 17:5) Mas se não há, para os cristãos, provas científicas sobre a existência de Deus, o que nos faz crer nEle? Ele! Fomos eleitos desde a fundação do mundo! (Efésios 1:3, 4) Não me pergunte por que muitos não foram. Não sou Deus para responder. Assim, quando abordamos ateus, com seus inúmeros questionamentos, simplesmente digo a eles: 'Queridos, Deus um dia se revelará a vocês, não de uma forma científica, mas espiritual. Isso ocorrerá, ou antes da morte de vocês, ou depois'. Evidentemente, vou argumentar que "cada casa é construída por alguém, mas Deus construiu tudo" (Hebreus 3:4), todavia os ateus têm outros pressupostos - tudo veio do acaso. Daí, direi: 'Mas o acaso não pode construir algo, pois para ele ocorrer, alguma ação deve ter originado tal acaso. Por exemplo, se por acaso eu encontrar uma carteira no chão, alguém deixou-a cair ali'. Mas os ateus dirão: 'Um acaso gera outro, e o começo disso não se sabe'. E aonde chegaremos nesse debate? A lugar nenhum. Mas de qualquer forma, devemos pregar Cristo a eles, pois no final, eles serão indesculpáveis perante Deus. Queria que o meus leitores refletissem no seguinte: O Espírito Santo convence o pecador do pecado. Então, Ele convence o ateu de seu pecado também. Mas o Espírito Santo é Todo-Poderoso, e eu não consigo imaginar o Todo-Poderoso Espírito Santo não conseguindo convencer o pecador, mas posso entender que aqueles que não hão de ser salvos jamais receberão essa graça de serem convencidos. Não me entra na cabeça o Espírito Santo tentar convencer quem ele já sabe que não será convencido, ou não ser bem-sucedido em convercer meros humanos infintamente inferiores. Eles apenas terão a oportunidade de ouvir o evangelho através de nós, que não somos Todo-Poderosos, para dizerem NÃO ao evangelho! Querido leitor, Deus não falha em convencer, nem lhe falta poder para isso. Tanto que muitos ateus foram convertidos a Jesus, não porque quiseram, mas porque o Espírito Santo lhes convenceu de forma irresistível, inquestionável. Imagine isto: Jesus pregou a muitos. Eles não foram convencidos pelo Espírito Santo, ou o Espírito Santo não tentou convencê-los, porque primeiro já sabia que não se converteriam, e segundo, não haviam sido escolhidos desde a fundação do mundo? Creia: Você (cristão salvo) e eu fomos eleitos desde afundação do mundo. Muitos ateus, não. Então, é mais difícil evangelizar ateus? Sim e não. Sim porque os argumentos deles fogem da questão fé, Bíblia, e se concentram na ciência, nas provas, e como não estamos preparado para tais argumentos, nem conhecemos ciência como muitos ateus, torna-se realmente difícil o diálogo; E não, porque também há muitos que creem em Deus e jamais serão convertidos também. Façamos nosso evangelismo de forma cabal. Os ateus são insensatos por afirmarem "Nâo há Deus" (Salmo 14:1), mas são alvos do nosso amor. Cem por cento dos ateus que hão de ser salvos serão convencidos pelo Espírito Santo. E cem por cento dos que não foram eleitos desde a fundação do mundo, ateus e religiosos, irão para o inferno. E se você é ateu e está lendo essa matéria, e achou Deus injusto, acho bom você rever seus conceitos se realmente você é ateu. Afinal de contas, chamar quem não existe de injusto não é nada científico! Observação: Se você é apologista e acha heresia eu ser calvinista, seja macho e publique em seu site que você acha heresia o calvinismo e, inclusive, não dê palestras em igrejas calvinistas, se beneficiando do dim-dim de quem você acha herege. Quanto a mim, não acho heresia e nem pecado o arminisnismo (ateísmo é pecado), mas acho uma infantilidade espiritual  de quem foi eleito e salvo antes da fundação do mundo, mas não cresceu suficiente na fé, a ponto de entender a tão maravilhosa graça irresistível de Deus. De qualquer forma, ver-nos-emos no céu. Mas os ateus que não forem convertidos até sua morte, sinto muito. - Fernando Galli, 21 de agosto de 2010.

Créditos da foto acima - http://ateismoxteismo.blogspot.com/2009/11/ateismo-x-teismo.html

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O QUE FICARÁ?


“Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos”. - 1 Coríntios 13.9.

Não estamos no mesmo contexto de Paulo quando escreveu aos coríntios, ordenando a teologia de uma igreja ativa, porém ambiciosamente orgulhosa. Mas, ainda assim há semelhança suficiente para aplicarmos esta frase em nossa vida.

Líder destacado; agora instruído. Bacharel. Mestre. PhD. Em meio a tanta formação e informação, cerimônias, debates, aulas, pregações, e afins; o que realmente diferencia o comum do incomum?

Entre alguém que pensa muito saber e alguém que sabe pouco conhecer, qual a diferença, já que para ambos, conscientemente ou não, há limite certo no conhecimento e na aplicação deste? Por melhor observador, e por maior agregador que sejamos, em parte conhecemos e em parte ensinamos, pregamos, discipulamos.

“O amor nunca falha” (1 Coríntios 13.8a).

A diferença é o amor. Amor de Deus compartilhado com o homem, que quando enraizado, o torna humilde e agregador. Através deste enxergamos que nossa participação nas “conquistas” está mais em sermos conquistados do que em conquistarmos o conhecimento; sendo esta uma boa aplicação de que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Somos tomados, conquistados pelo Senhor, para então entendermos a sabedoria; que é sempre visível através dos relacionamentos: “A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17).
Após tanto esforço, ou mesmo completa ausência de esforço, o que ficou?

Tantas conversas e debates, o que ficou de bom conselho? Tantas pessoas, tantas risadas, o que ficou de verdadeira e doce amizade? Tantas mensagens ouvidas, ou pregadas, o que ficou de vida? Tantas horas de estudo e de pesquisa, o que ficou de aplicação? Tanto investimento, o que ficou de bom para a família? A família ficou?

“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (João 15.10a).

O amor fica! O amor é o resultado dos mandamentos do Senhor. Por isso Paulo escreveu que o amor nunca falha. Qualquer coisa passa, mas o amor fica.

Depois que você, assim como eu, passar, o que ficará? De tudo o que conquistou ou foi conquistado, de tudo o que fez ou deixou de fazer, o que ficará que valerá a pena? Oxalá seja o amor!

Pr. Wagner Amaral

domingo, 8 de agosto de 2010

O PAIPÓCRITA


Criei algumas definições do que significa ser "pai" para muitos que trilham o Cristianismo:

Ser pai é não orar com os filhos na mesa, mas em vez disso ensiná-los a ver TV comendo;
Ser pai é orar na frente dos filhos só quando vem visita;
Ser pai é ler jornal, revista, notícias na internet, mas não ler a Bíblia com os filhos;
Ser pai é brigar com a esposa na frente dos filhos e colocá-los contra ela depois;
Ser pai é falar palavrões na frente do filho, no trânsito ou quando o time dele toma um gol;
Ser pai é chamar o filho de burro quando ele erra na tabuada;
Ser pai é ir ao shopping com o filho e fazer de conta que está sozinho;
Ser pai é subir no púlpito e dizer "Eu e minha casa servimos ao Senhor" e o filho perguntar para a mãe do lado: "Isso é com a gente?"
Ser pai é cumprimentar a todos na igreja, mas nem beijar os filhos em casa;
Ser pai é falar de Deus para outros mas falar dos outros para os filhos;
Ser pai é discipular o filho a tratar mau a esposa e a família;
Ser pai é perder o culto por motivos banais, mas honrar os compromissos seculares pontualmente.
Ser pai é assistir aos cultos e preferir os filhos brincando lá fora a ficarem do seu lado;
Ser pai é apagar o seu histórico de navegação na internet e proibir os filhos de fazer o mesmo;
Ser pai é rebaixá-los na frente dos filhos dos outros;
Mas também ser pai é fazer tudo o que os filhos querem.
Ser pai é quando os filhos perguntam: Olhou no trazeiro daquela mulher por quê?;
Ser pai é responder: Pensei que fosse sua mãe;
Ser pai é culpar o diabo quando os filhos se desviam de Deus;
Ser pai é dar mais tempo ao cachorro e aos canárinhos do que aos filhos;
Ser pai é encher os filhos de brinquedos, mas não brincar com os filhos;
Ser pai é se vingar dos filhos com cintadas e chineladas, na hora da ira.
Ser pai é sentir-se cansado e dormir na hora dos cultos;
Ser pai é dar uma "camisinha" para o filho desviado de Cristo;
Ser pai é levar os filhos e a esposa no culto e deixá-los na esquina; e voltar.
Ser pai é dar a vida para ser famoso e ficar famoso por não dar a vida pelos filhos;
Ser pai é brigar com o professor porque o filho foi mal na prova;

 - Fernando Galli.

Créditos da foto acima: http://www.bestrockpics.com/r-h-213-hypocrisy-69-hypocrisy-wallpaper-02-1260.htm

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

IGREJA DE DEUS DO SÉTIMO DIA E SUA FALSA ACUSAÇÃO AOS QUE CREEM NA TRINDADE

A Igreja de Deus do Sétimo Dia (IDSD) tem suas origens em Miridian, Idaho, EUA. Aqui no Brasil, surgiu de um pequeno grupo de dissidência adventista denominado Organização Evangélica Universal dos Primogênitos (OEUP), com sede em Guarulhos, SP. Esse grupo, em 1978, decidiu filiar-se à Igreja de Deus do Sétimo Dia dos EUA, e em 1984, adaptando suas crenças à tal IDSD, a OUEP se torna IDSD e rebatiza todo o seu rol de membros.  Entre as suas heresias, muitas delas importadas de outras seitas, acusam os cristãos de negarem a humanidade de Jesus Cristo por crerem ser Ele Deus-Filho - tudo porque, igualmente às Testemunhas de Jeová, ensinam um Jesus criado e divino numa acepção diferente. Observe o que argumentam seus adeptos:
“Estamos falando de Jesus, de Seu nascimento à Sua morte. Neste período Ele era somente homem. Embora com boas intenções, os teólogos confessam a fé docetista e pregam um Jesus irreal, que podia ser Deus quanto homem. Assim fosse Ele não era menor que os anjos e Sua morte seria duvidosa. Com isto negam a humanidade dEle, enquadrando-se entre os que não confessam Sua vinda em carne. Quem, nas entrelinhas nega a humanidade de Jesus, confessa mensagem do anticristo e esta não salva o pecador. (I João 4:2, 3; II João 7).” - Caderno de Lições Para Escola Bíblica (Especial - Estudo Bíblico - Vol. III) - Desenvolvendo Nossos Princípios de Fé, Lição 7, página 15, MInistro Altair Junqueira.
Refutação apologética - A Igreja de Deus do Sétimo Dia (IDSD) tem suas origens em Miridian, Idaho, EUA. Aqui no Brasil, surgiu de um pequeno grupo de dissidência adventista denominado Organização Evangélica Universal dos Primogênitos (OEUP), com sede em Guarulhos, SP. Esse grupo, em 1978, decidiu filiar-se à Igreja de Deus do Sétimo Dia dos EUA, e em 1984, adaptando suas crenças à tal IDSD, a OUEP se torna IDSD e rebatiza todo o seu rol de membros.

A IDSD afirma que Jesus, aqui na terra, tinha natureza apenas humana. Igual às Testemunhas de Jeová, negam a Divindade de Jesus, mas em suas publicações fala-se da divindade de Jesus referindo-se a ser Ele o Logos de Deus, ou a Palavra de Deus. Assim, entendem “divindade de Jesus” comoa “origem divina de Jesus”. No entanto, como podemos ter certeza de que Jesus, aqui na terra, era perfeitamente Deus e perfeitamente homem? Que Jesus era Deus pode-se observar por Ele ter poder para perdoar pecados e por ser adorado. Observe os textos abaixo:
  • Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados—disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.” - Mateus 9:6.
  • “Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? [...] Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados.” - Marcos 2:7, 10.
  • “E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados—disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa.” - Lucas 5:21, 24.
  • “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.” - Mateus 8:2.
  • “Enquanto estas coisas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.” - Mateus 9:18.
  • “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” - Mateus 15:25.
  • “Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou.” - Marcos 5:6.
  • “Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.” - João 9:38.
Assim, é muito mais do mera boa intenção chamar Jesus de Deus. É bíblico e cristão fazer isso. A Igreja fundada por Jesus, em toda a sua história, tem considerado Jesus Cristo assim, e lutado contra heresias as quais retiram dEle sua real Divindade.

Mas a IDSD, ao mesmo tempo que se refere a nossa boa intenção, parece usar de má intenção, ou no mínimo de terrível ignorância das doutrinas cristãs históricas, por insinuar que os teólogos confessam a fé docetista. Do que se trata o docetismo, de acordo com nossas publicações cristãs? Observe:
“Uma heresia do final do Século I que afirmava que Jesus apenas aparentava ser humano. [...] Negavam a humanidade de Cristo, mas afirmavam a divindade.” - Enciclopédia de Apologética, página 286, Editora Vida, 1999,  Norman Geisler.
Realmente, o docetismo negava a humanidade de Jesus, mas a doutrina cristã nada tem a ver com esse absurdo. Jamais negamos ser Jesus perfeitamente humano. Norman Geisler, um dos maiores apologistas cristãos, faz uma brilhante refutação ao docetismo, citando provas bíblicas da perfeita humanidade de Jesus Cristo:
Jesus morreu como homem, não como Deus.
“01. Os ancestrais de Jesus eram humanos. - Mateus 1:1, 20-25; Lucas 2:1-7; 3:23-38;
02. Jesus teve uma concepção humana. - Lucas 2:4-7.
03. Jesus teve um nascimento humano, pois sua mãe, Maria, teve gravidez de nove meses. - Lucas 1:26, 56, 57.
04. Jesus teve uma infância humana, sendo circuncidado (Lucas 2:21, 22); impressionava em seus conhecimentos (Lucas 2:41-49);
05. Jesus passou fome humana. - Lucas 4:2;
06. Jesus teve sede humana. - João 4:6, 7;
07. Jesus sentiu cansaço humano. - João 4:6; Marcos 6:31;
08. Jesus teve emoções humanas: chorou (João 11:35), perturbou-se (João 11:33) e ficou irado (João 2:15);
09. Jesus tinha senso de humor (humor baseado no senso do ridículo). - Mateus 23:24;
10. Jesus tinha linguagem e cultura humanas: Era Judeu, tinha uma mãe judia. - Mateus 1:1, 20-25; Gálatas 4:4;   João4:5-9.
11. Jesus teve tentação humana. - Hebreus 4:15; Mateus 4:1-10.
12. Jesus era de carne e osso humanos: foi perfurado (João 19:34); participou da condição humana (Hebreus 2:14);
13. Jesus sentiu dor humana. - Mateus 27:34.
14. Jesus teve uma morte humana. - Mateus 16:21; 1 Pedro 3:18.”

- Adaptado de Enciclopédia de Apologética, páginas 287, 288, 
Editora Vida, 1999,  Norman Geisler.

Assim, a IDSD não fala a verdade quando acusa os teólogos cristãos de docetistas por crerem que Jesus  seja Deus. Os líderes da IDSD afirmam isso porque cremos na Divindade de Jesus; então raciocinam que se Jesus fosse Deus Ele não poderia ter sido menor que os anjos. Todavia, a Bíblia ensina que embora Jesus, existindo na forma de Deus, humilhou-se e se fez servo, homem. (Filipenses 2:5-8) Como Deus pode, na pessoa do Filho, tornar-se humano, limitado e servo? Bem, não temos como explicar isso, pois não somos Deus. Mas cremos pela fé que Ele, Jesus, é Deus (João 1:1) e homem, conforme evidências acima. O fato de não explicarmos os mistérios de Deus registrados na Bíblia não os invalida nem nos autoriza a inventarmos explcações mais fáceis para o inexplicável Deus. O mesmo ocorre com o mistério da eternidade de Deus: Ele é sem princípio e sem fim. (Salmo 90:2) Quem explica isso? Ninguém! Mas cremos pela fé, porque somos cremos em Cristo e consequentemente cremos na Bíblia. O mesmo se dá com a união das duas naturezas de Jesus Cristo - perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Não somos docetistas, muito menos anticristos. Pelo contrário, temos a grande alegria de adorá-lo e confessá-lo com os mesmos dizeres de Tomé, e sem precisar ver para crer: "Senhor meu e Deus meu." - João 20:28. - Fernando Galli, 04 de agosto de 2010.
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Créditos da ilustração no topo: http://redrose1988.wordpress.com/
Créditos da foto de Jesus na Cruz: Do filme Paixão de Cristo, de Mel Gibson. FOX FILMES.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

HOMENS DE AUTORIDADE


Forma de superioridade constituída por uma investidura. Seja por alguém, ou pela competência em determinada área, ou assunto.  Diante disto, exerce o direito de fazer obedecer, o domínio, a influência, o prestígio. Um tanto diferente com o ser autoritário: Que tem o caráter de dominação, impositivo, violento, arrogante. Que não tem a competência devida, mas quer impor autoridade.

Considerando a autoridade do homem no lar, lidamos com algumas indagações incomodantes, como: O que Deus, e nossa família, espera de nós? Já temos, da parte de Deus, a autoridade investida. O que nos falta? A nossa parte. A competência. Exatamente aquilo que mais é cobrado, e que mais nos falta.

Deus revela nas Escrituras que uma das piores coisas é uma mulher rixosa (Pv. 21.19). E todos nós concordamos com isso, mas o problema é quando nós (homens) cooperamos para que ela seja rixosa, ou para que não tenhamos argumentos convincentes para que ela deixe de reclamar, ou criticar. E isto se dá:

Quando não assumimos a responsabilidade do manter a casa ajeitada.

Quando não encarnamos o papel de pai na educação de nossos filhos.

Quando damos terrível exemplo em nossas escolhas e gostos.

Quando somos infiéis ao Senhor.

Quando não satisfazemos nossa mulher sexualmente.

Quando não cuidamos do que falamos ou fazemos.

Quando não administramos o tempo, priorizando o que vale a pena.

Conta-se que certo líder da igreja tinha um filho muito rebelde. Preocupado com a situação, convidou o pastor para almoçar em sua casa e ajudá-lo com alguns conselhos. À mesa, o garoto ficou em volta do pastor, examinando-o curiosamente a procura de algo. Espantado com o gesto estranho da criança, o pastor lhe perguntou amavelmente o que desejava. “Eu estou procurando sua outra cara… o papai sempre chega da igreja reclamando e dizendo que o pastor tem duas caras”. Não podemos esperar que os nossos filhos aprendam a obedecer sem o nosso exemplo.

Tenho me preocupado cada vez mais com esta geração de crianças, adolescentes e jovens. Mas tenho observado claramente que o mal crescente nesta geração encontra-se dentro de casa. E este mal tem nome: “homens”.

A pergunta é: Onde estão os homens? Desde que as mulheres iniciaram sua luta pela liberdade feminina, que os homens se amedrontaram, e estão definhando. Onde estão os homens de iniciativa - aqueles que sabem o que quer, e vão à luta? Onde estão os exemplos de maturidade, de serenidade, de firmeza? Onde estão aqueles que protegem suas famílias? A melhor proteção para a geração mais jovem é um bom exemplo da geração mais velha.

Conta-se que Abraão Lincoln, quando presidente dos Estados Unidos, certa vez recusou-se a receber uma pessoa. Sua secretária lhe indagou. Lincoln respondeu: “Não vou com a cara dele”. “Mas, presidente, que culpa o homem tem de ter a cara que tem?”, perguntou a secretária. A resposta de Lincoln foi singular: “Depois dos quarenta anos, um homem é responsável pela cara que tem”. Estava certo. Somos responsáveis pela cara que temos, pela cara de nossa família, pela cara de nossa esposa, pela cara de nossos filhos.

O que será da igreja daqui a alguns anos? Olho para nossas crianças, adolescentes e jovens, e fico na dúvida, olho para as mulheres e as vejo meio que perdidas, correndo, lutando, olho para os homens e o que vejo? O que você vê? Em boa parte das igrejas um grupo que, como grupo, nem sempre tem autoridade, porque nem sempre vive como grupo. No meio deste, como que perdidos, um grupo que luta com autoridade para influenciar a todos. Mas vejo outro grupo de homens sem autoridade, sem expressão, acomodados, que deveriam assumir uma mudança radical em sua vida para que a futura geração seja uma geração abençoada.

Homens de autoridade. Ah! Quanta falta fazem…!

Autor: Pr. Wagner Amaral

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ESPIRITISMO KARDECISTA NEGANDO O PAI E O FILHO?

Dizem os espíritas: "Jesus diz que ouvia a voz do Pai (João 5:30). Então, ele era médium de Deus." Aprenderam a crer assim com quem? Das explicações sobre Jesus que Allan Kardec deixou em seus livros, muitas vão de encontro à Palavra de Deus, a Bíblia. Uma delas afirma o seguinte:
“Segundo a definição dada por um Espírito, ele era um médium de Deus.”- Allan Kardec, A Gênese, página 271, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.
O que é um médium, segundo o próprio Espiritismo Kardecista? 
“Médiuns, quer dizer, meios, ou intermediários entre os Espíritos e os homens.” - Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 19, 3a. Edição, Junho/2004, Boa Nova Editora. 
Por que chamar Jesus de médium é uma heresia? Porque de mediunidade, segundo essa seita, todos têm uma certa quantidade. Assim, como creem na evolução do espírito através de reencarnações até que se torne um espírito puro, que fora o caso de Jesus, então nós poderemos ser um dia iguais a Jesus. Veja:
“Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo é um médium. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseqüência, não é privilégio exclusivo; também são poucos nos quais não se encontrem alguns rudimentos dela. Pode-se, pois, dizer que todo mundo é, mais ou menos, médium.” - Allan Kardec, Obras Póstumas, página 181, 38a. Edição, Editora, Editora FEB.
Apregoar Jesus como médium de Deus, assim como qualquer um de nós pode ser, rebaixa-o à posição igual a de qualquer outro espírito criado por Deus, o que faz os espíritas kardecistas negarem Jesus como Deus. Por isso, lemos num livro espírita o seguinte:
“Se Jesus, ao morrer, entrega a sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus.” - Allan Kardec, Obras Póstumas, página 150, 38a. Edição, Editora, Editora FEB.
Assim, além de considerarem Jesus como médium, negam-no como Deus. Mas a Bíblia o define como Deus. (João 1:1; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13, Hebreus 1:1-8) Os kardecistas não compreendem que o Todo-Poderoso subsiste em três Pessoas distintas, assim, Jesus é submisso ao Pai, mas ambos têm a mesma essência Divina, mistério este jamais compreendido pela razão humana, mas aceito por cristãos devido à Bíblia nos ensinar tal doutrina básica do Cristianismo. Então, o comentário acima diz que Jesus entrega sua alma a Deus. Mas a qual Pessoa da Divindade triúna Jesus entrega o seu espírito segundo a Bíblia? Lemos: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (ou alma, no conceito dicotomista). 

Mas será que o Espiritismo Kardecista merece crédito quando define Jesus e sua relação com Deus-Pai? Não, porque seus seguidores difamam o Pai de Jesus quando age nos períodos antes de Jesus nascer. De que forma fazem isso? Por classificarem o Deus do Antigo Testamento da segunte forma:
“Deus terrível, ciumento, vingativo, de Moisés, o Deus impiedoso [...] que ordena o massacre e o extermínio de povos, sem excetuar as mulheres, as crianças e os velhos, que castiga [...] o Deus dos exércitos presidindo aos combates para sustentar a sua própria causa contra o Deus dos outros povos [...] o Deus que faz da vingança uma virtude e ordena pagar olho por olho, dente por dente [...] o Deus mesquinho e meticuloso, que impõe sob as mais rigorosas penas, a maneira pela qual quer ser adorado.” - Allan Kardec, A Gênese, página 23, 14a. Edição, outubro/2005, Editora IDE.
Então, desacreditam no Deus do Antigo Testamento porque não compreendem o Deus Todo-Poderoso como onisciente e executor de sua Justiça contra aqueles que, de acordo com sua onisciência sabia das atitudes do coração de quem executava, fossem elas crianças, mulheres e idosos. Se negam o Deus do Antigo Testamento por agir assim, deveriam negar o Jesus do Novo Testamento também. Jesus fala de pessoas perecerem caso não tenham fé nele (João 3:16), de pessoas indo para o inferno de fogo se ofendessem outras de tolas (Mateus 5:22), fala de pessoas filhas do inferno duas vezes mais do que os escribas e fariseus (Mateus 23:15), chama aqueles que no julgamento ficarão à esquerda de “malditos”, além de os condenarem ao inferno. (Mateus 25:41). Sem mencionarmos as terríveis pragas e castigos que sofrerão aqueles a quem Jesus condenar ao inferno, conforme o livro de Apocalipse. Vemos então que tanto o Pai, no Antigo Testamento, como o Filho, no Novo Testamento, atuam com justiça punitiva para os desobedientes, mas com amor para com aqueles que vivem pela graça e fé. Em toda a Bíblia, Deus-Pai e Deus-Filho demonstram amor e justiça com os mesmos critérios.

Então, por que é rebaixar a Jesus Cristo ofender Deus-Pai de nomes como esses citados acima? Porque Jesus disse: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) São pessoas distintas, na mesma natureza Divina. “Quem vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. (João 14:9) Quem ouviu tais palavras de Jesus entendeu perfeitamente: O Pai (do Antigo Testamento) e o Filho (do Novo Testamento) agem com os mesmos propósitos e objetivos, possuem os mesmos atributos de amor e justiça e compartilham a mesma divindade. Embora Jesus se mostrasse como o único caminho para o Pai, como mediador (e não médium) (Veja João 14:6b), e pusesse fim à observância das leis  dadas a Moisés por terem cumprido seu objetivo de conduzir as pessoas até Jesus, o próprio Jesus as cumpriu em todos os pormenores, como homem judeu. (Mateus 5:17) É rebaixar a pessoa de Jesus afirmar ser ele contrário à lei de “olho por olho e dente por dente”, e principalmente, que ele discordava do Deus do Antigo Testamento. Ademais, Jesus condenou não a lei escrita, mas as interpretações errôneas que se faziam dela e as leis orais dos fariseus, as quais, deturpavam a lei escrita. Por isso, em Mateus 5:21, 27, 31, 33, 38, 43, Jesus usa a expressão “ouvistes o que foi dito”, e em seguida reinterpretava a Lei. Como interpretar mal as palavras de Jesus o rebaixa!

Então, é óbvio que Satanás usa os médiuns espíritas e toda a sua interpretação bíblica para diminuir o valor de Jesus Cristo e de seu Pai e nosso Pai. Em vez de considerá-lo como mediador único (1 Timóteo 2:5) e o Deus "EU SOU" (Êxodo 3:14; João 8:58), os kardecistas tornaram-no apenas como um dos médiuns, embora o mais evoluído já nascido aqui na terra. Com isso, reduzem Jesus a um dos espíritos criados por Deus, que precisou evoluir e se esforçar para se tornar puro, sendo que a Bíblia o define como Criador. (João 1:3; Colossenses 1:15-18) Quanta diferença entre o Jesus dos espíritas e o Jesus dos cristãos!

Portanto, temos um desafio cristão: Aproximarmo-nos dos kardecistas e  explicarmos que o fato de Jesus ensinar aquilo que ouvia do Pai não o torna médium no conceito espírita, mas mostra a Jesus como mediador entre o Deus vivo (não pessoas falecidas) e as pessoas.  Além disso, o fato de os espíritas quererem que Jesus seja um médium não o torna tal. Isso nada mais é do que encaixar Jesus na doutrina Kardecista, o que seria anacronismo. Os alquimistas fazem o mesmo ao considerar Jesus como mago, só porque interpretam os milagres de Jesus como a atuação de um mago atual. Outras crenças chamam Jesus de guru, avatar, maçom e tantas outras qualificações quanto a mente humana fértil imaginar. Mas a questão é: A Bíblia ensina? Se Jesus era médium, por que não há registros dele recebendo mensagens dos espíritos de Daniel, Zacarias e outros antepassados? E por que, para conversar com Moisés e Elias, precisou ser transfigurado? (Mateus 17:-15) Por acaso os médiuns de hoje passam por alguma transfiguração, ou eles são melhores do que Jesus de modo que não precisam se transfigurar para entrar em contato com os espíritos de pessoas que viveram aqui?  Essas argumentações nos ajudarão a dialogarmos sobre a inspiração da Bíblia e, principalmente, sobre quem é Jesus - se apenas um médium, ou o Deus Criador, bem como as semelhanças entre o Deus do Antigo e do Novo Testamento. Quem vê o Pai, vê o Filho. Quem permanece na doutrina, tem tanto o Pai quanto o Filho. 2 João 9. - Fernando Galli, 03 de agosto de 2010.

Créditos da foto (no topo) de Jesus - http://www.quiosqueazul.com.br/2009/09/que-eu-nao-perca.html
Créditos da foto Deus Vingativo - http://psicoterapeutacristao.blogspot.com/2009/07/seu-deus-e-pequeno-demais.html.

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