quarta-feira, 23 de junho de 2010

A SOTERIOLOGIA CRUCIFICADA DAS SEITAS

O sacrifício expiatório de Jesus Cristo foi completo, perfeito. Na cruz, Ele mesmo disse: “Está consumado!” (João 19:30) Não há, então, uma outra etapa no ministério salvífico de Cristo. Por isso, os apóstolos ensinaram que a salvação em Cristo Jesus dependia de um só ato: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”. (Atos 16:30, 31) A salvação vem pela graça por meio da fé, não pelas obras. (Efésios 2:8, 9) A verdadeira fé, demonstrada numa única vida (Hebreus 9:27), traz consigo boas obras, as quais não salvam, mas revelam uma fé viva ou morta. (Tiago 2:26) Mas fé em quem? No Salvador, Jesus, o “único nome dado pelo qual importa que sejamos salvos”. (Atos 4:12) Não há outro meio de alguém ser salvo sem a fé no único mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. (1 Timóteo 2:5) Através dessa fé, o salvo recebe poder de se tornar filho espiritual de Deus. (João 1:12; Gálatas 3:26) Como consequência, tem a certeza da salvação. (Romanos 8:38, 39) Opostamente a esses ensinos bíblicos, observam-se mais heresias dos grupos mencionados acima, desta vez contra a sã doutrina soteriológica, tornando a obra expiatória de Cristo insuficiente ou nula
Segundo o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, todos os seus adeptos não têm a menor certeza de sua salvação. Uma de suas publicações afirma: “Mas há um segredo fascinante e intrigante que Jeová revelou na sua Palavra. É chamado de ‘o segredo sagrado da vontade de Deus’. (Efésios 1:9) Se o conhecermos, além de satisfazer a curiosidade, nos candidataremos a obter a salvação.” (Achegue-se a Jeová, página 189. 2002.) Todavia, Paulo diz: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10) Qual o resultado de as Testemunhas de Jeová se considerarem candidatas à salvação? Afirmam: “Sim, trabalhamos arduamente com o fim de obter a nossa própria salvação e de ajudar outros a também serem fiéis.” (Nosso Ministério do Reino de Dezembro de 1984, página 1.) Se não têm certeza de sua salvação, como ousam ajudar outros a também não ter?

A soteriologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia considera a obra de Jesus na cruz incompleta, embora não admita isso. Conforme já mencionado, creem que desde 22 de outubro de 1844 Jesus iniciou a segunda parte de seu ministério de salvação, o juízo investigativo. Para isso, nessa data, Ele teria entrado no Santíssimo do Santuário Celestial, para limpar de vez os pecados de seu povo. Então, se na cruz ele perdoou, no juízo investigativo ele está purificando o Santíssimo dos pecados. Mas a Bíblia ensina que desde Sua ascensão, Jesus entrou por nós além do véu (no Santíssimo) como precursor, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. (Hebreus 6:19, 20) Os Adventistas do Sétimo Dia também consideram a expiação de Cristo incompleta quando Ellen Gould White afirma:
"Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados. Quando o sumo sacerdote, por virtude do sangue da oferta pela transgressão, removia do santuário os pecados, colocava-os sobre o bode emissário. Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final." (O Grande Conflito, página 421, 24ª edição, 1980) Assim, enquanto o verdadeiro Jesus disse na cruz “está consumado”, o outro Jesus da IASD ainda não consumou sua obra, mas terá uma ajuda final de Satanás.

Por ter um conceito errôneo sobre o Salvador, a IASD ensina heresias sobre a salvação. Apesar de afirmarem que a salvação ocorre pela graça por meio da fé, seus outros ensinos anulam tal afirmação. Por exemplo, os adventistas afirmam que guardam o sábado porque são salvos, mas sua profetiza Ellen Gould White ensina o contrário: “Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (Testemunhos Seletos, vol. III pág.22, EGW ed.1956). Embora admitam Jesus ser o único caminho para o Pai, apregoam: “Temos uma obra a fazer por ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem. Nossos ministros devem buscar se aproximar dos ministros de outras denominações” (Testemunhos Seletos, página 386) e que “Não podemos entrar agora em nenhuma nova organização, pois isso significaria apostasia da verdade” (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, página 30; Revista Adventista, Dezembro de 2003, página 11, 3a. coluna). Portanto, a salvação não é em Cristo Jesus apenas, mas o cristão precisa de obras (guardar o sábado) e não apostatar da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Quanto ao Mormonismo, ele define o Jesus salvador deles da seguinte forma: “Quanto ao Diabo e seus espíritos-amigos, eles são irmãos do homem e também de Jesus e dos filhos e filhas de Deus, no mesmo sentido que nós somos.” (John Henry Evans, An American Prophet, Nova York, NY: Macmilan, 1933, página 241) Para quem crê num salvador irmão do Diabo, torna-se fácil ser vítima de outras heresias sobre a salvação. Para os mórmons, ela somente ocorre nas fileiras do movimento: “Os mórmons têm o único cristianismo puro e perfeito agora na terra.” (Bruce McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, vol. 2, 1976, página 113) Para a Bíblia, a salvação ocorre individualmente, quando a pessoa aceita a Cristo como seu único e suficiente Salvador. (João 3:16) E ensinam declaradamente a salvação pelas obras: “A salvação individual é “aquela que é merecida pelo homem através dos seus próprios atos na vida, e pela obediência às leis e mandamentos do evangelho.” (Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, 1975, 1.134)

Por fim, o Espiritismo Kardecista não crê em Jesus como o Salvador na acepção que a Bíblia lhe atribui. Para essa crença, Jesus salva quando ensina o homem a se livrar de todo o mal através do amor. Mas quanto à morte expiatória de Cristo, descarta-se; pois a “salvação” se dá por méritos próprios, através de muitas reencarnações. Allan Kardec ensinou: “Pelo espiritismo, [...] o homem sabe que a alma progride, sem cessar, através de uma série de existências, até que pode aproximá-la de Deus.” (Allan Kardec, A Gênese, página 26, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide) Afirmou também quanto à reencarnação: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Deus a impôs a eles com o objetivo de os fazer chegar à perfeição: para alguns é uma expiação, para outros é uma missão.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 94, Questão 132, 3a. Edição, Editora Boa Nova) Mas segundo a Bíblia, morremos uma única vez. (Hebreus 9:27) O sacrifício expiatório de Cristo foi capaz de purificar os salvos de seus pecados. - 1 João 1:7.
Conclusão


Apesar de tamanhas heresias contra a Pessoa de Cristo e sua tão grande salvação, o Cristianismo continua no caminho certo, com as doutrinas corretas. Todavia, como muitos adeptos dos movimentos acima abordados são oriundos de igrejas cristãs, vale a pena questionar: Será que estes que nos abandonaram, os quais conforme João saíram do nosso meio porque não eram dos nossos (1 João 2:19), realmente conheciam e criam na são doutrina sobre a Pessoa de Cristo e sua tão grande salvação? Até que ponto, em suas práticas religiosas, não se deixaram levar por conceitos que reduziam os méritos sacrificiais de Jesus, como compartilhar seus méritos da salvação com obras do tipo promessas, rituais e campanhas, ou com objetos como sal grosso, toalhinha que cura, água do rio Jordão, ou ainda com meros homens, como se eles pudessem também salvar? Conhecer a sã doutrina e defendê-la é o mínimo que se pode fazer para agradecer tão grande salvação. - Fernando Galli, 10 de junho de 2010.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - SÃO ESCRAVAS DO CORPO GOVERNANTE?

O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová tentam usar de argumentos não bíblicos para induzir seus adeptos a crerem que desde o primeiro século da era cristã havia um corpo governante. Tentam provar isso para dar a entender de que essa organização seria uma continuação do cristianismo daquela época. Observe o que dizem:

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Testemunhas de Jeová - Interpretações Blasfemas do Livro de Apocalipse - PARTE 1

No meio cristão, sabemos que o livro bíblico de maior diculdade para interpretação é o Apocalipse. Jamais uma denominação, ou um autor de livros, por mais famoso e conhecedor da Bíblia que fosse, poderiam afirmar interpretar o livro de Apocalipse do modo como Deus o interpreta. Ele é o plenoconhecedor dos segredos e mistérios contidos ali. Apsear de sermos limitados em interpretar o Apocalipse, fazemos esforços sinceros de torná-lo útil, quando arriscamos interpretações de possíveis cumprimentos em nossos dias. Com certeza, podemos acertar, podemos errar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ISLAMISMO - COMO ENCARAR SEU AVANÇO NO BRASIL?


Um representante do Islã disse-me por e-mail: "Espero que o Brasil não seja intolerante com nossas crenças".

Quando estive no Havaí, EUA, conheci ex-muçulmanos. Aprendemos sobre como os cristãos são tratados na Indonésia por grupos Islâmicos: Nossas igrejas são queimadas, cristãos são assassinados. Será que isso vai acontecer aqui no Brasil? Claro que sim!

Em todos os países onde o Islamismo cresce, há grupos radicais perseguindo cristãos. Por quê? Porque somos impuros para eles. Tenho, por exemplo, contato com um ex-muçulmano aqui no Brasil. Hoje ele e sua família são,conforme se intitulam, cristãos-católicos. Mas me contaram que já receberam muitas ameaças de morte por telefone, por terem abandonado o Islamismo. É uma religião perigosa? Não preciso responder.

Basta assistirmos aos tele-jornais e observarmos as notícias: "Uma bomba explode e mata 35 pessoas no Irã." Foram cristãos os responsáveis pelo atentado? Não! Todos os dias os tele-jornais perdem seu precioso tempo para dar números dessas tragédias. Quero até sugerir que essas notícias sejam dadas uma vez por ano: "Nesse ano, morreram nos países Islâmicos 234 mil pessoas vítimas de 13 mil atentados à bomba."

Como nós, cristãos, encararemos o avanço inevitável do Islamismo aqui no Brasil? Vamos respeitá-los. Nada de charges zombeteiras, muito menos desprezo ao símbolos deles: Alá, Maomé, Alcorão. Vamos evangelizá-los. Certamente há muitos eleitos entre os muçulmanos que hão de ser salvos.

Qual o nosso papel nessa história como cristãos? Para mim, a maior das bombas que eles têm nas mãos trata-se de uma excelente preparação para deixar o cristão que não lê a Bíblia em dúvida sobre (1) a divindade de Jesus, (2) a inerrância bíblica, (3) a unidade da fé cristã. Em vez de bombas, nossas armas são mais eficientes. Diz a Bíblia: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas." (2 Coríntios 10:4) Enquanto os muçulmanos se matam, preguemos o amor de Cristo.

Eles precisam conhecer a paz que resulta desse amor verdadeiro. Na Mesquita de Santos, um tal de Mohamed me disse: "Não é dando a outra face que se consegue a paz". Como não creem na Bíblia e nos ensinos de Jesus ali delineados, continuarão explodindo e matando.

Dir-me-ão os apologistas islâmicos: "O Cristianismo nunca matou em nome de Cristo?" E eu responderei: "Eram mesmo Cristãos?" E a se disserem: "Mas os que matam cristãos não são bons islâmicos", seria pura inverdade, do ponto de vista do Islã, pois quem faz isso lá é um bom muçulmano.

Espero sinceramente que possamos lidar com amor com aqueles que amam a guerra. Guarde minhas palavras: Se no Brasil os espiritas kardecistas, as testemunhas-de-jeová, os mórmons e os adventistas-do-sétimo dia bombaram em seu crescimento, imagina quantos não vão experimentar a novidade de seguir Alá e seu profeta Maomé!

Amo os muçulmanos, e quero demonstrar esse amor pregando-lhes a paz que vem de Deus e não através de explosões. - Fernando Galli.

EVIDÊNCIAS ASSOMBROSAS DA PLENITUDE DA DIVINDADE DE JESUS

Os pensamentos" de Deus registrados na Bíblia, suficientes para que o concebamos como o Todo-Poderoso, dão-nos uma pequenina idéia sobre o Ser Divino. Lemos em 26:14 sobre quanto sabemos dele: "Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele!" E desse sussurro divino, quanto podemos assimilar sobre a sua natureza? 

Quando conheci o Deus da Bíblia, do modo como Ele se revelou em sua Palavra, respeitando nossas limitações, deparei-me com um grande mistério: O DEUS TRIÚNO, totalmente diferente do "deus" explicável em que cri por 17 anos como testemunhas-de-jeová. Por oito anos tenho dedicado a me aprofundar nas evidências deixadas por Deus na Bíblia desse mistério insondável, inexplicável: O DEUS TRIÚNO. Quanto mais me aprofundo, mais descubro sobre esta verdade.

Jesus, através da irresistível graça de Deus, salvou-me. Em nome dEle, tenho meditado sobre duas grandes evidências de que Jesus é o Deus Todo-Poderoso. Primeiro, Deus é amor. (1 João 4:8) Deus, em toda a eternidade amou. E quem Ele amou em toda a eternidade, antes de criar os anjos? Se Deus fosse o deus dos unicistas, uma pessoa apenas, com três modos de se manifestar em épocas distintas, ou se fosse o deus da Igreja Local de Witness Lee, que existiu primeiro como Pai e depois veio à terra como Filho, mas com o Pai junto, e depois veio como Espírito Santo, mas com o Pai e o Filho juntos, de modo que só o Pai existia primeiro, ou se Deus fosse como o "jeová" das TJs que só conseguiu ser o Pai, mas não Filho e Espírito Santo, e viveu toda a eternidade sozinho - pergunto: Se o Deus da Bíblia fosse assim, a quem ele teria amado por toda a eternidade?

Não que Ele precisasse amar, mas porque Ele é amor, Ele amou por toda a eternidade no relaciomento entre Pai, Filho e Espírito Santo. E amou até mesmo antes de criar o tempo. Mais que isso não posso explicar. Em segundo lugar, chego à conclusão de que Jesus é Deus por ele ter criado todas as coisas, visíveis e invisíveis (João 1:3; Colossenses 1:15-18). Entre estas "coisas" está o tempo. Se Jesus criou o tempo, e "sem Ele [Jesus] nada do que foi feito se fez" (João 1:3b), Ele existia antes do tempo. E se Ele criou tudo, antes de criar havia apenas o nada absoluto. Então, pense: Se Jesus criou tudo do nada, e isso inclui o tempo também, Jesus é o Deus-Todo Poderoso, pois se Deus tivesse criado Jesus para criar tudo (coisas visíveis e invisíveis) do nada, então Jesus não teria criado tudo, pois ele mesmo já havia sido criado e após a criatura Jesus vir a existência, o nada absoluto teria deixado de existir. 

E se Jesus criou o tempo, como Jesus poderia ter sido criado e ter um começo? Poderia algo ou alguém existir antes do tempo ser criado, que não fosse Deus? E se Deus tivesse criado primeiro o tempo para depois criar Jesus? Da mesma forma, Jesus não teria criado tudo, pois daí o próprio Jesus e o tempo já teriam sido criados. Bem, sou muito limitado. Peço perdão a Deus se tentei explicar um pouco dEle. Mas louvo a Ele por falar muito dEle. É para a glória dEle. - Fernando Galli.

SALMO 1 - OS DOIS ESTILOS DE VIDA.

Em toda a história da humanidade, dois caminhos diante do homem são postos para ele trilhar: o caminho da vida eterna e os caminhos da morte eterna. Em Deuteronômio 30:19, 20 lemos "a vida e a morte, a bênção e a maldição".

Com certeza, os salvos escolhem o caminho da vida, mas os não-salvos seguem o seu pensar independente do de Deus. Nos dias de Jesus aqui na terra, o Salvador fez um contraste entre "a porta estreita" que conduz à vida e o caminho espaçoso (ou "larga é a porta") "que conduz à perdição". (Mateus 7:13, 14) Evidentemente, os salvos e os ímpios seguem seus caminhos com estilos de vida opostos em relação aos padrões divinos. 

Encontramos no Salmo 1 uma eficaz diferença o andar dos bem-aventurados e dos ímpios. Neste Salmo, canta-se que "Senhor conhece o caminho dos justos", e pelo que aprendemos, Deus nos dá uma pista muito importante que diferencia o caminho do bem e do mal: "O seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite". 

Certamente, há muitos crentões lendo a Bíblia todos os dias, como um ritual de fé, um amuleto para protegê-los do mal. Mas o salmista inspirado compõe uma verdade jamais ausente dos salvos: O prazer pela Lei do SENHOR. Esse parazer move os justos a andar no caminho certo, porque ele sabe que agindo assim está agradando o Deus Todo-Poderoso. De fato, quem tem prazer pela leitura e meditação na Palavra de Deus evita "o conselho dos ímpios", "o caminho dos pecadores" e "a roda dosescarnecedores". 

Em outras palavras, o justo evita a amizade com os que praticam os prazeres do mundo e que persistem nesse caminho "que perecerá". Lembro, aqui, de 1 Coríntios 15:33, que nos alerta sobre o perigo das más associações (ou conversações), e de 1 João 2:15-17, de onde destaco: "porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo", mas aquele "que faz a vontade de Deus permanece eternamente". 

O salmista diz algo parecido: Enquanto o justo prospera, "como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido", "Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa." Novamente, um contraste subentendido entre vida (árvore) e morte (palha). Ímpios, perversos, escarnecedores - pecadores - não se deixam guiar pela Palavra de Deus, ou por se negarem a conhecê-la, ou por conhecê-la mas se recusarem a praticá-la, ou por estudá-la em seminários e faculdades teológicas liberais e néo-ortodoxas e questionarem a inerrância dos Escritos Inspirados por Deus, chegando até a zombar dela, como um pastor dos muito impostores me disse certa vez: "Quem levar os onze primeiros capítulos de Gênesis a sério, deveria ser internado". 

Viver como ímpio, em desacordo com a Palavra de Deus, não se trata de cometer pecados e sinceramente se arrepender, mas persistir no descaso para com a Lei de Deus. O justo e bem-aventurado se deleita com verdades divinas, as quais os renovam dia-a-dia, como "árvores junto a ribeiros de água". 

Os bons frutos destas pessoas encantam os olhos daqueles que ainda hão de ser salvos, pois suas boas obras lhes dão testemunho de que seu prazer na Lei do Senhor só lhes traz benefícios. Mas as atitudes dos ímpios refletem sua falta de fé na Palavra.  

Assim, que o Salmo 1 nos sirva de grande encorajamento para continuarmos trilhando o caminho do justo, pois em Cristo Jesus já somos vencedores. Nada nos separará dEle. (Romanos 8:37-39) Mas além de andarmos nesse caminho, que demonstremos por nossas ações, como agradecimento por tão grande salvação (Hebreus 2:3) quanto 'amamos a Lei de Deus e que ela é a nossa meditação todo o dia! - Salmo 119:97.

Quanto àqueles que querem uma Bíblia nova, ou que consideram a Bíblia como contendo, e não sendo por inteiro, a Palavra de Deus, que escarnecem dos milagres de Jesus como mitos ou lendas, ou que rejeitam a Bíblia por inteir, é meu desejo sincero a conversão deles, ou então me resta a absoluta certeza de que não nos encontraremos no caminho da vida. E isso não é julgamento, mas veredito, baseado no Salmo 1 e em centenas de versículos bíblicos. Andemos, pois, como cristãos guiados pela Palavra de Deus, mirando nossas ações no exemplo de Jesus Cristo. - Fernando Galli, 22 de maio de 2010.

terça-feira, 1 de junho de 2010

DINÂMICA DA IGREJA LOCAL - A IMPORTÂNCIA DE PERDOAR UNS AOS OUTROS

A definição de perdão contemporânea é: “Remissão de pena; desculpa; indulto.” (1) Todavia, as palavras bíblicas para perdão carregam significados mais profundos. ALEXANDER & ROSNER definem “perdão” e “perdoar” da seguinte forma:

“No AT, as principais palavras hebraicas para “perdão”, e seu sentido básico, são as seguintes: slh (perdoar, perdão, enviar), noe’ (carregar, levar embora), kpr (cobrir), mhh (limpar) e ksh (cobrir). [...] O NT usa uma seleção bem menor de palavras. A mais comum é aphiêmi (usada com a conotação teológica de perdão cerca de 40 vezes), que é o principal verbo para “perdoar” encontrado nos Evangelhos [...] Em menor frequência, mas característico de Paulo, é charizomai (conceder graça, perdoar; e.g., Ef 4.32).” (2)

Ao comentar a palavra grega para perdoar, aphiêmi, VINE explica o seguinte:

“Significa primariamente a remissão do castigo devido à conduta pecaminosa, à libertação do pecador da pena divinamente – e, portanto, justamente – imposta; em segundo lugar, envolve a remoção completa da causa da ofensa; tal remissão é baseada no sacrifico vicário e expiatório de Cristo. [...] Substantivo. Aphesis denota soltura, libertação.” (3)

Com essas explanações em foco, “perdão” e “perdoar” têm como base os tratos de Deus com o homem, e que no âmbito humano envolve libertar o pecador de seu pecado, conceder graça a pessoa em transgressão, a fim de restabelecer a paz e o relacionamento entre o ofensor e o ofendido.

O MODELO DE PERDÃO

Jesus ensinou seus discípulos a pedir a Deus pelo perdão em sua oração-modelo do Pai-Nosso, nas seguintes palavras “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. (4) A Pedro, Jesus instou a que perdoasse seu irmão “setenta vezes sete” (ou “setenta e sete vezes”) (5), denotando que “o verdadeiro perdão vai além das contagens ou limitações” (6). No contexto, tais palavras não implicavam ainda, pelo menos para a audiência de Jesus, no perdão à base de seu sacrifício expiatório, pois este ainda não havia ocorrido. Mas na teologia pós-ascensão, é impossível desagregar perdão do poder purificador do sangue de Cristo. Assim, Paulo podia dizer:

“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” (7)

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (8)

No primeiro texto, “perdoai-vos” está em paralelo com “suportai-vos”, título do próximo capítulo desta obra. Tal “perdoai-vos” insere-se numa sequência de várias virtudes e qualidades que os colossenses são exortados a “vestir”, entre elas a misericórdia, a bondade, humildade, mansidão, longanimidade e o amor. (9) Portanto, perdoar uns aos outros constitui para Paulo e para toda Igreja de Cristo como uma ação de suma importância para o bem-estar de seus membros, e certamente daqueles que ainda serão convertidos. No segundo texto acima, dirigido aos Efésios, ser benigno e compassivo está em paralelismo com “perdoando-vos uns aos outros”. Perdoar, de fato, reflete o querer o bem, a misericórdia, a compaixão, o bom coração moldado pelo caráter de Jesus Cristo. Por isso, Paulo compara: Deve-se perdoar assim como Deus perdoou em Cristo. A palavra grega para “perdoai” aqui é “charizomenoi”, que vem da palavra “cháris” (graça). Assim, ADAMS e STAMPS, chegam à óbvia conclusão de que “perdoar a alguém significa mostrar-lhe graça, isto é, perdoar livre e bondosamente e sem relutância e rancor.” (10) Por quê? Porque foi exatamente desta maneira que Deus nos perdoou e tem perdoado em Cristo, o modelo perfeito de perdão para todos os filhos de Deus se inspirarem a melhorar seus relacionamentos pessoais.

POR QUE PERDOAR UNS AOS OUTROS?

Uma primeira razão para o perdão advém do seguinte raciocínio: O Livro Sagrado do Cristianismo, a Bíblia, revela que todos pecaram (11) e que se alguém declarar não ter pecado é um mentiroso. (12) Deus se revela disposto a perdoar, por ser ele compassivo e misericordioso. (13) E o apóstolo Paulo exorta os cristãos em Éfeso a tornarem-se imitadores de Deus. (14) Certamente, todo cristão imita a Deus quando perdoa a seu próximo. E seria hipocrisia buscar o perdão de Deus e não perdoar o semelhante. (15) Disse Jesus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.[16]

Em segundo lugar, liberar o perdão evidencia o que amamos a nós mesmos e que nos importamos até mesmo com nossa saúde física e espiritual. Alivia da mágoa e dos ressentimentos nutridos contra o ofensor. Tais sentimentos corroem aos poucos a alma, tirando o sono, a paz interior e desvia o cristão do seu foco – Jesus Cristo. O perdão revela, portanto, o desejo de ser feliz daquele que perdoa.

Em terceiro lugar, a prática do perdão favorece uma melhor compreensão mútua. O que perdoa arrazoa sobre os motivos pelos quais foi ofendido: A imperfeição humana, as fraquezas alheias, o ambiente sócio-cultural em que o ofensor vive. E o ofensor, ao saber que magoou alguém e foi perdoado, refletirá no exemplo que seu irmão e amigo lhe deu, imitando a Deus.

Em quarto lugar, perdoar no sentido bíblico evidencia a conversão a Cristo. Embora até mesmo os ateus possam afirmar que perdoam, mas será que o fazem setenta vezes sete por dia, ou seja, sempre? Somente um coração transformado pelo Espírito Santo é capaz de desconsiderar e esquecer faltas repetitivas e graves, tanto de ofensas culposas quanto dolosas. Por isso, CHAMPLIN afirma, ao comentar Efésios 4:32, que “ninguém pode estar convertido e, portanto, haver sido perdoado por Deus, se se nega a perdoar aos outros”. [17]

Em quinto lugar, a prática do perdão resulta em reconciliação com Deus e com o próximo. De fato, o não perdoar indica a falta de amor para com o próximo. E se alguém não ama a quem tem visto, como pode amar a Deus, a quem não tem visto? [18] Se não ama a Deus por não perdoar a seu irmão, precisa reconciliar-se com seu irmão e com Deus. Além disso, não constituiria em exagero afirmar que o ofendido, quando não há perdão, afasta-se de Deus porque em sua mente e coração lhe nascem e são cultivadas as obras da carne, entre elas as inimizades, o ciúmes, a discórdia, as dissensões, as facções e as invejas. [19]

Em sexto lugar, onde há perdão de uns para com os outros, há crescimento espiritual. Um casamento feliz, uma família segundo o coração de Deus, uma igreja que Deus sempre quis é a união de bons perdoadores. Assim, os cristãos crescem na fé porque o perdão facilita a ação do Espírito Santo de Deus na vida cristã. Embora surjam problemas de personalidade, o perdão genuíno demonstra que as faltas cometidas contra o próximo são infinitamente pequenas diante da certeza as salvação em Cristo Jesus.

CONCLUSÃO

O exercício do perdão iniciou-se na história da humanidade desde a queda do homem no pecado. Deus proveu um descendente que esmagará o originador do pecado, [20] e este foi Jesus Cristo. Conforme CHAMPLIN afirma, “o perdão que recebemos da parte de Deus, por intermédio de Cristo, é destacado como o padrão que nos compete seguir em nossas relações com o próximo”. [21] Neste capítulo, observou-se a importância de se perdoar uns aos outros e o que se evita quando não há o perdão. De fato, muitas famílias se rompem pela falta dele. Muitas igrejas vivem em conflitos internos, quando não externos com seus escândalos peculiares, devido à falta da prática do perdão. Por isso, os cristãos agradecem a Deus pelo valioso ensino bíblico de imitarmos a Deus em liberar o perdão. - Fernando Galli, 12 de junho de 2010



BIBLIOGRAFIA


[1] DICIONÁRIO AURÉLIO. Verbete “Perdão”.

[2] ALEXANDER, T. Desmond & ROSNER, Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Página 1021. Editora Vida Acadêmica. São Paulo. 2009.

[3] VINE, W. E. & UNGER, Merril F. & WRITE JR, WILLIAM. Dicionário VINE. Páginas 867, 868. Editora CPAD. 3ª. Edição. 2003.

[4] BÍBLIA. Mateus 6:12.

[5] BÍBLIA. Mateus 18:22.

[6] UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. Página 384. Editora Vida Nova. São Paulo. 2008.

[7] BÍBLIA. Colossenses 3:13.

[8] BÍBLIA. Efésios 4:32.

[9] BÍBLIA. Colossenses 3:12-15.

[10] ADAMS, J. Wesley e STAMPS, Donald C. Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. Editado por French L. Arrington e Roger Stronsad. Página 1251. 2ª. Edição. CPAD. 2004.

[11] BÍBLIA. Romanos 3:23.

[12] BÍBLIA. 1 João 1:8.

[13] BÍBLIA. Salmo 86:5.

[14] BÍBLIA. Efésios 5:1.

[15] A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal faz o seguinte comentário, sobre Colossenses 3:13: “A chave para perdoarmos aos outros é lembrarmo-nos de quanto Deus tem nos perdoado. Você considera difícil perdoar a alguém que o prejudicou um pouco, mesmo sabendo que Deus o perdoou por tantas transgressões? Perceber o amor e o perdão infinitos de Deus pode ajudá-lo a amar e a perdoar aos outros.” – Página 1680. Editora CPAD. São Paulo. 2004.

[16] BÍBLIA. Mateus 5:7.

[17] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 4. Página 614. Editora Hagnos. 2005.

[18] BÍBLIA. 1 João 4:20.

[19] BÍBLIA. Gálatas 5:19-21.

[20] BÍBLIA. GÊNESIS 3:15.

[21] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 4. Página 615.

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