domingo, 3 de maio de 2009

ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA - SE ELLEN G. WHITE ERROU, A BÍBLIA TAMBÉM PODE TER ERROS?


É a Bíblia realmente inerrante para a IASD? Poderia EGW cometer erros em seus escritos? As respostas a essas perguntas poderão ajudar o leitor a tirar suas conclusões sobre até que ponto a IASD se esforça para endossar os ensinos de EGW.

Walter Rea, ex-pastor adventista, que provou ser Ellen G. White uma copiadora ou plagiadora, publicou seu livro chamado The White Lie (A Mentira Branca) para escancarar os plágios desta senhora. Assim, ela é uma profetiza que copiou. Uma escritora inspirada por suas próprias motivações, porque se fosse realmente inspirada pelo Espírito Santo de Deus, não teria feito o que fez, e muito menos errado. (Veja o artigo em que colocamos os plágios dessa senhora - clique artigo 1 e artigo 2  para ler as provas contundentes.)

Mas por que estamos falando de Ellen G. White e a inspiração bíblica? Em primeiro lugar, a IASD ensina que os Escritos de Ellen G. White têm o mesmo grau de inspiração da Bíblia.
"Cremos que Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, tem aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau da inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas." - Revista Adventista, Fevereiro de 1984, pág. 37.
Então, como está mais do que provado que Ellen G. White fracassou em seus escritos por copiar dos outros e receber a fama de profetisa, o que realmente torna sua autoridade de profetisa questionável, a IASD se vê obrigada a ensinar que a Bíblia contém erros. Será que apenas ouvimos isso de um equivocado membro adventista e estamos generalizando, ou temos provas concretas de que a IASD realmente admite que haja erros na Bíblia, e não só isso, que os próprios escritores (não copistas) erraram ao escrever a Bíblia? Vamos aos fatos. O livro Nisto Cremos da IASD afirma as lindas palavras a seguir:
"A Bíblia tem sido preservada com estupenda e miraculosa precisão, a despeito de todas as tentativas de destruí-la. A comparação dos manuscritos do Mar Morto com manuscritos de elaboração posterior demonstra o cuidado com que ela foi transmitida. Isso confirma a fidedignidade e confiabilidade das Escrituras como sendo a infalível revelação da vontade de Deus." - Nisto Cremos - As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, página 20, CPB, Tatuí, SP, 8a. Edição.
A princípio, um belo comentário defençor da inspiração bíblica, fiel e autêntica. E como a IASD entende o processo de copiar os escritos originais e transmiti-los no decorrer das eras, até os nossos dias? Será que Deus protegeu a transmissão do texto sagrado? Veja a resposta:

"Até que ponto teria Deus protegido a transmissão do texto sem garantir que as mensagens continuavam sendo verdadeiras e válidas? Torna-se claro, a partir da condição dos originais antigos, que Deus não protegeu Suas mensagens de leituras diferentes ou variadas, desde que as idéias e verdades essensiais fossem preservadas." - Nisto Cremos - As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, página 20, CPB, Tatuí, SP, 8a. Edição.
No texto acima, a IASD mostra que crê que as idéias e verdades essenciais foram preservadas, mas Deus não protegeu essa transmissão de textos originais através de cópias de erros. Isso é verdade, pois muitos tentaram modificar as Escrituras, mas a comparação de cópias permitiu que a Bíblia chegasse até nós substancialmente como foi escrita. Até aí, estamos juntos comos Adventistas do Sétimo Dia, apenas com uma resalva: Será que Deus, de alguma forma, sem que fosse inspiração, não teria usado algum meio para que sempre pudéssemos chegar aos versículos originais através da comparação de cópias?

Mas o problema surge quando a IASD, no afã desesperado de defender a sua profetiza que voava com asas nas costas para um planeta de sete luas, aonde ela teria se encontrado com o bom Enoque, afirma que até mesmo o escritor inspirado da Bíblia poderia errar. Veja como um dos livros recentes editados pela Casa Publicadora Brasileira (Adventista) afirma o seguinte:
"Um dos problemas óbvios enfrentados pelos que creem na inspiração verbal é o que fazer ao traduzir a Bíblia do hebraico ou aramaico do Antigo Testamento ou do grego do Novo Testamento, para outras línguas. Outro problema é Mateus 27:9, 10, onde o evangelista faz uma referência a Jeremias em vez de a Zacarias (11:12) como fonte do Antigo Testamento para uma profecia messiânica. Isso pode ter sido um erro do copista. Mas se o erro foi do próprio Mateus, é um equívoco humano que qualquer professor ou pastor pode cometer, um equívoco que não causa problema para os defensores da inspiração de pensamento. Por quê? Porque os defensores da inspiração de pensamento entendem o que Mateus queria dizer." - DOUGLAS, Hebert E. Mensageira do Senhor - O Ministério Profético de Ellen Gould White, página 16. Tatuí, SP. CPB. 3a. Edição, 2003.
Perceba que a IASD faz uma diferença entre inspiração verbal e inspiração de pensamento. A inspiração verbal seria Deus ditar palavra por palavra aos escritores. A IASD não aceita esse tipo de inspiração. Ela prefere a inspiração de pensamento. Seria como se Deus desse o pensamento ao escritor bíblico para que discorresse esse pensamento inspirado em suas próprias palavras. Mas se relermos o texto acima, veremos que essa postura da IASD é errônea, e permite que mesmo sob inspiração do Espírito Santo de Deus, o escritor bíblico cometa erros. O interessante é que o texto acima faz parte de um livro que, dentre outras finalidades, busca comprovar Ellen G. White como profetisa cujos escritos foram inspirados por Deus. Assim, se o escritor da Bíblia errou, Ellen G. White poderia ter errado também, mesmo inspirada por Deus.
Os cristãos consideram óbvio que o Espírito Santo respeitou o estilo de escrita do autor, permitiu que o autor escolhesse palavras para narrar um fato, e até mesmo dar o seu ponto de vista, mas jamais esse autor estaria errado ou cometeria um equívoco. Com essa crença errônea dos adventistas do sétimo dia, eles defendem que o profeta foi inspirado, mas não suas palavras. (Nisto Cremos, página 15) Mas a questão é: Se a Bíblia é a infalível Palavra de Deus, e os homens escreveram movidos pelo Espírito de Deus (2 Pedro 1:21), então como admitir que as palavras também não foram inspiradas? Se Deus inspirasse um pintor para pintar uma casa, Ele certamente respeitaria o jeito do pintor pintar, mas permitiria Deus que o tal pintor deixasse falhas e erros? Que os adventistas pensem melhor na terrível heresia que andam ensinando apenas para defender a profetisa deles.
Além dessas tentativas fracassadas de justificar as falhas de Ellen G. White, a IASD tenta preparar o leitor que Ellen G. WHite usou corretamente partes de livros de autores de sua época. Por exemplo, o Livro Mensageira de Deus, da IASD, afirma sobre as diferenças de estilo de escrita entre 1 e 2 Pedro, na língua grega:
"A diferença entre a primeira epístola de Pedro e a segunda é tão óbvia que a autoria de Pedro, de uma ou de ambas as cartas, tem sido questionada. Allan A. McRae observou: "Não podemos descartar a idéia de que um escritor possa, ocasionalmente, haver transmitido a um assistente a idéia geral do que ele queria, dizendo para colocar isso na forma escrita. [...] Esse assistente podia então ter registrado as idéias de Pedro em seu estilo, efetuando depois as alterações sugeridas por Pedro." - DOUGLAS, Hebert E. Mensageira do Senhor - O Ministério Profético de Ellen Gould White, página 15. Tatuí, SP. CPB. 3a. Edição, 2003.
Então, os adventistas do sétimo dia admitem que Pedro usou um amanuence, ou assitente. João Calvino defendia esse ponto de vista, mas não para preparar seus leitores a crer que um suposto profeta contemporâneo a ele porderia usar material escrito pelos outros (no caso, acima o assistente de Pedro) e depois o que levaria a fama de inspirado (Pedro) fizesse algumas alterações. E se assim fosse, que espécie mais esdrúxula de inspiração seria está? Para que fazer alterações num texto inspirado? Só na teologia da IASD.
Conclusão
Se a Igreja Adventista do Sétimo Dia não sabe explicar o motivo pelo qual Mateus disse que foi Jeremias quem disse as palavras (27:9, 10) quando na verdade foram ditas por Zacarias (11:12), ponho essa seita a aprender a seguir com outra seita, as Testemunhas de Jeová, que nesse caso dão uma explicação bem razoável, bem parecida como a de muitos outros livros cristãos:
"Observamos que o apóstolo Mateus diz em Mateus 27:9, 10, que se cumpriu a declaração do profeta Jeremias. Se Mateus se referiu à parte das Escrituras Hebraicas conhecida como Os Profetas, e esta parte foi nos dias de Mateus encabeçada pela profecia de Jeremias, então o nome Jeremias inclui todos os outros livros proféticos, inclusive o de Zacarias. Neste caso, Mateus realmente se referiu a Zacarias, embora usasse o nome de Jeremias." - O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade Pela Teocracia, página 323, parágrafo 47, Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Desejamos aos Adventistas de Sétimo Dia que se libertem desse jugo chamado Ellen G. White. Eles são pessoas estudiosas, e graças a Deus têm surgido movimentos de adventistas que já se libertaram dessa falsa profetiza. Ela era tão imaginativa e seus admiradores tão entusiasmados em acreditar nela, que chegam a ponto de dizer:
"Ela muitas vezes 'visitava' diversas intituições, reuniões de comissão, famílias em seus lares e pessoas que pensavam não estar sendo observadas por 'ninguém'." - DOUGLAS, Hebert E. Mensageira do Senhor - O Ministério Profético de Ellen Gould White, página 138. Tatuí, SP. CPB. 3a. Edição, 2003.
Segundo essas palavras, Ellen G. White tinha o dom de ser transladada, ou visitava em espírito lugares em que as pessoas não a viam. Para quem crê nisso, não é absurdo que creiam que Mateus errou, que os profetas eram inspirados mas não as palavras deles (o problema é que a Palavra é de Deus, não deles). Assim, oremos por esse pessoal tão gentil, para que se convertam ao Jesus da Bíblia e se livrem de impostores como Ellen G. White. - Fernando Galli.

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