segunda-feira, 30 de março de 2009

EVANGELISMO - O REFUTAR E O EVANGELIZAR NUMA NOVA ABORDAGEM APOLOGÉTICA CRISTÃ

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Os apologistas do século 20, inspirados na apologética dos primeiros séculos da Igreja Cristã, criaram uma fama de polemistas ao defender a sã doutrina. Embora conseguimos bons resultados em conscientizar muitas igrejas sobre as heresias das seitas, criamos um abismo entre os sectários e nós. De fato, esquecemo-nos das sábias palavras inspiradas ao Apóstolo da Graça, nosso irmão Paulo, que se dirige aos cristãos em Corínto da seguinte forma: 1
"Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns." - 1 Coríntios 9:19-23.
Os tempos mudaram, o sectarismo aumenta dentro e fora de nossas igrejas, portanto, torna-se imperativo que refutemos as heresias aos sectários com um tom de amor, sem camuflarmos a convicção em nossas crenças. Há cinco anos, escrevi uma brochura intitulada O VENENO DAS SEITAS E HERESIAS. Confesso que hoje ela não teria mais esse nome, embora as seitas e suas heresias não tenham deixado de ser perigosas para os que não se firmaram na sã doutrina. Por isso, esta brochura está sendo refeita, com as devidas refutações, mas ensinando nossos irmãos a dialogar com os sectários, movendo-os a raciocinar com base nas Escrituras Sagradas.
Afim de ilustrar como nossos métodos de abordagem precisam ser mudados, resolvi publicar em breve uma nova brochura como forma de humildemente reconhecer em que falhei, ou pelo menos o que faltou, para que Deus pudesse ficar mais contente comigo. Reconheço, então, que faltou evangelismo. E sem querer dividir a culpa com outros apologistas de maior expressão do que eu, alguns deles também falharam nesse aspecto.
Outros apologistas também se valeram da apologética para "ganhar dinheiro", comprar apartamentos luxuosos, carros do ano, e um deles chegou até mesmo abandonar sua esposa e amigar com outra mulher, e infelizmente continua a ser presidente de um importante grupo anti-seitas. Vi excelentes palestrantes se corromperem, deixando de falar sobre determinado grupo sectário apenas porque o dono da gráfica que produzia a literatura de determinado instituto apologético era membro da seita da qual se deixou de expor. Houve um que, para lucrar desavergonhadamente com a venda de sua literatura apologética (muito bem feita por sinal), vendia a literatura ao público cristão usando não-cristãos para gerenciar as vendas, com um telemarketing agressivo, irritante, composto na maioria por não-cristãos. Pior do que isso, além de 60% do material não ser entregue, o líder enviava cartas pedindo donativos para a literatura poder ser entregue. Quanta malandragem e desonestidade! Ainda, houve aqueles que vendiam literatura apologética, mesmo sabendo que ela não chegaria nas mãos dos cristãos, os quais compravam-na por amar o ministério apologético. Agiram de forma errônea e participaram do roubo. Eu os considero como devedores a tais cristãos. Talvez foi por saber de tantas maquiavelices que nunca me contrataram para estar com eles, porque homens de boa reputação não se encaixam mesmo nesse sistema. Então, a imagem da apologética no Brasil ficou manchada devido a uma minoria de pseudo-apologistas avarentos e imorais, sendo que até as seitas nos "pregaram na cara" o caráter desse tipo de gente.
Mas o que tem a ver o erro em evangelizar com o mal exemplo em lidar com as literaturas apologéticas? Claro que não com todos os apologistas, mas nestes casos, o mal exemplo dado por tais pessoas e institutos apologéticos não tinha a bênção de Deus e, por isso, não eram movidos pelo Espirito Santo a evangelizar. E muitos acabaram por seguir o estilo crítico da apologética que mais ofendia do que defendia a fé, que só vacinava um grupo são, mas não curava o grupo doente. Em contrapartida, houve homens que, peço a licença de mencionar os seus nomes, mesmo denunciando as heresias das seitas, deram de seus recursos para financiar esse trabalho e até mesmo para evangelizar os sectários. Entre eles, Pr. Natanael Rinaldi, Preb. Paulo Cristiano, Pr. João Flávio Martinez, Pr. Paulo Romeiro, Pr. Paulo Pimentel, Pr. Esequias Soares, Pr. Joaquim de Andrade, Pr. Paulo Sérgio Batista, e outros, que deram valiosíssima contribuição na apologética cristã, e o fazem até hoje. A estes irmãos, tenho sido grato a Deus pelo seu exemplo honesto, íntegro e abenegado em evangelizar sectários.
Apologética e Evangelismo andando de mãos dadas
Como exemplo do que eu falhei na ao trilhar os caminhos apologéticos, tentarei abaixo reescrever o modo como propus há cinco anos refutar as heresias e o modo como tenho feito de dois anos para cá. Observe:
Exemplo 1 - MENINOS DE DEUS - O SEXO É LIVRE.
Heresia - “Se Deus põe amor em seu coração, no coração de um homem por outro homem, como pode isso ser considerado mal, desde que o amor vem de Deus? Olhe para David e Jônatas. David disse: ‘Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas: quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres.’” - Homos – A Question of Sodomy, página 6, julho de 1978.
REFUTAÇÃO ANTIGA A Bíblia ensina que os efeminados e os sodomitas (homossexuais) não herdarão o reino de Deus, mas merecem a morte no julgamento de Deus. - 1 Coríntios 6:9-11; Romanos 1:26-32.
NOVA REFUTAÇÃO APOLOGÉTICA-EVANGELÍSTICA - Os que crêem que o sexo seja livre devem receber atenção dobrada da nossa parte, pois precisamos concentrar nossos esforços em ajudá-los a encaram o amor de Deus não como uma licença para a libertinagem sexual. Precisamos bondosamente estudar com eles as diferenças bíblicas entre amor amigo (philéo), amor baseado em princípio (ágape), amor erótico (éros) e amor entre parentes (storgé). Quando abordarmos o assunto, principalmente com os homossexuais (gays, lésbicas), devemos fazer como se estivéssemos no lugar deles, e nos perguntar, com oração: "Como eu gostaria de ser tratado, se eu cresse como eles?", "Qual seria o melhor momento de ler a eles 1 Coríntios 6:9-11 e Romanos 1:26-32?" ou "O que seria bom eles saberem sobre Jesus e a salvação antes de os ensinarmos verdades bíblicos que lhes poderão causar dores e conflitos?
EXEMPLO 2 - IGREJA LOCAL DE WITNESS LEE - JOÃO BATISTA NÃO PERMANECEU FIEL A DEUS.
Erro de interpretação - “‘João Batista é um exemplo de alguém que começou na linha da vida, na incumbência de Deus, mas que no fim se desviou.’ ‘Ele mesmo disse: “Convém que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua.’ (João 3.30). Entretanto, em vez de diminuir, João cresceu. Ele gerou um discipulado. Certa vez, quando João encontrou Jesus, dois de seus discípulos seguiram-no, mas ele mesmo não foi.’ ‘No início ele foi totalmente contra os fariseus, chamando-os de raça de víboras, mas depois igualou-se a eles.’ (Mat. 9.14). “João começou a perder totalmente a direção de Deus.” ‘Ele se orgulhou, até mesmo chegou a competir com Cristo; tinha seus próprios discípulos e andava no seu próprio caminho. Por isso o Senhor permitiu que sua cabeça fosse cortada.” - Jornal Árvore da Vida (órgão de divulgação do grupo), Ano 3 - Número 25, p. 6.
REFUTAÇÃO ANTIGA Jesus ensina, após a morte de João Batista, que dentre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João Batista. Isso mostra que ele permaneceu fiel a Deus. - Mateus 11:11-14; 17:11-13; compare com Malaquias 4:5, 6.
NOVA REFUTAÇÃO APOLOGÉTICA-EVANGELÍSTICA - Este erro de interpretação que os seguidores da Igreja Local de Witness cometem nos dá uma idéia do quanto eles precisam de nossa ajuda amorosa. Uma pergunta delicada a eles poderia ser de grande ajuda: "Por que Jesus disse que ninguém foi maior do que João Batista?" Ou "Se João Batista não permaneceu fiel a Deus, por que Jesus disse que o menor no Reino dos céus é maior do que ele? Não seria essa uma prova de João Batista estaria neste reino? O Fato de Jesus ter dito que o Pai era maior do que Jesus tirava-o do Reino de Deus? (João 14:28)" Mesmo que a pessoa não concorde com essa argumentação, não permita que esse pormenor a afaste de você. Seja sempre educado, ouça-a e descobrirá outros erros que terá de lidar com amor e respeito. Não faça uma tempestade em copo d'água apenas porque ela acha que João Batista não estará no céu. Mas, caso ache necessário insistir no assunto, jamais use palavras de desprezo ou zombaria ao modo de ela interpretar a questão. De fato, pode até ser que se você ajadá-la a se convencer de que esta interpretação é errônea, ela conseguirá, aos poucos, enxergar erros maiores ensinados por esse grupo.
EXEMPLO 3 - TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – JESUS É O ANJO MIGUEL.
HERESIA - “Em 1 Tessalonicenses 4:16 (ALA), a ordem de Jesus Cristo para a ressurreição começar é descrita como “a voz do arcanjo”, e Judas 9 diz que o arcanjo é Miguel. Seria apropriado assemelhar a chamada dominante dada por Jesus com a de alguém inferior a ele em autoridade? É, portanto, razoável que o arcanjo Miguel seja Jesus Cristo. (É interessante que a expressão “arcanjo” nunca é encontrada no plural nas Escrituras, dando assim a entender que há apenas um.)” – Raciocínios à Base das Escrituras, página 219.
REFUTAÇÃO ANTIGA Quem geralmente toca trombeta são os anjos. (Apocalipse 8:7-13; 10:7; 11:15) Jesus vem com os anjos. (2 Tessalonicenses 1:7) Entre esses anjos, estará o arcanjo que anunciará a vinda de Jesus. Assim como vir ele com a trombeta de Deus não prova que é Jesus quem tocará a trombeta, já que são os anjos que fazem isso, assim também o brado de arcanjo não será de Jesus, mas do arcanjo. Jesus não é anjo, pois ele é Deus (João 20:28) e é o Criador dos anjos. – João 1:3; Colossenses 1:15, 16; Hebreus 1:6.
NOVA REFUTAÇÃO APOLOGÉTICA-EVANGELÍSTICA - Seria muito proveitoso você, com educação, perguntar às Testemunhas de Jeová se ela reconhece que os anjos são usados por Deus para anunciar eventos importantes. (Apocalipse 8:7-13) Depois, pergunte se elas concordam com você que a Bíblia ensina que Jesus vem com os anjos. (2 Tessalonicenses 1:7) Se elas concordarem com isso, use isso como o que elas chamam de "base para acordo mútuo" (para nós "ponto de contato"). Então, pergunte a ela por que acreditar que Jesus vir com voz de arcanjo indica que Jesus é o dono dessa voz? Ouça a resposta toda, sem cortá-la, e quando ela lhe devolver a palavra, responda com a seguinte pergunta: "Se Jesus vir com voz de arcanjo indica que Ele é arcanjo, então por que você não admite que Ele é Deus, já que Ele vem com a trombeta de Deus?" Se ela for sincera, dirá que pensará melhor no assunto. São poucas TJs que reagirão assim, pois a maioria não admitirá. Mas lembre-se: Paulo se fazia de tudo para com todos para ganhar alguns, e não ganhar todos, ou ganhar um debaTE.
EXEMPLO 4 - LEGIÃO DA BOA VONTADE – SATANÁS DEVE SER AMADO.
HERESIA - “Amigos meus, oremos por Satã, amemo-lo de todo o coração”. - A obra Mensagem de Jesus para os Sobreviventes, página 29.
REFUTAÇÃO ANTIGA - O que você pode esperar de uma seita que ensina que é para ORAR por Satã, ou Satanás? A Bíblia diz que nós devemos odiar o que é mau. (Salmo 97:10) E diz também que devemos nos opor ao Diabo, não que devemos orar por ele. – Tiago 4:7.
NOVA REFUTAÇÃO APOLOGÉTICA-EVANGELÍSTICA
- Os seguidores da LBV crêem como o Espiritismo: que todos os espíritos podem evoluir e um dia se tornarem espíritos puros. Entre eles, a LBV inclui Satanás. Em vez de ironizar que eles possam orar por Satã, você poderia dizer que embora não concorde com isso, a oração é sem dúvida um grande privilégio que os cristãos têm. Não se esqueça disso: Falar do plano de salvação aos espíritas e derivações é muito mais importante do que discutir se devemos orar ou não para Satã. Quando o Espírito Santo convencer seguidores da LBV sobre como Jesus salva, com certeza eles não crerão mais que Satã merece nossas orações. Aliás, poucos seguidores da LBV sabem dessa declaração de orar por Satã. Será que tocar nesse assunto seria a melhor estratégia? Pode até ser que em poucos casos sim, quando causar um impacto fosse o meio de haver um despertamento. Mas o que melhor teríamos para fazer é falar de Jesus a eles, e de como essa pessoa poderá ser salva. Evidentemente, surgirá o assunto reencarnação ou ressurreição. Estar preparado para isso o ajudará a evangelizá-los com amor e dar uma razão para a sua fé.

Conclusão
Tenho sonhado muto com uma apologética menos agressiva, ou nada agressiva, mas respeitosa. É bem verdade que muitas vezes teremos que, dentro de um diálogo com sectários, sermos resolutos, falar com com convicção, todavia sempre devemos bucar não nos sentirmos afetados com as ignorâncias teológicas do ministério do erro. Recomendo a oração para que o Espírito Santo nos motive a falar com amor, buscando uma alma a mais para Jesus. Escrevi uma oração-poema, e gostaria de que ela servisse como uma ferramenta a mais, por mais simples que ela seja, a se importar com os sectários.
Importando-se com os sectários
Senhor meu Deus,
em nome de seu Filho Jesus,
capacita-me a entender o pensamento dos que não te conhecem.
Senhor, que eu possa ter paciência ao ouvir as heresias que deles me sobrevêm.
Pai, em nome de Jesus,
que teu Espírito Santo coloque em minha boca palavras de libertação,
e que eu jamais esteja empenhado em deixá-los sem argumentação,
mas que a tua argumentação através dos meus lábios os movam a argumentar melhor.
Pai, em nome de Jesus,
que o meu exemplo de vida cristã ajude os sectários a compreenderem que Cristo é real,
que Cristo é o caminho sem que os líderes deles precisem ser o atalho,
e que sou uma pessoa espiritual para a honra e o louvor do teu Santo nome.
Oh, Pai, em nome do meu Salvador, Cristo Jesus,
que o conhecimento da tua Santa Palavra contagie corações sinceros,
que o entendimento que vem do teu Santo Espírito convença-os da verdade,
e que a sabedoria de meus lábios aponte a eles o caminho da verdade.
Pai, em nome de Jesus,
que os argumentos dos sectários que eu não souber responder me movam a saber mais,
que as falácias dos pensamentos humanos jamais me desanimem,
para que as tuas maravilhosas verdades os animem a te servir verdadeiramente.
Pai, em nome de Jesus,
use-me para alcançar corações enlaçados pelo homem,
use-me para raciocinar com eles de forma gentil, sem julgá-los pessoalmente,
use-me para o teu nome ser-lhes um dia toda fonte de frutos do Espírito.
Pai, em nome de Jesus,
dê-me coragem e discernimento para falar cada palavra no momento certo,
dê-me o teu Espírito Santo para fazer-lhes perguntas bem colocadas,
dê-me o teu pensar, para que eu possa convencer os que te contradizem.
Pai, em nome do teu Filho Deus, Senhor e Salvador,
que a liberdade gloriosa dos filhos de Deus alcance os sectários através da minha vida,
que as trevas caiam diante da luz do evangelho através da minha história de conversão,
e que a salvação se espalhe pela minha boca como boas novas de um Deus feliz.
Pai, em nome de Jesus,
aceite meus esforços de ganhar pessoas para Jesus,
como gratidão por teres me escolhido como teu filho,
porque só Tu és amor, só tu és a Salvação.
Pai, em nome do teu Filho amado que morreu por todos nós,
prometo jamais ser um egoísta e guardar a tua verdade, Cristo Jesus, só para mim;
prometo fazer dos meus lábios um arauto da salvação pela fé em Jesus,
até o dia em que mais perto de ti estiver, no teu Reino Eterno, amém.
Fernando Galli

quinta-feira, 12 de março de 2009

EVANGELISMO - TOCANDO O CORAÇÃO DAS PESSOAS


Quando falamos de amor, no contexto cristão, é impossível desconsiderarmos o amor de Cristo por nós mesmos. Éramos perdidos, sem esperança de salvação, mas pela abundante graça de Deus fomos alcançados com o evangelho, e quando nossos olhos se abriram para Cristo e o recebemos como único e suficiente Salvador sentimo-nos libertos deste mundo, sorrimos e choramos, chegamos a nossa casa e dissemos aos familiares e até mesmo aos vizinhos: “Aceitei Jesus”.
Muitos chamam esse sentimento de “primeiro amor”, talvez porque a Bíblia use uma expressão de Jesus à igreja em Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor [ou o amor que tinhas no princípio]”. (Apocalipse 2:4) Percebemos esse primeiro amor, que não se acabou, quando André evangeliza Simão Pedro, este se encontra com Jesus, Felipe evangeliza Natanael, o qual se encontra também com Jesus. Ao lermos esse relato, observamos André e Felipe lhes anunciarem: “Achamos o Messias.” (João 1:40-51) Então, esse primeiro amor vem sendo sentido por longas datas, há quase dois mil anos.
Todo amor verdadeiro é contagioso, pois não conseguimos guardá-lo para nós. O amor que sentimos por Jesus é assim; ele quer aparecer de qualquer forma. Quando amamos uma pessoa, desejamos expressar esse amor através de palavras e ações. O “eu te amo” fica implícito pelas nossas atitudes. Tudo isso ocorre quando evangelizamos as pessoas, porque o amor de Deus através de Jesus Cristo nos contagia, e então queremos expressar com alegria: “Achamos o Messias”. Todavia, muitos se perguntam: Como eu posso pôr em prática esse amor pelas pessoas, se eu tenho dificuldades para evangelizar?
Pondo em prática a presença de Cristo
Duvidando de que Felipe havia encontrado o Messias, Natanael lhe perguntou se poderia surgir alguma coisa boa de Nazaré. Felipe respondeu-lhe, então: “Vem e vê.” (João 1:46) Ali Jesus estava presente corporalmente. Hoje, para o crente Jesus fez morada com o Pai na vida dele. (João 14:23) Não o vemos, mas o sentimos, como sentimos o amor dele nos tocar e nos tomar. A presença de Jesus é tão real em nossas vidas que, segundo a escritora Rebecca Manley Pippert, em seu livro Evangelismo Natural, páginas 120 a 133, Editora Mundo Cristão, ela elenca quatro formas de mostrarmos a presença de Jesus na vida das pessoas:
(1) Vendo as pessoas como Jesus vê;
(2) Enxergando por debaixo da crosta;
(3) Amando as pessoas onde elas estão;
(4) Amando os outros como nós somos.
O que significa isso?
1. Vendo as pessoas como Jesus vê. Jesus via as necessidades, os desejos, a solidão das pessoas. Também via as dificuldades, interpretava as lágrimas, se importava com elas. Os evangelizadores precisam assumir riscos e penetrar na vida das pessoas, não como intrusos, mas como pessoas que se importam com elas. – Leia Filipenses 2:4.
2. Enxergando por debaixo da crosta. Nunca devemos pressupor que uma pessoa é o que aparenta ser, ou que ela não aceitará a mensagem de salvação.
3. Amando as pessoas onde elas estão. Quando não-crentes nos convidam a participar de uma atitude errônea, não devemos fugir deles, mesmo que tenhamos de dizer um não a sua proposta. Se somos convidados a assistir a um filme pornográfico, diremos não, mas por nos importarmos com tal pessoa, nos ofereceremos para fazer com ela uma outra atividade. Então, não perderemos a pessoa de vista, e o Espírito Santo mostrará o momento certo para falarmos sobre Jesus a ela.
4. Amando os outros como nós somos. Muitos dizem: “Sou tímido”. Saiba que podemos ser tímidos e ainda assim evangelizar, pois muitos se surpreenderão ao verem em nossas palavras sinceras brotarem de um coração cristão.
Neste ponto do artigo, gostaria de expressar aqui a minha oração em seu favor, para que você não veja as pessoas como um obstáculo para o falar de Cristo, mas como uma fonte de inspiração:
“Senhor, meu Deus, querido, em nome de Jesus te peço para que tu nos ajudes a ver nas pessoas uma inspiração, uma motivação, para falarmos do teu amor através de Jesus Cristo. Dê-nos uma visão cristã sobre as pessoas, a capacidade de as observarmos como crentes em potencial, sejam quais forem os obstáculos, a amá-las do modo como são, não importa como tentem nos influenciar, mas que sejamos íntegros para com tua vontade, e possamos, então, influenciá-las, e que também possamos ser naturais ao falarmos com elas. Em nome de Jesus, amém."
Desenvolvendo habilidades conversacionais
A mesma autora, Rebecca Manley Pippert, sugere formas interessantíssimas do que fazer e não fazer numa abordagem evangelística. De fato, precisamos nos colocar no lugar da pessoa, e em oração a Deus, perguntarmos: “Papai, em nome nome de Jesus, como poderia ser bem-sucedido em evangelizar aquela pessoa?” Deus não resiste a um coração sincero. Mas ele fará por nós o que não podemos fazer. Todavia, Deus espera que façamos a nossa parte. Por isso é importante que nossas igrejas invistam no ministério de evangelismo e capacitem líderes, que por sua vez capacitarão irmãos a:
5. Não impor nossa fé aos outros, mas expô-la. Nada de agressividade, insistência, implorar para que a pessoa se converta. Só o Espírito Santo poderá converter a pessoa, pois esta é uma das funções dEle. (João 16:8) Não busque fórmulas mágicas. Cada caso será um caso.
6. Sermos calmos. Não fiquemos ansiosos para ganhar a conversa, ou a pessoa para Jesus. Deixe tudo nas mãos do Espírito Santo.
7. Livre-se de conversa de crente. Usar clichês, frases típicas nossas, podem assustar pessoas. Nunca diga aos interessados: “Converta-se, pois o Satanás quer te levar para o inferno”; “Aceite a Jesus Cristo e demônios sairão de você e de sua família”; “Você precisa ser lavada no sangue de Jesus”; “Deixe o Espírito Santo te ungir”; “Jesus quer te encontrar! Aleluia, ô glória!”; “Deixe Jesus entrar no teu coração”; “Deus quer a tua regeneração!”. Tais expressões poderiam muito bem ser ditas de uma forma que a pessoa entendesse melhor e não se sentisse ameaçada.
8. Fazer uso de perguntas. Jesus fazia perguntas aos seus discípulos. Elas os ajudavam a raciocinar. Eram um modo de conduzir a conversa a um determinado fim. Se alguém se queixa da corrupção nas igrejas, poderíamos perguntar: “Por que será que essas coisas acontecem?” Nosso objetivo será, então, ouvir a opinião da pessoa e explicar os motivos pelos quais a igreja está atravessando tamanha crise – um deles, o cumprimento de profecias. – Atos 20:28-31.
9. Ajudando as pessoas a ver falhas em seus próprios sistemas. Chegará o momento em que precisaremos dizer por que elas estão sofrendo. Por exemplo, se um viciado em drogas ou em bebidas reclamar que Deus não se importa com ele porque sua esposa quer a separação, poderíamos raciocinar com ele sobre como seu modo de vida está influenciando na decisão da esposa. Perguntas como: “Consegue se colocar no lugar dela?” “Como você reagiria se estivesse na situação dela?” “Posso lhe mostrar o que a Bíblia diz sobre o assunto?” – Leia 2 Coríntios 7:1.
O Poder do amor
As palavras de Jesus “amarás o teu próximo como a ti mesmo” jamais foram em vão. Elas têm um profundo significado na vida dos evangelizadores. Se eles desejam apresentar Jesus Cristo às pessoas, no poder do Espírito Santo, com o propósito de levar o plano de salvação a elas para que possam agora serem salvas e agradecer esta salvação através do evangelismo, será imprescindível entendermos o poder do amor. O livro Evangelização Dinâmica, página 20, de Luiza J. Walker, Editora Vida, 3ª. Edição, 1993 diz:
“Nossas atitudes podem atrair pessoas para Deus ou afastá-las dele. Nós é que escolhemos. O amor atrai. Foi o amor de Jesus que atraiu multidões a ele. Também foi a revelação do amor de Deus que nos atraiu. O amor sincero é mais poderoso para ganhar pessoas para Cristo do que nossa melhor capacidade de pregar, ensinar ou testemunhar. O amor tem uma eloquência que lhe é peculiar.”
Isto é incontestável. De nada adiantaria cumprirmos com as nove sugestões citadas anteriormente se não amássemos o nosso próximo. Muito mais vale um coração cheio de amor do que uma mente repleta de métodos e sugestões, bem como versículos bíblicos.
A questão é: Temos que amar o próximo, ou o amaremos naturalmente? A grande diferença entre o “amor” dos sectários e o amor dos cristãos é que os sectários evangelizam dia e noite, pois precisam ser salvos pelas obras também. Esse “amor” não é amor, mas uma paixonite aguda, que logo se acaba quando percebe que a pessoa não quer se converter. Mas o amor do cristão é lindo demais! Ele suporta e persevera em todas as coisas. (1 Coríntios 13:7) Ele não se interessa pelos outros para conseguir a salvação, mas é o resultado natural da obra salvífica de Jesus na vida do crente. É naturalmente uma consequência de quem tem fé em Jesus. O evangelismo, por sua vez, é uma consequência de quem é salvo e ama. E a consequência do evangelismo é óbvia: muitos aceitarão a Cristo. Nessa obra tão importante, até os anjos quiseram participar. E você?
Se sentimos naturalmente esse amor pelas pessoas, nossas palavras serão dóceis, compreensivas, consoladoras. Seremos pacientes, não exigindo dos outros o que eles não podem nos dar. Evitaremos o ar de superioridade, gabando-nos por sabermos mais do que eles. Seremos humildes também em dizer “não sei” quando nos fizerem perguntas bíblicas sobre as quais não temos respostas. Mas por amor a eles, vasculharemos na Bíblia a razão de nossa fé, como se estivéssemos procurando por tesouros escondidos. - Leia Provérbios 2:4; 1 Pedro 3:15.
O amor pelas pessoas também nos tornará abnegados e esforçados para cuidar delas. Há crentes que dizem: “Eu falei de Jesus para a pessoa, ela veio uma vez na igreja, mas não voltou mais.” Será que evangelismo é apenas o ato de anunciar a Cristo e tudo se acaba quando a pessoa o aceita? Longe disso! Jamais diga: “Eu plantei, outro regou, e se Deus faz crescer, não me meto nisso.” Deus faz crescer as igrejas, em quantidade e em qualidade, mas cada cristão cumpre o seu papel. O nosso papel comum numa igreja, não importa o ministério que tenhamos, é evangelizar, acompanhando os passos das pessoas, mesmo após o batismo delas. Chama-se isso de discipulado.
Um pequeno desafio
Tenho uma tarefa para você. Pense num conhecido, num parente, num vizinho. Primeiramente, ore por tal pessoa. Vamos por seu amor em ação. No próximo domingo, anote os pontos principais da mensagem em sua igreja. Ao chegar a sua casa, escreva uma carta, com o resumo dos pontos principais aprendidos no domingo, e conclua afirmando por que a mensagem é útil à pessoa. Não se esqueça de colocar o nome da pessoa, tanto no envelope como no topo da carta. Entregue pessoalmente a ela, e diga que você fez isso pensando nela. Diga-lhe que você ficaria feliz se ela lesse e dissesse o que achou. Dias depois, telefone a ela, e marque uma visita informal. Quando se encontrar com ela, use uma cópia daquela carta e leiam juntos. Poderá terminar mais ou menos assim:
“Então, percebeu quantos ensinos bons aprendi? Eu aprendi também que eu não vivia de acordo com a vontade de Deus, por isso, eu me sentia sem esperanças. Mas desde que aceitei a Jesus como o único Salvador, minha vida mudou e hoje eu sou feliz. Gostaria de falar mais vezes com você sobre Jesus, e o que você precisa fazer para ser salvo. (Leia Atos16:30, 31) Posso voltar numa outra oportunidade?”
Não precisa decorar essa sugestão. Use o seu “jeitão” de ser e de falar. Lembre-se de que você precisa ser você mesmo. Que seus esforços para ganhar pessoas para Cristo sejam ricamente recompensados. Mas faça a sua parte para aprimorar o seu evangelismo. Leia, participe de palestras e seminários sobre o assunto. Invista em você, para que sua forma natural de amar contagie muitos. - Fernando Galli.

quarta-feira, 11 de março de 2009

SEMINÁRIOS REALIZADOS

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O I A C S - Instituto Apologético Cristo Salva já realizou mais de vinte seminários, desde sua criação em junho de 2007. É com prazer que apresentamos aos nossos irmãos(ãs) algumas igrejas visitadas:

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CURSO DE EVANGELISMO CRISTO SALVA - FASE 1

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Dia 28 de Março de 2009
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Primeira Igreja Batista de Guararema - SP

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Pastor Samuel (à esquerda) e Fernando Galli (à direita) - CLIQUE NA FOTO PARA AUMENTAR

ADVENTISTA

IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA – PARTE DE SEUS PIONEIROS NÃO CRIAM NA TRINDADE! Todos sabemos que a Igreja Adventista do Sétimo Dia se con...