domingo, 15 de fevereiro de 2009

TEOLOGIA - O ESTUDO DE DEUS E SUA ELABORAÇÃO

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Estudar teologia tem sido para mim enriquecedor. Embora muitas seitas evitem o uso da palavra teologia, devido ao seu significado "estudo de Deus", nós podemos sim estudar Deus, baseando-nos na Palavra de Deus como principal autoridade, e também no modo como Deus se revela através da criação. Quando os sectários afirmam que "estudar Deus" o rebaixa, nós, cristãos aprendemos com a teologia que Deus é realmente o Todo-Poderoso, e o que aprendemos dEle é inesgotável. Outra crítica das seitas feita contra o estudo de Deus (teologia) diz respeito aos pontos-de-vistas diferentes entre os teólogos com respeito a diversos assuntos. Todavia, qual seita jamais reviu ou modificou suas crenças, até mesmo de doutrinas principais? Assim, com o intuito de ajudar os cristãos no evangelismo de sectários, elaborei um resumo do primeiro capítulo da obra INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA, de Millard J. Erickson, Edições Vida Nova, intitulado O ESTUDO DE DEUS. Desafio os adeptos de seitas contrários ao estudo teológico a apontarem biblicamente os motivos para não estudarmos Deus, ou seja, o que podemos aprender da sua Revelação bíblica e até extrabíblica.

Capítulo 1 - O ESTUDO DE DEUS
(páginas 15 a 25)

A natureza da teologia
  • Doutrina Cristã - declaração das crenças mais fundamentais do cristão;
  • São a espécie mais importante de verdades;
  • Declarações sobre as questões fundamentais da vida;
  • Resposta que os cristãos dão às perguntas que os seres humanos fazem;
  • Verdades gerais ou atemporais sobre Deus e sobre o restante da atualidade.
O que é teologia
  • É o estudo, a analise e a declaração cuidadosa e sistemática do doutrina cristã;
Características da teologia
  • É bíblica - baseia-se primeiramente na Palavra de Deus;
  • É sistemática - o que toda a Escritura afirma sobre tópicos específicos;
  • É elaborada no contexto da cultura humana - relaciona os ensinos das Escrituras com o que as outras disciplinas ensinam sobre cada assunto em questão;
  • É contemporânea - reconceitua verdades bíblicas atemporais para a compreensão atual;
  • É prática - pretende que a doutrina exposta seja posta em prática. - 1 Tessalonicenses 4:16-18.
A necessidade do estudo da doutrina
  • Crenças doutrinárias são essenciais no relacionamento entre o cristão e Deus. Exemplos:
  1. Fé - Hebreus 11:6;
  2. Crença na humanidade de Cristo - 1 João 4:2;
  3. Crença na ressurreição de Cristo - Romanos 10:9, 10.
  • A ligação entre a verdade e a experiência.
  1. Não se pode divorciar o sentimento agradável de crer em Jesus da necessidade de saber se ele é o Filho de Deus, se ele ressuscitou e se nós vamos ressuscitar também.
  • A compreensão correta da doutrina (em que se deve crer), pois há sistemas de pensamentos religiosos e seculares que disputam nossa devoção, entre eles:
  1. Filosofias e psicologias de auto-ajuda;
  2. Seitas e cultos;
  3. Variedade de denominações Cristãs;
  4. Religiões alternativas
É preferível abordar os pontos positivos do Cristianismo a refutar minuciosamente e sistematicamente as formas alternativas acima.
A teologia como ciência

A teologia, ao estudar o Cristianismo como ciência, deve comportar alguns dos critérios tradicionais do conhecimento científico:
  • Um objeto definido de estudo;
  • Um método para investigar o objeto em questão e para verificar suas declarações;
  • Objetividade - acessível à investigação de outros, por lidar com fenômenos externos à experiência das pessoas;
  • Coerência entre as preposições do objeto - o conteúdo deve formar um corpo definido de conhecimento.
A teologia ocupa áreas em comum com outras ciências:
  • Aceita as mesmas regras de lógica das outras ciências;
  • É comunicável - em forma verbal proposicional;
  • Usa até certo ponto métodos de algumas disciplinas como história e filosofia;
  • Partilha alguns objetos de estudo com outras disciplinas - podendo ter algumas de suas pressuposições confirmadas ou refutadas por elas.
A teologia é uma ciência com função peculiar:
  • Possui tópicos exclusivos como DEUS;
  • Considera as pessoas de acordo com o relacionamento delas com Deus.
O ponto de partida para o estudo da doutrina cristã

Qual a fonte da qual extrairemos nosso conhecimento?
  • Teologia natural - Estudo do universo criado como forma de estudar Deus e sua natureza;
  • Tradição - O que tem sido crido torna-se norma para o que deve ser crido;
  • As Escrituras - A Bíblia é a constituição da fé cristã;
  • Experiência - a experiência religiosa de um cristão provê informações divinas autorizadas.
O ponto de partida será a terceira abordagem.
  • Cada país tem sua Constituição; o Cristianismo tem a Bíblia, originada do próprio Deus, o qual só Ele pode mudar os padrões de fé e prática.
  • Os cristãos são aqueles que permanecem no ensino estabelecido por Jesus em pessoa.
  • É preciso expressar para os dias de hoje o que Jesus ou Paulo ou Isaías diriam se estivessem tratando da situação presente - re-expressão e re-aplicação.
O método da teologia - Passos

1. A coleta dos materiais bíblicos:
  • Identificar as passagens bíblicas importantes que tratam do tópico investigado;
  • Interpretá-las com muito cuidado - Exegese.
  • Fazer uso de comentários, concordâncias, estudo das línguas originais, gramáticas, léxicos e textos bíblicos;
  • Estudo de palavras e seus significados;
  • Pensar cuidadosamente nos materiais que estão sendo usados;
  • Considerar a posição do autor do comentário;
  • Ter noção da perspectiva lógica do autor;
  • Determinar com precisão o que o autor bíblico estava dizendo à sua audiência específica;
  • Estudo do contexto histórico da Bíblia;
  • Compreender o interlocutor do diálogo;
  • Examinar as passagens didáticas na Bíblia onde algum autor discorra de forma direta sobre um tópico em particular, ou as narrações com descrições de ações divinas e humanas, as quais servirão como ilustrações de verdades doutrinárias.
  • Observar se casos em que o autor bíblico dá uma interpretação ou explicação que evidencia uma implicação doutrinária.
2. A unificação dos materiais bíblicos
  • Aprender o que um autor bíblico fala em diferentes contextos;
  • Juntar o testemunho deles, para se formar um todo coerente;
  • Buscar uma unidade e coerência entre os vários materiais e testemunhos bíblicos;
  • Procurar pontos em comum em vez de divergências.
3. A análise do significado dos ensinos bíblicos
  • Buscar o verdadeiro sentido para o todo coerente que formamos;
  • Não incorrer no erro de impor significados contemporâneos a referências bíblicas;
  • Compreender corretamente os conceitos bíblicos para que eles possam ser traduzidos com precisão para uma forma contemporânea;
  • Quando tudo estiver claro para o teólogo-exegeta, ficará claro também para o téologo-pregador, e claro para os seus ouvintes.
4. O exame das interpretações históricas
  • Estudar a história da igreja como instrumento de teologia;
  • Colocar nossas interpretações em contraste com as defendidas em vários pontos do passado (observar os resultados históricos de cada tópico em questão);
  • Tentar formular o menor denominador possível entre elas;
  • Perceber como nossas interpretações são paralelas com outras mais antigas;
  • Aprender fazer teologia observando o modo como outras pessoas fizeram.
5. A Identificação da essência da doutrina
  • Averiguar e descobrir a mensagem que existe por trás de todas as formas de expressão, ou a verdade comum que há entre cada tópico (salvação, por exemplo) no decorrer da Bíblia.
  • Ou seja, identificar a verdade permanente dentro das formas de expressão temporárias.
  • Exemplo: Qual é a verdade permanente sobre o assunto "salvação" em Deuteronômio e Romanos?
6. A iluminação por meio de fontes extrabíblicas
  • Deus se revelou não apenas através da Bíblia (a principal fonte e autoridade principal) mas num sentido mais geral na sua criação e na história humana;
  • Como somos criados à imagem de Deus e as Escrituras não nos dão as implicações exatas
    dessa imagem de Deus, as ciências do comportamento podem nos dar informações sobre essa imagem e identificar o que faz com que o homem seja sem igual em meio a tantos tipos de criaturas;
  • A geologia tem ajudado estudiosos a determinar se os dias criativos são literais de 24 horas ou períodos mais longos ou conceitos não-temporais;
  • Devemos tomar cuidado para não que a Bíblia seja sempre a autoridade principal, para não tirarmos conclusões precipitadas quando comparamos os materiais bíblicos e não bíblicos.
7. A expressão contemporânea da doutrina (de uma forma acessível às pessoas)
  • Ponto de partida: Averiguar as questões que estão sendo levantadas por nossa época (o todo pelo qual a cultura em geral vê a realidade) e fazer a ligação entre elas e o conteúdo da teologia bíblica;
  • Associar os problemas do mundo (os seres humanos são os maiores problemas para si mesmos) com a doutrina de Deus, de modo que o poder e a providência de Deus ganhem uma nova pertinência;
  • A mensagem precisa ser contextualizada, em três dimensões: Comprimento (buscar a mensagem nos tempos bíblicos e trazer para o presente), Largura (o cristianismo pode assumir diferentes formas de expressão em diferentes culturas, por exemplo, expressar conceitos como pecado e expiação de maneiras culturalmente pertinentes) e Altura (uso de diferentes níveis de complexidade, por exemplo, levar em conta idade, nível de dificuldade do material de teologia estudado compatível com a realidade daqueles que estão sendo evangelizados.
8. O desenvolvimento de um tema central interpretativo
  • Formular um esboço central de teologia, levando em consideração nossa denominação, personalidade e formação (toque personalizado). Por exemplo, como encaramos a soberania de Deus (ponto de vista reformado) e a graça de Deus (ponto de vista luterano.
9. A estratificação dos tópicos
  • Decidir quais são os temas mais importantes da teologia e seus subpontos ou subtemas;
  • Quanto maior a importância do ponto, melhor explanado deve ser;
  • Determinar a gradação de temas de mesma importância à base do que a cultura ou época exigem.
Conclusão
Graças a Deus, estudar teologia tem sido uma bênção para mim e para outros apologistas, pois nos fortalecemos na fé e no conhecimento de Deus. Estudamos várias correntes de interpretação, e nos capacitamos para criticar a má teologia, quando ela é instrumento de Satanás para desencaminhar pessoas. Sou bem conservador, creio que a Bíblia seja inerrante, e que tudo na Bíblia chegou até nós substancialmente como foi escrito. Desejo que você um dia estude teologia também, como forma de aprendizado e preparo para compreender melhor a Palavra de Deus.
Fernando Galli.

Baseado em:
ERICKSON, Millard J., Introdução à Teologia Sistemática, páginas 15-25, Edições Vida Nova.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

JOVENS E ADOLESCENTES - DEIXANDO OS VESTÍGIOS DE IMATURIDADE ESPIRITUAL



Ao escrever sua primeira carta aos cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo, nos capítulos 2 e 3 fala acerta de três tipos de pessoas: pessoas naturais, ou seja, aquelas que ainda não haviam se convertido, pessoas carnais, ou seja, crentes que haviam aceitado a Cristo mas agiam como crianças na fé, e crentes espirituais, ou seja, maduros na fé. 

domingo, 8 de fevereiro de 2009

JOVENS E ADOLESCENTES - PENSAMENTOS CRISTÃOS - COMO TÊ-LOS?

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O que a sua mente tem te levado a pensar? Essa foi uma pergunta que meu próprio pensamento fez para mim hoje. Eu estava almoçando, e minha mente não estava pensando em em nada concreto. Era um momento de desligamento do trabalho, a pausa para minha alimentação. Até porque nosso cérebro não para, está trabalhando o tempo todo, mas existem momentos em que forçamos mais o nosso raciocínio, o nosso intelecto, enfim, todas as áreas do cérebro que trabalham e comandam nosso corpo.
Então, veio um exemplo em mente de uma música famosa que diz: “...oh nessa casa tem goteira, pinga ni mim, pinga ni mim...”. Agora vamos a uma reflexão dela. Quando era criança e ouvia essa música, vinha-me na mente pingos d´água literais numa casa com goteiras. Depois que cresci, tive o entendimento que músicas sertanejas, e outras em geral têm conteúdos com duplo sentido. Fazem apelação sexual, remetem a bebedeiras, adultérios, entre outras obras da carne. Daí então pude notar o sentido que o compositor da música gostaria de enfatizar - a bebida, a pinga. A mesma música, a mesma pessoa ouvindo, só que concepções diferentes em duas épocas. Como pode? A diferença é que uma criança tem o coração puro, já o adulto adquire outros valores linguísticos, com o decorrer dos anos. Por que isso acontece? Tudo acontece por conta do coração. O coração, símbolo das emoções, está ligado com a nossa mente.
"Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias." -Mateus 15:19.
Antes mesmo de você ter qualquer reação, pode ter certeza que tudo passou pelo seu coração. Se você xinga, reclama, se está pensando em impurezas ou maquinando o mal, é porque o seu coração não está limpo.
"O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate." - Provérbios 15:13.
Toda situação ou problema que você tiver pra resolver pode ter mais que uma interpretação, que é decorrente de como está o seu coração. Por exemplo, acabou a gasolina do seu carro. Qual é a sua reação? Você vai me responder que depende. De fato, nós mesmos não sabemos como vamos reagir quando passamos por determinadas situações, mas será que não nos conhecemos o suficiente para responder sobre uma atitude que tomaríamos? Lembre-se de que agimos de acordo com nosso estado de espírito está no momento. Você pode sair do carro e chutar, e falar "nossa, estou perdido, o que vou fazer sem gasolina agora?’’, ou você pode manter a calma e lembrar: "meu problema se resolve com gasolina! Preciso achar um posto.” Percebeu a diferença? Não se esqueça de que nossa boca profere palavras de maldição ou de benção. " A Bíblia diz:
"A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios uma armadilha para si mesmo." - Provérbios 18:7.
Saber onde e como o problema começa também ajuda bastante. Por exemplo, por que acabou a gasolina? Imprudência sua? Esqueceu de abastecer? Ou não às vezes nem foi culpa sua, pois o carro veio a ter um vasamento? Tudo tem um motivo, e a maioria dos problemas têm solução mais rápida se nossos pensamentos forem positivos e cristãos, mas quando nosso coração está conturbado, a única saída que conseguimos enxergar é que sua solução está distante de nossas capacidades. Quando Jesus nos purifica do pecado, ele purifica o nosso coração. Se o coração está cheio de magoas, de tristeza, de maldade, é sinal de que Jesus precisa ser convidado, novamente se for o caso, para fazer uma limpeza.
Portanto, não se esqueça, Jesus só vai entrar no seu coração com a sua permissão, ele não é intruso, ele vem se você chamar por ele. E uma vez no seu coração, que tipo de pensamentos você quer ter daqui pra frente: bons ou ruins? Se você quiser ter pensamentos bons, saiba que seu coração precisa ser restaurado. Os seus olhos só enxergarão pureza e solução se o seu coração também estiver puro. O único que pode fazer isso é Jesus. Se apegue a Ele.
"E qualquer que nele (Jesus) tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. - I João 3:3.
Que seus pensamentos sejam o reflexo dAquele que habita em nós cristãos. Que eles espontaneamente nos tornem pessoas mais puras e que as pessoas vejam Cristo Jesus através de nossas atitudes consequentes de nossa maneira de pensar. Deus te abençoe.
Paloma Montenegro.

INERRÂNCIA BÍBLICA - O ASSALTO DA ALTA CRÍTICA CONTRA AS ESCRITURAS

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Há poucos anos, numa grande universidade, compareci a uma reunião em que um teólogo mundialmente famoso proferiu um discurso. O eminente orador apresentou uma filosofia de vida inteiramente diferente daquela sustentada pelos cristãos conservadores. Sua personalidade brilhante, sua mente cintilante e suas frases bem imaginadas produziram um impacto tremendo em sua grande audiência de estudantes universitários. Naquela noite ele se dirigiu a um pequeno grupo composto, na sua maioria, de professores de teologia e mestres bíblicos, de uma grande área, muitos dos quais tinham vindo de uma distância considerável para ouvi-lo descrever o que ele chamou de “o renascimento do liberalismo na Alemanha”. Depois da conferência da noite, gastou ele aproximadamente uma hora respondendo a perguntas a respeito dos movimentos atuais, e expressou-se livremente sobre vários assuntos. Nunca me esquecerei de sua resposta a uma das perguntas. Ele disse: “Os senhores nunca podem imaginar a terrível angústia e miséria que sofri, tendo vindo do lar de um pastor alemão muito ortodoxo, quando aprendi, como um estudante na universidade, que eu não podia aceitar, por muito tempo, a Bíblia como digna de confiança e livre de erro".

Compreendendo a influência mundial, exercida por este proeminente teólogo, e observando a angústia real que ele expressou, como relembrou os seus dias de estudante, pensei em muitos outros indivíduos que tiveram a mesma experiência. A Alta Crítica convenceu-os de que a Bíblia não é verdadeira. Homens que podiam ter sido grandes evangelistas, grandes líderes no trabalho cristão, grandes poderes para Deus, saíram a desperdiçar a vida, demolindo a verdade cristã e desviando outros do ensino da Palavra de Deus, porque eles mesmos foram convencidos pelo assalto da Alta Crítica sobre as Escrituras.

Não faz muito tempo que quase cada uma de nossas grandes denominações norte-americanas requeria que seus ministros declarassem a fé na integridade absoluta da Palavra de Deus. Não faz muito tempo que o Evangelho, conforme as Escrituras, era pregado em quase cada canto da América do Norte. Não faz muito tempo que a grande maioria dos púlpitos, nos países protestantes da Europa, eram ocupados por homens crentes na Bíblia. Não faz muito tempo que as atividades missionárias, em todas as partes do mundo, eram manejadas quase que inteiramente por aqueles que aceitavam a Bíblia como a divina e infalível regra de fé e prática, os quais não tinham outra ambição, senão a de trazer indivíduos ao conhecimento pessoal do Cristo que é descrito na Palavra de Deus.

A Grande Mudança no Ensino Teológico

Hoje em dia a situação está muito mudada. Ainda que antes se contasse com a grande maioria do clero, no momento é apenas uma minoria, comparativamente pequena, os que demonstram uma plena confiança na Bíblia inspirada. Eles ainda podem ser encontrados em cada nação, mas a liderança e controle das velhas denominações, dos movimentos missionários estabelecidos há muito tempo, e das famosas instituições de ensino teológico têm passado, em grande proporção, às mãos daqueles que atentam para o pensamento e imaginação humanos, no sentido de conseguirem levar indivíduos ao conhecimento de Cristo.

O que tem produzido esta grande mudança? Naturalmente há muitos fatores envolvidos. Desde que o homem foi criado, Satanás tem estado sempre se esforçando ativamente para desencaminhar os homens. Desde que o homem caiu, a luxúria da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida o têm incitado a desviar-se das veredas dos desígnios de Deus. Estes fatores sempre têm estado conosco: Todos eles fazem parte da tremenda mudança que o século passado viu, mas o novo e maior fator tem sido o assalto da Alta Crítica contra as Escrituras.

Até 1878, esse assalto restringiu-se quase que exclusivamente às salas de aula e aos livros acadêmicos. Então Julius Wellhausen escreveu seu “Prolegômena à História de Israel”, em que habilmente apresentou um ponto de vista particular entre os muitos que haviam sido avançados pelos eruditos da Alta Crítica, durante o século anterior. O livro teve um enorme impacto e as idéias que haviam sido anteriormente ensinadas por uns poucos eruditos, foram amplamente disseminadas através do mundo protestante. Nos anos mais recentes, elas se têm propagado no mundo dos eruditos judeus e católicos romanos e parece que agora estão firmemente estabelecidas nesses centros.

A característica essencial da teoria de Wellhausen é a pretensão de que os cinco primeiros livros da Bíblia, em vez de serem originalmente escritos como unidades, substancialmente, na forma como os temos hoje, vieram à existência através de um processo de entrelaçamento e de fontes combinadas, que antecipadamente haviam circulado separadamente.

Muitos Documentos - Um Livro

Segundo essa teoria, o documento chamado “J” (Jeovista) foi escrito muitos séculos depois dos eventos que descreve. Um século ou dois mais tarde, outro documento, mais ou menos paralelo ao documento “J”, foi escrito. Depois de circular separadamente por algum tempo, alguém os reuniu, inserindo várias porções do documento mais novo “Ë” (Eloista) no documento “J”, em lugares apropriados. Muitos séculos passaram e então o documento “D” (Deuteronômico) foi composto, pretendendo conter o discurso da despedida de Moisés. Eventualmente este último foi inserido na parte final do documento combinado “JE”. Aproximadamente no tempo do exílio, um grupo de sacerdotes compôs ainda outro documento, o chamado documento “P” (“Priestly”- Sacerdotal), muito paralelo à matéria já coberta pelos documentos “J” e Ë”. Eventualmente esse foi cortado em grandes e pequenas seções, entre as quais seções similares de outros documentos foram introduzidas. Como resultado, diz-se que o Pentateuco, como conhecemos atualmente, está composto de partes entrelaçadas desses documentos, de modo que lemos freqüentemente uma seção de cada documento, seguida por uma seção de outro; depois talvez um versículo ou dois do primeiro; então dois ou três versículos do segundo; em seguida, talvez, a metade de um versículo do primeiro novamente; logo uma porção do terceiro; depois mais do segundo, e assim por diante, num arranjo complicado de uma obra de retalhos. De acordo com muitos críticos, o mosaico literário assim produzido inclui não somente os livros que conhecemos hoje, como Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, mas também o livro de Josué.

Tal é a teoria que é sustentada e propagada hoje em dia, praticamente da mesma forma como quando foi apresentada, aproximadamente uns cem anos atrás. No tempo que se interpõe, não se descobriram novos fatos em seu favor e muitas das bases teóricas sobre as quais originalmente se promoveu, na atualidade têm elas sido quase que completamente abandonadas. A teoria, entretanto, continua sendo apresentada como uma história de fato e está sendo até ensinada nas escolas secundárias de alguns estados americanos.

Visto que este é o caso, é importante que cada assistente na igreja e cada estudante da Bíblia conheça exatamente quais os fatos a respeito desta teoria, que tem sido diferentemente chamada de “A Teoria da Fonte”, “A Teoria Multidocumentária” ou “A Teoria de Graf-Wellhausen”.

Wellhausen declarou que os documentos “J”, “E”, “D” e “P” não nos dão nenhum conhecimento verdadeiro do pretendido tempo dos eventos descritos, mas apresentam meramente as crenças dos tempos, quando os documentos particulares foram escritos. Na página 320 do seu livro, ele disse: “Abraão... é algo dificultoso par interpretar. Isto não significa que, em tal conexão como esta, podemos considerá-lo como um personagem histórico; podia, com mais probabilidade, ser considerado como uma criação livre de arte inconsciente. Talvez seja ele a figura mais jovem no grupo e provavelmente foi num período comparativamente posterior, que ele tenha sido colocado antes de seu filho Isaque”.

Quatro anos depois de haver aparecido o livro de Wellhausen, este pediu para ser exonerado de seu cargo de professor do Departamento Teológico da Universidade de Greifswald e transferido para um outro posto no departamento de línguas antigas em outra universidade. Como razão para este pedido, apontou o fato de que de um professor de teologia se esperava preparar homens para os púlpitos da Igreja Evangélica, e declarou que, não importava com quantas forças ele procurava conter-se, achou que seu ensino resultava, não em preparar homens para ocupar esses púlpitos, mas antes em incapacitá-los para fazê-lo. Os seguidores de Wellhausen têm, por quase um século, treinado ministros em seminários teológicos em todo o mundo. Quão diferente seria a condição religiosa do mundo, se os sucessores de Wellhausen tivessem mostrado a mesma honestidade e franqueza de seu grande líder.

A ascensão da Alta Crítica foi parte de um movimento divulgado que começou, não pelo estudo da Bíblia, mas pelo estudo das grandes obras da antigüidade clássica. O seu primeiro protagonista proeminente foi Friedrich August Wolf, que, na sua “Prolegômena a Homero” (1795), apresentou a idéia de que a Ilíada e a Odisséia tinham sido formadas por uma combinação de várias fontes diferentes. O famoso poeta alemão, Goethe, foi, a princípio, grandemente atraído pela idéias de Wolf.

Entretanto, conforme Goethe relia a Ilíada e a Odisséia, cada vez mais se convencia de que a sua grandeza não podia ser explicada como o resultado de uma mera colcha de retalhos, e eventualmente publicou uma retratação do apoio que havia antecipadamente dado às teorias de Wolf. As idéias de Wolf foram elaboradas mais pormenorizadamente por Lachmann, que as estendeu à famosa Épica Alemã, a Nibelungenlied. Mullenhoff, um aluno de Lachmann, aplicou o mesmo método ao anglo-saxão Beowulf. Durante o século dezenove, tais métodos foram comumente aplicados aos escritos mais antigos ou medievais. Não era senão natural estendê-los à Bíblia.

Livros que apresentam as teorias documentárias de várias porções do Velho Testamento, freqüentemente contem afirmações como esta: “Devemos aplicar à Bíblia os mesmos princípios de estudo literário, que aplicamos a outros livros”.

O em que os autores desses livros falharam foi em perceber que, no estudo literário não bíblico, esses métodos da Alta Crítica estão sendo atualmente abandonados, quase que por completo. Assim, na introdução à sua tradução da Odisséia, que foi publicada primeiramente em 1946 e foi reimpressa muitas vezes, desde aquela data, E.V. Rieu diz: “A Ilíada e a Odisséia de Homero tem proporcionado, de vez em quanto, um campo de batalha de primeira classe para os eruditos. No século dezenove especialmente, críticos alemães chegaram ao extremo de demonstrar não somente que as duas obras não são só o produto de uma inteligência única, senão que cada uma é uma peça de remendo intrincado e muito mal costurada. Nesse processo, Homero desapareceu.

“Ele já foi firmemente restabelecido sobre o seu trono e seus leitores podem sentir-se seguros de que estão nas mãos de um só homem, como o fazem quando se voltam para o livro ‘As You Like It’, depois de ler, por exemplo, um King John”.

Como estas observações indicam, há atualmente muitos eruditos que sustentam firmemente a unidade integral da Ilíada e da Odisséia. Outros negam esta posição, mas estão eles mesmos muito mais próximos dela do que das opiniões de Lachmann, as quais tendem a repelir com desprezo. O professor Albert Guerard, da Universidade de Stanford, disse: “Para reduzir-se Homero a um mito ou a um simples comitê seria necessário um ácido muito mais forte do que o que a escola Wolfiana tem sido capaz de fornecer”. Continua ele: “Um livro é uma obra mestra, não um acidente”. E adverte mais adiante: “Nenhum processo de acréscimo poderia explicar a grande unidade do tema, desenvolvimento, caráter, espírito e estilo que achamos em Homero. Podíamos igualmente imaginar que o Panteão resulta do acaso de conglomeração de cabanas rústicas no curso dos séculos”. E’ difícil ver, diante de tais fatos, como alguém poderia sentir-se, de modo muito diferente, a respeito do livro de Gênesis.

No começo do século presente, um grupo de eruditos da Universidade de Londres atacou vigorosamente as teorias divisíveis. O professor R.W. Chambers, por exemplo, indicou a improbabilidade inerente das teorias divisionistas do épico Beowulf, e disse: “Não se deve presumir, sem evidência, que essas canções perdidas dos tempos pagãos fossem de tal caráter, que um épico pudesse ser produzido por ajustá-las apenas umas às outras. Meia dúzia de motocicletas não podem ser combinadas para fabricar um Rolls-Royce”.

A Alta Crítica se torna Anticientífica

Mesmo uma rápida comparação de discussão de Shakespeare, escrita há quarenta anos atrás, com as da atualidade, é suficiente para indicar a grande diferença de atitude nos círculos literários. Um dos dois críticos sempre se apegam aos métodos antigos, todavia a maior parte dos escritores atuais reconhece que mesmo Shakespeare podia escrever linhas pobres, e que é bastante anticientífico selecionar umas poucas coisas boas e então atribuir o restante a vários escritores imaginários. A Alta Crítica está completamente morta, exceto quando ela considera a Bíblia. Aqui é mantida tenazmente.

A aplicação contínua desses métodos à Bíblia, não obstante o seu quase completo abandono em outros campos de estudo literário, é ainda mais estranho, visto que o material comprobatório encontra-se mais à mão do que nunca. Este é o resultado das investigações da arqueologia. Durante os cem anos passados, um novo mundo completo se levantou do pó, através da obra de escavadores no Egito, Mesopotâmia, Palestina e em outras partes do Oriente Próximo. Ponto após ponto, onde afirmações bíblicas têm sido consideradas pelos críticos como sendo puramente imaginários objetos materiais ou escritos enterrados por muito tempo têm vindo à luz, os quais concordam exatamente com as declarações bíblicas, como são estabelecidas, e não concordam com a história reconstruída pela Alta Crítica. Alguns defensores do método de Wellhausen fecham os olhos resolutamente a estes assuntos e sustentam que muito do conteúdo bíblico representa acontecimentos míticos ou produtos da imaginação humana. Muitos, entretanto, procuram ajustar-se às descobertas arqueológicas. Entre aqueles teóricos das fontes documentárias que aceitam a evidência arqueológica nos pontos particulares, onde claramente ela se aplica, e aqueles que procuram eliminá-las, desenvolvem-se graves tensões. Observem-se, por exemplo, argumentos fortes que se tem desenvolvido entre as escolas de Albright, Bright e Wright, e a de Alt. North e Von Rad. A arqueologia tem apresentado a evidência que pode exterminar as teorias documentárias, se aplicada apropriadamente; porém muitos recusam aplicá-la.

Em anos recentes, tem existido uma reação muito considerável entre eruditos liberais contra alguns dos extremos da escola de Wellhausen, maiormente da parte de homens que tem trabalhado na arqueologia do Velho Testamento. Como eles tem descoberto ponto após ponto, nos quais a evidência da arqueologia na Palestina, ou em qualquer outra parte, se conforma com as declarações da Bíblia e não se ajusta com a Bíblia como construída pela Alta Crítica, esses homens têm propendido a considerar, mais e mais, seções do Velho Testamento como representando fatos históricos. Todavia, a maior parte deles ainda mantém os pontos essenciais do sistema de Wellhausen. Podem eles afirmar que as idéias de Wellhausen, de história e religião, foram incorretas, embora declarem ainda que os livros do Pentateuco não foram escritos por Moisés ou por qualquer autor individual, porém representam uma produção mista, formada pelo entrelaçamento de documentos contraditórios, que vieram à existência através de um longo período de tempo.

Na Escandinávia, há um grupo de eruditos, conhecido como a Escola de Uppsala, que ataca a total teoria de Wellhausen, mas por si mesmo apresenta uma opinião que é, talvez, até mais contrária para a verdade cristã. De acordo com as opiniões de Engnell e da Escola de Uppsala, muito pouco, talvez quase nada do Pentateuco foi escrito antes do tempo do exílio, e tudo veio à existência por meio de seções que se desenvolveram gradualmente, procedentes de idéias puramente humanas, através de transmissão oral.

Expoentes da Alta Crítica sabem pouco a respeito dela

Uma propaganda astuta tem convencido grande número de nossas classes educadas, que a Alta Crítica é verdadeira, porém muitas dessas pessoas atualmente conhecem pouco a respeito dela.

Um graduado do Seminário Teológico da Fé recebeu recentemente o pastorado de uma grande igreja independente em uma pequena cidade. Logo ele soube que o pastor de uma igreja vizinha, pertencente a uma de nossas grandes denominações, estava insistindo que a Alta Crítica é verdadeira, e que a nossa crença na inspiração plenária da Palavra de Deus é, portanto, absurda. Desafiou ele o homem para um debate e o homem o aceitou. O debate realizou-se em uma escola secundária. Apenas tinham eles começado, quando se tornou evidente que o ministro que estava defendendo a Alta Crítica não conhecia praticamente nada a respeito das opiniões reais de Wellhausen. Foi necessário que o debatente contra as opiniões de Wellhausen explicasse claramente de que assunto se tratava, a fim de mostrar os seus erros.

Não nos é suficiente dizer hoje que a Alta Crítica está errada. Devemos conhecer as evidências. Devemos conhecer a situação. Com o progresso da arqueologia e com a atitude mudada em relação ao estudo literário, é mais fácil do que nunca, sobre uma base científica objetiva mostrarmos que a Alta Crítica está errada. Mas a Alta Crítica está sendo amplamente ensinada, mais do que nunca, e encontrando expressão nos novos credos que estão sendo adotados por grandes denominações e destruindo a fé em estudantes para o ministério em todo o mundo. Em minha opinião, não há uma necessidade maior para o mundo cristão atualmente, do que a de que os crentes em Cristo devem conhecer os fatos acerca da Alta Crítica e estar preparados para trazer estes fatos à atenção daqueles que estão sendo desencaminhados em nossas escolas, nas escolas dominicais da maioria de nossas denominações e até em nossas escolas secundárias, onde o ensino da Alta Crítica, como um suposto fato estabelecido, está sendo mais e mais introduzido.

Por mais de quarenta anos, tenho estado examinando vários aspectos das teorias documentárias. Durante os dois anos passados, eu me dediquei intensivamente ao estudo do assunto. Num trabalho de vinte e sete minutos, sobretudo o que se pode fazer é acentuar a sua importância. Desejo, contudo, sumarizar alguns dos resultados de minha investigação. Ordenei-os sob títulos específicos e gostaria de os ler para vós, como seguem:

1. Temos centenas de cópias manuscritas dos primeiros cinco livros da Bíblia, e todas elas os apresentam na forma em que os temos hoje. Nem mesmo uma cópia antiga de “J”, “E”, “D” ou “P , como uma unidade separada e contínua, jamais foi achada.

2. Nenhum documento que nos veio dos tempos antigos contém qualquer menção desses documentos como tendo jamais existido. Não existe referência antiga a registro de qualquer documento semelhante ou a tal processo de combiná-los como a teoria o pretende. Não há evidência de que qualquer processo semelhante realmente tenha ocorrido.

3. A teoria é talvez a única sobrevivente de um método de estudo literário do século dezenove, que, aliás, tem sido quase que completamente rejeitada, exceto no campo da crítica bíblica. Há um século atrás era uma prática comum desenvolverem-se teorias desse tipo, com respeito à quase todo documento antigo ou medieval. A maior parte de tais teorias tem sido atualmente abandonadas e são consideradas como meras curiosidades literárias. E’ somente no campo do estudo bíblico, que esta atitude do século dezenove tem sido conservada.

4. Durante o século dezenove, vários eruditos alemães apresentaram teorias muito diferentes a respeito da origem dos cinco primeiros livros da Bíblia. Nenhuma dessas teorias conseguiu ascendência completa antes de 1878, quando uma teoria particular, surpreendentemente diversa da maioria das opiniões sustentadas, foi promovida por Julius Wellhausen. Essa nova teoria foi publicada em todo o mundo de língua inglesa por S.R. Driver e outros seguidores de Wellhausen. Embora tenha passado aproximadamente um século, no curso do qual nenhuma nova evidência em favor da teoria tenha sido descoberta, ela está sendo hoje amplamente ensinada, quase da mesma forma em que foi então apresentada.

5. Uma grande parte do motivo para a aceitação da teoria multidocumentária, promovida pelo professor Wellhausen, em 1878, foi o fato de que ele a baseou sobre sua hábil apresentação de uma idéia particular do desenvolvimento da religião israelita. Essa idéia, entretanto, atualmente tem sido quase que universalmente rejeitada. Poucos eruditos sustentam hoje a teoria do desenvolvimento religioso hebreu, que seja mesmo aproximadamente similar àquele sobre o qual Wellhausen baseou a sua idéia das fontes do Pentateuco e ainda o método de Wellhausen de dividir essas pretensas fontes e sua opinião a respeito da ordem da composição delas (embora baseadas sobre uma teoria de desenvolvimento não mais sustentada), estão ainda sendo apresentados como fato estabelecido.

6. Uma característica essencial da teoria, como foi ensinada pelo professor Wellhausen, era a sua pretensão de que os vários documentos, - todos escritos de acordo com a teoria, muito depois do tempo dos patriarcas - apresentam somente os padrões e idéias de vários períodos, em que se pretende que foram escritos e não nos dizem nada a respeito do tempo dos patriarcas. À luz das descobertas arqueológicas, reconhece-se atualmente que esta atitude já não é mais sustentável. Portanto, a maioria das recentes apresentações da teoria afirma que uma grande parte do material, em cada um dos documentos, foi transmitida oralmente, durante muitos séculos, antes de ser incorporada em forma escrita, e que mesmo o mais recente dos documentos contém muito material que é realmente primitivo. Assim uma base importante da idéia de Wellhausen foi realmente abandonada pelos seus atuais promotores.

7. Seus protagonistas afirmam que a teoria pode ser demonstrada pela indicação de diferença de estilo entre os documentos. Entretanto, essas alegadas diferenças no estilo se estabelecem, principalmente, pelo fato de que certas partes do Pentateuco são estatísticas ou enumerativas, enquanto outras partes têm mais de um estilo narrativo corrente, e a maior parte do Livro de Deuteronômio consiste de exortação. Não há razão por que o mesmo escritor não pudesse usar nenhum desses três estilos, dependendo da natureza do assunto em particular. Desse modo, temos um estilo enumerativo em Gênesis um, onde a formação do universo material é apresentada em estágios definidos. Para o assunto de Gênesis dois, que descreve mais minuciosamente a criação do homem e a formação de um ambiente próprio para a sua vida, o estilo narrativo é mais apropriado. Em mensagem de advertência e admoestação, o estilo de exortação é natural. Exemplos similares do uso de estilos, pelo menos tão diferentes como esses, podem ser encontrados em quase todas as obras de qualquer grande escritor prolífico da atualidade.

8. Diz-se freqüentemente que os nomes dados a dois desses documentos são baseados sobre a alegação de que o chamado documento “J” usa o nome “JHWH” (SENHOR na versão King James), para a Deidade, enquanto que o chamado documento “E” se diz que emprega o nome Elohim (Deus na RJV). Todavia cada uma dessas pretensas fontes realmente usa ambos os nomes divinos no Pentateuco e em todas as fontes alegadas o nome JHWH é em grande parte mais comum do que o nome Elohim. Em explicações os defensores da teoria afirmam que, segundo os documentos E e P, o nome JHWH não foi revelado antes dos primeiros capítulos do Êxodo. A teoria é, desse modo, não que cada documento preferisse um certo nome, mas que cada documento tinha uma teoria diferente, quanto ao tempo, quando o nome foi introduzido primeiramente, e evitou-o deliberadamente antes daquele ponto da narração. Visto que se pretende que todos os documentos foram escritos muitos séculos depois do tempo do Êxodo, um procedimento tal como a teoria assume seria artificial e um tanto improvável que tenha ocorrido assim. Ademais, a sua base em declarações bíblicas é extremamente fraca. Além disso, o uso de nome diversos, em diferentes conexões, não é de todo inusitado e pode ser facilmente explicado sobre outras bases que não a da origem de uma colcha de retalhos.

9. A declaração de que há duplicação constante de material nas várias fontes pretendidas é grosseiramente exagerada. Algumas dessas chamadas duplicatas são realmente eventos diferentes um tanto similares, porém, na realidade, nada mais são do que aquilo que freqüentemente ocorre na vida ordinária, como se pode demonstrar muito facilmente. Em outros casos, uma alegada repetição é meramente um sumário dado no princípio ou no fim de um relato, uma recapitulação proveitosa, ou expediente literário para fazer uma narração mais vívida. Muitas das alegadas repetições ou duplicações, se examinadas sem preconceito, podem mostrar-se como tendo um propósito natural no relato.

10. Muitas das contradições pretendidas, entre as chamadas fontes, desaparecem por meio de um exame cuidadoso. Assim é alegado que os documentos J e P mostram Rebeca influenciada por diferentes motivos ao sugerir a partida de Jacó, de Canaã, sendo o motivo, num caso, permiti-lo escapar da ira de seu irmão e, em outro, induzi-lo a procurar uma esposa conforme os desejos de seus pais. Realmente não há qualquer contradição em supor-se que Rebeca foi influenciada por ambos os motivos e que, em proceder com os dois homens a quem ela desejava influenciar, usasse, em cada caso, o argumento que ela sabia fosse para cada um deles um apelo, mais do que um outro que fosse capaz de contrariá-los.

11. Estes fatos indicam a existência de razões lógicas para o fenômeno no Pentateuco, todos eles consistentes com a idéia de uma autoria unificada, e não requerendo a adoção de uma teoria sem base, que é uma sobrevivência do século dezenove e que é totalmente incompatível com os métodos atuais de estudos literários.

12. A maioria dominante de pessoas que aceitam a Teoria Multidocumentária, incluindo-se muitos daqueles que a ensinam, procedem assim, devido à confiança nos homens pelos quais ela é promovida, mais do que sobre a base de uma investigação completa. Os interesses da verdade exigem que os fatos sejam examinados objetivamente e sem preconceito. Quando isto é feito, torna-se claro que a teoria necessita de evidência real e base lógica e sólida.

Nestas declarações, sumarizei brevemente uma parte dos resultados de muitos anos de estudo das teorias documentárias. O assunto completo pode impressionar a muitos de vocês como sendo seco e desinteressante. Todavia, não hesito em predizer que os filhos de muitos de vocês perderão a fé cristã, por causa da apresentação insidiosa dessas teorias. Alguns deles perderão todo o interesse em assuntos cristãos sob uma orientação liberal. Estes são os mais ditosos. Outros, totalmente incapazes de escapar de uma educação cristã sob tal orientação, gastarão o restante de suas vidas promovendo a infidelidade doutrinária e desviando a muitos da Palavra de Deus.

É muito difícil resistir à propaganda constante, que pretende mostrar como a Bíblia veio à existência como um resultado do entrelaçamento de vários escritos humanos, por um processo puramente humano. Muitos que hoje estejam demolindo a fé cristã e insistindo em revolução, em vez de regeneração, estariam apresentando a Palavra de Deus, se não tivessem sido influenciados pelos ensinos da Alta Crítica.

Pode ser que você não esteja interessado neste assunto hoje, mas tempo virá, quando você me dará a destra para podermos ajudar a alguns, talvez o seu próprio filho, que esteja em perigo de perder a fé, devido à incapacidade dele de responder, agora, aos argumentos propostos pela Alta Crítica.

Eu espero que cada um de vocês obtenha pelo menos duas cópias de meu pequeno trabalho escrito, que contém estes doze pontos, e o guarde, onde possa achá-lo facilmente. As declarações mostram a linha de resposta à teoria de Wellhausen. E’ impossível, num trabalho desta extensão, apresentar evidência suficiente. Quando você encontrar um ponto particular sendo discutido, faça o favor de me informar. Tenho evidência abundante para todos esses pontos e ficarei contente em fazê-la útil para você. Não sei de maior necessidade no serviço cristão hoje do que ajudar aqueles cuja fé está sendo arruinada pelo ensino divulgado das teorias da Alta Crítica.

por Allan A. Mac Rae

Fonte: www.cristomarques.blogspot.com

sábado, 7 de fevereiro de 2009

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - QUEM É O ARCANJO MIGUEL?

Uma certa pessoa que se identifica como testemunha de Jeová postou na internet um vídeo, no youtube, argumentando que Jesus Cristo seria o arcanjo Miguel. De fato, para essa seita, como Jesus é criatura, então é anjo, e como Jesus seria o mais poderoso de todos os anjos, então ele seria o arcanjo Miguel. Observe como a liderança entende Miguel:
"A evidência bíblica indica que o nome Miguel se aplicava ao Filho de Deus antes de ele deixar o céu para se tornar Jesus Cristo, e também depois do seu retorno. Miguel é o único mencionado como “o arcanjo”, que significa “anjo principal” ou “anjo mais importante”. - Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2, página 829.
Antes de comentarmos sobre o erro absurdo de interpretação, será que as TJs sempre creram nessa identidade de Miguel? Vejamos. O fundador da seita TJ, naqueles idos recentes (1879-1916) em relação ao Cristianismo (33 até nossos dias), cria que Jesus Cristo não era Miguel, mas que Miguel o adorava. Veja a prova abaixo:
1a. LUZ - Miguel não é Jesus - “Sua posição é contrastada com a dos homens e a dos anjos, sendo ele Senhor de ambos, ‘tendo todo o poder no céu e na terra’ . Por isso se diz: ‘Que todos os anjos de Deus o adorem’. [Isto deve incluir Miguel, o anjo chefe, pois Miguel não é o Filho de Deus.” - A Sentinela de Novembro de 1879, página 48, em inglês.
Russell morreu crendo assim. O "jeová" deus das TJs, nada mais do que sua liderança e suas interpretações sempre mutáveis, foi incapaz de lhes revelar que Jesus era Miguel. E esse mesmo deus, que não é o da Bíblia, continuou suas mudanças de luzes interpretativas. Depois que Charles Taze Russell morreu, seu sucessor Joseph Franklyin Rutherford, aquele mesmo que dizia que o homem de nariz grande tinha aptidão para ser advogado, afirmou no seu livro Mistério Consumado, página 188, que o Arcanjo Miguel era oPapa, o os anjos do arcanjo eram os bispos. Veja a prova:

2a. LUZ - Miguel é o Papa - “E houve guerra no céu. Entre os dois poderes eclesiásticos - Roma pagã e Roma papal. Migeul - Quem É Semelhante a Deus - O Papa; e seus anjos, os bispos.” - O Mistério Consumado, página 188, edição de 1917, re-impresso em 1926 por Rutherford.
Uma seita que primeiro ensina o que consideramos ser a verdade, que era a opinião de Russell, depois passa a apregoar que Miguel era o Papa e seus anjos os bispos, merece crédito? Claro que não! Como encaram as TJs hoje Miguel? Assista ao vídeo produzido por um dos seguidores do Corpo Governante dessa organização. A seguir, assista ao meu vídeo e tire suas conclusões.


Vídeo de uma testemunha de Jeová

Video de Fernando Galli
Além dessas argumentações, gostaria de concluir perguntando às TJs: Quando Jesus expulsava Satanás e seus demônios, aqui na terra, bastava uma palavra, e eles corriam. Imagina no céu, não é mesmo? Agora, se Miguel é Jesus, por que Miguel precisou de anjos para batalhar contra o Dragão e seus anjos? (Apocalipse 12:7-9) Por que Miguel precisou disputar com Satanás o Corpo de Moisés? (Judas 9) Se Miguel fosse Jesus, isso não seria necessário. Pensem nisso com carinho. - Fernando Galli.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

JOVENS E ADOLESCENTES - O CRISTÃO E A MASTURBAÇÃO

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Escrever ou falar sobre masturbação é realmente desafiador. Todos nós já praticamos isso. Nos anos da minha adolescência, lutei contra esse vício, e procurava não magoar a Deus nesse respeito. Quando eu falhava, tentava ficar o maior número de dias possível sem cair. Graças a Deus, meu récorde foi de um ano e três meses. Todavia, houve épocas que realmente falhei muitas vezes. Confesso que havia um sentimento de culpa. Hoje, já à beira dos meus quarenta anos, posso com certeza afirmar: Mesmo falhando, passando por momentos difíceis nessa área, busquei o perdão de Deus. Muitas vezes quis negociar com Ele, tentando acreditar que Deus pudesse achar a masturbação como uma forma de evitar a fornicação. Ledo engano! Embora a Bíblia jamais use a palavra "masturbação", ela contém princípios que nos ajudam a compreender a maneira de Deus pensar sobre isso.
A Bíblia e o Vício Solitário.
O apóstolo Paulo, certa vez, escreveu ao Colossenses: "Portanto, eliminai vossas paixões carnais: prostituição, impureza, paixão desejo mau e avareza, que é idolatria." - Colossenses 3:5, Almeida Século 21.
No grego, "eliminai" pode ser traduzido por "fazer morrer". Usa-se também "impureza" como significando "toda prática sexual impura". Deus sabe nossos pensamentos, e se preocupa com eles. Deus deseja que nossa mente se concentre em assuntos espirituais, não carnais. (Ler Filipenses 4:8) Por exemplo, a masturbação é praticada geralmente no banheiro, na hora do banho, ou para os mais afobados, a qualquer momento em que se esteja sozinho ali. Outros preferem fazer isso nas madrugadas de insônia, como forma de aliviar-se de seus impulsos sexuais. Muitas vezes, jovens e adolescentes, e até os veteranos, ao observarem na TV uma cena de conteúdo sexual, procuram rapidinho um modo de se entregar a essa prática. Como Deus se preocupa com nossos pensamentos, surge a pergunta: Em que ou em quem pensamos quando fazemos isso? Há um jovem que me tentou argumentar: "Bem, e se eu me masturbar pensando em outra coisa, tipo assim, no meu carro, na reforma da minha casa?" Minha resposta foi: "Transforme isso num curso. Você ficará rico." Ora, impossível isso. São os pensamentos, as fantasias, que alimentam a vontade de se masturbar, desde a ereção do pênis até a ejaculação (ou, no caso das mulheres, desde os primeiros toques com a mão na vagina até outras sensações de prazer, incluindo o orgasmo ou não). Não se pode bater um pênalti pensando na conta bancária. Mesmo que alguém, durante a masturbação, consiga pensar em outra coisa que não seja sexo, como forma de tentar diminuir a tristeza de Deus pelo seu erro, ainda assim ele pensará sim em sexo.


Deixe-me comentar sobre como a masturbação pode nos afetar. Já aconselhei pessoas sobre isso, e não raro pessoas casadas. "Fernando, estou negando fogo em casa." Homens casados, anteriormente viciados em masturbação, tendem a continuar com esse vício, depois que as relações sexuais com sua esposa caem na rotina, e que não há mais nada de novo (falta de criatividade é duro!) para alimentar aquela chama sexual que havia nas primeiras vezes. O homem, principalmente quando começa a ver defeitos no corpo da esposa (como se o corpo dele fosse sempre de um modelo), muitas vezes passa a pensar em outras mulheres. Jesus chama isso de adultério. Veja: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar com desejo para uma mulher já cometeu adultério com ela no coração." - Mateus 5:28, Almeida Século 21.
O que temos constatado nos aconselhamentos sobre isso? Que o homem (ou a mulher) dificilmente pensa na esposa (ou no esposo), ao entregar-se ao vício solitário. Ele busca novidades. Infelizmente, isso traz problemas para o casamento. Se a pessoa não adulterar com outra, literalmente, ela aos poucos perderá o desejo sexual pelo cônjuge, ou ele se reduzirá muito. As relações sexuais se tornarão esporádicas, e isso é um sinal que algonão está correto. Fico imaginando Deus, que criou o homem e a mulher, numa noite de luar, junto com os anjos, observando que a mulher tomou banho, ficou cheirosa, deitou-se na cama, com aquela langerie bem sensual, daí vem o camarada, deita-se na cama, e por já ter se masturbado no banheiro quando chegou do trabalho, pensando na secretária, vira as costas para a esposa, e dorme. Deus fica triste com isso. Sabe o que Deus esperava dessa ocasião? Leia:
"Que teu manancial seja bendito. Alegra-te com a esposa que tens desde a mocidade. Como corça amorosa e gazela graciosa, qu
e os seios de tua esposa sempre te saciem e que sintas sempre embriagado pelo teu amor." - Provérbios 5:19, 20, Almeida Século 21.
Viu que Deus romântico? O manancial de prazer sexual que Deus intenciona para o casal não pode ser interrompido porque um dos cônjuges, na maioria das vezes o homem, prefere masturbar-se a fazer amor. E por que ele prefere assim? Porque as milhares de vezes que ele se masturbou o ensinaram a ser egoísta, a pensar nele mesmo. Se você é cristão e deseja casar-se com a pessoa que Deus tem lhe preparado, pergunte-se: Tenho lutado contra o vício da masturbação, para que no futuro em possa dar conta do recado, e Deus então venha a ficar feliz comigo pelo modo como desfrutaremos das relações sexuais? Pense nisso com carinho.
A pornografia e a Masturbação.
A família é a primeira instituição do Criador. E Satanás quer destruir famílias. Ele começa cedo, levando porcaria aos jovens e adolescentes. Ele deseja que suas mentes sejam contaminadas com o sexo desonroso. Atualmente, ele tem usado a internet e as vídeo locadoras, bem como revistas e material pirata, de fácil acesso, para divulgar a mentira de que a mulher gosta de ser estuprada, que sexo antes do casamento é correto, que a gravidez indesejada pode ser evitada facilmente - tudo isso e mais um pouco através da pornografia. Ela se torna um combustível para que jovens e adolescentes se entreguem à masturbação. E a masturbação se tornará outro combustível para que você queira experimentar vários parceiros. E essa experiência poderá, no casamento, motivá-lo a ser infiel. Falaremos mais sobre pornografia em matérias específicas, mas tenha isso em mente: Jesus não morreu por nós para que nos entreguemos a essa forma de prazer ilícito, que nos motiva ao pecado sexual. A masturbação é sim um pecado contra Deus, e caso você precise de ajuda para vencer esse vício, Deus deseja que você lute, cortando o mal pela raiz, ou seja, evite tudo aquilo que lhe sirva de combustível mental. Ore. Peça conselhos e ajuda d uma pessoa experiente, em sua igreja. Leia a Bíblia regularmente. Ouça hinos e canções cristãs no banheiro. Acho que seria o cúmulo você se masturbar ouvindo, por exemplo, o Cid Moreira, lendo a Palavra de Deus. Se você lutar assim, quando e se eventualmente falhar, Deus entenderá que foi devido à imperfeição, e não porque você não luta. Que esse artigo possa lhe ajudar a ser vencedor nessa questão. Deus te abençoe.
Fernando Galli.

ADVENTISTA

IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA – PARTE DE SEUS PIONEIROS NÃO CRIAM NA TRINDADE! Todos sabemos que a Igreja Adventista do Sétimo Dia se con...