O ESPÍRITO SANTO - QUEM É ELE


Antes de Jesus morrer por nós, Ele prometeu enviar o Espírito da Verdade, o Consolador, aos seus discípulos.

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós." - João 14:16, 17.

Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." - João 14:26.

Sua promessa se cumpriu em Pentecostes, no ano 33 d.C., quando o Espírito Santo foi derramado aos cerca de cento e vinte discípulos, em Jerusalém. (Atos 2:1-4) Este Espírito Santo é uma das Pessoas da Trindade Divina. O mesmo Espírito que pairava por sobre as águas na criação da vida na terra, o mesmo que criou os céus e a terra junto com o Pai e o Filho, o mesmo que criou o homem. (Gênesis 1:1, 2, 26) E foi o Espírito Santo quem:

"aplicou a obra redentora de Jesus Cristo à criatura de Deus, tornando dessa forma real a salvação". - Erickson, Millard J., Introdução à Teologia Sistemática, página 344, Editora Vida Nova, 2005.

Foi Ele também quem inspirou a escrita da Palavra de Deus. (2 Pedro 1:21) E desde Pentecostes do ano 33 até hoje o Espírito Santo de Deus tem sido a Pessoa específica por meio de quem o Deus Triúno tem agido na vida dos cristãos. Wayne Gruden, téologo respeitadíssimo nomeio cristão, escreve:.

"De que maneiras específicas o Espírito Santo traz a bênção de Deus? Podemos distinguir quatro aspectos da obra do Espírito Santo para fornecer evidências da presença de Deus e abençoar: (1) o Espírito Santo dá poder; (2) o Espírito Santo purifica; (3) O Espírito Santo revela; (4) o Espírito Santo unifica." - Grudem, Wayne, Teologia Sistemática Atual e Exaustiva, página 531, 1a. Edição de 1999, reimpressão 2005, Editora Vida Nova.

Tem permitido, desde a sua conversão, que esse Espírito aja em você cada dia com maior liberdade? É você grato por essa atuação maravilhosa em sua vida, por ler sua Palavra, a Bíblia, e conhecê-la a ponto de defender a sã doutrina contra os argumentos errôneos e as heresias ensinadas a respeito do Espírito Santo?

Conceitos errôneos sobre o Espírito Santo

Desde cedo na história da Igreja surgiram heresias contra a Pessoa do Espírito Santo. O Macedonianismo, ou pneumatomaquismo, defendido por Macedônio, Bispo de Constantinopla, século IV, defendia que o Espírito Santo era um ser criado. O Inimigo da Verdade, Satanás o Diabo, continuou tentando obscurecer o entendimento e a compreensão sobre o Espírito Santo, no decorrer da história. O Islamismo entende que Maomé, 600 d.C., era o pariklytos "o que é louvado", mas Jesus prometeu o "Parákletos", no grego koiné (João 14:16, 17), significando "Consolador". Outras heresias absurdas surgiram no século XIX. Os mórmons passaram a divulgar a crença de que o Espírito Santo é um Deus à parte do Deus Pai e do Deus Filho. É a doutrina da Pluralidade dos deuses. As testemunhas-de-Jeová (1879) bem como outros grupos sectários no século XX, negaram a pessoalidade do Espírito Santo, reduzindo-o a uma "força ativa" ou à "manifestação dopoder de Deus", como ensina a Igreja de Deus do Sétimo Dia também. O Espiritismo Kardecista ousou reivindicar ser o cumprimento da promessa do Espírito Consolador. A Igreja Apostólica Santa Vó Rosa, depois de um início até que cristão, cuja missão era evangelizar os católicos, entendeu que com a morte de sua visionária, a Sra. Rosa, ela havia se tornado o Espírito Consolador. A Legião da Boa Vontade entende ser o Espírito Santo como uma falange de espíritos. Todas essas seitas, por não compreenderem o que a Bíblia revela sobre o Espírito Santo, acabam criando suas heresias bizarras contra o Pai, o Filho, e a própria Palavra de Deus. Por isso mesmo, o Espírito de Deus advertiu: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios." - 1 Timóteo 4:1.

O Espírito Santo e sua Divindade

Muitos cristãos se perguntam: por que é mais difícil compreender a pessoa do Espírito Santo. Isto se dá porque temos menos revelações bíblicas sobre Ele do que as Pessoas do Pai e do Filho. E por incrível que pareça, tanto os nossos queridos irmãos pentecostais como os chamados "tradicionais" ou não-pentecostais, que preferem ser chamados de "não-pentecostistas" deveriam aprofundar-se mais no estudo do Espirito Santo, chamado na teologia de Paracletologia. Ambos os grupos, e até os neopentecostais, imaginam o Espírito Santo como inferior ao Pai e ao Filho, devido à falta de um quadro concreto de figuras. Por exemplo, o Pai lembra-nos nossos pais, o Filho lembra a nós, pois Ele se fez homem, e foi visto e descrito por testemunhas oculares, e lemos mais de 1100 vezes o seu nome no Novo Testamento. Mas com quem ou o que compararíamos o Espírito Santo?
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Mesmo assim, temos ótimas bases bíblicas para crermos no que o Espírito Santo revelou sobre si mesmo nas Escrituras. Neste primeiro estudo, provaremos sua Divindade. Se alguém lhe dissesse:
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"Paulo é engenheiro e está feliz" e depois "O homem que está feliz é engenheiro",
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você teria dificuldades de entender que "Paulo" e "homem" foram usados de modo intercambiável, ou seja, são termos que se referem ao mesmo ser e trocados em frases diferentes? O mesmo ocorre com as palavras "Espírito Santo" e "Deus". Isso nos ajuda a provar a Divindade do Espírito. Veja o relato sobre o que fizeram Ananias e Safira, em Atos 5. Eles venderam um terreno, guardaram para si parte do valor, e depositaram aos pés dos apóstolos a outra parte da quantia, como se ela fosse cem por cento do dinheiro arrecadado. Diz o relato:.

"Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus." - Atos 5:3, 4.

A quem mentiu Ananias (e Safira)? A Deus! Mas o texto disse também: "ao Espírito Santo". Não há como negar que o Espírito Santo não seja Deus, muito menos a sua Pessoalidade. Não se mente a uma força, a uma falange de espíritos, mas a homens ou a Deus. Nesse caso, mentiram a Deus.
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Outra prova concreta, evidente, de que o Espírito Santo é Deus é quando Paulo atribui a Ele um atributo que só Deus possui: a Onisciência. Só Deus sabe de todas as coisas, e só Deus sabe sobre si mesmo. Mas e o Espírito Santo - sabe Ele de algo sobre Deus? Observe:.

"Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus." - 1 Coríntios 2:10, 11.

O Espírito de Deus a todas as coisas perscruta. O que isso quer dizer? A palavra grega para "perscrutar" é "ereunáo" ou "eraunáo" e significa "sondar, pesquisar, examinar". (Dicionário VINE, página 1002, 3a. Edição, 2003, CPAD) Assim, o Espírito Santo examina as coisas de Deus. Compreende que, dentro da natureza humana, assim como só o espírito do homem pode conhecê-lo, dentro da natureza Divina so o Espírito Santo conhece Deus? Isso nos lembra o que Jesus disse sobre sua relação com o Pai:

"Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar." - Mateus 11:27.

"Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar." - Lucas 10:22.

Não é interessante que ninguém conhece o Pai senão Jesus, ninguém conhece o Filho senão o Pai, ninguém conhece a Deus senão o Espírito Santo? Assim, entendemos que a Bíblia identifica o Espírito Santo como Deus. Mas há outras provas incontestáveis. Jesus, depois de ressurreto, aparece aos discípulos, e dá-lhes uma ordem:

"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." - Mateus 28:19, 20.

Pai, Filho e Espírito Santo são colocados em igualdade, tendo a mesma autoridade, ou nome. Não há como negar a Divindade do Filho e do Espírito Santo num texto assim. Os que negam a Divindade do Espírito Santo afirmam que poderíamos dizer:
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"Faça isso em nome da lei e do Rei."
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Assim, o Rei e a Lei teriam a mesma autoridade, mas o Rei seria um ser pessoal e a lei não. E não sendo ela pessoal, não seria o Rei. Esse argumento seria bom se no grego bíblico houvesse essa expressão "em nome da lei" ou algo parecido. Por exemplo, veja o seguinte comentário refutando esse argumento:.

"Na realidade, a palavra grega que significa "nome" (onoma) é empregada cerca de 228 vezes no Novo Testamento, e, excetuando-se quatro nomes de localidades (Mc 14:32; Lc 1:26; 24:13; Atos 28:7; cf. Ap 3:12) sempre se refere a pessoas. Procurar lançar a expressão idiomática moderna "em nome da lei" para dentro do texto de Mateus 28:19, tão antigo, é simples anacronismo." - Bowman Jr, Robert M., Por que Devo Crer na Trindade, Uma Resposta às Testemunhas de Jeová, página 132, 2a. Edição em Português, 2001.

O que seria anacronismo? Nesse caso, seria como alguém tentar usar a expressão "estou um prego" típica da nossa linguagem atual, para provar que um escritor brasileiro há quatrocentos anos tivesse usado a palavra "prego" nesse mesmo significado, ou seja, estar imóvel, de tão cansado. Assim, a expressão "em nome da lei" é anacrônica, ou fora de moda, em relação ao dias de Jesus, e não pode ser usada para explicar se o Espírito Santo é ou não um Ser pessoal e Divino. Mas para os insistentes, podemos citar os seguintes textos, que colocam o Espírito Santo em igualdade com o Pai e o Filho:.

"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." - 2 Coríntios 13:14.

Aqui, Paulo conclui sua carta desejando que a graça de Jesus (outras vezes se diz "graça de Deus", como em Tito 2:11), que o amor de Deus (outras vezes se diz "amor de Cristo", como em Romanos 8:35; 2 Coríntios 5:14) e que a comunhão do Espírito Santo (outro texto diz que "nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo", em 1 João 1:3) sejam conosco. Então, essa "intercambialidade" é muito significativa! E esse paralelismo entre Pai, Filho e Espírito Santo é suficiente para crermos na Divindade e na Pessoalidade do Espírito Santo. Mas como última prova de tal entendimento, observemos aseguinte comparação de textos:.

O Pai é Senhor – "Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado." – Lucas 10:21.
O Filho é Senhor – "Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." – Atos 16:31.

O Senhor é o Espírito - " O Senhor é o Espírito, e onde há o Espírito do Senhor, ali há liberdade." - 2 Coríntios 3:17.

Se o Pai é Senhor e Deus, o Filho é Senhor e Deus (João 20:28), e o Espírito é nosso Senhor, ou no grego "o Senhor" (ho kyrios), então como não crer que o Espírito Santo seja Deus?

Conclusão

Que nosso amor ao Espírito Santo seja sempre o mesmo pelo Pai e pelo Filho. Ele está atuando em nossas vidas de forma maravilhosa, É nosso amigo íntimo. Jamais deveríamos considerá-lo como inferior ao Pai e ao Filho, ou como um mero "espírito santo". - Pr. Fernando Galli.

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