terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

DESAFIO AO FALSO PROFETA ROMILSON FERREIRA


Estou desafiando este falso profeta a sofrer, ou eu ou ele, as consequências de se agir como falso profeta. Ele previu datas para arrebatamento, errou todas, e agora está enganando pessoas novamente afirmando que no dia 8 de abril de 2020 ocorrerá um arrebatamento. Veja o meu desafio a ele: Quem perder, anda nu na cidade onde mora no dia 9.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

CURSO DE APOLOGÉTICA ONLINE - ZAP 016 996371225

Quarenta horas de vídeo em 30 aulas + 780 páginas em texto de brinde. Apologética voltada ao evangelismo. Abordagem inédita em cursos. Matrículas e informações pelo ZAP 016 996371225
AULAS DO CURSO
AULA 01 – Boas Vindas e Definindo Seita e Heresia.
AULA 02 – Fundadores das Seitas
AULA 03 – Por Que Estudarmos Seitas e suas Heresias?
AULA 04 – Paulo – Exemplo de Apologista Cristão.
AULA 05 – Igreja – Suas Marcas Distintivas em Relação às Seitas (Parte 1)
AULA 06 – Igreja – Suas Marcas Distintivas em Relação às Seitas (Parte 2)
AULA 07 – A Difícil Tarefa de Evangelizar e Discipular Sectários (Parte 1)
AULA 08 – A Difícil Tarefa de Evangelizar e Discipular Sectários (Parte 2)
AULA 09 – Heresias Contra a Palavra de Deus – Parte 1
AULA 10 – Heresias Contra a Palavra de Deus – Parte 2
AULA 11 – Heresias Contra o Ser de Deus – Parte 1
AULA 12 – Heresias Contra o Ser de Deus – Parte 2
AULA 13 – Por Que Você Deve Crer na Trindade – Parte 1
AULA 14 – Por Que Você Deve Crer na Trindade – Parte 2
AULA 15 – Heresias Contra a Pessoa de Jesus Cristo – Parte 1
AULA 16 – Heresias Contra a Pessoa de Jesus Cristo – Parte 2
AULA 17 – Heresias Contra a Pessoa do Espírito Santo – Parte 1
AULA 18 – Heresias Contra a Pessoa do Espírito Santo – Parte 2.
AULA 19 – Heresias Contra a Doutrina da Salvação – Parte 1
AULA 20 – Heresias Contra a Doutrina da Salvação – Parte 2
AULA 21 – Heresias Contra a Doutrina sobre os Anjos e Demônios – Parte 1
AULA 22 – Heresias Contra a Doutrina sobre os Anjos e Demônios – Parte 2
AULA 23 – Heresias Contra a Doutrina sobre o Homem – Parte 1
AULA 24 – Heresias Contra a Doutrina sobre o Homem – Parte 2
AULA 25 – Heresias Contra a Doutrina sobre o Pecado – Parte 1
AULA 26 – Heresias Contra a Doutrina sobre o Pecado – Parte 2
AULA 27 – Heresias Contra a Doutrina sobre a Igreja – Parte 1
AULA 28 – Heresias Contra a Doutrina sobre a Igreja – Parte 2
AULA 29 – Heresias Contra a Doutrina sobre os Eventos Finais – Parte 1
AULA 30 – Heresias Contra a Doutrina sobre os Eventos Finais – Parte 2

AULA 31 – Incentivo à Igreja de Cristo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

CURSO DE EXEGESE - IMPERDÍVEL


Irmãos, quero recomendar este curso ministrado pelo Prof. Deivinson Bignon. Ele é um especialista na área de exegese. Tenho a plena de certeza de que você não irá se decepcionar com o professor e com o curso! Matricule-se já!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

EM PORTUGAL, EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ POR QUARENTA ANOS, DÁ ENTREVISTA.


António Madaleno, ex-testemunha de Jeová (por 40 anos), dá entrevista a uma rádio em Portugal e conta tudo sobre os motivos pelos quais abandonou a seita.

sábado, 11 de maio de 2019

BREVE COMENTÁRIO EXPLICATIVO SOBRE JOÃO 1:1 b-c — LUBE, Brício



Postulamos que o Verbo é um dos centros de autoconsciência divina, cuja existência deve transcender o tempo. Sua preexistência eterna é explícita nas palavras do apóstolo João (João 1:1; 1João 1:2).
A expressão “ὁ λόγος” (o Verbo) transmite a idéia da própria fala ou autoexpressão divina (cf. Sl 19.1-4). O relato da Criação em Gênesis fornece testemunho suficiente da eficácia da palavra de Deus: ele fala e as coisas passam a existir (Gn 1.3,9; cf. Gn 1.11,15,24,29,30). Tanto os salmistas quanto os profetas retratam a palavra de Deus com termos que beiram a personificação (Sl 33.6; 107.20; 147.15,18; Is 55.10,11), mas só João afirma que essa Palavra, ou Verbo, apareceu na história do tempo e do espaço como uma pessoa de verdade: Jesus Cristo (Jo 1.14,17).
(b) “O Verbo estava com o Deus”. A preposição “com” (gr. pros) implica em relação e distinção. Usada com o acusativo significa não somente coexistência mas intercomunicação direta. A Pessoa descrita como “Deus” a qual o Verbo estava (Gr., “ton theon”) é Aquele que conhecemos como "o Pai", conforme aludido por Cristo em sua oração sacerdotal (em João 17:3), quando refere-se ao mesmo como “o único Deus (Gr., “ton theon”) Verdadeiro”, em contraste com o politeísmo pagão, naturalismo filosófico e o panteísmo místico existente no mundo de procedência maligna, do qual pede para que Ele os livre em sua súplica (cf. Jo.17:15).
Biblicamente falando, no Novo Testamento, a palavra “Deus” (ho theos) tipicamente se refere ao Pai. É por isso que você não encontra autores do Novo Testamento dizendo muitas vezes que Jesus é "ho theos" - Deus. Em vez disso, eles tomaram a palavra do Antigo Testamento para Deus - o Senhor (kyrios em grego) - aplicando esse termo a Jesus e depois citaram as Escrituras do Antigo Testamento sobre o Senhor com referência a Jesus. Por exemplo, Paulo diz que se você confessar com seus lábios que Jesus é o Senhor (kurios) e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, você será salvo; pois todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (citando lá uma passagem do Antigo Testamento sobre o Senhor, Joel 2:32, e aplicando-o a Jesus no NT em Rm 10:13). Assim, os autores do Novo Testamento referem-se ao Pai tipicamente como "o Deus" e se referem a Jesus como "o Senhor", que é o nome do Antigo Testamento para Deus. Eles tentaram, de todas as formas, expressar a plena divindade de Cristo e, ao mesmo tempo, não dizer que Jesus é a mesma pessoa que o Pai. Assim, você obtém essas circunlóquias estranhas como 1Coríntios 8:6: “Para nós há um só Deus, o Pai, e um só Senhor, Jesus Cristo.”
(c) “O Verbo era Deus”. Dito isso, não se deve concluir que João esteja afirmando que o Verbo era a mesma pessoa descrita como Deus - a qual ele estava -, entretanto, significa mais do que Este ser apenas "um deus distinto ontologicamente daquele” (como sugere supostas "traduções"). O Verbo nos é apresentado como sendo Deus qualitativamente, e em virtude de tal certeza, consideramos como afirmou o Erudito Daniel B. Wallace: "O que Deus Era o Verbo Era" [2]. Ora, está claro que isso não significa que exista mais que um Deus, pois afirmar isso seria ir contra o que O Mesmo em Sua Palavra afirma: "antes de mim nenhum Deus foi formado e depois de mim não haverá nenhum" (Is.43:10; Os.13:4), logo, mediante revelação progressiva, nos é evidente a existência de pluralidade de pessoas na singularidade do Deus das Escrituras, e isso, a partir da mesma. Ademais, não encontramos sustentabilidade gramatical (considerando ambiente textual) para tal “tradução defendida”, a saber, “e o verbo era um deus”.
Dizemos isso porque há duas maneiras possíveis que João poderia ter utilizado na escrita caso sua intenção fosse dizer que o Verbo era "um deus" (o que ele não fez). Uma com um numeral e a outra é pós verbal:
 i) και ο λόγος ην θεος; 
ii) και ο λόγος ην εις Θεός. 
O que nós não encontramos em Jo. 1:1c, justamente por que o Apóstolo não quis dizer isso, ao contrário, ele enfatizou a ousia do Verbo, i.é. sua essência. Só existe um Ser que possui natureza divina — o único Deus. 
D.A. Carson em seu comentário desse evangelho afirma que: "ainda que um grande número de escritores argumentem que como theos, ‘Deus’, não tem artigo, João não deve estar se referindo a Deus como um ser específico, mas apenas às qualidades de ‘divindade’. A Palavra, eles dizem, não era Deus, mas "divina". Isso não é o bastante.  Há uma palavra perfeitamente adequada em grego para ‘divina’, e esta é "theios" (o que não aparece no verso). Mais importante, há muitas passagens no Novo Testamento em que o substantivo predicado não tem artigo, e mesmo assim é específico. Mesmo nesse capítulo, “tu és o Rei de Israel!” (1.49), no original não há artigo antes de ‘Rei’ (cf. também Jo 8.39; 17.17; Rm 14.17; Gl 4.25; Ap 1.20). Demonstrou-se que, nessa construção, é comum para um substantivo predicado finito ser colocado antes do verbo, ser anartro (isto é, sem artigo). De fato, o efeito de ordenar as palavras dessa forma é enfatizar ‘Deus’, como se o escritor estivesse dizendo: ‘e a Palavra era Deus na realidade'."
Os verbos ser e estar (com relação ao ‘logos’ e ‘theos'), usados no primeiro versículo (Jo. 1:1), descrevem uma ação contínua, sem levar em consideração o princípio ou o fim. Como diz Westcott, "O tempo verbal imperfeito do original sugere nesta relação, até onde a linguagem humana pode ir, a noção de uma existência supratemporal absoluta".
Se João tivesse incluído o artigo, ele teria dito algo muito falso. Ele teria identificado a Palavra com o Pai, de forma a sugerir o unicismo. Nesse caso, seria sem sentido dizer (nas palavras da segunda oração desse versículo) que a Palavra estava com Deus. A “Palavra por si mesma não constitui toda a Trindade; não obstante a divindade que pertence ao restante da Trindade pertence também a ela” (Tasker, p. 45). Mas por que toda esta definição? Não para nos dar alguma informação abstrata a respeito de certas distinções misteriosas na Divindade, senão para fazer o leitor saber quem era Aquele que na plenitude do tempo “se fez carne” — o Verbo, ou A Vida Eterna (v. 1:14; 1Jo.1:2).

Isso demonstra que João, nessa oportunidade, (1) não teve como objetivo informar quantos deuses existem por natureza (algo inconcebível para o monoteísmo judaico), e (2) não quis apontar qualquer distinção entre “divindades” de níveis diferentes. Ademais, é correto inferir que o próprio apóstolo esclarece esse mal entendido em sua primeira carta, denominando cada Pessoa que fora predicada como sendo PLENAMENTE divina em seu prólogo (cf. 1 João 1:1-3), anulando definitivamente o argumento de que a narrativa implique necessariamente distinção entre entidades no referido. Aqui está em vista as múltiplas faculdades e capacidades cognitivas da Divindade.
Quando alguém diz que o Pai (ou o Filho, ou o Espírito Santo) é Deus, não se está fazendo uma declaração de identidade. Pelo contrário, este "é" é um "é" de predicação, não de identidade. Por exemplo, se eu disser “Elizabeth é rainha”, não estou dizendo que Elizabeth é idêntica à rainha. Eu estou dizendo que ela detém o cargo ou o papel ou o título de ser rainha. Mas seria possível haver co-regentes. Certo? Às vezes isso acontece. Há mais de um rei ou mais de uma rainha. Então, quando dizemos "Elizabeth é rainha" você não está fazendo uma declaração de identidade; você está fazendo uma predicação. Você está predicando ser rainha a Elizabeth. Então, quando dizemos que o Pai é Deus, essa é uma maneira de dizer que o Pai é divino. Quando dizemos que o Filho é Deus, é uma maneira de dizer que o Filho é divino. Você está fazendo uma predicação do Pai e do Filho. Você está predicando a divindade completa do Pai e do Filho. Você não está fazendo uma declaração de identidade. Caso contrário, você teria três deuses. Assim, propriamente falando, a verdadeira declaração de identidade seria “a Trindade é Deus”. Quando dizemos que o Pai é Deus, o Filho é Deus , esses não são declarações de identidade, ao contrário, são predicações. Eles são propriedades predicadoras do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a saber, a propriedade de ser completamente divino.
Devido surpreendente revelação do Ser de Deus (YHWH), a igreja adotou o conceito de “Trindade”, este, fundamentado na compreensão da existência de Um único Deus que possui três conjuntos distintos de faculdades cognitivas, cada um suficiente para a autoconsciência, intencionalidade e volição, e, portanto, para a pessoalidade (diferente do unitarismo) — Pai, Filho e Espírito Santo —, que no ordenamento de atividades possuem Sua própria funcionalidade (diferente do unicismo), que coexistem desde a eternidade (diferente do modalismo), são unas em essência e propósito (diferente do politeísmo), reais e ativas no mundo desde sua fundação (diferente do ateísmo) e defendida pelas Escrituras. Considerando isso, o Novo Testamento está repleto de claras e significantes evidências que apontam para a comprovação dessa sentença (cf. 1Co.8:6 ; At.5:3,4 ; 20:28 ; Jo.20:28 ..etc). Não se trata da doutrina de que existem “três seres separados que possuem essa natureza [divina]”. Isso seria politeísmo. Os cristãos crêem que existe um Deus tripessoal.
Deus (na visão cristã) pode ser comparado a uma "alma". Ele é uma substância espiritual, assim como você e eu temos almas. Nossas almas são uma pessoa porque estão equipadas com um conjunto de faculdades racionais que as capacitam a ser um agente auto-reflexivo capaz de autodeterminação, suficientes para a personalidade - para a autoconsciência, liberdade da vontade e a intencionalidade. Mas pense em Deus como uma "alma", tão ricamente equipada que é dotada de três conjuntos de faculdades cognitivas, cada uma suficiente para a pessoalidade. Portanto, essa alma seria literalmente tri-pessoal. Isso lhe dá, não tri-teísmo ou politeísmo, mas uma única substância espiritual ou alma que é tri-pessoal. Assim, a "distinção" que há na Divindade têm mais a ver com o âmbito cognitivo do que ontológico. Por alma, eu quero dizer uma substância viva e espiritual. Ao caracterizar Deus como uma alma, significa o que Jesus quis dizer quando falou “Deus é espírito” (João 4:24). Uma alma humana tem faculdades cognitivas racionais, mas não é idêntica às suas faculdades racionais, já que as faculdades não são algo que existe por si só na abstração da coisa que as tem. O que é uma alma? É o que você é sem o seu corpo. Normalmente, nós supomos que uma alma racional é idêntica à uma pessoa. Mas isso é porque nós estamos familiarizados com almas dotadas somente de um conjunto de faculdades racionais suficientes para ser uma pessoa. Deus seria como uma alma dotada de três conjuntos de faculdades racionais, cada uma suficiente para ser uma pessoa, para que Deus seja tri-pessoal. “O que significa essa ‘coisa’ nebulosa que unifica... essas pessoas”? Não é a substância espiritual que são as faculdades. É a entidade ou ser imaterial que tem essas faculdades. Há portanto, nessa única ‘Alma’ (ou substância imanente), três centros de racionalidade.
Ora, deve-se reconhecer que isso é alucinante, mas não equipare algo que seja assim com algo que seja improvável. A mecânica quântica é alucinante, mas isso não implica que ela é improvável enquanto explicação do mundo físico. Vivemos num universo tão alucinante que praticamente fica além da compreensão!. É, portanto,  razoável dizer que há "contradição" no conceito cristão de “Trindade”? Certamente que não, pois contradição seria se disséssemos que Deus é um no mesmo sentido em que Ele é trino, o que nunca fizemos. Ele é um quanto ao seu Ser (ou essência) e três quanto a Sua personalidade. Cremos portanto que Deus pode ser comparado a uma mente incorpórea, dotada de três conjuntos de faculdades racionais, cada uma das quais suficiente para a pessoalidade.
Por "Um ser tripessoal", queremos dizer que há uma única essência divina, uma substância viva e espiritual contendo propriedades pessoais múltiplas, cada uma suficiente para a pessoalidade. Por “três pessoas”, entende-se que a Divindade é tão ricamente equipada que é dotada de três conjuntos distintos de faculdades cognitivas — três autoconsciências ou "Eus". "Eu" (na psicologia), é um centro da personalidade; na língua portuguesa é um pronome pessoal. Esses três "Eus" são reais e ativos nessa única mente suprema incorporea — não pense em Deus com uma forma humana brilhante com braços e pernas sem rosto. Isso é coisa de Hollywood. A esse respeito, o cristianismo ortodoxo difere do mormonismo, por exemplo, que concebe Deus ou os deuses como sendo objetos humanóides físicos. Entendemos que cada uma das personalidades divinas devem compartilhar exatamente os mesmos atributos (eternidade, onipotência, onisciência, onipresença, asseidade, etc...). Essas três pessoas não são "instâncias" separadas da natureza divina, e é por isso que não há três deuses, ou seja, não acreditamos que Pai, Filho e Espírito Santo são "seres distintos com uma natureza divina em comum". A Trindade é o único exemplo da natureza divina, portanto, existe apenas um Deus. Cremos nisso, não porque o entendamos, mas porque Deus Se nos revelou assim. Considere que, logicamente, Deus deva ser infinitamente mais elevado que a humanidade e perfeito. Existem pois em Deus três sistemas trabalhando em uníssono, cada um possuindo a plenitude da divindade. Os três não são, presumivelmente, dependentes um do outro, do mesmo modo que as personalidades secundárias de uma pessoa com múltiplas personalidades dependeriam da personalidade original. Cada um desses sistemas presumivelmente tem apenas uma personalidade. Assim, Deus seria um Ser que sustenta três pessoas, assim como nossos seres individuais apóiam uma pessoa.
Considerando esses fatos, o que nos resta concluir é que aparentemente os opositores chamam de "contraditório" ou "filosofia" aquilo que eles ainda não possuem, ou não querem ter noção. Se não estúpidos, recalcitrantes. Pedro falou sobre eles em sua primeira carta no capítulo dois e verso oito:
"E [ Cristo é ] pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados"...
 Veja nossa resposta ao frágil argumento Jeovista abordando João 1:3 e mais uma Prova INCONTESTÁVEL da eternidade do Logos como Deus clicando AQUI.

LUBE, Brício

IPB Ulisses Guimarães, Teixeira De Freitas — BA.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA - CRISTO: A PROVA ARRASADORA DA VIDA APÓS A MORTE.


No programa RESPOSTA ÀS SEITAS de hoje usaremos a união hipostática de Jesus Cristo como prova definitiva e bíblica para a crença na vida após a morte. - Pr. Fernando Galli.

terça-feira, 2 de abril de 2019

JESUS RECEBEU REVELAÇÃO DE DEUS ? (Apocalipse 1:1) — LUBE, Brício



     A introdução à revelação de Jesus Cristo (vv 1-11) parece expressar características fenomenológicas da parte do apóstolo. Isso significa que sua apresentação inicial está estritamente ligada a experiência sensorial que teve com o Senhor no início do Seu ministério mediatário "nos dias de sua carne" (cf. Hebreus 5:7).
Entendemos que na encarnação, a mente consciente de Jesus de Nazaré era concebida como um subsistema de uma mente mais ampla, que é a mente do Verbo — de onde se obtém todo conhecimento transcendental, ou “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Colossenses 2:3) —, de modo que sua consciência ativa "crescia em sabedoria... diante de Deus e dos homens" (Lucas 2:52), no entanto, a menção ao "recebimento de revelação" aqui expresso por João, apenas alude a tarefa de fazer a revelação divina conhecida a Seu povo (gr.,ἀποκάλυψις), como já era sabido e vivenciado por todos os discípulos (ver, João 12:49; 14:27; 17:8). 
O verbo "dar" nessa sentença não significa meramente a entrega de um "dom" ao Cristo em um evento posterior a sua ressurreição (como querem os socinianos e neo-arianos), más faz referência ao que outrora obteve como profeta messiânico quando “conhecido em figura humana” (Deuteronômio 18:18; João 5:46; Filipenses 2:7), e no momento oportuno descoberto ao seu anjo, "para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer" (ver, Mateus 11:27).
É fato que Jesus, mesmo após sua ressurreição, ainda é subordinado a seu Pai, como seu Deus, visto que o "fim", (“quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder"), ainda não aconteceu (leia o Salmo 89:26; 1Coríntios 15:24; Hebreus 2:8), contudo, não podemos inferir que Deus deu ao Jesus ressurreto uma revelação a partir desse texto implicitamente o designando para uma atribuição, visto que seu estado exaltado o revela divinamente possuidor de "todos os tesouros do conhecimento" (Cl 2:3), bem como toda autoridade no céu e na terra (ver, João 17:2; Mateus 28:18). Ora, a expressão "todos" não compreende "partes", significa totalidade mesmo. Nessa nova etapa, Jesus Cristo como “Filho do homem”, Reina (cf. Daniel 7:14), e João recebe a tarefa de mostrar Sua revelação na forma de uma demonstração pictórica.
O livro propriamente dito é um eloquente testemunho de que essa exibição é dada por meio de sinais, símbolos, nomes, números, cores e criaturas. No início deste livro, suas características pictóricas já se tornam visíveis no verbo mostrar. Ele sugere ao leitor como o livro deve ser lido e entendido. Portanto, em hipótese alguma deva significar falta de conhecimento divino da parte do Verbo — Deus (João 1:1; 20:28; Atos 20:28..etc). 


Brício Lube.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

MORMONISMO - TESTEMUNHO DE UM EX-MÓRMON


Minha vida. Quase morri ao nascer em 27/07/1989, pois sou prematuro de seis meses. Eu e meu irmão gêmeo, André Luiz, graças a Deus sobrevivemos. Sempre gostei de ler. Li vários livros de literatura nacional e internacional. Fui atropelado em 2001, mas nada sofri. Sou Líder comunitário desde os 16 anos porque gosto do envolvimento com a visa social e política da cidade. Destaco-me por uma inteligência diferenciada dos jovens dada a minha paixão pelo saber. O mundo à minha volta me incita a estudá-lo. Gosto da boa música dos anos 60, 70 e 80, também da clássica e de óperas. Aprecio também o teatro e filmes comoventes e me emociono facilmente com a singeleza dos atos simples da vida dos homens e até da natureza. Gosto de acompanhar a vida política em minha cidade e já fui membro do partido PFL (atual DEM) e do PRB; fui até presidente do movimento juvenil do PRB Teresópolis por 10 meses e amigo de lideranças políticas municipais e federais. Fui membro do PT tendo sido assessor parlamentar de um Deputado Estadual do PT na Assembléia Legislativa do Estado Rio de Janeiro após isso fui para PSOL sendo candidato a vereador em 2016 onde saí em 2018, pois me descobri e ainda permaneço comunista. Devo esse apego à vida política ao meu pai que foi vereador em Espera Feliz, MG pelo PDS. Estudei Teologia na Universidade Metodista em São Paulo no seu pólo Petrópolis/RJ Sou professor de teologia e um defensor de direitos humanos.
Minha vida sem Deus. Fui membro batizado do catolicismo por treze anos - Estudante das Testemunhas de Jeová por um ano - membro batizado do mormonismo por quatro anos.
Como me converti ao Senhor Jesus Cristo. Tudo começou em Agosto de 2007 quando eu presenciei o Elder (Missionário SUD) mandar um evangélico, líder de uma Igreja Assembléia de Deus, calar a boca. Comecei a ler a Bíblia sem pensar em religião. Eu estava muito triste pensando em findar a minha vida. Comecei a ler em 20 Setembro 2007 a Bíblia toda. No meio da leitura da Bíblia tinha muitas dúvidas a respeito da Igreja SUD. Comentei sobre tais dúvidas com um amigo batista chamado Marcos Alexandre (Ninho) e um membro da Igreja SUD de Curitiba PR (além de mórmon ele é maçom). Na Igreja SUD nós líamos a Bíblia com manuais da Igreja ao lado. Ou seja, a igreja pensava por nós. Então, pra mim foi uma supresa essas passagens bíblicas. Aí, em dezembro 2007 já tinha me formado no Seminário SUD e recebido o Sacerdócio de Melquisedeque da Igreja SUD no oficio de ELDER do mais velho portador do Sacerdócio da Igreja SUD em Teresópolis. Ele era também o mais velho membro da Igreja SUD em Teresópolis; tem 50 anos de batismo na Igreja SUD. Foi ele quem deu o primeiro sacerdócio de Melquisedeque a um membro negro da igreja SUD no Brasil e no mundo, que veio a ser o primeiro negro a compor o Quorum dos 70 em Salt Lake City. Eu já tinha batizado três pessoas e confirmado como membro a outros três e dado o sacerdócio a um na igreja e levado a igreja umas 80 pessoas junto aos missionários da Igreja SUD de Teresópolis. Tinha sido também considerado o Jovem mais inteligente da Igreja SUD em Teresópolis RJ. Os membros me chamavam de Ph-D (Embora não existe este titulo nas capelas SUD; só na Universidade). Já estava me preparando para MISSÃO SUD de Tempo Integral a partir de Julho de 2008, mas dentro de mim era um vazio e eu não tinha tempo pra mim. Chegava à Igreja as 6 da manhã e saía às 20 horas. Eu era um “FARISEU”. Era conhecido por pessoas nos Estados Unidos e todos os estados brasileiros, mas a Bíblia falava mais alto que qualquer coisa. Eu tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. Quando decidi sair da Igreja pensei e chorei muito de arrependimento ao me lembrar que coloquei tantas pessoas naquela igreja. Na madrugada do ano-novo 2007/2008 OREI ao SENHOR JESUS CRISTO INVOCANDO-O E ACEITANDO- O COMO MEU SALVADOR E A BÍBLIA COMO PALAVRA DE DEUS, rejeitando qualquer ensinamento não-bíblico e parei de ir às religiões para satisfazer o Ego. Na Igreja SUD fui EXCOMUNGADO no dia 02-03-2008 por não aceitar mais as suas doutrinas e práticas. (Ler: Filipenses 3:7-9)
Minha vida agora com Jesus. Hoje minha vida é relativamente boa, continua a mesma com a diferença de que tenho Jesus em meu coração. Dizem até que sou um Martinho Lutero moderno, mas a verdade é que sou de Jesus Cristo. Hoje se eu com minha vida não transmitir o amor de Deus por meio Jesus Cristo então prefiro que Deus tire a minha vida. Lembro-me do que disse o Marechal Rondon e faço das palavras dele um lema de vida: “MORRER SE PRECISO FOR, MATAR NUNCA”. Não cultivo em meu coração raiva ou ódio pela liderança mórmon que me ensinou a crer em mentiras, antes desejo que eles e todos os membros dessa igreja sejam salvos pelo mesmo sangue que me purificou e salvou – o SANGUE DE JESUS CRISTO. Hoje sou cristão protestante sendo batizado na Primeira Igreja Batista em Teresópolis/RJ onde permaneci 10 anos, mas hoje estou sem igreja local porem vinculado de forma individual a Aliança de Batistas do Brasil que é uma denominação protestante ecumênica e de postura progressista que apóia teologia queer, negra, feminista e da libertação.
“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis na palavra, no trato, no amor,no espírito, na fé, na pureza; Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. Não desprezes o dom que há em ti... Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” (1ª Timóteo 4:12-16 ACF)

Teresópolis, janeiro de 2018
MARCOS VINICIOS HABIB MOREIRA
SERVO DE JESUS CRISTO DE NAZARÉ / PROFESSOR DE TEOLOGIA
MEMBRO DA ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL
marcoskhabbaz@gmail.com ( 21 ) 99117-4756

sábado, 5 de janeiro de 2019

BREVE DIÁLOGO COM UMA TESTEMUNHA DE JEOVÁ SOBRE NATUREZA DIVINA.


Esse diálogo ocorreu em uma das páginas de minhas redes sociais com uma "testemunha de Jeová" de nome Daniel. Tratamos sobre a questão da divindade de Cristo, onde tentei explicá-la verdades atinentes ao assunto. Devo ressaltar que 'as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo' (2Co 10: 3-5).

INÍCIO DA DISCUSSÃO

TJ: 
"Vcs atacam um espantalho. TJs não negam que Jesus seja de mesma natureza que o Pai. Elas negam que isso implique em co-igualdade no resto."
Brício Lube

"Olá Daniel. Devo considerar que foi muito interessante sua afirmação: "Tjs não negam que Jesus seja da MESMA natureza que o Pai. Elas negam que isso implique em co-igualdade no resto". O que você quer dizer com "MESMA natureza"? Pode explicar melhor ?"

TJ: 
Natureza divina. "Deus é espírito" (João 4:24).
Brício Lube:

"Acho que entendi seu raciocínio, porém, percebo que ele é debilitado em virtude do texto que você utiliza para tentar sustentá-lo. Por favor, permita-me explicar-lhe a expressão que aparece no texto que você utilizou (Jo 4:24). Nota-se que ao dizer 'Deus é espírito', Jesus não está sugerindo que Deus é um espírito entre muitos outros, nem simplesmente que ele é incorpóreo no sentido “estóico”, nem que ‘espírito’ defina completamente suas propriedades metafísicas. Não. Talvez isso seja o que você pensa quando lê esse texto. Nesse contexto, ‘espírito’ caracteriza como Deus é, da mesma forma que carne, localização e corporeidade caracterizam como são os seres humanos e seu mundo. ‘Deus é espírito’ significa que Deus é invisível, desconhecido para os seres humanos a menos que ele decida se revelar (leia 1.18). Como ‘Deus é luz’ e ‘Deus é amor’ (1Jo 1.5; 4.8), assim também ‘Deus é espírito’: esses são elementos na forma em que Deus se apresenta aos seres humanos, em sua bondosa auto-revelação em seu Filho. Portanto, essa expressão 'Deus é Espírito' não sugere (em última instância) que todo ser "espiritual" possua a mesma natureza de Deus pelo simples fato de ele ser um "espírito" (como aparentemente você insinua em seu argumento). Não pretendo aqui começar uma discussão inútil, porém, devo informá-lo que a "natureza de Deus" é justamente o que O distingue de suas criaturas. Diferente da criação, Deus possui uma natureza composta de propriedades inerentes a Seu Ser, tais como: Eternidade, onipotência, asseidade, onisciência, necessidade etc., que sendo perfeita e indivisível certamente O define como sendo Quem Ele É. Ora, se Jesus possui a MESMA natureza que o Pai e a natureza de Deus o define, segue-se que Cristo é tão Deus quanto seu Pai é Deus (Jo 1:1)."

TJ:
"Agradeço pelo comentário educado, mas não darei valia a ele por carecer de elementos bíblicos suficientes pra comprova-lo. A forma mais fácil de entender o que é a natureza divina é fazendo um contraste com a natureza humana. O que é a natureza humana? Ter natureza humana significa ter um corpo humano comum a toda a humanidade. Esse corpo humano é feito de carne e osso, basicamente falando. A natureza divina é o contrário disso. Ter natureza divina (divindade) significa ter um corpo divino comum a todos os seres celestiais. Que tipo de corpo eles têm? A Bíblia diz que os seres (pessoas) espirituais possuem ‘corpos espirituais’.  1 Coríntios 15:44 diz: “Se há corpo físico, há também um espiritual.” A cristandade rejeita essa afirmação de que Jesus tenha um corpo em forma de espírito. Segundo eles, ao ser ressuscitado, Jesus passou a ter um corpo carnal glorificado e ainda possui este corpo nos céus. Mas essa afirmação dos trinitários, de que Jesus tem um corpo carnal glorificado, entra em choque com a própria doutrina da Trindade, que afirma que as 3 pessoas são coiguais. Ora, se Jesus tem um corpo carnal glorificado e o Pai e a suposta pessoa do espírito santo têm um corpo em espírito, já não há mais igualdade aí. Jesus teria algo que as outras ‘duas pessoas’ não têm. Portanto, vocês falam que Jesus tem a mesma natureza que o Pai da boca pra fora, porque na prática não crêem nisso. Então, quando a Bíblia fala em Filipenses 2 que Jesus assumiu a "forma de servo", ela quer dizer que ele largou seu corpo espiritual (“forma de Deus”) e passou a ter um corpo carnal humano, sendo totalmente humano. Agora, ter natureza divina implica coigualdade com o Pai? A resposta é NÃO. Além disso, em 1 Coríntios 15:50-54 e em 1 João 3:16, é dito que os humanos que irão para o céu vão ter a mesma natureza que Jesus e serão semelhantes à ele. Em Colossenses 2:9, é mencionado que, em Jesus, habita corporalmente toda a plenitude da divindade (natureza divina). Mas vejamos a continuação no verso 10: “E, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês RECEBERAM TODA A PLENITUDE.” – Colossenses 2:10, NVI. Percebam que a plenitude da natureza divina de Jesus é dada aos servos fiéis. ISSO É MUITO RELEVANTE! É a Bíblia que diz isso, não as TJs. Com isso concordam as palavras de 2 Pedro 1:4: “Por intermédio destas ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas VOCÊS SE TORNASSEM PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA.” Veja que o texto é claro…os servos que vão pro céu vão PARTICIPAR da mesma natureza que eles tem…não é uma natureza divina diferente, senão não seria participação….
CONCLUSÃO: Então Jesus, anjos e os salvos que vão para o céu podem ter divindade (corpo espiritual) e não ser coiguais ao Pai (o único Deus Todo Poderoso). A alegação de que o fato de Jesus ter natureza divina o torna igual ao Pai é apenas mais um dos equívocos propagados erroneamente ao longo do tempo. Portanto, o fato de Jesus Cristo possuir “toda a plenitude da divindade” (Ave Maria, ACF) não significa que ele seja coigual ao seu Deus e Pai, Jeová. Também não pretendo aqui alongar um debate. Mas agradeço pelo espaço."
Brício Lube:

Disponha sempre. Ótimo tê-lo aqui conosco.

Quanto ao meu comentário acerca de João 4:24, perdoe-me, mas deve-se considerar que expus o verso em questão dentro do seu devido contexto, explicando-o e utilizando de demais passagens que elucidam a questão, logo, não se pode alegar que não haja "elementos bíblicos suficientes" para comprovação do mesmo. Perceba que o contraste sugerido por você está implícito no texto, o que não deixou de ser averbado em minha exposição, eu disse:
"Nesse contexto 'espirito' caracteriza como Deus é, da mesma forma que carne, localização e corporeidade caracterizam como são os seres humanos em seu mundo".
Postulo então que a expressão "Deus é espírito" é apenas um elemento na forma em que Deus se apresenta aos seres humanos, assim como nos é dito que ‘Deus é luz’ e ‘Deus é amor’ (1Jo 1.5; 4.8). É óbvio que João não está aqui definindo a "natureza" de Deus em toda sua especificidade ontológica. A expressão aqui é mais uma questão de descrever a liberdade soberana que Deus tem em contraste com os homens, fechados num mundo material, do que uma definição da sua natureza. Por isso, os homens precisam adorá-lo em espírito, pois somente por meio dele podem ter comunhão com Deus. Perceba o paralelismo de Isaías 31.3: “Mas os egípcios são homens, e não Deus; seus cavalos são carne, e não espírito”. Geralmente, o ‘espírito’ no Antigo Testamento é renovador, criativo, doador de vida, corretamente, chama atenção para Jo 3:8, em que o que é ‘espírito’ não pode em si mesmo ser completamente apreendido, mas seu efeito não pode ser negado. Ele é conhecido por intermédio de seu ‘som’ ("phone" - veja 1.23; 5.25, 28, 37,38; 10.3-5, 16, 27; 11.43; 12.28, 30; 18.37). Da mesma forma, nesse contexto, ‘Deus é espírito’ significa que Deus é intátil em oposição ao tangível.
Nota-se que há uma tentativa de associar "ser espírito" com "ser divino" ou possuir "natureza divina", como se fossem sinônimos ou consequência. Sabemos que essa compreensão diverge do que as Escrituras ensinam, visto que não se pode dizer que todos os demônios são "divinos" em função de serem "espíritos", isso seria um absurdo — além de minar com o monoteísmo Cristão abraçando um politeísmo macabro. Entretanto, com respeito a antropologia, não podemos negar o fato de que a "natureza humana" também é constituída de um corpo palpável de "carne e ossos" como você observou, porém, sua comparação é inadequada, considerando 1) a Bíblia não ensina que “toda plenitude da  divindade” se define por possuir um "corpo espiritual"; 2) ter um "corpo espiritual" (na linguagem de Paulo em 1Co 15) não significa ser um espírito, muito menos ser divino, e 3) lembre-se que animais possuem carne e ossos e nem por isso são "meio-humanos", nenhuma dessas propriedades animais são sequer humanas.
Ora, o fato dos humanos possuírem "corpos materiais" em sua humanidade não significa necessariamente que Deus deva também possuir um "corpão divino" devido o mesmo manter um relacionamento adorador-adorado para conosco espiritualmente, ou "em espírito" (isso é um disparate!). A Bíblia também diz que Deus é "luz” mas isso não significa que toda radiação eletromagnética que se situa entre a radiação infravermelha e a radiação ultravioleta sejam alguma espécie de "fração divina" — o que entraria em contradição com o Salmo 139:12 (ver l Jo 1:5; 2Co 11:14). É óbvio que isso apenas demonstra tropologicamente como Deus aprouve se manifestar. Ora, quando aprendemos que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” entendemos, figuradamente, que Deus é totalmente bom, sem nenhum sinal do mal. Sua deidade é essencial e necessária, ao contrário da criação contingente. Por outro lado, em conformidade com o que João escreveu, Deus ser "espírito" implica em o Mesmo ser invisível e intangível, assim como ser “amor” implica em Ele ser compassivo, benevolente, acessível etc.. (l Jo 4:8), não significando que toda forma de amor é Deus, muito menos que Deus - por ser amor - é um sentimento impessoal. Considere então que Deus é amor, mas o amor não é Deus, os dois termos não são intercambiáveis, assim como ‘espírito’ e ‘divino’ também não são. Deus é espírito, mas ser um espírito não significa ter a mesma natureza que Deus, ao passo que ser "divino" não requer um "corpo substancialmente espiritual", senão as propriedades inerentes à Deidade, como: eternidade, onipotência, onisciência, necessidade, asseidade, etc.., (o que pode ser definido simplesmente como "toda plenitude da divindade") que sendo uma substância pura e indivisível certamente o especifica como sendo quem ele É — Deus. Portanto, não, Deus ontologicamente não tem um "corpo", Ele é uma substância incorpórea — a encarnação está fora de cogitação.(infelizmente, suponho que esteja havendo uma certa confusão da sua parte com relação as expressões utilizadas por Paulo em 1Co.15:44, falarei algo sobre mais adiante).

SOBRE SER DIVINO

Sabemos pois que "divino" refere-se àquilo que qualitativamente compreende a natureza da divindade (i.é. asseidade). Em uma concepção padrão e tradicional de divindade, Deus é onipotente, onisciente, incorpóreo, impecável e necessariamente existente, entre outras coisas. Na definição de "Deus" por natureza, tais propriedades como estas são, por assim dizer, constitutivas da divindade - é impossível que qualquer indivíduo seja divino, ou exemplifique a divindade, sem ter essas propriedades. Reivindicar algum indivíduo como sendo divino sem ser onipotente, digamos, ou necessariamente existente, seria tão incoerente quanto supor que algum indivíduo seja solteiro e casado ao mesmo tempo. Em vista disso, o grande desafio para os neo-arianos a ser considerado é: 1) encarar o que está escrito acerca de Cristo, não duvidando que "nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9) .
 Sugiro que não se pode pensar que só há "resquícios" onde se contém o todo, isso seria contraditório. Paulo afirma: "todo o pleroma da Divindade"... (Não dando margem para se interpretar tal expressão apenas como "aspecto"). "Divindade" nesse texto compreende ousia (essência) e não mero feitio. Se ele (Paulo) quisesse dizer algo parecido - como sugerem os jeovistas -, teria usado uma expressão mais conveniente, tal como: “todo pleroma do pneuma”... o que não se encontra nesse verso, senão theotetos (divindade) em toda sua plenitude (totalidade). Ademais, não podemos ceder ao anseio do demônio afirmando que o mesmo possui “toda plenitude da divindade” pelo simples fato de ser um ente espiritual. 
Logo, tido que não há deus como o nosso Deus (Sl 86:8), e aceitando toda escritura como sendo autoritativa, eles não podem se desviar do fato de que o próprio Deus através dos escritores do NT deixou subentendido que há uma espécie de pluralidade de respectivos centros de autoconsciência, intencionalidade e volição suficientes para pessoalidade na singularidade do Seu Ser único em unidade, entendido progressivamente a partir da revelação neotestamentária (Jo 1:1; 20:28; At 5:4, 5; 20:28); há, portanto, “distinção” entre as pessoas, porém, não é uma questão ontológica; 2) a sugestão de que ho Logos seja “um deus” menor procedente [ou gerado] de outro “Deus maior” além de ser uma tolice — tendo em vista que vai contra o que o próprio Deus afirma em Is 43:10 —, resulta em algo deliciosamente gnóstico, sem que haja escapatória. Entendemos por conseguinte que a pessoa do Filho não pode ter a mesma natureza divina que a de Seu Pai sendo um ser distinto ontologicamente do Mesmo (sobre a natureza do Espírito Santo cf. Jo 14:16, gr., Allos). O jeovista sempre irá argumentar (utilizando Cl 1:19), que o fato de Jesus "possuir divindade", em si não prova nada, pois como está escrito, foi do agrado de "Deus" (que entendem eles ser apenas o Pai) que Cristo possuísse Divindade." Ora, há um erro aparente nessa suposta “observação”. Note que o jeovista se esquece que o Verbo é anterior a tudo que veio a existência (ver, Jo 1:3), e que, obviamente, também deva ser anterior ao Jesus histórico (hominídeo nascido). Onde estou querendo chegar? O que acontece na “interpretação” jeovista pode ser concebido como um legítimo anacronismo. Considere que ali, nos versos 18 à 22, Paulo claramente muda o foco em sua narrativa sobre o Cristo, abordando verdades voltadas ao seu estado exaltado e ressurreto, diferente do que faz inicialmente, quando faz alusões acerca do seu estado pré-encarnado (leia os versos 15 à 17). Perceba que ele desenvolve seu discurso referindo-se não só ao estado anterior a encarnação do Logos como também posterior ao evento, doravante menciona seu propósito de realizar a reconciliação ("pelo seu corpo físico" v 22), encerrar a ruptura da harmonia e estabelecer a paz entre o homem pecador e Deus, por meio do sacrifício do Salvador na cruz, desde então, não se faz menção à qualquer período anterior ao evento encarnacional. Há, no entanto, uma referência à Sua condição assumida no contexto histórico. Com isso em mente, Paulo afirma que, Deus – não diz lit. “o Pai” - mas diz que “aprove habitar nEle toda plenitude”, isso é, Deus considerou próprio, agradável, e resolveu que sua própria plenitude residisse no Jesus histórico, na qualidade de Deus-homem. No mesmo, quando diz “habitar nEle”, no grego, temos o verbo “katoikeo”, que é posto em contraste com “paroikeo”. O primeiro significa “tomar residência permanente”, “firmar-se em”, com a intenção de ficar. A mesma palavra é usada acerca da habitação de Cristo nos remidos, por meio do seu Espírito, em Ef. 3:17. Para comprovação desse fato considere que o próprio Cristo tinha seu corpo gerado como um templo (Jo. 2:19, 21). Portanto, quando Paulo fala a respeito de "fazer habitar plenitude" há em sua mente aquele judeu da Galileia, nascido por volta do início do primeiro século, e que morreu entre os anos 30 e 36 d.C, e não o Verbo descrito no prólogo joanino. Considere então que o Verbo assume um corpo humano como seu; mas sem cessar de ser conhecedor e causalmente ativo em cada ponto do espaço. Lembremos também que o significado de “onipresença” não compreende que Deus está espalhado como um éter pelo espaço, mas que ele é causalmente ativo em todos os pontos do espaço. Isso ainda pode ser possuído pelo Verbo durante seu estado de humilhação. Só não era parte da vida consciente do Jesus histórico. As dificuldades que surgem com relação a isso está em pensar na encarnação como o Verbo de alguma forma se encolhendo para o tamanho de um corpo humano. Eis o erro, pensar na encarnação como algo que a natureza divina faz em vez de algo que a pessoa divina faz. Esta permanência da divindade em Cristo é o fundamento da reconciliação por Ele. [Bengel]. Daí o “e” (Cl.1:20) une como causa e efeito as duas coisas, a divindade em Cristo e a reconciliação por Cristo.
O que nada tem a ver com a interpretação jeovista.   
Por fim, 3) de acordo com a doutrina Trinitária, Cristo compõe os três conjuntos distintos de faculdades cognitivas do Deus único. Quando lemos que o Filho possui a mesma natureza que seu Pai, que é Divina, não há outra maneira de entender senão que Ele é essencialmente o mesmo SER que o Pai, como também o Espírito Santo, pois não existe mais do que um Ser PLENAMENTE DIVINO. Decerto que não devemos pensar nas Pessoas divinas como instâncias da natureza de Deus, para que não tenhamos uma “quaternidade”, em vez de uma Trindade. Há um só Ser apenas que é triúno. O Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham as mesmas propriedades essências que fazem com que sejam considerados divinos, como onipotência, onisciência, perfeição moral (o que “arcanjos” não têm, ver Jó 4:18; 15:15. Porém, sobre Jesus leia 2Co 5:21; 1Jo 3:5; Hb 4:15), necessidade, etc. O esqueleto e o DNA de um gato são total e genuinamente felinos, mesmo que eles próprios não sejam gatos, isto é, instâncias da natureza do gato. Da mesma forma, o Pai, o Filho e o Espírito são genuinamente divinos, embora cada um deles não seja uma Trindade, isto é, uma instância da natureza de Deus. Alguém pode ser chamado “deus”, mas isso não significa que esse ser possui “natureza divina” ou seja ‘espiritual' (ver Ex. 7:1 sobre Moisés), muito menos signifique como averbado acerca de Cristo em Cl.2:9. Anjos, por exemplo, são uma ordem sobrenatural de seres celestiais criados separadamente por e de Deus antes da criação do mundo (cf. Jó 38.6,7) e chamados de “espíritos” (Hb 1.4,14). Embora sem organismo corpóreo, foi-lhes permitido aparecer frequentemente na forma de homem (Gn 19.1,5,15; At 1.11) e em certas ocasiões chamados "deuses" (elohim), mas isso devido o poder e autoridade a eles outorgado, e não por serem "espíritos" (Sl 8:5; 2Co 4:4; Lc 4:6). Outro exemplo que temos é o dos juízes corruptos de Israel que também foram chamados “deuses” (elohim) porque a administração da justiça era uma prerrogativa divina delegada a alguns escolhidos (Êx 21.6; 22.8,9,28; Dt 1.17; 1Cr 29.23; 2Cr 29.6,7; cf. Sl 82.1-4). Porém, em nenhum lugar da Bíblia se é afirmado que anjos (bons ou maus) ou seres humanos possuem “natureza divina” ou tudo que concerne a “Divindade” (gr., theotes). Ainda que Deus os tenha criado como seres metafísicos (Cl 1:16), isso não os torna “divindades”, nem tão pouco denota “corporeidade espiritual”, mas apenas intangibilidade imperceptível aos olhos humanos (ver Lc 24:39). Cristo não é alguém semelhante à divindade, mas no sentido mais completo, possui a própria essência de Deus. A afirmação de Paulo de que há “supostos deuses” e, na verdade, “muitos deuses e muitos senhores” parece confirmar o AT, o qual reconhece que os deuses pagãos, embora não sejam realmente "deuses" naturalmente e de modo algum possam ser comparados ao Deus de Israel (por isso, são apenas “supostos deuses”), representam alguma realidade. Isso pode mostrar um eco de Deuteronômio 10.17, passagem em que, apenas uns poucos capítulos após o Shemá, é dito aos israelitas: “O Senhor vosso Deus (Elohim), é o Deus dos deuses (Elohim) e o Senhor dos senhores”. Esse é o único texto da Bíblia hebraica em que “deuses” e “senhores” aparecem na mesma frase, como em 1Coríntios 8.5. Nota-se curiosamente mediante esse texto (Dt 10:17) que a mera aplicação da palavra “elohim” para designação "deus" não garante que seus receptores tenham a mesma natureza Divina que o seu criador. Veja que ela aparece para com o Deus de Israel em contraste com deuses falsos (no mesmo versículo!) sendo assim impossível que o fato desses seres serem chamados "elohim"  signifique que os mesmos possuam a mesma natureza de Deus. Não conhecendo a Deus, comparam Cristo com chamados 'deuses' que, por natureza, não o são (homens, anjos bons e maus). Leia Gálatas 4:8.

SOBRE 1 CORÍNTIOS 15:44

Quanto ao que você disse sobre 1Corintios 15, devo lhe esclarecer que para Paulo, "natural" e "espiritual" (v 44) não são substâncias a partir das quais corpos são feitos, mas princípios dominantes pelos quais corpos são dirigidos. Praticamente todos os comentaristas modernos concordam neste ponto: Paulo não está falando de um corpo exclusivo feito de espírito ou éter; ele quer dizer um corpo sob o senhorio e direção do Espírito de Deus. O presente corpo é “natural” na medida em que a alma é seu princípio dominante (cf. “homem natural”, 1Coríntios 2.14). O corpo vindouro será “espiritual” não no sentido de uma substância espiritual, mas na medida em que o espírito será seu princípio dominante (veja, “homem espiritual”, 1 Coríntios 2.15). Não diferem enquanto o corpo; diferem, sim, enquanto orientação. O contraste não é entre corpo físico e corpo não-físico, mas entre corpo orientado naturalmente e corpo orientado espiritualmente. Alguém pode bradar dizendo: “mas no verso 50 Paulo diz que carne e sangue não podem herdar o reino dos céus”. A estes gostaria de informar que os comentaristas concordam que “carne e sangue” é apenas uma expressão semítica típica para denotar a frágil natureza humana. Enfatiza nossa débil mortalidade em relação a Deus. O fato de que o verbo esteja no singular talvez também sugira que Paulo não esteja falando de aspectos físicos do corpo, mas de uma unidade conceitual: “carne e sangue não pode herdar...”. Em outros lugares, Paulo também emprega a expressão “carne e sangue” para significar simplesmente “pessoas” ou “criaturas mortais” (cf. Gálatas 1.16; Efésios 6.12).
Portanto, Paulo não está falando aqui de anatomia; antes, ele quer dizer que seres humanos mortais não podem entrar no reino eterno de Deus: por isso, devem se tornar imperecíveis (cf. v. 53). Esta imperecibilidade não conota imaterialidade ou inestendibilidade; pelo contrário, a doutrina paulina do mundo vindouro é que nossos corpos de ressurreição serão parte de, por assim dizer, uma criação ressurreta (cf. Romanos 8.18-23), [da qual o Cristo ressurreto é o "primogênito", ou, "princípio". Ver Colossenses 1:18; Apocalipse 3:14]. O universo será libertado do pecado e corrupção, e não da materialidade, e nossos corpos serão parte de tal universo.
SOBRE 1 PEDRO 3:18, 19

Você poderá insistir utilizando 1Pe 3:18 para dizer que Jesus ressuscitou “COMO UM espírito”, na tentativa de invalidar a ressurreição corporal, todavia, este mal-entendido é excluído por, pelo menos, três razões.

Primeiro, o restante do Novo Testamento insiste que a morte e a ressurreição de Cristo eram físicas. Seu corpo foi morto, e o mesmo corpo foi erguido, embora de forma aprimorada (Jo 2:19-22). E segundo, o espírito de Cristo nunca foi morto antes da crucificação, e nunca foi morto em nenhum sentido que exigisse sua ressurreição. Em outras palavras, se a ressurreição não fosse física, então, a princípio, ele não precisaria de "ressurreição". Então, em terceiro lugar, temos “no espírito”, antitético com “na carne”, ambos sem artigo. Deve-se entender “Morto” quanto ao anterior modo de vida, e “vivificado” no novo. Enquanto que tinha vivido segundo a maneira do homem mortal na carne, Ele começou a viver uma vida espiritual de “ressurreição” (v. 21), pelo qual tem poder para levar-nos a Deus.

Isso, por sua vez, influencia a nossa compreensão do versículo 19. Dado o que entendemos sobre o versículo 18, em vez de começar o versículo 19 com a tradução "através de quem" (NVI), talvez, seja melhor dizer "em que", isto é, no reino do espírito. O significado é "nesta esfera" ou mesmo "sob essa influência". O que não anula a ressurreição corporal.

Entendo que seu discurso parte de uma interpretação errônea de 1Co.15:40,41 onde se menciona "corpos terrestres" e "corpos  celestiais". Provavelmente você não leu meu artigo sobre esse texto, isso é perfeitamente compreensível. Percebe-se pela maneira reduzida que você expõe a questão. Nele explico atinente tais versos que não pode haver dúvidas a partir do v.41 que Paulo se refira a corpos astronômicos, e não a Deus, ou anjos. Esse texto não prova "corporeidade espiritual", algo que em si mesmo já soa contraditório.

A CO-IGUALDADE ENTRE AS PESSOAS E A ENCARNAÇÃO

Concernente a doutrina da Trindade, cremos que as Pessoas, que são distintas uma das outras, também têm propriedades contingentes que não são compartilhadas por todas as três Pessoas. Por exemplo, somente o Filho tem a propriedade de possuir uma natureza humana e uma divina. Isso compreende a Trindade em seu aspecto econômico, enquanto que a "co-igualdade" diz respeito Seu aspecto ontológico. Sua pergunta é: “Como o Filho pode assumir uma natureza humana sem que a natureza das outras pessoas seja afetada ?” O pressuposto errôneo por trás da sua pergunta é que seja a natureza que se torna encarnada e não a Pessoa do Filho. Não é isso que a doutrina ensina. A doutrina da encarnação não ensina que a natureza divina do Filho de alguma forma assumiu uma natureza humana. Ao contrário, sua alegação é que a segunda Pessoa da Trindade, que tem uma natureza divina, acrescentou à essa natureza uma natureza humana também. Portanto, você não deveria pensar na encarnação como duas naturezas que se mesclam; de fato, a formulação clássica é que as naturezas permanecem sem mudança e distintas na encarnação. Elas são unidas somente no sentido de que há uma Pessoa que veio a ter duas naturezas. Então, é um erro dizer por exemplo que "uma natureza divina única [...] agora parece incluir a natureza humana de Cristo". Pelo contrário, as naturezas permanecem distintas até mesmo para o Filho. Isso fica evidente no fato de o Filho ter uma natureza humana ser um fato contingente a respeito dele; nos mundos possíveis em que Deus se abstiver da criação em geral, a Segunda Pessoa da Trindade não terá nenhuma natureza humana. Assim, sua humanidade não pode fazer parte de sua natureza divina.

TEOLOGIA KENÓTICA À VISTA

(Uau!) Nota-se que seu entendimento do texto supracitado é precisamente kenótico (um conceito teológico já superado a muito). "Sabemos que embora Cristo não seja um membro típico do tipo natural “homem”, ele é um membro típico da “deidade” e, portanto, não pode deixar de ser Deus sem deixar de existir. Decerto que "forma” em Fp. 2 dá a entender adorno exterior, a fala e a aparência. Contudo, o fato do Verbo ter assumido "forma de servo" não implica em ele ter deixado sua asseidade. O Verbo não se tornou um novo ser, mas acresceu a Sua Pessoa uma humanidade, despojando sim, das características externas, a majestade e beleza da deidade. A antítese não é entre o "estar Ele igual com Deus" e o “aniquilar-se a Si”, porque nunca se despojou da plenitude de Sua divindade nem de Seu “ser igual a Deus”; mas sim entre Seu ser “na FORMA (quer dizer, em Sua gloriosa “automanifestação” externa) de Deus”, e Seu “tomar a forma de servo”. Ele se desfez em grande medida de Sua precedente “forma”, ou de sua externa glória “automanifestante” como Deus, não tendo “em vista o que é propriamente seu” (v. 4), mas estando em forma de Deus, não se apegou a isso de maneira egoísta, antes, se “esvaziou”. Paulo descreveu o auto-esvaziamento de Jesus como "tomando a forma de um servo." "Tomar" (Gr. labon ) não implica uma troca, mas acrescentar algo. Como disse Lightfoot: Ele "esvaziou insígnias de majestade", humilhando-Se. Esse foi o ato de humildade. Lembre-se que nenhum indivíduo pode desistir temporariamente de uma propriedade que ele tem essencialmente. A encarnação não é um caso de subtração, senão de adição. Sua humilhação (Fp. 2:7) consistia em tornar-se vulnerável às dores, sofrimentos, agravos e agonias que se tornaram Dele como um homem, mas que, em sua forma exclusivamente divina de existência, não poderiam tê-lo tocado dessa maneira. Não é em virtude do que Ele desistiu, mas em virtude do que Ele assumiu, que Ele Se humilhou. Este tipo de kenosis divina era uma característica da Encarnação, mas assim entendida, é uma realidade que está logicamente com fortes afirmações sobre a modalidade e imutabilidade dos atributos distintivos, e tradicionalmente considerados constitutivos da divindade. É preciso entender que ter a mesma natureza de Deus é ser tão Deus quanto se pode ser, e Jesus possui essa natureza. Quando Ele se tornou um homem, Deus o Filho não desistiu de qualquer divindade, Ele simplesmente assumiu a natureza e condição da humanidade. Podemos compreender bem a afirmação do Novo Testamento de que na Encarnação, Deus o Filho Se humilhou, sem seguir a cristologia kenótica ao sustentar que Ele abandonou quaisquer atributos metafísicos distintivos da divindade.
       É preciso entender que ter a mesma natureza de Deus é ser tão Deus quanto se pode ser. O meu lamento é que você não compreendeu. Ainda que os textos que você mencionou (1Co.15:50-54 e 1Jo.3:16) não afirmem o que VOCÊ garante, não há erro em dizer que os cristãos terão uma natureza humana semelhante a natureza do Cristo ressuscitado guiados pelo Espírito Santo (Fp. 3:20,21). Esse é um dos propósitos da encarnação.
SOBRE COLOSSENSES 2:10 E 2 PEDRO 1:4

        Quanto ao que o senhor copiou do site do "Queruvim"...   Ora, você sabe que nada no texto de Colossenses 2:10 garante que teremos tudo atinente essência da divindade - como afirmado acerca de Cristo -, não seja medíocre. A partir de uma leitura natural do texto, entendemos que já que toda a plenitude da essência intrínseca do próprio Deus está completamente concentrada em Cristo corporalmente — possivelmente aludindo ao evento encarnacional e ressurreição corpórea (v.9) — não existe nenhuma necessidade de justificativas ou procurar ajuda em outros lugares, salvação ou perfeição espiritual senão em Cristo. A Bíblia não diz que “os fiéis terão toda a plenitude da natureza divina”, isso é simplesmente mentira (leia Jo. 8:44). Os fiéis são "enchidos completamente” sim, de tudo o que vos faz falta (leia João 1:16). Como escreveu aos Efésios no capítulo 3, a partir do verso 17: "oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus" [NVI].
 Ele não está pedindo que a vida dos leitores seja divinizada; eles não serão cheios da plenitude da qual Deus está cheio como Ser infinito. 
O desejo do apóstolo é que eles desfrutem a plenitude da graça que Deus comunica aos homens por seu Filho. Os crentes recebem da unção divina que desce de Sua divina Cabeça e Sumo sacerdote (Sl 133:2). Ele está cheio (pleno) da própria “plenitude”; nós somos enchidos a partir dEle de graça sobre graça (Jo 1:16), mas isso não quer dizer que "habitará em nós corporalmente toda a plenitude da Divindade" (gr.,theotetos). Afirmar que possuiremos tudo o que em Cristo reside como averbado pelo apóstolo é, sem dúvidas, ir além do que está escrito (1Co 4:6).

Já nos ensina a regra: "texto sem contexto é pretexto para heresia".

        Em 2 Pedro 1:4, o apóstolo não afirmou que somos ou seremos "deuses”, como pensavam os gregos, é certo que nos tornamos “co-participantes da natureza divina”  1) quanto as virtudes (ou dons) provenientes de Deus (Tg 1:17). Sua santidade, por exemplo v 3; o oposto a “corrupção”, e “concupiscência”. Nesse sentido, o próprio contexto de 2Pe.1 pode nos fornecer o necessário para entendermos o que "co-participante da natureza divina"  significa, sem precisarmos deificar o homem (uma proposta do diabo, ver Gn 3:5). Veja o verso 5 logo depois. Perceba que todas as virtudes mencionadas nos são “comunicadas” através do Espírito Santo, como Paulo escreveu aos Gálatas 5:22,23. Portanto, é correto dizer que experimentar e vivenciar os dons do Espírito significa ser "coparticipante da natureza divina", de acordo com o contexto da própria passagem. O “poder divino” nos faz participantes da “natureza divina”. Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da "Divindade" [que compreende ontologia, i.é, seu Ser], quanto aos crentes, não mais do que experimentar os “charismas” da parte de Deus (Rm 6:23).  Assim somos levados a entender que é nesse sentido que Pedro diz que seremos participantes da “natureza divina”, porém, de forma mais ampla. Não significa que teremos um "corpo divino" feito da substância da divindade, nada no contexto da passagem indica algo do tipo, nem quer dizer que seja isso que está sendo dito acerca de Cristo em Cl 2:9. Veja comigo o verso 8 agora: "Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos."[nvi]. Quando cremos em Cristo, o Espírito Santo vem habitar dentro de nós; e isso significa que somos "co-participantes da natureza divina". A Lei jamais teria poder de dar a alguém a natureza de Deus vivendo em seu ser interior. A Lei só poderia revelar à pessoa sua necessidade premente da natureza de Deus. Assim, quando o cristão volta à Lei, nega a própria natureza divina dentro de si e dá espaço para a velha natureza (a carne) agir. Por fim, não sou apaixonado pela doutrina da theosis , a ideia de que, de alguma forma, participaremos da natureza divina. A natureza divina são as propriedades essenciais de Deus. Nunca seremos onipotentes, oniscientes, eternos, necessários metafisicamente, perfeitamente morais, etc. Uma criatura sempre continua uma coisa criada. Os Pais da Igreja, que adotaram essa doutrina não quiseram dizer que literalmente nos tornaríamos divindades, mas que seremos glorificados e acabaremos com a nossa mortalidade e corrupção. Essa verdade não será apagada pelo discurso da divinação.

Grato por expressar sua opinião Daniel, mas lhe aconselho a estudar a Bíblia em uma denominação séria e não em qualquer organização que se diz detentora da "verdade" absoluta.

Abraço...

Brício Lube

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - ZOMBANDO DE ANALOGIAS SOBRE A TRINDADE!

Extraído de um Site de um apologista TJ Vagabundo virtual e anônimo.

Um certo vagabundo virtual TJ publicou no site dele uma matéria zombando de analogias ou comprações que nossos irmãos zelosos fazem para tentar "explicar" a doutrina da Trindade. Desde a foto no topo até a argumentação do apologista TJ, até que ponto esse embusteiro vendedor de bambu luminoso e metido a teólogo tem razão em nos criticar?

Em primeiro lugar, a foto no topo mostra uma tríade. No mundo pagão, as nações representavam seus deuses falsos, em muitos casos, na forma de três deuses distintos em uma só imagem. Todavia, essa crençã nada tem a ver com a verdade bíblica de que há um Deus que coexiste e subsiste em Três Pessoas distintas. A fé cristã não apregoa três deuses. Nenhuma confissão de fé nossa ensina tal absurdo. Assim como Satanás apregoou a existência de deuses, deturpando o Ser do Verdadeiro Deus, assim também deturpou a doutrina da Trindade, apregoando tríades, já que nada se compara com esta verdade sobre Deus. Assim, quando esses arianos modernos nos acusam de crem em deuses de três cabeças estão nada mais nada menos do que zombando da fé cristã e ensinando pessoas através de mentiras, prática típica de filhos de Satanás, o pai da mentira. - João 8:44.

Em segundo lugar, é verdade que muitos de nossos irmãos zelosos buscam uma explicação sobre a Trindade e fazem comparações com elementos da natureza. Uns comparam a Trindade com os estados da água, outros com o trevo de três folhas, entre outros. Embora bem intencionados, tais irmãos acabam sendo imprecisos, pois nada na natureza se assemelha à Trindade. E é sobre isso que os hereges zombam de nós. Em vez de buscarem questionar nossa opinião oficial, atacam as opiniões de leigos, e acabam combatendo uma caricatura da Trindade. Veja, por exemplo, um trecho da matéria do supracitado malfeitor e zombador:


Deixando de lado, então, a patifaria de gente que se esconde atrás do anonimato, vamos ver o que nossa literatura cristã oficial afirma sobre tais analogias. Sobre elas, um de nossos teólogos renomados, Wayne Gruden, afirma:

Wayne Gruden, Manual de Teologia, p. 111. 

Enquanto os filhos das trevas combatem opiniões populares e imprecisas sobre a doutrina da Trindade, para ficar mais fácil para eles a refutação, nossa literatura oficial já ensina há muito tempo que as analogias "trinitarianas" não são corretas.

Enquanto os hereges afirmam que cremos em Três Deuses, e nos tacham de ser triteístas, veja o que oficialmente nossa literatura teológica afirma:

  1. "Trindade. Termo que designa um só Deus em três Pessoas." - Enciclopédia Histórico-|Teológica da Igreja Cristã : em um volume, página 576, Volume 3. São Paulo: Vida Nova, 2009.
  2. "Trindade. [...] Mas esta doutrina está implícita no testemunho dado pelas Escrituras quanto à verdadeira e completa divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mantendo uma distinção de pessoas; em outras palavras, há três pessoas em um único Deus." - Dicionário Bíblico Wycliffe, páginas 1967, 1968. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
  3. "TRINDADE. Termo que designa os três membros do Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo.  [...] Em toda a Bíblia, Deus é apresentado como o Pai, o Filho e o Espírito Santo - não três "deuses", mas três pessoas em um único Deus. (v.  Mt 28:19; 1Co 16:23, 24; 2Co 13:13)."- Dicionário Bíblico Tyndale, página 1806. Santo André: Geográfica Editora, 2015.
  4. "Trindade. A Igreja define a Trindade de Deus como a crença que em Deus existem três pessoas, que subsistem numa única natureza." - MACKENZIEJohn L. Dicionário Bíblico, página 866. São Paulo : Paulus, 1983.
  5. "Uma das melhores definições de Trindade que eu conheço é a de Warfield: "Existe apenas um Deus único e verdadeiro, mas na unidade da divindade existem três pessoas co-eternas e co-iguais, da mesma substância, mas de subsistência distinta"." - RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao Alcance de Todos, página 61, 62. São Paulo: Mundo Cristão, 2004.
  6. "Historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai. Três Pessoas distintas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo são manifestadas como Deus, ao passo que a própria Bíblia sustenta com tenacidade o Shema judaico: "Ouve, ó Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR". (Dt 6:4)". - Horton, Stanley M. Teologia Sistemática - Uma Perspectiva Pentecostal, página 158. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
  7. "O Pai não é o Filho, [...] O Filho não é o Espírito Santo. [...] O Espírito Santo não é o Pai. [...] O Pai é o Deus único. O Filho é o Deus único. O Espírito Santo é o Deus único." - FERREIRA, Franklin & MYATT, Allan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, páginas 183, 184. São Paulo: Vida Nova, 2007.
  8. "O único ser divino subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito. Esta proposição nada acrescenta aos fatos em si, pois os fatos são: (1) Que há um Ser Divino; (2) O Pai, o Filho e o Espírito são divinos. (3) O Pai, o Filho e o Espírito são pessoas distintas." - HODGE, Charles. Teologias Sistemática, páginas 334, 335. São Paulo: Hagnos, 2001.
  9. "Podemos definir a doutrina da Trindade do seguinte modo: Deus existe eternamente como três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - e cada pessoa é plenamente Deus, e existe um só Deus[...] Em certo sentido a doutrina da Trindade é um mistério que jamais seremos capazes de entender plenamente. Podemos, todavia, compreender parte de sua verdade resumindo o ensinamento das Escrituras em três declarações: 1. Deus é três pessoas. 2. Cada pessoa é plenamente Deus. 3. Há um só Deus." GRUDEN, Wayne. Teologia Sistemática : Atual e Exaustiva, páginas 165, 169. São Paulo : Vida Nova, 1999.
  10. "Pode-se discutir melhor, e resumidamente, a doutrina da Trindade em conexão com várias proposições que constituem um epítome da fé professada pela Igreja sobre esses pontos. a. Há no Ser Divino apenas uma essência indivisível. Deus é um em seu ser essencial, ou seja, em sua natureza constitucional. [...] b. Neste único Ser divino há três Pessoas ou subsistências individuais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo." - BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática, página 83. 3a. Edição. São Paulo : Cultura Cristã, 2009.
  11. "Ponto de partida: Cultuamos Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem nunca confundir as pessoas nem separar as substâncias." [...] Embora exista um só Deus, ele existe em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo." - STURZ, Richard J. Teologia Sistemática, páginas 172, 176. São Paulo : Vida Nova, 2012.
  12. "Há três tipos distintos, porém, inter-relacionados, de evidência: a evidência a favor da unicidade de Deus - Deus é um; a evidência de que há três pessoas que são Deus; finalmente, as indicações ou, ao menos, aos sugestões da "triunidade" [...] 2. A divindade de cada uma das três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - deve ser assegurada. Cada um é qualitativamente igual. O Filho é Divino da mesma forma e na mesma medida que o Pai, e isso também se aplica ao Espírito Santo. [...] 4. A trindade é eterna. Sempre houve três - Pai, Filho e Espírito Santo - e todos eles foram divinos." - ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática, página 317.
  13. "A doutrina da Trindade pode expressar-se  nas seguintes seis afirmações: 1. Há na Escritura três que são reconhecidos como Deus. 2. Estes três são descritos de tal modo que somos compelidos a concebê-los como pessoas distintas. 3. Essa tripessoalidade de natureza divina não é simplesmente econômica e temporal, mas imanente e eterna. 4. Essa tripessoalidade não é triteísmo; pois enquanto haja três pessoas, há apenas uma essência. 5. As três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais. 6. Inescrutável, embora nao autocontraditória, essa doutrina fornece a chave de todas outras doutrinas." - STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática, página 452, Volume 1. São Paulo : Hagnos, 2003.
Portanto, quem nos acusa de ser tristeístas não passa de impostor e caluniador, e não devemos perder nosso tempo com imitadores de Satanás. - Pr. Fernando Galli.

DESAFIO AO FALSO PROFETA ROMILSON FERREIRA

Estou desafiando este falso profeta a sofrer, ou eu ou ele, as consequências de se agir como falso profeta. Ele previu datas para arreba...