TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - TOMÉ DISSE A JESUS "MEU SENHOR E MEU DEUS" PENSANDO NO PAI?


Depois de ressuscitado, Jesus apareceu certa vez aos discípulos, e Tomé não estava entre eles. Ao ser informado depois, Tomé duvidou e disse a famosa frase: 'Só acredito vendo'. Quando Jesus aparece para Tomé, este lhe diz: Meu Senhor e meu Deus.(João 20:28) Que declaração maravilhosa de fé de Tomé que Jesus era seu Deus e seu Senhor. Mas será que os TJs concordam com isso? 

Oficialmente, o ensino oficial TJ, do Corpo Governante, é que Tomé chamou Jesus de meu Deus na acepção de ele ser um deus inferior e subordinado ao Pai. Observe:

"Alguém talvez pergunte: ‘Por que, então, quando viu o ressuscitado Jesus, Tomé exclamou: “Meu Senhor e meu Deus!”?’ Conforme já mencionado, Jesus é um deus no sentido de que ele é um ser divino, mas não é o Pai." - Despertai! de 22 de abril de 2005, p.9

"Dirigindo-se ao ressuscitado Jesus, o apóstolo Tomé exclamou: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20:28) [...] É possível que Tomé tenha dito “meu Deus” a Jesus no sentido de Cristo ser “um deus”, embora não “o único Deus verdadeiro”. (João 1:1; 17:1-3) Ou pode ser que, com as palavras “meu Deus”, Tomé estivesse reconhecendo em Jesus o Porta-Voz e Representante de Deus, assim como outros se dirigiram a mensageiros angélicos como se fossem Jeová." - A Sentinela de 15 de janeiro de 1992, p. 23.

"João 20:28 (ALA) reza: “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” Não há objeção a se referir a Jesus como “Deus”, se isto é o que Tomé tinha em mente. Estaria em harmonia com a própria citação de Jesus dos Salmos em que se dirige a palavra a homens poderosos, juízes, pelo termo “deuses”. (João 10:34, 35, ALA; Sal. 82:1-6)" - Raciocínios à Base das Escrituras, p. 214.

"Alguns peritos têm encarado esta expressão como uma exclamação de espanto falada a Jesus, mas realmente dirigida a Deus, seu Pai. Todavia, outros afirmam que o grego original exige que as palavras sejam consideradas como dirigidas a Jesus. [...] Portanto, Tomé pode ter-se dirigido a Jesus como “meu Deus” no sentido de Jesus ser “um deus”, embora não o Deus Todo-poderoso, não “o único Deus verdadeiro”, a quem Tomé tinha muitas vezes ouvido Jesus orar. (Jo 17:1-3) Ou, [...] Tomé, portanto, talvez se tenha referido a Jesus como “meu Deus” neste sentido, reconhecendo ou confessando que Jesus era o representante e porta-voz do verdadeiro Deus." - Estudo Perspicaz, p. 537. Volume 2.

Não contentes com a explicação do Corpo Governante, alguns TJs que reivindicam conhecer o grego estão propagando a ideia de que Tomé teria dito meu Senhor e meu Deus a Jesus, mas pensando em Jeová, o Pai. E de onde eles tiraram tal conclusão? Do fato de que todas as vezes que se chama Jesus de Senhor, em grego, usa-se o vocativo (ó Senhor, em grego, kýrie), mas neste caso Tomé usou o nominativo (em grego, kýrios). Ou seja, criaram uma nova regra para satisfazer os desejos arianos de Satanás, a fim de negar a clara e inequívoca confissão de fé de Tomé: Que Jesus era o seu Senhor e o seu Deus. 

O problema é que esses leigos travestidos de professores de grego desconhecem que na literatura grega, intra e extra bíblica, o uso do nominativo por Tomé tem valor de vocativo. Por exemplo, observe o texto de Apocalipse 4:11. Ali observamos os vinte e quatro anciãos adorando a Deus com os dizeres: Nosso Senhor e nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas e, por tua vontade, elas existiram e foram criadas.

Em grego, a expressão nosso Senhor e nosso Deus está no nominativo. Levando a sério a nova regra TJ ariana, os vinte e quatro anciãos, por não terem usado o vocativo, mas o nominativo, teriam dirigido essas palavras àquele sentado no trono, mas pensando em outra pessoa. Quem? Ao ET de Varginha? Veja o texto grego abaixo, com a palavra grega senhor no nominativo, e não no vocativo.

Os TJs poderiam contra argumentar, dizendo que nessa expressão de Apocalipse 4:11, usou-se TU ÉS DIGNO, para não deixar dúvidas a quem essas palavras foram dirigidas. Mas em João 20:28, também não há dúvidas a quem essas palavras foram dirigidas: A Jesus. O texto grego é claro ao dizer: Tomé disse-LHE. Precisa ser muito ruim em grego para não crer que este "LHE" está se referindo a Jesus. 

Mas não contente com essa explicação, os TJs ainda acrescentam: "Sim, foram dirigidas a Jesus, mas pelo uso do nominativo, e não vocativo, estavam se referindo a outra pessoa!" Bem, eu tenho muitas gramáticas gregas nas mãos, mas desconheço uma regra que afirme: Usou nominativo no lugar de vocativo implica em as palavras serem dirigidas a alguém mas pensando em outrem. E a exegese PENSA EM MIM: Em vez de você ficar pensando nele, pensa em mim!

Outras TJs também argumentam que na Vulgata Latina traduziu-se KYRIOS, em João 20:28, por DOMINUS, ou seja, "Senhor" no nominativo. Então, argumentam, que se este nominativo tivesse valor de vocativo, então a vulgata teria usado Senhor no vocativo. Todavia, isso é um erro, pois a Vulgata traduz literalmente do grego.

Ainda outros TJs metidos a usar o grego, mas de forma irresponsável, no afã de coadunar a gramática grega a suas crenças citam casos em que, no Antigo Testamento, usa-se kyrie em expressões parecidas. Por exemplo, veja o que certo aspirante em ser perito e erudito em grego afirmou em seu site TJ pirata:


Todavia, as evidências acima mostram que o uso normal é do vocativo em construções assim, e pela comparação com João 20:28 e Apocalipse 4:11, observamos que é possível usar nominativo com valor de vocativo quando se está dirigindo uma frase a Deus. E como tanto em João 20:28 como em Apocalipse 4:11 as frases são dirigidas a Jesus, que é Deus, e ao Deus todo Poderoso, respectivamente, então fica claro que João, quando a pessoa se dirige a Deus, ele pode optar pelo uso do nominativo com valor de vocativo. 

Além de a própria organização TJ não entender que a expressão meu Senhor foi dita pensando-se no Pai de Jesus, junto com a expressão meu Deus, há apologistas TJs, que mesmo sendo não-convertidos ao Deus da Bíblia, possuem uma certa iluminação de sinceridade e admitem, pelo menos, que não se pode afirmar com certeza de que Tomé falou meu Senhor e meu Deus para Jesus mas pensando no Pai, Jeová. Veja o que vulgo Apologista da "verdade" afirmou:

É óbvio que sabemos que o tal Apologista da "verdade" não escreveu a declaração acima para concordar com os cristãos, mas pelo menos teve a ombridade de ser honesto em afirmar que isso não é conclusivo e ainda citou Revelação (Apocalipse 4:11) como prova do motivo para não ser conclusivo.

Agora vamos citar teólogos, e não pangarés em grego que nada mais são do que autodidatas, sem ter sequer o menor reconhecimento entre a comunidade de peritos e eruditos em grego? Veja o que escreveu D. A. Carson, em seu Comentário de João, páginas 659, 660.


Vamos agora ao que a Bíblia diz. Tanto o Pai como o Filho são chamados de Deus e de Senhor. A Bíblia diz que há um só Senhor, e este é Jesus (Efésios 4:5; 1 Coríntios 8:5, 6), mas o Pai é chamado de Senhor (Mateus 11:25). A Bíblia diz que há um só Deus (João 17:3; 1 Coríntios 8:5, 6), mas Jesus é chamado de Deus também. (João 1:1; 20:28) Jesus chama o Pai de meu Deus (João 20:17) e de Senhor (Mateus 11:25), e o próprio Pai chama Jesus de Deus e de Senhor, em Hebreus 1:8-10. Então, a expressão meu Senhor e meu Deus, de João 20:28, é um reconhecimento da divindade e do senhorio de Jesus.

Oro para que os TJs se convertam ao Deus da Bíblia. Sob as cangas do Corpo Governante, se Jesus tivesse aparecido a eles, teriam dito a Jesus: Ai que susto, meu Senhor e meu Deus! São tão ignorantes que são capazes de ver no grego ho kyrios mou kai ho théos mou (o Senhor de mim e o Deus de mim) uma expressão de espanto, de susto, como se alguém, ao encontrar com um ex vizinho, bradasse: Meu Deus, é você? Não há como não rir disso! E pior: Para mostrar que são contraditórios ao extremo, há uma revista da oficial TJ que pergunta:

"Como reagiria você se repentinamente descobrisse que estava ao lado de Deus? Considerando tal possibilidade, Andrews Norton, um dos primeiros professores da Faculdade de Teologia de Harvard, EUA, no século 19, exclamou: “De que indescritível espanto seríamos tomados!” E se uma pessoa realmente descobrisse que havia estado na presença física de Deus, “quão amiúde isso seria expresso na mais vigorosa linguagem, sempre que tivéssemos oportunidade de falar dela”! Mas, com toda a honestidade, nota tal reação de espanto nos discípulos de Jesus, ao ler os Evangelhos? ‘Foi por isso que a verdade sobre isso foi revelada aos poucos por Jesus’, alguns talvez digam. Por que, então, não há vestígio de tal espanto nem mesmo nas cartas do “Novo Testamento”, que foram escritas anos após a morte e a ressurreição de Jesus? Intrigante, não?" - A Sentinela 1 de Agosto de 1984, pp. 5, 6.

Sendo assim, com um canto da boca, os TJs dizem que Tomé chamou Jesus de Deus e Senhor porque foi uma reação de espanto, para não admitir que Jesus é o Deus da Bíblia. Mas com o outro canto da boca, dizem que se Jesus tivesse se mostrado como Deus, encontraríamos reações de espanto sobre sua divindade. Que Deus nos livre dessa laia de apologistas virtuais o mais rápido possível! - Pr. Fernando Galli.

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