DECLARAÇÃO DE FÉ SOBRE AS ESCRITURAS SAGRADAS


1. BIBLIOLOGIA –  A DOUTRINA DAS ESCRITURAS

Cremos que a expressão Palavra de Deus possa se referir a:

  • A Palavra de Deus como pessoa: Jesus Cristo. - João 1:1; Apocalipse 19:13. 
  • A Palavra de Deus como comunicação verbal de Deus.
  • Palavras na forma de decretos de Deus. - Gênesis 1:3.
  • Palavras de aplicação pessoal. - Gênesis 2:16, 17.
  • Palavras comunicadas por lábios humanos. - Deuteronômio 18:18-20.
  • Palavras em forma escrita (a Bíblia). - Êxodo 31:18; Josué 24:26.
Então, quanto à Bíblia, cremos que ela é a Palavra de Deus. Ela é tudo o que Deus quis nos revelar por escrito. Composta de 66 livros, divide-se em duas partes: 

  • Antigo Testamento (AT), Escrito em hebraico em sua grande maioria e pequenos trechos em aramaico, compõe-se de 39 livros; 
  • O Novo Testamento (NT), escrito em grego koinê, é composto de 27 livros.
Cremos que a Bíblia seja a única regra de fé e prática e nego veementemente qualquer outro livro de cunho espiritual como autoridade para a Igreja Cristã, bem como quaisquer Tradições como tão ou menos inspirada quanto a Bíblia, isto porque tudo o que Deus quis nos revelar, para ser escrito de forma inspirada, encontra-se registrado na Bíblia.

A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS SAGRADAS

Cremos a Bíblia é inspirada por Deus em seus escritos originais (autógrafos), e que apesar de não termos mais tais escritos, mas apenas cópias, a comparação cuidadosa de manuscritos antigos, aos milhares, permite-nos restabelecermos o texto sagrado substancialmente na forma como foi escrito, e que possíveis discrepâncias entre manuscritos e traduções bíblicas atuais não anulam a inspiração completa dos escritos originais. Cabe ao estudioso buscar a melhor tradução de acordo com as melhores evidências.

Cremos também que a Palavra de Deus é autoridade divina em minha vida e na vida da Igreja não por uma questão de um salto de fé, mas porque sou salvo em Cristo Jesus e porque o Espírito Santo de Deus testifica em meu viver que eu devo crer em toda a Bíblia e, por isso, mesmo que fossem-me levantadas as maiores provas humanas, das mais bem elaboradas possíveis, contra a Inspiração Divina, ainda assim eu creria na Bíblia como autoridade divina para a Igreja.

Cremos que a Autoridade das Escrituras significa que todas as palavras das Escrituras são Palavras de Deus, de modo que não crer em alguma palavra da Bíblia ou desobedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a ele.  Assim, também creio que:

Cremos que todas as palavras da Bíblia são palavras de Deus. – Números 22:38; Deuteronômio 18:18-20; Jeremias 1:9; 14:14; 23:16-22; 29:31, 32; Ezequiel 2:7; 13:1-16; Mateus 1:22; Mateus 19:5 (Citação de Gênesis 2:24); Atos 2:16, 17 (citação de Joe 2:28-32, atribuídas a Deus); 2 Pedro 3:16 (as cartas de Paulo são chamadas de Escrituras); 1 Coríntios 14:37.

Cremos que, conforme lemos a Bíblia, somos convencidos pelo Espírito Santo de sua autoridade. – 1 Coríntios 2:13, 14; João 10:27.

Cremos que negar a Bíblia é negar o próprio Deus. – Lucas 24:25; João 15:20; 2 Pedro 3:2; 2 Tessalonicenses 3:14; 2 Coríntios 13:2, 3; 1 Coríntios 14:38.

Cremos que nas Escrituras, só encontramos verdades. – Tito 1:2; Hebreus 6:18; Salmo 12:6; 119:89; Mateus 24:35; João 17:17.

Cremos que, com tudo isso em mente, as Escrituras são nossa autoridade final. – 2 Timóteo 3:16, 17; 1 Coríntios 14:37; 2 Pedro 3:16.

Cremos também que a Bíblia é inspirada de forma verbal e plenária, que a Bíblia é inerrante, infalível e verdadeira. - 2 Timóteo 3:16, 17; Salmos 19:7; João 17:17.

INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS 

Cremos que Deus é o Criador da mente humana. Assim como o criador de um relógio sabe como influenciar o mecanismo a responder de acordo com a sua vontade, assim também creio que Deus usou seu Todo-Poderoso Espírito Santo para revelar a pessoas escolhidas a Palavra escrita de Deus. Não creio em teorias mundanas sobre a inspiração da Bíblia, do tipo: (a) Deus revelou o fato aos escritores bíblicos, e deixou a critério deles como explicar o fato, sendo assim, por exemplo, Deus teria revelado ao homem que Ele é o Criador, e o homem teria achado por bem escrever Gênesis da forma que está. – Em primeiro lugar, não temos provas bíblicas de que é assim que foi feito. Segundo, creio que do grego podemos entender que a palavra theopneustos (inspirada por Deus) em 2 Timóteo. 3:16 refere-se a uma comunicação que foi inspirada por Deus [...] cujo escritor foi influenciado por Deus.” 

Com isso em mente, não cremos que foi um ditado psicografado, como afirma-se que acontece com supostas revelações em movimentos espiritualistas, mas que a inspiração da Palavra de Deus envolveu duas atividades sobrenaturais: (a) Deus comunicou a verdade divina ao homem por ele escolhido e através de seu Espírito Santo o influenciou a (b) escrever exatamente aquilo que Deus intencionava, cada letra, frase, parágrafo, livro – a Bíblia. Creio, então, que foi uma revelação plenária, desta forma, em que Deus sopra a Escritura na mente do homem e este reproduz fielmente o texto sagrado em primeira mão. De acordo com as evidências, Deus usou cerca de 40 homens para a escrita da Bíblia.

EVIDÊNCIAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Embora a inspiração divina seja um fenômeno espiritual e não possa ser reproduzido em laboratório, cremos que o Espírito Santo de Deus, que conduz o homem a toda verdade, convence-nos ao estudarmos as Escrituras das evidências de sua inspiração. Creio nas seguintes delas:


  • Harmonia Interna – Num período de cerca de1500 anos, umas 40 pessoas, que viviam em lugares diferentes, com profissões e educação diferentes, escreveram uma mensagem harmoniosa, de salvação.
  • Historicamente exata – Abundante evidência histórica comprova que a Bíblia é um livro que fala a verdade. Nomes de cidades, locais e personagens e acontecimentos têm sido confirmados com exatidão.
  • Cientificamente exata – Cientistas têm comprovado com evidências irrefutáveis que tudo o que existe precisa de um Criador. (Hebreus 3:4) E que também a humanidade descende de um ancestral em comum. (Gênesis 1:26) E que os idiomas têm uma origem comum. - Gênesis 11:1-9.
  • Profecias – A Bíblia contém profecias escritas que se cumpriram com exatidão, com respeito à ascensão e queda de reinos e reis, sobre a vinda de Jesus, o Messias, e sobre eventos bem à frente de sua escrita, cujo cumprimento estamos observando atualmente. - Mateus 24:3-12; 2 Timóteo 3:1-5.
  • 2.4.2.5.
  • Palavra Viva - A Bíblia contém conselhos que se seguidos resultam numa vida melhor. - Efésios 5:22-6:4; Lucas 14:28; Provérbios 6:6; Mateus 6:25-33, Hebreus 4:12.
INSPIRAÇÃO VERBAL DAS ESCRITURAS - Gálatas. 3.16; Mateus. 5.17, 18.

Cremos que a Influência divina fez com que o homem escrevesse a Bíblia com exatidão infalível e Deus escolheu suas próprias palavras na revelação. 

Lemos várias vezes na Bíblia a expressão “assim diz” (Hebreus 3.7; Atos 13.35; Hebreus. 1:7, 8), o que dá realce a viva voz de Deus falando através da Escritura. O Espírito Santo escolheu as palavras, através dos escritores bíblicos.

INSPIRAÇÃO PLENÁRIA

Cremos que toda a Escritura é inspirada por Deus. (2 Timóteo 3.16; Mateus 12.40; Marcos 10.6; Romanos 5.12-21) Com isso em mente, cremos também que:

  • A influência completa e perfeita do Espírito Santo foi concedida a toda Escritura, tornando-a desta maneira a revelação autorizada de Deus.
  • O todo doutrinário e histórico é inspirado, não contém erros e nem falhas.
  • Jesus não reconheceu uma parte mais inspirada do que a outra. - João 10.34-35; Salmo 82:6.
  • Jesus trata eventos do V.T. como historicamente verídicos. Por exemplo:

  1. Adão e Eva. – Mateus 19:4, 5.
  2. Jonas. – Mateus 12:39-41.

Cremos que a Revelação é progressiva mas este progresso não implica imperfeição ou erro na revelação, pois todos os 66 livros da Bíblia são plenamente inspirados. (pleno – completo).

INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS

Cremos que a Bíblia seja a palavra pura de Deus, inerrante. (Salmo 12:6; Provérbios 30:5) A Bíblia sempre fala a verdade, pois Deus não é homem para que minta. (Números 23:19) Ou seja, os escritos originais não continham ou afirmavam nenhum dado errado. Se admitirmos erros na Bíblia, que critérios usaríamos para distinguir o certo do errado, senão a nossa própria conveniência? Todavia, Deus achou correto que na Bíblia contivessem:

  • Ponto de vista do observador. Em Isaías 40:22, afirma-se que Deus habita sobre o círculo da terra. Em hebraico, círculo denota uma abóboda. Mas não se trata de uma abóboda literal, palpável, mas é a impressão que o autor sagrado tem do vê.

  • Números e dados aproximados. Por exemplo, em Levítico 1, fala-se que os contados das tribos de Israel com números arredondados. Da tribo de Rubem, 46.500.  (1:21); de Simeão, 59.300. (1:23) de Gade, 45.650. (1:25), e assim por diante.

  • Citações adaptadas por escritores posteriores quanto a nomes de locais. Em Gênesis 10:11, fala-se de os descendentes de Noé fundarem Nínive. Mas Nínive jamais existiu naquela época. Os copistas puderam muito bem atualizar o nome da cidade que veio a ser chamada de Nínive, mas não sabemos como ela se chamava nos dias Ninrode.

A INFALIBILIDADE DAS ESCRITURAS

Cremos que, conforme ensino de Jesus, a Escritura não pode falhar. (João 10:35) Por isso, pelo fato de as profecias bíblicas sempre se cumprirem corretamente, creio que as que ainda estão por se cumprir, cumprir-se-ão.  Também é infalível porque suas palavras de advertências se cumprem. – Compare Josué 6:26 com 1 Reis 16:34; Isaías 7:14 com Mateus 1:22, 23; João 13:38 com João 18:27.

A VERACIDADE DAS ESCRITURAS

Cremos que toda Escritura é verdadeira. Deus não pode mentir (Tito 1:2) e Deus é verdadeiro (Romanos 3:4). Portanto, a palavra de Deus é a verdade. – João 17:17.  

A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS

Cremos que a Bíblia seja necessária ao homem:

  • Para se conhecer o evangelho. (Romanos 10:13-17) A fé salvadora vem pelo ouvir. (João 3:8; Atos 4:12; 1 Timóteo 2:5, 6) Os servos de Deus que viveram antes de Jesus tiveram fé nele porque ouviram as promessas sobre ele. – Hebreus 11:13, 26; João 8:56.
  • Para sustentar a fé. A Bíblia afirma que o homem viverá de toda a Palavra que sai da boca do SENHOR. (Deuteronômio 8:3; Mateus 4:4) A Palavra de Deus é nossa vida. (Deuteronômio 32:47) Devemos ansiar por ela ardentemente. – 1 Pedro 2:2. 
  • Para o conhecimento seguro da vontade de Deus. O coração do homem pecador não é fonte confiável para revelar as verdades sobre Deus. (Jeremias 17:9) Na Bíblia, Deus nos revela a sua vontade. (Deuteronômio 29:29; Salmo 119:1; Salmo 1:1, 2; 1 João 5:3) Deus não nos revelou todas as verdades, mas algumas apenas, sobre as quais podemos ter certeza de que são verdades.
A CLAREZA DAS ESCRITURAS

Cremos que a Bíblia é escrita de forma tal que todas as coisas necessárias para a nossa salvação e para a nossa vida e crescimento cristão encontram-se bem claramente expostas nas Escrituras. Dizer que as Escrituras são claras é dizer que a Bíblia está escrita de modo tal que seus ensinamentos podem ser compreendidos por todos que a lerem buscando o auxílio de Deus e dispondo-se a acatá-la. Exemplos:

  • O povo de Israel deveria compreender as Escrituras e ensiná-las a seus filhos. – Deuteronômio 6:6, 7.
  • Meditar nas Escrituras pressupõe a capacidade de compreendê-las. – Salmo 1:2.
  • Deus dá sabedoria e entendimento aos simples. – Salmo 19:7; 119:130.
  • Quando Jesus se dirigia ao povo judeu, ele abordava assuntos das Escrituras com 1500 a 400 anos antes dele, portanto, Jesus cria que era possível compreender a Palavra de Deus.
  • Segundo Jesus, a culpa de não se compreender as Escrituras é do homem, não das Escrituras. – Mateus 22:29.
  • A maioria das cartas do Novo Testamento foi escrita para igrejas inteiras, não apenas a uma classe de líderes. Portanto, Deus inspirou a escrita da Bíblia de modo claro, para todos tirarem proveito. – 1 Coríntios 1:2; Gálatas 1:2, Filipenses 1:1.

AS QUALIDADES MORAIS E ESPIRITUAIS PARA A CORRETA INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS.

Sobre a interpretação das Escrituras, cremos que:

  • A capacidade do homem para entender as Escrituras é mais moral e espiritual do que intelectual. – 1 Coríntios 2:14; 2 Coríntios 3:14-16; 4:3, 4; Hebreus 5:14; Tiago 1:5, 6; 2 Pedro 3:5; Marcos 4:11, 12; João 7:17; 8:43.
  • As Escrituras podem ser compreendidas pelos descrentes que sinceramente buscam a salvação e pelos crentes que a leiam buscando auxílio de Deus, pois é o Espírito Santo age na superação das consequências do pecado que nos impede de compreendê-las. – João 16:13, 14.
A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS.

Cremos, à luz das próprias Escrituras Sagradas, que a revelação é o meio pelo qual Deus se torna conhecido a nós, sendo que o ápice de sua revelação está na revelação especial de Deus através das Escrituras Sagradas, pois ela e a Palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2:13; Hebreus 4:12), e na Pessoa de Jesus Cristo, pois ele, como Deus Unigênito, revela a Deus. – João 1:18.

Cremos que além da revelação especial, creio que Deus dá a revelação geral sobre si, ou seja, Ele se revela a todos os homens, independentemente de credo, local, cultura ou época, através de:

  • A natureza, pois suas criações testificam o Ser de Deus - Salmo 19:1; Romanos 1:20; Atos 14:15-15; Hebreus 3:4.
  • A história, pois Deus nela intervém de acordo como sua Soberania – Jó 12:23; Salmo 47:7, 8; 66:7; Isaías 10:7-13; Daniel 2:21; Atos 17:26;
  • O ser humano feito maravilhosamente (Salmos 139:14), com sua estrutura física e seus sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar), sua moral e capacidade de julgar, bem como suas habilidades e uma lei (consciência sobre Deus) escrita em seu coração. – Romanos 2:11-16.
A CANONICIDADE DAS ESCRITURAS

Cremos que Deus, ao inspirar o homem a escrever as Sagradas Escrituras, iluminou seu povo no decorrer da história judaica e cristã para reconhecer os livros realmente inspirados por Deus. Assim, teólogos e líderes eclesiásticos seguiram critérios para determinar o que era Palavra de Deus e o que não era. A estes critérios chamamos de canonicidade, que vem da palavra cânon, a qual significa uma regra, ou vara de medir. Ele é uma lista com a qual outros livros são comparados  com a qual são medidos. 

Cremos que apenas 66 livros sejam inspirados por Deus, sendo 39 livros compondo o Antigo Testamento e 27 livros o Novo Testamento. Não aceito como inspirados por Deus os seguintes livros inseridos nas Bíblias Católicas, que são: Tobias, Judite, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc e 1 e 2 Macabeus, bem como os dois capítulos acrescidos ao livro de Daniel, o 13 e o 14.

Cremos que o Senhor Jesus reconheceu os livros do Antigo Testamento como inspirados por Deus, pois em Lucas 24:44 ele refere-se à Lei, aos profetas e aos Salmos. Jesus também citou 300 vezes o AT, mas nunca citou os apócrifos, nem por mera menção, nem por reconhece-los como Escritura ou Palavra de Deus. Mas foi no “quase” Concílio de Jâmnia (prefiro afirmar uma escola rabínica que durou muitos anos), entre os anos de 90 e 118 d.C., em que Judeus reconheceram apenas 39 livros do AT como inspirados por Deus. Quanto aos 27 livros do AT, creio também que o Espírito Santo, por iluminação, conduziu a Igreja Cristã para diferenciar o que era Palavra de Deus e o que era apocrifia. Nesta iluminação, creio na providentia specialissima, ou o papel da providência divina no estabelecimento do cânon.   Nesta crença minha alma repousa em paz, pois é Deus quem dá autoridade à sua Palavra, não a Igreja; é dEle que vem a iluminação providencial para reconhecermos a Palavra dEle. E nós, pelos meios divinos já delineados, reconhecemos a autoridade inerente das Escrituras e nos submetemos a elas.   

Da mesma forma, cremos quanto aos livros do NT. Deus iluminou sua Igreja para reconhece-los. Mas além disso, há o critério da apostolicidade. Assim, creio que na Igreja Primitiva já havia um processo seletivo em ação para identificar os escritos inspirados e que os pais da igreja foram um meio de Deus ajudar a igreja a identificar os livros inspirados do NT:

  • As cartas inspiradas deveriam ser lidas na Igreja, e de forma continuada, ou repetitiva. – 1 Tessalonicenses 5:27; 1 Timóteo 4:11-13.
  • As cartas inspiradas eram chamadas de Escrituras, assim como toda Escritura era inspirada por Deus. – 2 Timóteo 3:16, 17; 2 Pedro 3:16.
  • A autoridade apostólica não apenas condenava falsas cartas (2 Tessalonicenses 2:20) como promovia escritos apostólicos verdadeiros. – 2 Tessalonicenses 3:17.
  • Como nem tudo sobre a vida de Jesus foi escrito nos evangelhos, muitas crendices sobre Jesus surgiram, mas a autoridade apostólica oral, na forma de tradição não inspirada, mas iluminativa do Espírito Santo, preservou a verdade até que elas fossem assentadas por escrito. – 1 Tessalonicenses 2:13; 1 Coríntios 11:2.
  • As testemunhas oculares da ressurreição de Cristo eram reconhecidas como meio de confirmação do que era falso ou verdadeiro sobre Jesus. – Lucas 1:1, 2; Atos 1:21, 22.
  • Os apóstolos eram o tribunal pelo qual ensinos eram aprovados ou não como verdade de Deus. – 1 João 1:3; 2 Pedro 1:16; Hebreus 2:3, 4.
  • Apocalipse 1:11 sugere que os livros inspirados deveriam circular entre as igrejas. – Veja Tiago 1:1; 1 Pedro 1:1.
  • O fato de até o secundo século os pais da Igreja já terem mencionado por nome todos os livros que comporiam o NT indica que Deus iluminava sua igreja para reconhecer o cânon do NT.
  • O testemunho das listas primitivas e das traduções do cânon, quando comparadas, ajudavam a igreja cristã a reconhecer os livros inspirados do NT. Entre elas, citamos: A Antiga Tradução Siríaca, A Antiga Tradução Latina (ano 200), o Cânon Muratório de 170 d.C., o Códice Barocócio de 206 d.C., o testemunho de Eusébio de Cesareia, 340 d.C., de AStanásio de Alexandria (cerca de 373 d.C.), e os Concílios de Hipona (393 d.C.) e de Cártago (397 d.C.). Todos eles aqui redundaram em que os 27 livros do atual NT fossem reconhecidos como inspirados por Deus. 
  • O próprio Novo Testamento afirma que outras de suas partes também são Escritura de Deus. - 1 Timóteo 5:18; compare com Lucas 10:7; 2 Pe. 3:15, 16.

A ILUMINAÇÃO E A INTERPRETAÇÃO

Cremos que Deus seja o único Ser capaz de interpretar as Escrituras cem por cento corretamente. Todavia, Ele nos dá seu Espírito Santo para nos conduzir a toda a verdade. (João 16:13, 14) Nesse processo de condução, não creio que o homem seja inspirado por Deus para interpretar as Escrituras, pois a inspiração está relacionada com a Escrita da Palavra de Deus, não com a interpretação. Assim, na interpretação, o Espírito Santo de Deus nos auxilia com sua iluminação. Lemos em Provérbios 4:18 que a vereda dos justos é uma luz que clareia mais e mais até ser dia. Em contrapartida, a Bíblia fala que o deus deste século cega a mente dos incrédulos para que não vejam a luz do evangelho. (2 Coríntios 4:4) A luz do evangelho, bem como toda a verdade da Bíblia, brilha em nosso entendimento ao passo que buscarmos fazer a nossa parte, estudando as Escrituras, com oração e humildade, diligência e esforço, para buscarmos a compreensão, o entendimento, o conhecimento e a sabedoria de Deus como se estivéssemos buscando por tesouros escondidos. (Provérbios 2:1-6; Tiago 1:5) Cremos, assim, que o Espírito Santo de Deus clareia nossa compreensão das Escrituras conforme temos um relacionamento profundo com ela, praticando o que aprendemos, pois Jesus disse se sabeis estas coisas, felizes sois se as praticardes. - João 13:17.

Cremos também que quanto maior for o grau de santidade em cada cristão, mais apto para o agir do Espírito Santo ele estará neste processo de iluminação e interpretação das Escrituras. Não creio que o Espírito Santo nos revele a interpretação de um versículo sequer da Bíblia sem nunca termos feito nossa parte para o interpretarmos, ou pelo menos termos adquirido algum conhecimento que nos auxilie a interpretá-lo. Creio também que as diferenças de interpretação entre nossos irmãos em Cristo, inclusive aquelas que geram debates acalorados com expressões de desprezo mútuos, são o resultado de nossas criancices e imperfeições, e não da ação iluminativa do Espírito Santo na vida dos crentes, afinal de contas o Espírito Santo nos ilumina dando um pacote completo: (a) Motiva o crente a buscar a sabedoria; (b) Faz o crente encontra-la; (c) Dá o fruto do amor que torna o crente sábio para expressar o que crê sem ofender a outros.

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