TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - DESCONTRUINDO O MITO DOS 144 MIL E DA GRANDE MULTIDÃO

No texto abaixo, analisaremos a resposta que o dito Apologista da Verdade dá a uma leitora do blog dele, na qual ela demonstra uma dúvida sincera sobre textos no Novo Testamento que dão a entender que o número dos salvos para a vida celestial não compõem um número limitado ou literal. Veja as abobrinhas que o Apologista TJ escreve para a pobre senhora:

Primeiro Argumento TJ - Não são apenas os textos de Apocalipse 7:4-8 e 14:1-4 que provam que apenas número literal de 144 mil viverão no céu, mas o fato de a Bíblia mencionar uma esperança de se viver aqui na terra para todo o sempre. (Salmo 37:10, 11, 22, 29, 34; 72:8; Mateus 5:5; Hebreus 2:5).
Resposta Cristã - Em primeiro lugar, ainda que fosse verdade que um pequeno grupo limitado e de número literal fosse para o céu, e uma grande multidão ilimitada ficasse aqui na terra, o fato de se mencionar justos herdando a terra não provaria em si que o número dos que irão para o céu fosse literal. 

Em segundo lugar, a terra que os justos herdam no AT refere-se à nova terra em 2 Pedro 3:13, que juntamente com os novos céus constituem um único lugar de salvação. Em Hebreus, esta nova terra, é chamada de oikouméne, no grego, referindo-se ao mundo vindouro, a qual Deus não a sujeitou aos anjos, mas aos salvos. 

Mas as TJs de plantão questionarão: "Como os novos céus e a nova terra referem-se a um único logal de salvação, se uma coisa é terra, outra coisa é céu?"

A resposta é muito simples: Lemos em Isaías 65:17 e 66:22 que Deus criaria novos céus e uma nova terra para o povo judeu. Isto se cumpriu quando Jerusalém foi liberta do cativeiro em Babilônia. De acordo com o próprio corpo governante das TJs, o novo governo em Israel e a Jerusalém reconstruída eram os novos céus e a nova terra. Tudo no mesmíssimo lugar! 

O mesmo ocorre com os velhos céus e a velha terra. Na opinião TJ, os velhos céus referem-se aos governos humanos e a velha terra, jogada com os novos céus no fogo, referem-se às pessoas ruins.  (2 Pedro 3:7) Onde tais governos humanos e pessoas ruins estão? Todos no mesmo lugar - aqui na terra. 

Da mesma forma, cremos que os novos céus e a nova terra se referem ao mesmo lugar de salvação preparado para os salvos.
Segundo Argumento TJ - Se Adão e Eva não tivessem pecado, estariam vivendo no paraíso aqui na terra até hoje, portanto, Jeová Deus ainda não mudou seu propósito de que a terra seja um paraíso para sempre. Se Deus criou a terra para ser habitada (Isaías 45:18), o que Jeová diz não volta atrás. - Isaías 55:10, 11.
Resposta Cristã - "SE"? Não me interessa. Mas então Deus mudou o propósito dele de ter uma terra paradisíaca? Claro que não! Mas nesta terra? Não, mas na casa do Pai, disse Jesus. (João 14:1-3) O propósito de Deus era que Jerusalém fosse a eterna capital do Reino de Deus aqui na terra. Mas os judeus não se mostraram dignos desta promessa. O que fez Deus? Ele nos dá a nova Jerusalém, ou seja, um 'arranjo' celestial, chamada de Cidade do meu Deus. (Apocalipse 3:12) Assim, o propósito não mudou, pois Deus dá algo melhor do que o homem perde, em Cristo Jesus. Da mesma forma, a questão da terra: Deus deu a terra para Adão, como paraíso, mas Adão e a humanidade perdeu tal local paradisíaco. O propósito de Deus mudou depois disso? Não, pois dará um lugar melhor para os salvos.
Terceiro Argumento TJ - Em Apocalipse 5:10 fala dos que vão reinar SOBRE a terra. Esses que reinam sobre a terra são os 144 mil, pois lemos em Apocalipse 14:1, 3 que só eles sabem cantar um novo cântico e ninguém mais, ou seja, quem não sabe só pode ser o outro grupo, o da Grande Multidão que viverá na terra.
Resposta Cristã - Será que o famigerado Apologista da Verdade TJ usou a palavra "SOBRE" com letras maiúsculas para insinuar que Apocalipse 5:10 usa tal vocábulo para dar a entender que os 144 mil estarão no céu, sobre a terra? Se o fez, precisa se inteirar mais com os ensinos da sua própria seita. Isto porque o próprio Corpo Governante explicou que a palavra grega para "sobre", que é "epi", não pode ser usada para se provar que uns estarão no céu reinando sobre os aqui em baixo, na terra. Veja como isso é verdade:
"O assunto deste texto é a regência; portanto, logicamente, a palavra grega epi não traz a atenção o lugar onde estão os regentes, mas o domínio sobre o qual exercem autoridade." - A Sentinela 15 de julho de 1975, página 448, Volume Encadernado. 
A Presidente Dilma está sobre os brasileiros, na acepção de regência, mas está nos céus acima e nós aqui em baixo. O Eunuco etíope estava sobre (epi) o tesouro de Candace, mas não estava lá em cima e o tesouro aqui em baixo.

Mas por que se diz que apenas os dos 144 mil sabem cantar o novo cântico e ninguém mais? Não significa isso que quem não sabe são os membros da Grande Multidão que viverão aqui na terra? Bem, onde o texto diz isso? Por acaso os anjos sabem desse novo cântico? Não! Então, pronto!
Quarto Argumento TJ - O ajuntamento dos 144 mil começou no Pentecostes de Atos 2, no ano 33 d.C. Como lemos em Apocalipse 6:11 sobre se completar o número daqueles que foram mortos e que estarão no céu, então o fato de se mencionar que o número será completo indica que é um número literal. Depois que este número de 144 mil estiver completo, ENTÃO COMEÇA-SE A AJUNTAR OS DA GRANDE MULTIDÃO.
Resposta Cristã - Veja como esses TJs inventam o que o texto não diz. Não se fala "completar o número dos 144 mil", mas "completar o número dos que estavam para ser mortos assim como aqueles que já estavam no céu, no altar de Deus, foram mortos. Estes últimos cobravam a Deus por justiça, mas se lhe dá vestes brancas e pede-se que eles descansem um pouco mais até que se complete o número do que ainda seriam mortos, como eles. Isto significa que Deus sabe quantos irão morrer como mártires, por darem testemunho de Jesus Cristo. 

Uma vez triturada a primeira parte do argumento quarto, vamos pulverizar o restante do argumento. Onde a Bíblia ensina que Deus primeiro ajunta os 144 mil para depois ajuntar os membros da Grande Multidão? Em lugar nenhum! 

Alguns TJs de plantão poderão dizer: "É óbvio que primeiro Deus escolhe os 144 mil e depois, a partir de 1935, os da Grande Multidão porque João viu, na visão, primeiro os 144 mil e depois os da grande multidão." Mas isto é ridículo! Primeiro, porque o ensino atual das TJs é que não se sabe quando terminou a escolha dos 144 mil. Veja:
"Parece que não podemos especificar uma data para o fim da chamada de cristãos para a esperança celestial." - A Sentinela 1 de maio de 2007, página 31.
Além disso, lemos em Apocalipse 7:9-13 diz que os da grande multidão são os que saem da grande tribulação. Pergunto às TJs: A Grande Tribulação já começou? Não! Então, por enquanto, não há nenhum membro dessa tal Grande Multidão, que segundo as TJs começaram a ser escolhidas em 1935. Outra pergunta: Onde a Bíblia ensina isso? Em lugar nenhum! Quantas TJs que se diziam membros da Grande Multidão já morreram antes mesmo de a Grande Tribulação começar! 

Então, uma pergunta final: Quem são os 144 mil e a Grande Multidão? Na visão de João, os 144 mil são os que estão no céu já, ou seja, a Igreja que está no monte Sião com Jesus. (Apocalipse 14:1) Hebreus 12:22 põe este monte em paralelo com a Jerusalém Celestial, a cidade de Deus, aos anjos, ou seja, aqueles cristãos, por terem sido salvos, já praticamente estavam ali neste local celestial. Refere-se, assim, à Igreja perfeita de Deus, que já está no paraíso aguardando a ressurreição. Estão plenamente organizados ali, o que é simbolizado pelos números 12 multiplicados por 1000. Mesmo que eu esteja errado em minha interpretação, perceba que a interpretação mais absurda que se conhece é a das TJs. E a Grande Multidão se refere a todos os cristãos que passarem pela grande tribulação, ou seja, aos salvos que viverem nesta época tribulacional, a qual não se começou ainda. - Fernando Galli.



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