TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ON-LINE - A TRANSFIGURAÇÃO NA VISÃO DE UM VISIONÁRIO

Ele de novo! O grande perito TJ em grego TJ, o Sr. Rubens Dantas, está de novo na mira de minhas refutações. O assunto? A transfiguração de Jesus - Visão ou Realidade? Observe o que ele afirma no afã de provar que Moisés e Elias não apareceram de fato a Jesus em sua transfiguração. Faremos um resumo de cada ponto alto do texto dele e veremos se sua exegese resiste à refutação puramente bíblica.

Primeiro Argumento - Moisés e Elias não poderiam ter estado no monte porque em Eclesiastes 9:5, 10 diz que os mortos estão na sepultura e não podem fazer nada, e não estão cônscios de nada.
Refutação Cristã - Não cremos que foram os defuntos de Moisés e Elias, já em completo estado de decomposição (se Elias tivesse morrido), que apareceram na transfiguração de Jesus. No hebraico, diz-se que eles foram para o sheol, a sepultura para o corpo, o mundo dos mortos para o espírito. O Espírito dos mortos nada tem a ver com os assuntos da terra, ou, se preferir, com o que ocorre debaixo do sol. Eclesiastes 9:3-11 menciona quatro vezes a expressão "debaixo do sol", portanto, nem o corpo pensa mais sobre esta vida, pois se decompõe, nem o espírito, que não se encontra mais nesta esfera, a menos que por permissão divina.
Além disso, Jesus ensinou na parábola do Rico e do Lázaro que há vida após a morte. Eles morreram, o Rico foi para o hades, equivalente grego de sheol, e estando em terríveis tormentos chegou a pedir uma gota de água para aliviar o sofrimento dele. Quanto a Lázaro, foi para o seio de Abraão. (Lucas 16:19-31) Se a crença na vida após a morte fosse ensino pagão, como Jesus poderia contar uma parábola com um ensino pagão incluído tão explicitamente? Nada disso! Há sim vida após a morte, e por isso Moisés ali estava. Quanto a Elias, ele jamais morreu, pois foi elevado num redemoinho para cima e ninguém sabe do paradeiro dele mais. Mas mesmo que tivesse morrido aqui após este fato, seu espírito estaria vivo.
Segundo Argumento - Jesus foi o precursor dos que foram para o céu (Hebreus 6:20), portanto, antes dele, ninguém foi para o céu. - João 3:13.
Refutação Cristã - Hebreus 6:20 realmente diz que Jesus foi o precursor a entrar... onde mesmo, Sr. Rubens Dantas? O versículo 19 diz: "além do véu". Ou seja, Jesus foi o primeiro a entrar num compartimento celestial como o Santíssimo do Templo celestial, onde apenas o Sumo-Sacerdote e nós, igreja de sacerdotes (1 Pedro 2:9) entramos, em certo sentido já, em sentido pleno no pós-morte. (Hebreus 10:20) Moisés e Elias não foram para este local, de fato, antes mesmo de Jesus ter morrido, porque foi com o sangue de Jesus que se tornou possível o acesso a tal lugar. Mas será que o mundo espiritual se resume apenas ao Santíssimo? Não! Paulo fala do terceiro céu, ou paraíso, para onde ele foi levado. (2 Coríntios 12:2-4) Portanto, Moisés e Elias foram para um local, e aguardam até hoje os acontecimentos futuros destinados a cada um deles. Em outras palavras, foram provavelmente para o mesmo local em que Lázaro foi.  
Com isso em mente, ninguém de fato foi aos céus, local onde Jesus e os anjos habitam, e nem estão ainda! Quando nós, cristãos, dizemos que morremos e vamos para o céu, queremos dizer para o local espiritual Para lá irão apenas quando seus espíritos se unirem a seus corpos e ocorrer a ressurreição. Os TJs zombam dessa crença bíblica porque o deus deles não tem poder para trazer de volta as mesmíssimas células que compunham o corpo de pessoas falecidas há milhares de anos. Mas o Deus da Bíblia tem! 
Terceiro Argumento - "A palavra grega ὅραμα hórama ou “visão” provém de horáo que se refere a “ver” de modo metafórico. O verbo “ver” neste sentido em grego, não se refere a visão normal que temos ao enxergar alguém. Mas se refere antes à visão que temos quer mental ou por meios sobrenaturais. Hórama é a mesma palavra usada em Atos 10:17 referente a visão que o Apóstolo Pedro teve dos gentios. Foi uma visão representativa e não literal de algo real. (Compare com Atos 11:5 onde se emprega a mesma palavra hórama)". Rubens Dantas, na íntegra.
Resposta Cristã - Se eu tenho uma visão de alguém, é possível que esse alguém não apareceu na verdade, a menos que o contexto sugira que a visão foi de uma pessoa real. Em Mateus 17:9, Jesus disse que foi uma visão, mas Jesus estava nessa visão, portanto, nem sempre hórama (visão) se refere ao aparecimento de pessoas ou objetos irreais. Jesus estava ali no monte, transfigurado. Mas era uma pessoa real conversando com ninguém?
Pior tolice do que esta foi a "jogada tática" de precisar desviar o foco no verbo horao (ver) para o substantivo hórama (visão). O verbo horáo (ver) ocorre mais de 400 vezes na Bíblia. O termo eidon, usado como aoristo de horáo, é usado em vários casos denotando ver pessoas, como por exemplo os magos que viram (eidon) Jesus na manjedoura. (Mateus 2:11) Mas para sermos mais justos, vamos ver os usos de óphthe ou ophthésan, aoristos em terceira pessoa do singular e do plural de horáo, respectivamente. 
  1. Lucas 1:11 - Um anjo apareceu (óphthe) a Zacarias. O anjo conversou com Zacarias assim como Moisés e Elias conversavam com Jesus. Foi visão Sr. Rubens Dantas?
  2. Lucas 22:43 - Um anjo de Deus apareceu (óphthe) a Jesus e o encorajava. Foi visão? Não! (Embora este texto não consta nos melhores manuscritos, quem escreveu o texto sabia que ophthe era aparecer literalmente).
  3. Lucas 24:34 - Jesus apareceu (óphthe) a Simão. Foi visão de Simão, Sr. Rubens Dantas? Não!
  4. Atos 2:3 - Apareceram (óphthesan) línguas de fogo sobre 120 discípulos. Línguas não são pessoas, portanto, não é correto comparar línguas sendo vistas sobre os discípulos com Moisés e Elias sendo vistos conversando com Jesus.
  5. Atos 7:2 - Deus aparece (óphthe) para Moisés. Óbvio que aqui temos um caso especial, pois quem vê Deus morre. (Êxodo 33:20) Mas Deus de alguma forma apareceu a Moisés. Era Deus ali mesmo, não um Zé-Ninguém!
  6. Atos 7:30 - Um anjo apareceu (óphthe) a Moisés numa sarça ardente. Era visão, ou era um anjo, um queruvim de verdade? O versículo seguinte diz que era uma visão (hórama). Então, como o texto avisa o leitor que se tratava de visão, ophthe refere-se a algo ou alguém visto numa visão. Ainda assim, poderia ter sido um anjo de verdade, pois nada impede de se chamar de visão o aparecimento de um anjo. 
  7. Atos 13:30, 31 - Jesus foi ressuscitado e apareceu (foi visto) (óphthe) durante muitos dias. Era Jesus mesmo, ou uma visão apenas? Nada melhor para provar a ressurreição do que ter sido o próprio ressuscitado.
  8. Atos 16:9 - Paulo teve uma visão (hórama), e viu (óphthe) um homem da Macedônia. Veja que aqui foi uma visão. Quando é visão, o texto faz questão de dizer. Isso não ocorreu em Mateus 17:3. Aí, na visão, se diz que ele viu tal homem. Não era, provavelmente um homem mesmo, pois o texto diz que era uma visão.
  9. 1 Coríntios 15:5-8 - Jesus apareceu (óphthe) a várias pessoas. Quatro ocorrências de óphthe. Era Jesus mesmo, não uma visão. 
  10. 1 Timóteo 3:16 - Jesus foi visto (óphthe) pelos anjos. Os anjos viram Jesus mesmo, ou tiveram uma visão? Óbvio que o viram. Era Jesus mesmo!
  11. Apocalipse 11:19 - A arca foi vista (óphthe). O livro de Apocalipse é um conjunto de visões. Então, creio que está implícito pelo contexto, pois no início do livro já se alerta o leitor da mensagem em forma de sinais. Não podemos usar um texto simbólico como este e por em paralelo com um texto narrativo como o de Mateus 17:1-5.
  12. Apocalipse 12:1, 3 - Viu-se (óphthe) um sinal no céu: Uma mulher vestida do sol e da lua. Viu-se (óphthe) outro sinal, um grande dragão vermelho. Novamente, o texto avisa o leitor: É sinal! Ou seja, uma visão. Nada a ver com Mateus 17:3. 
Observando estes relatos, onde o uso do mesmíssimo verbo (óphthe) ocorre como em Mateus 17:3, chegamos à conclusão de que, salvo textos que avisam o leitor que se trata de visão, e que não haja indícios de que nesta visão há elementos ou pessoas reais, como aconteceu na Transfiguração, o uso de óphthe é literal. São mesmo pessoas que realmente são vistas, quer fisicamente, ou em corpo ressurrecto. Por que o Sr. Rubens Dantas não comparou o uso de óphthe em Mateus 17:3 com outros usos do mesmo vocábulo nos outros textos, mas desviou a atenção do leitor para o substantivo hórama (visão)? Porque seu argumento ficaria sem sentido.
E quanto aos casos do uso de hórama (visão)? Novamente, quando se diz que se trata de visão, então é apenas visão, o que não ocorre em Mateus 17:1-5, quando se trata do aparecimento de Moisés e Elias. É visão, hórama, a transfiguração, não o aparecimento de Moisés e Elias que conversavam com o Real Jesus ali.
Por exemplo, em Atos 10:17, fala-se da visão de Pedro. Ele teve uma visão (hórama) de animais que deveriam ser abatidos. O texto avisa, então, o leitor que era uma visão. Em Atos 11:5, novamente Pedro, em êxtase, teve outra visão (hórama) parecida.
Em Atos 12:9, Pedro pensa que as coisas que o anjo fazia ocorrer fossem uma visão, (hórama), não algo real. O anjo era real, mas o que o anjo fazia poderia ter sido uma horama, mas não era. Assim, visão realmente parece referir-se a algo não real. Todavia, na transfiguração, Jesus está na visão e é real. A transfiguração dele foi real. Moisés e Elias tiveram uma conversa real com Jesus. Então, por que Jesus disse que foi visão? Pelo fato de ser algo sobrenatural e por Pedro, Tiago e João nem poderem tido como juntar-se àquela realidade espiritual. É o caso da sarça ardente. A sarça era real. Foi uma visão. Mas a visão se referia ao aspecto sobrenatural sobre o que era real. Como Moisés e Elias conversam com Jesus, os três são personagens reais cercados de fenômenos sobrenaturais. Por isso foi uma visão.
Em Atos 16:9, 10 já comentamos anteriormente. Mesmo caso. O texto avisa que é visão, então, a pessoa que aparece não é real. Todavia, no caso da transfiguração, a 
Por fim, para arrebentar de vez com a visão ofuscada e escrava ao Corpo Governante de certos apologistas TJs, observe o que diz Marcos, sobre o final da transfiguração. Veja na própria "bíblia" TJ:


O verbo ver aqui é eidon, aoristo de horáo, ou seja, do mesmo verbo ver que o Sr. Rubens Dantas e eu estamos analisando. Veja que Pedro, Tiago e João olharam e não viram mais ninguém, ou seja, não viram mais Moisés e Elias, mas apenas Jesus. Pergunto ao Sr. Rubens Dantas: Se ver Jesus era ver literalmente, por que não ver mais a Moisés e Elias era na acepção de visão? É óbvia a conclusão: Assim como ver apenas Jesus significava que Jesus estava literalmente ali com eles, não ver mais ninguém com eles significava que Moisés e Elias não estavam mais presentes ali. 

Quarto Argumento - Mas não lemos em Mateus 17:9 sobre Jesus pedir a Pedro, Tiago e João para não contar a ninguém tal visão?
Resposta Cristã - No grego, visão é hórama. Para o Sr. Ruebens Dantas e para as TJs, o uso de hórama indicaria que tudo foi uma visão de algo não real. Se assim fosse, Jesus não seria real ali na transfiguração. Mas isto seria impossível! Era o mesmo Jesus ali, só que transfigurado. Então, se o uso de hórama faz que o que se vê seja algo abstrato, imaginário e simbólico, e irreal, então na visão a qual Jesus fez parte, ou ele sumiu ou ele era real. Óbvio que ele era real! Então, se na visão, Jesus era real, por que Moisés e Elias não seriam reais ali? Na verdade, o argumento TJ acima derruba ele mesmo. 
Quinto Argumento - Jesus cumpriu toda a Lei. (Mateus 5:17, 18) Se a Lei proibia contatar os mortos, então ou Jesus pecou por falar com dois mortos ou ele não falou com dois mortos pois tudo não passou de uma visão.
Resposta Cristã - É muito cômico o "deus TJ" usar parábolas e visões com cenários supostamente contrários à Bíblia. Não bastasse a parábola do Rico e do Lázaro, onde Jesus teria usado uma ilustração de duas pessoas vivas após a morte, sendo que na ótica TJ isso seria uma crença pagã, para piorar, o mesmo Deus que proíbe falar com os mortos fez ocorrer uma visão onde mostra Jesus conversando com dois mortos. 
Respondendo mais propriamente ao argumento acima, proibiu-se falar com os mortos porque os mortos não têm contato com este mundo, aqui debaixo do sol. (Eclesiastes 9:5, 10) Então, Jesus se transfigurou para entrar na realidade de Moisés e Elias. Estes dois não tiveram nenhum contato com humanos, mas com o Jesus transfigurado. 
Espero que este texto tenha ajudado você a entender que a hórama (visão) das TJs, para quem é um dos maiores peritos no planeta terra sobre esta seita, é moleza refutar. A interpretação deles, recheada com palavras gregas e hebraicas, dá medo em alguns, mas não para cima de crentes firmados na sã doutrina. Por isso que o Sr. Rubens Dantas foge dos debates comigo: Medo de passar vergonha e de ver como se desconstrói facilmente suas falácias. Oremos por ele. Quando era TJ, era cem vezes melhor que ele em defender a fé TJ. Se Deus me convenceu do erro, por que não o convenceria? Só mesmo se Deus não quisesse! - Fernando Galli.

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