ESPIRITISMO KARDECISTA - AS REENCARNAÇÕES DE SANTOS DUMONT


"Não é achismo!" Assim afirmou certo espírita num vídeo do YOUTUBE sobre as supostas reencarnações de Santos Dumont. Antes de comentar a questão, gostaria de que assistissem ao vídeo em que Geraldo Lemos Neto, autor do livro Reencarnação - É Possível Provar?, afirma a seguinte sucessão de vidas de Santos Dumont:

Marco Polo, mercador, explorador e embaixador, nascido e falecido nos anos 1254 e 1324 respectivamente. Depois, Cristóvão Colombo, navegador e explorador, nascido e falecido em 1451 e 1506 respectivamente. Depois, o Padre Bartolomeu de Gusmão, que fez experiências no campo da aviação, nascido e falecido nos anos 1685 e 1724. Depois, Jaques Etienmê Montgolfier, balonista francês, nascido e falecido nos anos 1745 e 1799.



Como sabemos, Santos Dumont suicidou-se aos 59 anos, muito provavelmente angustiado ao saber que seu invento, o avião, fora usado para fins bélicos. Então, segundo a doutrina espírita, Santos Dumont reencarnou em Carlos Victor Mussa, que aos nove meses de idade caiu do carrinho de bebê e fraturou o pescoço, e aí vem a bizarrice maior: Segundo o já falecido Chico Xavier, a vértebra do pescoço do Carlos Victor Mussa já veio enfraquecida da vida passada, devido ao enforcamento de Santos Dumont. Então, o Carlos Victor Mussa ficou paraplégico durante 17 anos, morreu, e na vida espiritual, assumiu a forma de uma criança para ali, humildemente, crescer espiritualmente.

O mais interessante é que segundo o Kardecismo, aqueles que prejudicam o cérebro numa vida, reencarnam com problemas no cérebro conforme a área afetada na vida anterior - idiotia, surdez, mudez, por exemplo, e aqueles que se enforcam, como afetaram o pescoço ou as primeiras vértebras, reencarnam com para ou tetraplegia. No caso de Santos Dumont, afirmam os espíritas que após a sua morte, seu espírito decidiu expiar seu ato suicida por reencarnar e viver 17 anos como tetraplégico totalmente dependente de seus pais. Em outras palavras, na crença espírita kardecista o sacrifício expiatório de Jesus não existe, mas cada um expia seus próprio pecados. - 1 João 2:1, 2.

Os espíritas criticam tanto as verdades bíblicas reveladas em linguagem da época para todas as épocas, sejam elas de interpretação literal ou não, mas se chafurdam em balelas como esta. E não ficam nem vermelhos ao trazê-las à tona em livros e em testemunhos pessoais, como se fossem fatos comprovados cientificamente. Sobre o caso em questão, pense:
1. Como puderam, se não foi achismo, pesquisar e determinar as vidas de Santos Dumont? Que métodos científicos usaram senão a mera opinião de um médium com seus pressupostos, no caso, Chico Xavier?
2. Não é estranho que a última vida de Santos Dumont fosse o de um jovem tetraplégico, que não sabia que era o tal Santos Dumont reencarnado e que não está mais vivo para testemunhar isso?
3. Não é mais curioso ainda o fato de que ligaram personagens com uma história em comum, a saber, o interesse profundo pelo aprimoramento do sistema de viagens, e todos eles muito famosos, para estabelecer a sequência das reencarnações de Santos Dumont? 
A Bíblia, por outro lado, é lógica quando afirma: O homem vive apenas uma única vida. (Hebreus 9:27) Infelizmente, muitos que estavam entre nós nos deixaram para seguir essas lendas recheadas de caridade sincera em busca de vidas melhores. Nada mais do que decepção com a vida mesclada com a busca de uma nova chance. Mas não precisa! Cristo é sempre a única chance, ou melhor, nossa única certeza, e sem Ele e seu sacrifício na cruz, e a crença em sua ressurreição como base sólida para a nossa, não tem como ter a maravilhosa certeza de vida eterna. 

Que ato de amor maravilho é o bem supremo de Jesus - Ele assume a nossa culpa, quando se tem fé genuína nEle, e diante do Juiz Supremo, diz por nós: "Põe na minha conta o que ele fez." No que você prefere crer - no ato expiatório de Jesus, confirmado por fatos bíblicos e históricos ou por achismos espíritas, que mais se calcam em mera credulidade do que fé e nas evidências da morte e ressurreição de Cristo? - Fernando Galli.

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