O AMOR - A CHAVE PARA A EVANGELIZAÇÃO DE SECTÁRIOS


Gostaria de fazer uma breve reflexão sobre 1 Coríntios 13:4-7 para as nossas abordagens evangelísticas com sectários. O texto inspirado de Paulo não foi escrito para falar deste assunto específico, mas é evidente que podemos aplicá-lo no evangelismo deste grupo de pessoas tão necessitadas do verdadeiro Jesus Cristo.  Reflitamos.

O amor é paciente. Erram muito aqueles que perdem o tempo com longos debates sobre as heresias dos sectários. Nossa missão é lhes falar verdades bíblicas e vivê-las, e o Espírito Santo de Deus, no "kairosgrama Divino" (cronograma de Deus), agirá como lhe aprouver. Não sejamos impacientes quando as verdades não são digeridas pelos nossos queridos ouvintes. Sejamos sábios em esperar o agir de Deus.

O amor é benigno. Querer o bem dos sectários é compreendê-los com o coração e a mente de Jesus. É evidenciarmos o caráter de Jesus em levar o evangelho, tomando iniciativas para abordagens criativas, visando a conversão deles. Significa não atingi-los com críticas destrutivas, mas tocá-los com sabedoria divina.

O amor não é invejoso. Quem ama o privilégio de evangelizar jamais invejaria a facilidade com que os sectários têm de deixar o cristão aparentemente sem resposta ou a habilidade com que usam a Bíblia para apregoar seus erros. A inveja leva o mal evangelista a adotar posturas maldosas contra os opositores da fé, como ofensa e ataques pessoais. Deveríamos, sim, imitá-los.

O amor não se vangloria. Quão errônea é a atitude de vanglória, em que através de muitos textos bíblicos recheados de boa argumentação, buscamos deixar sem resposta os contradizentes, quando na verdade deveríamos apreciar as respostas sinceras deles e sermos instrumentos das respostas divinas. Cada palavra nossa dirigida a eles deve ter a singela motivação de glorificar a Deus.

O amor não se orgulha. O evangelista segundo o coração de Deus não se enaltece como o dono da verdade, mas pela verdade dialoga com seus opositores para enaltecer a Cristo, a nossa verdade. Istp é andar na verdade.

O amor não se porta com indecência. Quem ama os perdidos e deseja levar-lhes o Cristo Vivo não se comporta sem boas maneiras, nem busca causar-lhes vergonha. Age com o decoro de um representante de Cristo.

O amor não busca seus próprios interesses. Levar o amor de Cristo não se coaduna com o ríspido desejo de vencer debates para o bem de sua própria reputação, mas sim com a longânima vontade de se importar com o próximo e a reputação dele perante Cristo.

O amor não se enfurece. O pior dos apologistas é aquele que se desespera diante de quem sabe defender com convicção e com argumentação eficaz as suas heresias. Não perde a compostura cristã diante da eloquência de quem não sabe que está se opondo à sã doutrina.

O amor não guarda ressentimento do mal. De que adianta encher nossas mentes de conhecimento para dar uma resposta aos contradizentes se voltarmos de nossos diálogos levando em conta as ofensas que recebemos ao defendermos a fé cristã? Estaríamos fechando as portas do coração para o bem e abrindo as janelas da mente para o desprezo.

O amor não se alegra com a injustiça. Jamais deveríamos nos alegrar com as injustiças que sobreveem aos sectários, muito menos com as consequências de seus pecados, e torcer para que tudo isso seja a nossa forma de Deus livrá-los de suas heresias; antes, devemos chorar com eles para que o amor de Cristo em nós os contagie e os mova a repensarem seus conceitos. 

O amor congratula-se com a verdade. Visto que Cristo é a verdade, tudo o que Ele nos ensinou deve ser o maior e melhor argumento de defesa da fé. Nossa alegria é ver a verdade de Deus ser semeada, brotar, crescer e dar frutos. Isto chama-se discipulado cristão. 

O amor tudo sofre. Não deveria nos espantar quando, ao defendermos a verdade, sofrêssemos calúnia, difamação, zombaria e outros tipos de ataques. Mas que soframos com o caráter de Cristo em ação.

O amor tudo crê. Quão sábio seria cremos nas boas qualidades dos sectários - zelo, empenho, abnegação, trabalho árduo, sibmissão - e em que um dia possam servir ao mesmo Deus Conosco - Jesus Cristo.

O amor tudo espera. Até quando deveríamos esperar pela conversão de um querido amigo sectário? Até que ele morra ou até que nós morramos? Tanto faz! Mas como esperar? Em oração e em humildade, aguardo a decisão soberana de Deus quanto à salvação ou não do perdido. Simplesmente, façamos a nossa parte.

O amor tudo suporta. Podemos sofrer muitos males ao evangelizar sectários, mas será que suportaremos tudo com a mente de Cristo? Quando sentirmos o poder do orgulho e da arrogância dos sectários, suportaremos isto com o amor de Cristo? Não há forma melhor de sabermos que suportamos as más qualidades deles do que sermos capazes de orar pelos que nos perseguem.

Então, se não tivermos amor, não defenderemos a verdade de Deus, mas as nossas concepções. Lembremo-nos: Na verdade, a verdade não precisa de defesa, mas defende-se por si mesma. O amor em ação no evangelismo é apenas um brinde que Deus dá aos sectários através do nosso imitar a Cristo. - Fernando Galli.

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