PASTORES IMORAIS - UMA REFLEXÃO


Em muitos sites, cristãos, pseudo-cristãos e ditos não-cristãos ecoam suas vozes indignadas com tantos casos de imoralidade entre líderes religiosos. Na lista de práticas imorais contra Deus e o próximo sobram casos de pedofilia, traição, estupro e homossexualismo. A pergunta que não quer calar é: Como encarar tais delitos em nosso meio?

O fato é que precisamos ser justos. A grande maioria dos que cometem tais atos nunca foram vocacionados por Deus para serem líderes eclesiásticos. Suas crenças e atitudes antibíblicas evidenciam isso. Deus não chama aventureiros para cuidar do rebanho de Deus, ou se preferir:
  1. Aqueles que acordam com vontade de ter uma igreja;
  2. Aqueles que devido ao desemprego buscam uma fonte de renda extra;
  3. Aqueles que dormiram de barriga cheia e sonharam com um cajado em suas mãos e milhões de ovelhas;
  4. Aqueles que brigaram com seu líder numa igreja séria e acataram a sugestão de sua esposa para abrir um novo ministério;
  5. Aqueles que por possuírem uma boa oratória e alguns traquejos teatrais confundem chamado de Deus com admiração humana;
  6. Aqueles que confundem Igreja com Empresa, e se tornam gerentes com a plaquinha de pastores em suas mesas.
Não, Deus chama homens segundo o coração dEle, irrepreensíveis quanto à moral, à ética e à doutrina Cristã. É dentre "aqueles" acima que a grande maioria daquelas práticas afloram regularmente.

Todavia, há homens de Deus que podem incorrer em práticas imorais. A Bíblia menciona, por exemplo, o caso de Davi, que por não vigiar, adulterou e planejou o assassinato do esposo legítimo de Bate-Seba. Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas adulterou e assassinou. Qual a diferença entre os casos acima e o de Davi?

Não vejo outra senão o caráter de um servo ou filho de Deus que se arrepende genuinamente, em vez de se justificar. Enquanto Davi reconheceu seu erro e disse: "Eu pequei" (2 Samuel 12:13), os falsos líderes aprontam suas imoralidades e, quando flagrados pela justiça dos homens, se justificam com as mais horrendas declarações:
  1. Eu adulterei porque Deus falou comigo através da Bíblia;
  2. Eu tinha relações sexuais com quem não era casado para santificar através do meu esperma aquelas vidas;
  3. Eu estuprei mulheres porque Deus tinha uma obra a fazer na vida daquelas vítimas.
  4. Eu abusei de crianças porque o meu pênis era santo.
  5. Eu fazia amor com pessoas do mesmo sexo porque foi a forma de Deus usar a minha vida para falar do amor dele.
  6. Eu sou homossexual porque o homossexualismo condenado por Deus é o que tem a ver com a pederastia, e este não é meu caso.
NÃO! Os líderes eclesiásticos, de igrejas verdadeiramente cristãs, não são deste naipe. Mas mesmo que caiam em pecados supracitados, por serem filhos espirituais de Deus, arrependem-se, refazem-se espiritualmente de seus deslizes ou quedas, são perdoados por Deus, porque confessam e abandonam suas práticas. (Provérbios 28:13) E o mesmo Deus que os considerou dignos de ocuparem cargos de liderança na Igreja, que os considerou segundo o SEU coração, quem decidirá se poderão ou não um dia retomarem seus ministérios. Cada caso é um caso.

Mas uma pergunta surge: Como responder aos sectários que em suas páginas virtuais, no afã de se considerarem a "única religião verdadeira", elencam inúmeros casos de adultérios, homossexualismo, pedofilia e estupros cometidos por verdadeiros e falsos homens de Deus? Destes, tenho compaixão, porque não são justos com os fatos, pois:
  1. Publicam tais delitos conforme os jornais e meios de comunicação noticiam;
  2. Não se preocupam em investigar se os que incorreram em tais atos se arrependeram ou não, e se foram punidos ou não por suas igrejas;
  3. Afirmam que são muitos casos e que, por isso, as igrejas (que não a do sectário) são o paraíso de tais delitos, quando proporcionalmente, é uma ínfima minoria;
  4. Desconsideram que em suas próprias seitas há os mesmos delitos e, segundo denúncias de ex-adeptos destas seitas, há provas concretas de que a liderança mundial das seitas demonstraram a velha política de acobertar tais delitos para salvaguardar a imagem do "povo de Deus";
  5. Por serem injustas assim, enfiam no mesmo pacote homens de Deus que erram e falsos homens de Deus dos tipo mencionados acima.
  6. Que nenhuma das igrejas com líderes em pecados de imoralidade ensina a prática de tais.
Por fim, lamento que esses sectários de plantão não percebem que, em sentido espiritual, suas lideranças mundiais já os abusaram muitas vezes com adultérios em suas bíblias, estupros intelectuais quando os obrigam a crer no que normalmente não creriam, e que são como crianças molestadas nas mãos de quem usa seus órgãos intelectuais para obrigá-las a engolir tudo o que é porcaria espiritual. 

A imoralidade sexual cresce assustadoramente, tanto entre as seitas, como entre as igrejas cristãs. Quanto à Igreja Cristã, precisamos ser fortes e resistir aos ataques de críticos sectários e até dos ateus. Eles já têm a recompensa deles. Quanto a mim, oro por todos os que caem em pecados sexuais: para que se arrependam, que após perdoados se restabeleçam na fé, que façam a obra de Deus. Lamento por nossas imperfeições. Aguardo o dia em que elas não mais existirão, no reino dos céus. - Fernando Galli.