A INSENSIBILIDADE DO POVO DE DEUS PARA COM OS FALSOS CRISTOS


A péssima qualidade de educação cristã na maioria de nossas igrejas tem ofuscado as claras diferenças entre o verdadeiro Jesus e os falsos. Desde o primeiro século, Paulo demonstrava sua insatisfação para com os cristãos em Corinto que suportavam um outro Jesus, outro espírito e outro evangelho. Veja:

"Porque, se chega alguém e vos prega outro Jesus que não pregamos, ou se recebeis outro Espírito, que não aquele que recebestes, ou outro evangelho que não acolhestes, vós de boa vontade o suportais!" - 2 Coríntios 11:4.
Qual é a diferença entre o Jesus verdadeiro e o outro Jesus? Nos dias de Paulo não temos como precisar as marcas daquele outro Jesus ensinado, mas segundo alguns estudiosos é possível que seus expoentes falhavam em reconhecer a salvação através da cruz de Cristo, ou de reconhecê-la como um modelo do poder de Deus aperfeiçoado através da fraqueza. (2 Coríntios 13:4) [1] Em outras palavras, poderia ser um Jesus do "tudo posso"; um evangelho que não admitia o sofrimento, a fraqueza, a humilhação e a morte.

Ainda nos dias de Paulo, conforme vemos nas cartas aos Gálatas e aos Colossenses, o Jesus crido por muitos ainda era atrelado à Lei de Antigo Testamento. Ele não era suficiente para salvar, de modo que muitos cristãos achavam que devessem consubstanciar a Cruz com a Lei para serem salvos.

O Jesus do gnosticismo também levou consigo muitos supostos crentes, que chegavam a ponto de se achar mais "evoluídos" que os outros devido ao seu conhecimento sobre um Jesus que jamais assumira a forma humana, pois criam que a carne era sempre má. Sobre este falso cristo em forma de crença, no final do primeiro século já havia alertado os cristãos a não receberem em seus lares aqueles que negavam Cristo vindo na carne. - 2 João 7-11.

Com o passar do tempo, principalmente entre os séculos II e IV, muitos falsos cristos foram ensinados e suportados, até certo ponto, na Igreja, daí a necessidade de concílios e muita discussão para expurgar da Igreja os falsos mestres, como Ário, que negava a divindade de Jesus, Sabélio que apregoava um Jesus que era o próprio Pai dele, entre outros.

Todas estas velhas heresias ainda ecoam fortemente em nossos dias, causando estragos na vida espiritual de muitos "crentes". Guiados por uma liderança ruim de Bíblia, que preza a experiência mística e os efeitos especiais de suas fés, deixaram o conhecimento de Deus de lado. Pregam o óbvio, o leite das Escrituras, e deixam o alimento sólido de lado. (Hebreus 5:11-14) Tais pessoas jamais têm tempo de ler a Bíblia e aprofundar-se nela. Quais bebês na fé, e muito mais suas ovelhas, não sabem diferenciar o Jesus dos Adventistas do Sétimo Dia, o Jesus dos mórmons, o Jesus do Espiritismo, o Jesus da Igreja Voz da Verdade, o Jesus de tantas outras seitas do Verdadeiro Jesus da Bíblia.

Para estas ovelhinhas desprovidas de pastores e líderes segundo o coração de Deus, o importante é falar de Jesus. Assim, misturam a verdade da Bíblia com os tipos de Jesus mais estranhos á sã doutrina, como o Jesus que fará o diabo levar, por fim, os nossos pecados, o Jesus que é mais um Deus além do Pai, o Jesus que é o próprio Pai, o Jesus que não é suficiente para a salvação, mas que precisa da muleta das imagens para dar uma forcinha extra no plano de salvação, o Jesus que salva e cura através de toalhas e sal grosso, ou até o Jesus que nem Deus é.

E o pior Jesus de todos, em nossas próprias Igrejas, é aquele que não é o centro de nossas vidas. É o Jesus terapeuta, que procura alisar a cabeça dos pecadores, que não os constrange diante de seus pecados. É o Jesus do "não tem pecadinho, nem pecadão", se muitos mentem muito e estão na igreja, por que vou viver triste devido aos meus vícios sexuais? É o Jesus cujos defensores escrevem textos na internet para aliviar a vidinha de seus leitores: Não se sinta culpado! Todos pecam! Venha como está que eu farei a obra! É também o Jesus amuleto, idolatrado apenas nas horas difíceis. Ele fica no centro dos nossos interesses apenas quando sofremos. É o Jesus "Santo Expedito", o Jesus das causas urgentes, invocado somente quando a coisa tá feia, a coisa tá preta. 

Para os acomodados na fé, uma má notícia: O crente verdadeiro, por sua fé e gratidão a Cristo, produz bons frutos, e um deles é a leitura da Palavra de Deus e a busca do conhecimento dela. Isto implica estudo e relacionamento pessoal com ela e seu autor, Deus. A desculpa de que não há tempo de se ler a Bíblia é uma mentira diabólica, pois a Bíblia diz que para tudo há um tempo. (Eclesiastes 3:1) Portanto, deixem de lado a mornidão espiritual, cresça na fé através da Palavra de Deus e aprenda a diferenciar os falsos cristos do verdadeiro. Mas não penas diferenciá-los, mas evitar toda forma de propaganda e contato íntimo com esses tipos diabólicos de Jesus, como as músicas criadas para eles, por exemplo, ou a adulação aos que os louvam: Cantores famosos, e a honra aos que os explicam através de livros, como seus escritores famosos. Sejamos sábios e seletivos! Alimentemo-nos apenas do verdadeiro Jesus Cristo. - Fernando Galli.

[1] ARRINGTON, French L & STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Página 1110. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. 2a. Edição.

Postagens mais visitadas deste blog

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - DESCULPAS PARA JUSTIFICAR SUAS FALSAS PROFECIAS PARA 1914, 1925 E 1975

APOSTILA - RAZÕES PARA JAMAIS SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ - NÍVEL INICIANTE 1

ESBOÇOS DA FÉ - QUE TIPO DE UVAS VOCÊ PRODUZ? - ISAÍAS 5:1-7