TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - 318a. MUDANÇA DE ENSINO - A NOVA IDENTIDADE DO ESCRAVO FIEL E DISCRETO


Até novembro de 2012, o Escravo Fiel e Discreto de Mateus 24:45-47 era considerado pelo Corpo Governante das TJs como todos aqueles que fazem parte dos 144.000 de Apocalipse 7:4-8 e 14:1-4. Estes teriam sido escolhidos a partir do ano 33 d.C., no Pentecostes. (Atos 2:1-4) Veja:

"Ele designou um "escravo fiel e discreto" para garantir que Seus seguidores fossem bem nutridos espiritualmente depois que Ele voltasse para o céu. Essa classe do "escravo", composta dos irmãos ungidos de Jesus que estão na Terra, tem providenciado fielmente "alimento no tempo apropriado" desde o primeiro século EC. — Mateus 24:45."— Livro Venha Ser Meu Seguidor, capítulo 16, páginas 164-165, parágrafo 8, publicado em 2007.
"... Jesus não só ficou de olho atento nos seguidores ungidos dos seus passos na Terra, mas usou-os também para transmitir a verdade, como “escravo fiel e discreto”, desde o derramamento do espírito santo no Pentecostes de 33 EC.' — A Sentinela de 1º de agosto de 2000, página 6. 
"Os cristãos ungidos têm servido qual porta-voz de Jeová desde o Pentecostes de 33 EC até agora." — A Sentinela de 15 de maio de 1997, páginas 12 e 13, parágrafo 14.
Mas o que mudou? Conforme o site em Português da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, www.jw.org, o Escravo Fiel e Discreto não surgiu no ano 33 d.C., mas em 1919. Onde a Bíblia ensina isso? Em lugar nenhum! Além disso, de acordo com a nova luz TJ, só os membros do Corpo Governante passam a ser identificados como esse escravo. Onde a Bíblia ensina isso? Em lugar nenhum!

O mais curioso é que nos tempos de Charles Taze Russell (1870-1916), ele considerava o Escravo Fiel e Discreto como todos os membros do corpo de Cristo. Veja: 
“C. T. Russell disse: “Cremos que todo membro deste corpo de Cristo está empenhado no abençoado trabalho, quer direta, quer indiretamente, de dar sustento a seu tempo aos da família da fé. ‘Quem é, pois, esse servo fiel e prudente a quem seu Senhor constituiu sobre a sua casa’ para dar o sustento a seu tempo? Não é esse ‘pequeno rebanho’ de servos consagrados que vêm fielmente cumprindo seus votos de consagração — o corpo de Cristo — e não é o inteiro corpo individual e coletivamente que dá o sustento a seu tempo aos da família da fé — a grande companhia dos que crêem? Bendito é esse servo (o inteiro corpo de Cristo) a quem seu Senhor ao chegar (gr.: elthon) o encontrar fazendo assim. ‘Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.’” – Proclamadores do Reino, página 142. 
Depois dessa interpretação, bem próxima do que muitos cristãos creem hoje, passaram a ensinar que o Escravo Fiel e Discreto era os do 144.000. Mas segundo a nova interpretação, nem Charles Taze Russell mais é membro desse escravo, pois ele morreu três anos antes deste Escravo surgir. Segundo a nova interpretação, Russell seria apenas o mensageiro de Malaquias 3:1. Não seria esta uma maneira muito inteligente de excluir do Escravo Fiel e Discreto a falsa profecia de Russell para a volta de Cristo em 1914? Se for, não muda nada, pois o novo Escravo Fiel e Discreto fez a profecia para a volta de Cristo para 1925.

Esta nova interpretação também parece ser um modo de se safarem da pergunta que fazíamos às TJs quando criam que o Escravo Fiel e Discreto sempre existiu desde o ano 33 d.C: "Se apenas as TJs são a religião verdadeira e foram fundadas em 1874, por Russell, quem era a Escravo Fiel e Discreto antes de Russell?" A resposta era: "Não temos como precisar! Mas ele sempre existiu." Mas com a nova interpretação, não houve tal Escravo antes de Russell pois nem Russell era parte dele. O Escravo Fiel e Discreto surgiu apenas em 1919. 

O que aprendemos disso? Que a luz das TJs, com todo o respeito, não merece crédito. Vão ter que corrigir milhares de textos em sua literatura passada reconsiderando este assunto. 

Muito melhor e mais óbvia é a interpretação cristã de que todo o membro do corpo de Cristo que alimenta outros com as verdades de Deus é parte do Escravo Fiel e Discreto.

Se você é TJ, pense se tem lógica o Corpo Governante ensinar que eles são o Escravo Fiel e Discreto, apenas eles, e que este Escravo surgiu em 1919. – Fernando Galli.
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Explicação dada em http://www.jw.org/pt/noticias/eventos-e-atividades/relatorio-reuniao-anual-2012/


Quando Jesus designou o “escravo fiel e discreto” sobre seus domésticos?

 Considere o contexto das palavras de Jesus no capítulo 24 de Mateus. Todos os versículos alistados abaixo se cumpririam durante a presença de Cristo, na “terminação do sistema de coisas”. — Versículo 3.
  • A “tribulação daqueles dias”. — Versículo 29.
  • “Esta geração”. — Versículo 34.
  • ‘Aquele dia e aquela hora’. — Versículo 36.
  • O “dia [em que] virá o vosso Senhor”. — Versículo 42.
  • “O Filho do homem vem numa hora em que não pensais.” — Versículo 44.
Então é lógico concluir que o “escravo fiel e discreto” deve ter aparecido depois do início da presença de Cristo em 1914.
Além disso, Jesus indicou que esse “escravo” apareceria durante um tempo em que faria sentido perguntar: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto?” Visto que os apóstolos de Jesus tinham dons milagrosos do espírito santo, praticamente não havia motivo para fazer essa pergunta no primeiro século EC. (1 Coríntios 14:12, 24, 25) Embora fossem ungidos pelo espírito santo, os apóstolos e outros cristãos do primeiro século não eram o “escravo fiel e discreto” profetizado por Jesus.
Assim, é razoável concluir que Jesus designou o “escravo fiel e discreto” sobre “seus domésticos” durante sua presença, na “terminação do sistema de coisas”.

“Quem é realmente o escravo fiel e discreto?”

 Jesus não estava se referindo a uma única pessoa, mas sim a um “escravo” composto — um grupo que trabalharia em conjunto como um só corpo. Jesus disse que o escravo (1) seria designado para uma função de supervisão “sobre os . . . domésticos [do amo]” e (2) daria aos domésticos “alimento [espiritual] no tempo apropriado”.
Desde 1919, sempre houve um pequeno grupo de cristãos ungidos na sede mundial das Testemunhas de Jeová. Eles têm supervisionado nossa obra mundial de pregação e estado diretamente envolvidos na preparação e distribuição do alimento espiritual. Em anos recentes, esse grupo tem sido identificado como o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.
As evidências apontam para a seguinte conclusão: o “escravo fiel e discreto” foi designado sobre os domésticos de Jesus em 1919. Esse escravo é o pequeno grupo de irmãos ungidos que servem na sede mundial durante a presença de Cristo e que estão diretamente envolvidos na preparação e distribuição do alimento espiritual. Quando os membros desse grupo trabalham em conjunto como Corpo Governante, eles atuam como o “escravo fiel e discreto”.

Quem são os “domésticos”?

 Jesus disse que “seus domésticos” receberiam “alimento no tempo apropriado”. Todos os seguidores verdadeiros de Jesus são alimentados pelo “escravo fiel e discreto”. Portanto, todos os discípulos de Cristo, quer ungidos individuais, quer membros das “outras ovelhas”, são “seus domésticos”. — João 10:16.
Depois que o orador explicou esse aspecto da profecia de Jesus, a assistência irrompeu num grande aplauso. Vários dos presentes mais tarde expressaram profunda gratidão por Jesus considerá-los como parte de “seus domésticos”.

Quando Jesus designa o escravo “sobre todos os seus bens”?

 Jesus disse que o “amo, ao chegar” (literalmente: “tendo chegado”), designaria o escravo “sobre todos os seus bens”. Quando é que o Amo, Jesus, chega?
A expressão traduzida “ao chegar” é uma forma da palavra gregaér·kho·mai. Os versículos 42 e 44 do capítulo 24 traduzem uma forma de ér·kho·mai como ‘vir’. Nesses versículos, Jesus está se referindo à sua vinda como Juiz durante a grande tribulação. — Mateus 24:30;25:31, 32.
Assim, a designação do “escravo” sobre os “bens” de Jesus também deve ser um acontecimento futuro. Jesus fará essa designação durante a grande tribulação.

O que são os “bens” de Jesus?

 Ele disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18) Os “bens” de Jesus portanto não são apenas seus bens terrestres. Eles incluem o Reino messiânico. — Filipenses 2:9-11.

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