PARA DEUS EXISTE PECADINHO E PECADÃO?


"Ah, irmão, pare de falar dos meus erros! Você também tem os seus. Você faltou ao culto e eu tenho uma amante. Se eu erro, você também erra, e para Deus, não tem pecadinho, nem pecadão." Será  verdade que Deus encara os pecados dessa forma?

A Bíblia revela que Deus se entristece quando pecamos. (Efésios 4:30) Para todo tipo de pecado há perdão, com exceção daquele contra o Espírito Santo (Mateus 12:32). O que é pecado contra o Espírito Santo? Uma possível definição: Atitude impenitente em que a pessoa jamais é convencida pelo Espírito Santo do pecado, seja ele qual for. Assim, quem tem a mentira como pecado de estimação, e jamais se arrepende de mentir, caso morra, CREIO EU, jamais se converteu, por isso, pecou contra o Espírito Santo.

Da mesma forma, fornicar e adulterar sem se arrepender até a morte significa pecado contra o Espírito Santo. Quando se trata desse tipo de pecado imperdoável, todo pecado do qual a pessoa jamais se arrepende pode indicar sua condenação eterna. Não há pecadinho ou pecadão contra o Espírito Santo - todo pecado contra Ele é gravíssimo e imperdoável.

Mas e quando não se trata de pecado contra o Espírito Santo de Deus? Há pecadinho e pecadão? A Bíblia diz que sim! O texto de Provérbios 6:16-19 mostra isso: "Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: (1) olhos altivos, (2) língua mentirosa, (3) mãos que derramam sangue inocente, (4) coração que trama projetos iníquos, (5) pés que se apressam a correr para o mal, (6) testemunha falsa que profere mentiras e (7) o que semeia contendas entre irmãos."

Por que há pecados que abominam a Deus, mais do que outros? Porque há aqueles que ofendem mais a santidade de Deus. Pensar em fornicar é pecado, mas consumar a fornicação é mais grave. Para ambos há o perdão, com genuíno arrependimento; É verdade que as consequências são diferentes, mas o que determina a gravidade do pecado ser maior ou menor não são as consequências mas como e quanto cada pecado provoca o Santo Deus. Sobre isso, Vicente de Paula dos Santos e Daniel Kunihiro escreveram:
"Seria um absurdo cultuarmos um Deus que considere do mesmo modo um ser humano que estuprou e esquartejou a sua própria filha de onze meses de idade e um outro que roubou cinco Reais de seu patrão. [...] Por que tentarmos acrescentar a nossa concepção mitológica de santidade à santidade de Deus? É necessário, pois, que sejam reconsiderados os conceitos de pecadinho e pecadão, pois a nossa propensão para analisar as consequências dos pecados - teológica, filosófica e sociologicamente falando - parece também estar maculada pela mitologia da indiferenciação entre o pecadinho e o pecadão."[1]
Creio que inventaram essa de "para Deus não há pecadinho e pecadão" para nivelar lá em baixo os pecados que mais ofendem a Deus com os que ofendem menos. Assim, o cristão que tem uma amante pode raciocinar: "Assim como eu menti muitas vezes e me arrependi, e fui perdoado, assim também posso estar com essa amante, e em breve me arrependo." Obviamente que se o cônjuge traído chegasse ao traidor e lhe dissesse: "Benzinho, eu menti várias vezes para você e te traí muito tempo, mas como eu sei que para você também não existe pecadinho ou pecadão..." - Qual seria a reação do marido?

Que tal, então, revermos nossas atitudes e procurarmos desagradar a Deus o mínimo possível? Quantas vezes magoamos a Deus! Quantas vezes agimos de um modo estúpido, como se não fossemos sensíveis ao Espírito de Deus gritando em nosso coração: "Pare meu Filho! Eu amo você!"

Quantas vezes, que vergonha!, perdi a calma, falei um palavrão, fui covarde, semeei contendas entre irmãos (Misericórdia SENHOR! Perdão, em nome de Jesus.)

Uma excelente forma de agradecer a Salvação pela graça por meio da fé em Cristo Jesus! (Efésios 2:8, 9)  é buscar não pecar. Afinal, quanto menos (quantidade) magoarmos a Deus e menor (intensidade) for o lamento de Deus, melhor será o nosso relacionamento com Ele. - Fernando Galli.
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DOS SANTOS, Vicente de Paula & KUNIHIRO, Daniel. Imaginário Evangélico e Contemporaneidade: Possibilidades de Reflexão Sobre a Realidade Evangélica em Confronto com Alguns Objetos da Atualidade. Páginas 29, 30. São Paulo, SP : Edição dos Autores, 2005.

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