TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E A EXPRESSÃO "EM NOME DO PAI, E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO"


Neste texto, procurarei refutar argumentos de Testemunhas de Jeová nas páginas da internet contra a doutrina da Trindade, especificamente em comentários sobre Mateus 28:20, na expressão "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
Primeira tentativa do TJ - "Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a realidade de que a menção desses três substantivos– sendo o último deles acompanhado de um adjetivo – não comprova uma Trindade. O texto não diz que os três são Pessoas, não diz que fazem parte de uma só Divindade, nem que são iguais entre si em poder, autoridade e eternidade. A fraseologia do texto não permite pressupor ou inferir tais informações que não estão contidas nele – de fato, não o estão em parte alguma da Bíblia. Por exemplo, a Bíblia menciona Abraão, Isaque e Jacó juntos várias vezes, assim como também Pedro, Tiago e João, mas isso não significa que os mencionados nesses grupos de três fossem iguais entre si, tendo o mesmo poder, autoridade e tempo de existência. (Êxo. 2:24; 3:16; 2 Reis 13:23; ; Mat. 17:1; Mar. 5:37; 14:33) Do mesmo modo, a menção de ‘Pai, Filho e espírito santo’ não estabelece a relação deles entre si."
Refutação Cristã - A menção dos Três atrelados ao mesmo substantivo "nome" comprova sim que eles são três Pessoas distintas. Veremos isso mais adiante. Quando o TJ diz que o texto não diz que os três são Pessoas, poderíamos afirmar: O texto também não diz que dos três substantivos, apenas dois são Pessoas e um apenas uma força ativa, que é exatamente em que o TJ crê. Então, o argumento dele, em si, não prova nada. Quando o TJ afirma que o texto não diz que os Três não fazem parte da mesma divindade, nem que são iguais em poder e eternidade, podemos também dizer que o texto não diz também que não sejam iguais. No que se refere a serem iguais em autoridade, veremos mais à frente.

Mas o frande erro do comentário acima é este: Para ele, se Abraão, Isaque e Jacó, e Pedro, Tiago e João, quando mencionados juntos, não prova que eles sejam iguais entre si, tendo o mesmo poder, autoridade e tempo de existência, da mesma forma o fato de o Pai, o Filho e o Espírito Santo serem mencionados juntos não prova que sejam coiguais em poder, autoridade e tempo de existência. Ou seja, ele usa textos referentes a seres humanos pecadores e mortais para estabelecer as bases contra uma doutrina referente ao Todo-Poderoso. 

Além disso, mesmo que usássemos a linha de raciocínio dele, os próprios argumentos destruiriam a sua tese. Primeiro, quando Abraão, Isaque e Jacó são mencionados juntos, eu quero crer que os três são pessoas, sem mesmo o texto precisar dizer isso. Segundo, por serem pessoas, Abraão, Isaque e Jacó possuem a mesma natureza: a humana. 

Continuemos com as tentativas das TJs nos sites que fazem apologia à crença delas.
Segunda Tentativa do TJ - "Com relação à palavra “nome” (grego ónoma), deve-se salientar que nesse texto ela não tem o sentido de nome próprio, pessoal. De fato, se esse fosse o caso, o texto seria contraditório e um golpe contra a Trindade. Pois, na questão de nome pessoal, o Pai tem essa identificação: seu nome é Jeová. (Sal. 83:18) O Filho também tem tal identificação: seu nome é Jesus Cristo. (Mat. 1:1) No entanto, o espírito santo não tem nome pessoal na Bíblia. “Espírito santo” não é nome pessoal; é um termo descritivo. Deus, o Pai, é Espírito, e é santo. (João 4:24; 17:11)  Portanto, ele é um espírito santo pessoal. Jesus, o Filho, também é espírito, e é santo. (1 Ped. 3:18; João 6:69) Os anjos de Deus são todos espíritos, e são santos. (Heb. 1:7; Mar. 8:38) Assim, todos esses são espíritos santos pessoais. Para que o “espírito santo” seja uma pessoa, ele teria de ter um nome pessoal para distingui-lo dos demais espíritos santos pessoais que existem. Mas, falta-lhe tal identificação como pessoa."
Refutação Cristã - Nós, cristãos, cremos que a frase "em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" indica que as Três Pessoas possuem o mesmo nome, ou seja, a mesma autoridade. (Mateus 28:19) De fato, no versículo anterior, Jesus, que viera à terra como homem mas agora ressuscitado, fala de a ele ter sido dada toda a autoridade no céu e na terra.¹ (Mateus 28:18) Então "nome" realmente aqui implica autoridade. Agora, imagine a frase "na autoridade de Abraão, e de Isaque, e de Jacó". Qualquer bom exegeta entenderia que os três possuem a mesma autoridade, a menos que um deles resolvesse, por um período de tempo, humilhar-se por um motivo específico, fazer-se de servo naquela casa, e depois assumir a autoridade que já tinha antes, sendo-lhe dada tal autoridade.

Da mesma forma, seguindo a lógica do TJ ao comparar humanos com Deus para explicar suas crenças, Pai, Filho e Espírito Santo teriam a mesma autoridade. Agora, se o Espírito Santo fosse uma força ativa do Pai, então não precisaria ter dito "e do Espírito Santo". 

Vemos um  outro argumento interessante de apologistas TJs: Na frase "ele vos batizará com Espírito Santo e fogo" (Mateus 3:11), assim como fogo não é um ser pessoal, assim também "espírito santo" não é um ser pessoal. Mas parece que em Mateus 28:19, onde Pai, Filho e Espírito Santo são mencionados juntos, para esses tjs a mesma regra não se aplica, pois assim como Pai e Filho são pessoas, assim também o Espírito Santo deveria ser.

Sobre o Espírito Santo não ter nome, ora, o nome do terceiro ser pessoal da Trindade é Espírito Santo. É assim que nos foi revelado na Palavra de Deus. A própria Bíblia nos fala que houve um tempo em que se começou a pronunciar o nome Jeová. Isso quer dizer que antes Deus não se identificou com nome. Isso significaria, então, que por ele não ter revelado um nome, que aqueles que morreram sem saber o nome de Deus achavam que ele era uma força? E o que dizer de tantos anjos que a Bíblia não menciona nome? São eles uma força? Quanto ao Espírito Santo, é assim que fomos ensinados a chamar este maravilhoso Ser Pessoal Divino. 

Evidentemente que se o Pai é um Espírito santo, isso o torna um ser pessoal. Se Jesus é um Espírito santo, isso torna Jesus um ser pessoal. Então, o Espírito Santo não seria pessoal por quê?

Por incrível que pareça, as TJs concordam que "nome" aqui significa "autoridade", mas negam a pessoalidade do Espírito Santo. Entre outros de seus argumentos, afirmam que assim como as expressões "em nome da lei" e "em nome do bom senso" não indica que "lei" e "bom senso" sejam pessoas, assim também "em nome do Espírito Santo" não indica que o Espírito seja uma pessoa. Mas quem estabelece a lei e o bom senso são pessoas.

Conclusão

O texto de Mateus 28:19 não disse: "Em nome do Pai, com seu Espírito Santo, e do Filho." Usar este argumento pode fazer as TJs raciocinarem melhor. Todavia, esperemos que o Espírito Santo convença muitas TJs! Ademais, precisamos orar fervorosamente pela conversão daqueles que negam a pessoalidade do Espírito Santo. É maravilhoso ver TJs convertidas ao verdadeiro Deus da Bíblia, e então batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. - Fernando Galli.
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Refutação da matéria no site oapologistadaverdade@blogspot.com - http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/07/mateus-2819-apoia-trindade.html

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