TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - SERÁ QUE NUNCA VENDERAM NENHUMA PUBLICAÇÃO E NEM PEDEM DINHEIRO?

Todas as vezes que CRISTÃOS oferecem produtos relacionados com o conhecimento da Bíblia, algumas TJs nos acusam direta e indiretamente de sermos vendilhões da Palavra de Deus, tanto em seus sites, como nos comentários em meu canal do Youtube. Mas vejamos abaixo se as TJs jamais puseram produtos à venda:

Em primeiro lugar, FIZ QUESTÃO DE ESCANCARAR o que o Sr. Rubens Dantas de Oliveira, proprietário do Site Tradução do Novo Mundo Defendida, havia publicado certa vez em seu blog. Veja a foto no topo! Ele queria dinheiro para melhorar a aparência de um site gratuito: O blogspot, de onde tirei isso. E o Wordpress, em seu site atual, também é gratuito, ou você paga 29 dólares POR ANO! Quando denunciei que o mesmo cara que berrava "de graça recebeste, de graça dai" pedia dinheiro para aprimorar a aparência do site e ter mais tempo para se dedicar a seus escritos, ELE CORRENDINHO REMOVEU DO SITE DELE ESSE PEDIDO MUITO INTERESSANTE.

Durante os 17 anos em que fui TJ, fui um vendilhão e explorador das necessidades espirituais dos outros! E vou provar o motivo dessa descoberta. Eu vendia literatura TJ, também fruto de pesquisas na Palavra de Deus. Veja:

Nosso MInistério do Reino, Janeiro de 1970, página 4.
Já sei! Vão dizer que é preço de custo. As TJs que vendiam as Revistas de casa em casa compravam e vendiam pelo preço de custo, mas para a Sociedade Torre de Vigia isso JAMAIS FOI preço de custo. Por quê? Quando eu era TJ, tinha muita amizade com o pessoal da Gráfica, em Cesário Lange, SP. Um deles me disse certa vez que devido à mão de obra em BETEL (Central TJ no Brasil) ser praticamente gratuita, pois os que ali trabalham ganhavam 100 dólares por mês, o lucro de cada livro chegava a ser entre 800 a 1000 por cento. E isso é verdade. E posso provar. 

Por exemplo, os pioneiros TJs, aqueles que na minha época faziam votos de trabalhar 60, 90 e 140 horas mensais de casa em casa, tinham 50 por cento de desconto ao adquirirem a literatura, e dependendo a época e a publicação, até 75 por cento de desconto, mas as vendiam pelo preço normal. Eu fui pioneiro entre 1987 e 1999 várias vezes. Como tenho relatórios de quanto trabalhei e vendi publicações, sei que vendi de casa em casa 3 mil revistas a 50 Centavos de Real (ou em moedas antigas a valores correspondentes), mas eu adquiria as publicações pela metade do preço. Só com revistas, lucrei 50 por cento do valor. Os livros que vendia em meu site me davam 40 por cento de lucro bruto, pois tinha as despesas de envio. Em termos de porcentagem, ganhava mais quando eu era TJ. Veja uma prova interessante do que eu estou afirmando aqui:

Nosso Ministério do Reino,  Fevereiro de 1974, página 4.
Percebeu que o Anuário era adquirido pelos pioneiros bem mais em conta? E quando o pioneiro vendia para outra pessoa, ele lucrava 2,50 Cr$, ou seja, 250 por cento! Será que as TJs naquela época eram vendilhãs da Palavra de Deus?

Mas os TJs dirão: "Isso era um modo de ajudar os pioneiros a se manterem, pagarem suas passagens, pois se dedicavam mais tempo para pregar as boas novas, blá blá blá.!" Sem dúvida! Isso é justo! Parabéns para a Sociedade Torre de Vigia! Mas esta não é a razão do meu questionamento. A razão é que se a Torre de Vigia disponibilizava essas publicações com tamanho desconto para os pioneiros, mesmo vendendo com tal desconto não havia prejuízo para ela. E isso prova que realmente os lucros eram de 800 a 1000 por cento, desde a saída da literatura até a sua venda final. É exatamente este o lucro de nossas literaturas, desde a saída de nossas gráficas até o consumidor final, com uma diferença: Quando compramos uma literatura evangélica, estamos provendo emprego e sustento para o dono da gráfica, para os que ali trabalham em todos os setores, para os representantes das editoras e até para aqueles que se mantém como missionários, como é o meu caso. 

Mas os TJs dirão: "Isso é um arranjo antigo, da década de 70! Há 40 anos deixamos de agir assim!" Será? Vejamos:

Nosso Ministério do Reino, Abril de 1986, página 3.
Olha isso! Em Abril de 1986, eu e mais um bom número de pioneiros, incluindo os superintendentes de circuito e de distrito (líderes responsáveis por um ou mais aglomerados de vinte congregações TJs), todos nós éramos vendilhões, exploradores das necessidades espirituais dos outros. Sim, pois Jesus disse: "De graça recebestes, de graça dai!" Se a Torre de Vigia certamente lucrava algo com uma "Bíblia" vendida a Cz$ 52,00, imagina quanto mais lucrava quando a maioria dos pregadores TJs, número bem maior que os pioneiros, vendiam a Cz$ 91,00! Lucro desonesto? Não! A Torre de Vigia estava certíssima!

Evidentemente que Jesus disse "de graça recebestes de graça dai" mas isso não se referia a vendas com lucro ou sem lucro de material religioso. Nem havia isso na época! Jesus falava de salvação. Cristão sérios como eu não vendemos a salvação. Nem em nossas literaturas se faz isso. 

E na década de 90, mais precisamente em 1998, havia esse arranjo de preços especiais para pioneiros, que lucravam até 100 por cento, nessa época, em cada literatura que recebiam, sendo que um exemplar deles era gratuito? Veja:

Ministério do Reino, Agosto de 1998, página 12.
Sim, isso mesmo! Até que eu saiba, esse arranjo durou até dezembro de 1999. Inclusive, no Balcão de Literatura TJ havia uma lista de preços de dezenas de literaturas, uma para pioneiros, outra para publicadores. Atualmente, as TJs distribuem "gratuitamente". O de "graça recebestes de graça dai antes do ano 2000 tinha uma exceção: A literatura era entregue em troca de contribuição. Hoje é dada de graça, com um envelope pedindo-se uma oferta. Se é para levar a sério o "de graça recebestes, de graça dai", onde Jesus ensinou a pregar as boas novas com um envelope solicitando oferta?

Conclusão

De modo algum procurei acusar a Sociedade Torre de Vigia por lucro desonesto. Tenho certeza de que ela não o faz, nem nunca fez, mas tenho provas de que o lucro dela sempre foi, é e acho que será, no final das contas, o mesmo que o nosso, em termos de porcentagem. 

Também, provei que, se eu for levar a sério o que algumas TJs escrevem, elas acabaram de dar um tiro no próprio pé, pois suas declarações acusam seus próprios irmãos de fé.

E sem contar o fato de que os mesmos pedidos de doações que os pastores impostores fazem, a seita TJ tem feito oficialmente em suas publicações, e agora até maquineta de cartão de crédito estão pondo à disposição nos salões de Assembleia, atitude que muitos TJs condenavam na época em que eu era TJ. É o falso deus se adequando e mudando como sempre! - Fernando Galli.