CATOLICISMO ROMANO - UMA SUPOSTA COMUNHÃO ENTRE A IGREJA DO CÉU E A DA TERRA

A Igreja Católica Apostólica Romana, bem diferente daquela Igreja Católica (Universal) dos primeiros dois séculos de Cristianismo, enquanto que alicerçou sua liturgia no livro de Apocalipse, construiu por cima desse alicerce camadas e camadas de heresias. Todas elas extraídas do paganismo. Uma delas foi a veneração dos defuntos. 

Tal veneração significa que, segundo a "santa-igreja-mãe", os vivos aqui na terra podem orar pelos mortos que estão vivos lá no céu ou no Purgatório, e os de lá podem interceder pelos daqui. Sobre isto, O Catecismo da Igreja Católica, comenta:
Heresia Católica 1 - "A união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira alguma se interrompe. [...] Pelo fato de os habitantes do céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio." - Catecismo da Igreja Católica: Edição Revisada de Acordo com o Texto Original em Latim. Página 270. Edições Loyola : São Paulo. 1999, reimpressão de 2004. 
Resposta Cristã - Afirmar que há união entre os vivos no paraíso, não no céu propriamente, e os aqui na terra não é uma heresia, desde que se considere essa união no propósito de adorar e servir a Deus, de cada salvo. Mas não há uma união inter-relacional entre vivos aqui na terra e os que se foram para o paraíso. Lemos em Eclesiastes 9:3-11 que os mortos não sabem de nada do que ocorre debaixo do sol, ou seja, para onde foram não há nenhuma relação com o nosso mundo físico. 

Jesus também deixou isso claro na parábola do Rico e do Lázaro. (Lucas 16:19-31) Após ambos morrerem, há uma comunicação entre eles no mundo espiritual (hades e seio de Abraão), mas não entre aquele mundo e o nosso. Observe que nos versículos 27-31, o rico, em seu desespero, pede a Abraão que envie Lázaro para avisar os da casa do rico para não irem ao inferno (Hades). Mas Abraão responde: "Se não ouvem Moisés nem os profetas, tampouco acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos." (v. 31) Em outras palavras, na parábola contada pelo próprio Jesus, o único modo de aqueles no mundo espiritual se comunicar com os da terra seria a ressurreição dos mortos, ou seja, o espírito deles retornar ao seu corpo físico. Mas nem isso foi-lhe permitido. 

Então, se a Bíblia ensina assim, por que iremos nos curvar diante de uma Tradição errônea e antibíblica?   Além desse erro grosseiro da Igreja Romana, ensinam no comentário acima que os santos intercedem por nós (os católicos). Mas como se eles não são Deus? Só Deus é onisciente para conhecer as petições dirigidas a Ele em nome de Jesus. Mesmo que os líderes da Igreja afirmem: "Só Deus é onisciente, mas por graça permite que os santos ouçam nossas orações", nada mais é do que uma resposta "bonitinha" às nossas argumentações, a qual carece de apoio bíblico. Se a Igreja Romana e cristãos desinformados dos primeiros séculos ensinaram isso pela Tradição, então tal tradição se chocou com as Escrituras e deixou de ser juntamente com elas o mesmo repositório de verdades. Só Deus é ouvinte de oração, segundo a Bíblia. 

Por último, nesta primeira parte, afirmou-se que "pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio." É bem verdade que a Bíblia fala sobre o auxílio de cada parte do corpo (ou membro do corpo de Cristo, a Igreja) dada um ao outro. (Efésios 4:11-16) Mas Efésios 4:11-16 fala da Igreja aqui na terra, não no céu. E além do mais mostra a provisão de Deus para edificar os santos aqui na terra, na igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Nem sequer um defunto católico mencionado aqui! Não que seja orgulho de nossa parte afirmarmos "NÃO PRECISAMOS DOS SANTOS HOJE LÁ NO PARAÍSO". Apenas dizemos isso porque a Bíblia não lhes dá o múnus de tal obra para conosco. É diretamente de Deus, através de Cristo e do Espírito Santo, quando muito dos anjos (e isso é bíblico) que podemos ser auxiliados, ajudados e fortalecidos, não pelos mártires da Igreja.

Veja até que ponto a Igreja Católica Romana vai com suas crendices pagãs vestidas de cristianismo:
Heresia Católica 2 - "A comunhão com os santos. "Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus". Nós adoramos Cristo qual Filho de Deus. Quanto aos mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção por seu Rei e Mestre. Possamos também nós ser companheiros e condiscípulos seus."" - Catecismo da Igreja Católica: Edição Revisada de Acordo com o Texto Original em Latim. Página 270. Edições Loyola : São Paulo. 1999, reimpressão de 2004. 
Resposta Cristã - Como venerar aqueles que nada sabem sobre nós? Por exemplo, conforme provado na resposta cristã acima à primeira heresia, temos a plena certeza de que Maria, mãe do homem-Deus Jesus enquanto viva aqui na terra, hoje nem sabe que existe Brasil, muito menos que há a Igreja de Aparecida do Norte. Nada na Bíblia indica isso! Nada! E o pior é que indica o contrário, conforme vimos anteriormente.

Além do mais, onde a Bíblia ensina que o consórcio com os santos católicos, supostamente lá no céu, nos aproxima de Cristo? Quando a Bíblia refere-se aos "santos", faz alusão a pessoas vivas aqui na terra. (Atos 3:21; 9:13, 22; 2 Coríntios 9:1) No entendimento bíblico-protestante-evangélico, é óbvio que se foram santos aqui, são santos no céu, mas em momento algum nas Escrituras se ensina que "santos" são apenas os que hoje no céu intercedem por nós.

Assim, mesmo que nas Catacumbas de Roma haja pedidos para Pedro e Paulo rezarem por pessoas ainda vivas, isso reflete uma tradição antibíblica que já se desenvolvia nos séculos II, III e IV. De fato, a miscelânea de crenças naquelas catacumbas era aberrante, a ponto de encontrarmos pedidos de adoradores pagãos a seus semi-deuses também.

Terminando a sessão que o Catecismo intitula de A Comunhão entre a Igreja do céu e a da terra, lemos:
Heresia Católica 3 - "958 A comunhão com os falecidos. "Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) e, `já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados' (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles." Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nos." - Catecismo da Igreja Católica: Edição Revisada de Acordo com o Texto Original em Latim. Página 271. Edições Loyola : São Paulo. 1999, reimpressão de 2004. 
Resposta Cristã - Nem Jesus, nem os escritores da Palavra de Deus, reconheceram essa comunhão pretendida pela Igreja Romana. E quando usam o texto Apócrifo de 2 Macabeus 12:46 para provarem sua crença, então nos resta imaginar como poderíamos crer num livro que jamais poderia ser inspirado por Deus, afinal, termina com o pedido de desculpas do autor por não estar certo se escreveu satisfatoriamente ou não. Nada mais boçal do que usar um livro escrito por um ou mais judeus terrivelmente influenciados pela cultura e religião grega!

E biblicamente, temos o texto de Romanos 8:27 onde lemos que o Espírito (Santo) intercede pelos santos segundo a vontade de Deus. Se "santos" aqui incluísse os "santos" no céu (ou paraíso), quem deveria interceder por eles seria o próprio Espírito Santo, não nós, como se pudéssemos ajudar na evolução espiritual deles e retirá-los de um imaginário purgatório. O texto, todavia, mostra que o Espírito Santo intercede pelos santos aqui na terra.

Conclusão

De modo algum desrespeitamos a memória dos homens e mulheres de Deus que deram sua vida pelo evangelho de Cristo. Sabemos do exemplo de muitos deles, mesmo como católicos, que até mesmo em nossos livros protestantes-evangélicos são chamados de Heróis da Fé, Gigantes da Fé, como Santo Agostinho, Tomas de Aquino. Mesmo com suas crenças errôneas, muito contribuíram para a fé cristã. Mas nada na Bíblia nos ensina a orar por eles, muito menos pedir a intercessão deles. Jesus é suficiente como mediador, intercessor, e plenamente eficiente. Por quê? Pelo simples fato de ser perfeitamente Deus e perfeitamente homem: o único capaz de mediar e interceder conhecendo a humanidade e a divindade a ponto de religar o homem a Deus.

Enquanto Jesus não volta, o simples meditar na vida eterna nos anima a ansiar cada vez mais pelo dia em que conheceremos todos os santos que marcaram indelevelmente a história do Cristianismo. Vem Senhor Jesus! - Fernando Galli.

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