TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - COMO TRATAM OS QUE DEIXAM DE SER TJs?

TJs tratam assim ex-TJs
Quando fui desassociado das TJs, fui desconvidado de um casamento entre um TJ e um não-TJ. A não-TJ me avisou: "Não vá, porque vai ter TJ lá que não vai querer participar do jantar caso percebam sua presença!". Para mostrar que isso não é invenção minha, veja o que diz uma publicação das TJs:

"No entanto, que dizer se houver uma festa ou recepção de casamento? Esta pode ser um acontecimento social feliz, assim como foi em Caná, onde Jesus estava presente. (João 2:1, 2) Mas, permitir-se-á a vinda do parente desassociado ou será até mesmo convidado? Se ele comparecesse, muitos cristãos, parentes ou não, poderiam chegar à conclusão de que não deveriam estar ali, comendo e associando-se com ele, em vista da orientação de Paulo em 1 Coríntios 5:11." - A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, página 26, parágrafo 23.
O texto de 1 Coríntios 5:11 refere-se a não comer, ou ter associação íntima, com os que se dizem irmãos mas vivem no pecado do adultério, fornicação, extorsão, idolatria - ou seja, não ter associação íntima com eles, pois comer com alguém significava isso. Mas numa festa, eu estaria sentado em mesa diferente, e mesmo que tal pessoa viesse falar comigo, eu a incentivaria a se arrepender do seu proceder e se reconciliar com Deus e a Igreja.

Mas e se for um cônjuge expulso da seita - como as TJs o tratam? Veja:
"O desligamento de alguém da congregação cristã não envolve a morte imediata, de modo que os vínculos familiares continuam a existir. Assim, um homem que é desassociado ou que se dissociou ainda pode morar com a sua esposa cristã e seus filhos fiéis. O respeito pelos julgamentos de Deus e pela ação da congregação induzirá a esposa e os filhos a reconhecerem que ele, pelo seu proceder, alterou o vínculo espiritual que existia entre eles. Todavia, visto que a desassociação dele não rompe seus vínculos consangüíneos ou seu relacionamento marital, os tratos e as afeições familiares normais podem continuar." - A Sentinela de 15 de abril de 1988, página 28, parágrafo 13. [O grifo é meu.]
O Corpo Governante TJ diz que se a esposa for desassociada, ou um filho, o pai pode continuar demonstrando afeição por eles. É essa A Sentinela que algumas TJs afirmam que elas apenas não podem conversar assuntos espirituais com os desassociados. Isso não é verdade! Este é no caso de cônjuge e filhos que moram no mesmo lar. Então, vamos desconstruir a mentira.

Como tratar parentes que não moram no mesmo lar? Vamos ver se são apenas assuntos espirituais que são proibidos.
"A situação é diferente quando o desassociado ou dissociado é um parente que vive fora do círculo familiar imediato ou no mesmo lar. Poderá ser possível ter quase nenhum contato com tal parente. Mesmo que houvesse alguns assuntos familiares que exigissem contato, este certamente ficaria reduzido ao mínimo, em harmonia com o princípio divino: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso [ou culpado de outro grave pecado], . . . nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Coríntios 5:11." - A Sentinela de 15 de abril de 1988, página 28, parágrafo 14. [O grifo é meu.]
Observe o extremismo da interpretação! Realmente, de acordo com a Bíblia, deve haver exclusão de pecadores que não querem se arrepender e mudar seu mau exemplo de vida. Mas aqui não se proíbe conversar com a pessoa, apenas a ter convivência a ponto de fazerem refeições juntos, como se tudo estivesse bem.

Além disso, usar 2 João 7-11 para provar que não é nem para cumprimentar tal pessoa, é uma verdadeiro exemplo de incompetência na interpretação textual. João falava de não receber o anticristo nos lares, pois foram além da doutrina cristã. Esse anticristo da época faziam parte de um desenvolvimento do gnosticismo, que negava Jesus vindo na carne por crerem que ela é sempre má, enquanto o espírito é sempre bom. Da mesma forma, eu não "saudaria" (tradução correta) com os cumprimentos da época (como graça e paz, atualmente) aqueles que rejeitaram o verdadeiro Jesus, muito menos os receberia em minha casa para me ensinar tais doutrinas.

O texto não diz para não ajudar tais pessoas, para não conversar com elas, e que não se deva encorajá-las por exemplo a se arrependerem.

As TJs podem receber em suas casas parentes não mais pertencentes à organização delas, seja qual tenha sido o motivo de terem saído? Veja a resposta:
"Contudo, pode haver alguns assuntos familiares absolutamente necessários que exigem comunicação, tal como a legalização dum testamento ou duma propriedade. Mas deve-se fazer o parente desassociado compreender que a sua situação mudou, que não mais é bem-vindo no lar, nem é companheiro preferido." - A Sentinela 15 de Janeiro de 1971, página 31 (ou página 63, volume encadernado). [O grifo é meu.]
Mas e se for uma mãe desassociada, que NÃO MORA DEBAIXO DO MESMO TETO? Os filhos TJs fiéis ao Corpo Governante podem conversar com ela? Veja você a resposta:
""Depois de ouvir um discurso numa assembleia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembleia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato. Pouco depois, a mãe começou a assistir às reuniões e, com o tempo, foi readmitida. Também, o marido dela, um descrente, passou a estudar e com o tempo foi batizado." - Nosso Ministério do Reino de Agosto de 2002, página 4, parágrafo 13." [O grifo é meu.]
Imagine isso! É verdade que a continuação da história mostra que a mãe retornou para ser TJ, mas sabemos que nem sempre isso acontece. Pense, então, quando a mãe se tornou de outra religião. Daí ela sente saudade dos filhos, telefona para eles, e os filhos dizem: "Mãe, por amor a Jeová, não pdoemos conversar com você. Lembra o que nós havíamos falado? Só assuntos necessários! Saudade não é assunto necessário." Procede isto de Deus? 

E se os pais idosos, ou doentes, desassociados, precisarem de cuidados de filhos TJs? Embora se permita cuidar deles, observe uma frase no meio da permissão:
"Por exemplo, o pai ou a mãe desassociados podem estar doentes ou talvez não possam mais cuidar de si mesmos em sentido financeiro ou físico. Os filhos cristãos têm a obrigação bíblica e moral de ajudar. (1 Tim. 5:8) Talvez seja necessário trazer o pai, ou a mãe, para o lar, em caráter temporário ou permanente. Ou talvez seja aconselhável providenciar cuidar deles onde há pessoal médico, mas onde ele ou ela teriam de ser visitados. O que se fizer dependerá de fatores tais como as verdadeiras necessidades do pai ou da mãe, sua atitude e a consideração que o chefe da família tem para com o bem-estar espiritual da família." - A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, páginas 24, 25. [O grifo é meu.]
Em outras palavras, traga os pais para sua casa, mas tente primeiro ver se é possível deixá-los onde há pessoal médico (para evitar o contato). E o que se fizer, vai depender das verdadeiras necessidades do pai ou da mãe. Ou seja, se as necessidades não forem tão urgentes e sérias, é preferível não trazê-los para casa. Só traga em último caso. 

E se o filho for desassociado, ou se dissociou porque foi para uma outra igreja, será que ele pode participar de um estudo bíblico em família com os pais? Então, há duas possibilidades: Uma é se o filho é menor e mora no mesmo teto com a família. A outra é se o filho é maior e mora fora da casa dos pais. Veja:
"Se um filho menor for desassociado, os pais ainda cuidarão de suas necessidades físicas, provendo-lhe instrução moral e disciplina. Não dirigirão um estudo bíblico diretamente para o filho, no qual ele participe. Contudo, isso não significa que não se requererá dele estar presente ao estudo da família. E eles poderão trazer à atenção as partes da Bíblia ou das publicações cristãs que contêm conselho de que ele precisa. (Pro. 1:8-19; 6:20-22; 29:17; Efé. 6:4) Poderão fazer com que os acompanhe às reuniões cristãs e se sente com eles, na esperança de que tome a peito o conselho bíblico." - A Sentinela 15 de dezembro de 1981, página 24, parágrafo 13. [O grifo é meu.]
"O mesmo se daria também com respeito ao filho que deixou o lar, mas que agora é desassociado ou dissociado. Pais cristãos às vezes, por algum tempo, acolheram de novo um filho desassociado que ficou física ou emocionalmente doente. Mas, em cada caso, os pais poderão avaliar as circunstâncias individuais. Viveu o filho desassociado sozinho, não podendo mais fazê-lo agora? Ou quer ele voltar principalmente porque seria uma vida mais fácil? Que dizer de sua moral e de sua atitude? Introduziria ele “fermento” no lar? — Gál. 5:9." - A Sentinela 15 de dezembro de 1981, página 24, parágrafo 16. [O grifo é meu.]
Onde a Bíblia ensina isso? Se o meu filho fosse excluído da igreja, com seus 40 anos, e estivesse vivendo em pecado, e eu viesse a saber disso, eu o buscaria até no INFERNO se fosse possível para que ele morasse debaixo dos meus cuidados, com a finalidade de ajudá-lo a tomar a peito o conselho bíblico.

O que dizer de um defunto ex-TJ? Pode uma TJ fazer um discurso fúnebre para ele ou a família do falecido? Veja a resposta:
"Caso morra enquanto desassociado, os arranjos para o seu funeral poderão constituir um problema. Seus parentes cristãos talvez quisessem ter um discurso no Salão do Reino, se esse for o costume local. Mas isso não seria próprio para alguém que foi expulso da congregação. Se ele tiver dado evidência de arrependimento e de querer o perdão de Deus, tal como por deixar de praticar o pecado e assistir as reuniões cristãs, a consciência de algum irmão talvez lhe permita proferir um discurso bíblico na funerária ou no local do enterro." - A Sentinela 15 de dezembro de 1981, página 27, parágrafo 26.
Onde a Bíblia ensina isso? Em lugar nenhum! Se meu filho, cristão batista, se tornasse uma testemunha de Jeová, fosse excluído da Igreja por ausência da Igreja, e viesse a falecer, mesmo assim eu demonstraria amor à vida dele até me despedir dele para sempre.

Como uma Testemunha de Jeová deve proceder se uma pessoa desassociada ou que se dissociou atender ao telefone? Veja a resposta:
"Se a pessoa expulsa atender o telefone, simplesmente peça para falar com o parente cristão." - A Sentinela de 15 de julho de 1995, página 27.
Portanto, se você pretende ser TJ, analise isso com carinho. Seja sensível à resposta de Deus à sua pergunta a ele: "Pai, em nome de Jesus eu posso trazer esse ensino para dentro do meu lar?" - Fernando Galli.

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