COMO PODE UM DEUS AMOROSO QUEIMAR PESSOAS NO FOGO?

Quais são as bases bíblicas para cremos num inferno de fogo? A Bíblia fala que o inferno (no Grego: Geena) foi criado para o Diabo e seus anjos.Fala-se em Mateus 25:41 que o fogo eterno foi preparado para o diabo e seus anjos. Assim, esse fogo eterno não pode ser a morte eterna como aniquilação total. Para que preparar o fogo eterno para quem é destruído para sempre?

Nos dias de Jesus, Ele usou a Geena como símbolo do que seria o inferno. Era um local fora de Jerusalém, onde se jogavam lixos da cidade, e ali se mantinha sempre aceso o fogo. Jesus valeu-se desse local para dar uma ideia de como é o inferno (hades, quando se refere à vida do ímpio após a morte, pois hades se refere à sepultura para o corpo).

Mas como o inferno de fogo eterno poderia existir se Deus é amor?

Em primeiro lugar, Deus é amor, mas é justiça. Por isso ele puniu com fogo e enxofre Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas. (Judas 7)

Em segundo lugar, quando a Bíblia diz que nem passou pela mente de Deus queimar filhos no fogo (Jeremias 7:31), ali refere-se à prática de queimar crianças em sacrifícios ao deus Moloque. Sacrifica crianças era inconcebível para Deus, mas queimar crianças como expressão de julgamento fez parte dos atos de Deus, pois certamente em Sodoma e Gomorra havia crianças e até bebês de colo. Tais crianças também não eram justas, para ser incluídas entre pelo menos 5 ou 10 que praticassea justiça, para Deus perdoar a cidade. Como poderia haver justos praticando a justiça fora do povo de Deus?

Em terceiro lugar, temos que entender a questão do fogo. Como pode algo sofrer a ação do fogo e não ser consumido? Bem, evidentemente, no mundo espiritual, esse fogo não é o mesmo que acende nos fogões dos lares dos adventistas e das testemunhas de Jeová. Por exemplo, lemos que Moisés viu uma sarça que ardia mas não se consumia. (Êxodo 3:2) Que fogo era esse? Não pretendo ensinar que o fogo do inferno seja o mesmo que aquele usado na sarça ardente, mas vejo evidências convincentes de que Deus tem poder para por fogo em algo, sem que esse algo se consuma. E argumentar que seriam necessários neuronios, sistema nerovoso central com terminações nervosas, para que se sentisse o sofrimento é tolice, pois Deus faz sofrer quem Ele quer e do modo como Ele quer. O caso os tres jovens hebreus, de Daniel 3, mostra isso, pois eles tinham o corpo igual ao nosso, mas não foram consumidos. Deus é Todo-Poderoso. E se a Bíblia diz que serão atormentados para sempre, então não temos que impor condições biológicas para Deus, a fim de que haja sofrimento no inferno.

Em quarto lugar, temos a questão do tempo. Diriam os aniquilacionistas: "Como pode ser justo uma pessoa pecar 80 anos e sofrer para sempre"? Lembremos que os nossos critérios não são os de Deus. Os israelitas, ao caminhar à terra prometida de Canaã, murmuraram quarenta dias,e Deus os fez peregrinar no deserto por quarenta anos! (Números 14:34) Sim, por causa de um único pecado os israelitas tiveram que pagar 1 dia por 1 ano, ou seja, 365 vezes mais. De quarenta dias, devido a um só pecado, pagaram 14600 dias! Quantos pecados os não salvos cometeram até morrerem? Se uma pessoa com 80 anos (29.200 dias) pecasse e morresse sem se arrepender, e Deus resolvesse transformar esses 29.200 dias em dias-anos, teríamos 29.200 anos. (Não pretendi afirmar que aqueles no deserto foram para o inferno, apenas ilustrar que os critérios de Deus não são os nossos.) É claro que ainda assim seria finito, mas esta hipósete de interpretação mostra que Deus é justo e sabe o que faz, e se Ele diz que os que para lá irão serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos (Apocalipse 20:10), então devemos aceitar sem questioná-lO.Deus castiga no devido grau, conforme Jeremias 46:28, e de acordo com a Bíblia o devido grau de Deus não é acordo com nossos achismos, mas conforme sua vontade: "Pelos séculos dos séculos".

Então, onde consta nas Escrituras que o salário do pecado é o tormento eterno? Essa pergunta poderia ser-nos feita pelos aniquilacionistas, baseada em Romanos 6:7, 23. Então, precisamos entender o seguinte ponto:

Em quinto lugar, os aniquilacionistas usam Romanos 6:7, 23 para provarem suas crenças de que aquele que morreu foi absolvido do pecado, assim não faria sentido pagarem no inferno por seus atos. Mas citar texto fora do contexto não é honesto. Romanos capítulo 6 fala daqueles que morrem em Cristo, e não de morte literal. Veja isso na "Bíblia" das Testemunhas de Jeová:
"5 Pois, se ficamos unidos com ele na semelhança de sua morte, certamente seremos também [unidos com ele na semelhança] de sua ressurreição; 6 porque sabemos que a nossa velha personalidade foi pregada na estaca com [ele], para que o nosso corpo pecaminoso ficasse inativo, a fim de que não fôssemos mais escravos do pecado. 7 Pois aquele que morreu foi absolvido do [seu] pecado. 8 Ademais, se temos morrido com Cristo, cremos que também havemos de viver com ele." - Romanos 6:5-8.

Assim, quem morre com Cristo pregou na cruz sua velha personalidade, morrendo com Cristo para o mundo. E se morreu com Cristo, evidentemente porque aceitou sua morte como sacrifício pelos seus pecados, foi absolvido do seu pecado. Mais adiante, Romanos 6:23 afirma:
"Pois o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor."

Aqui de modo algum ensina que a morte é o pagamento pelos nossos pecados, mas sim que o salário que o pecado paga à pessoa é a morte, ou seja, desde que o homem pecou, o pecado paga como recompensa a morte. Por isso todos morremos, porque todos pecamos. (Romanos 3:23) Portanto, esse texto jamais deveria ser usado para provar que os ímpios não sofrerão a punição eterna porque sua morte pagou-lhes seus pecados.

Veja como algumas testemunhas-de-jeová tentam explicar o texto, usando expressões de Romanos 6:7, 23, mas não conforme o texto bíblico pretende ensinar: "
"Fomos assim absolvidos do pecado por meio da morte dele, pois ele levou nossos pecados e na sua morte, pagou pelo direito de nos dar a vida eterna.  Isso porém, demonstra que a morte do pecador, cancela suas dívidas, assim como a morte de Cristo como substituto, cancela a nossa dívida a qual ele assumiu." - Anônimo.
Onde se demonstra no texto que a morte do pecador cancela as suas dívidas? O texto diz que o salário que o pecado paga ao pecador é a morte dele. (v.23) Mas quando diz que quem morreu foi absolvido do seu pecado não está se referindo à mesmo morte do versículo 23, pois dos versículos 5-8 refere-se a morrer com Cristo.


Em sexto e último lugar, precisamos entender que Eclesiastes 9:5, 10 fala que os mortos não estão cônscios de nada. Esse texto, em vez de provar que não há vida após a morte (o que impossibilitaria a doutrina do tormento eterno), prova que há sim vida após a morte. Por duas razões: A primeira é que o contexto de Eclesiastes 9:5, 10 (9:1-13) fala a respeito do que acontece debaixo do sol, assim os mortos não estariam cônscios (ou cientes) mais dos assuntos relacionados a esta vida. Assim que morrem, seus pensamentos, suas obras, tudo o que ele fazia aqui na terra, debaixo do sol, não tem mais nada a ver com a nova realidade dele. A segunda razão é o uso da palavra cônscios: Aqui não diz inconsciente, mas não cônscios, ou "não-cientes". Só vivos podem não estar cientes de algo. Por exemplo, você está cônscio de quem inventou a tomada elétrica? Não!, mas pelo menos você está vivo para não saber disso. Assim, quando o espírito dos mortos saem e adentram em sua nova realidade (ou deixam de viver abaixo do sol), eles não estão cônscios de mais nada do que acontecer aqui desde que morreram. Portanto, conforme o contexto determina, não há mais conhecimento, planejamento, sabedoria no Seol, pois os mortos não têm mais nada que ver com assuntos debaixo do sol. Conforme Lucas 16:16-31, os mortos podem até se lembrar do que lhes aconteceu nesta vida, lembrar-se de pessoas, mas não acumularão conhecimento, sabedoria, planejamentos novos no além. Assim, esse texto não se refere à perda de consciência, mas à consciência de que não mais se fará nada com relação a esta esfera "debaixo do sol".

Por essas razões básicas, cremos que a doutrina da penas eternas é uma verdade bíblica, e que de modo algum vai de encontro ao Deus que é amor. - Fernando Galli.

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