FILHO, VEM PASSEAR COMIGO!


Meu pai faleceu aos 20 de janeiro de 1992, em meus braços, vítima de um infarto fulminante. Trata-se de uma triste recordação. Mas Deus me privilegiou com um pai muito querido, que realmente se importou com minha vida em todos os aspectos. Foi ele quem primeiro leu a Bíblia para mim, quem andava comigo orando o Pai-Nosso. Sinto falta do "meu querido, meu velho, meu amigo". A amizade que tínhamos foi um presente de Deus.

Como é bom ter um pai que nos ama. Deus é exatamente assim, e nos ama perfeitamente. Ele é amor. (1 João 4:8) O grande desafio, no entanto, está em nos relacionarmos com o Todo-Poderoso, invisível. Em nossas dificuldades podemos concluir erroneamente que Ele nos abandonou. E nas fases mais felizes de nossa vida, podemos esquecer que tanto dependemos dele. A vida corrida de hoje não deveria nos impedir de pensarmos nEle, orarmos como reconhecimento de quão íntimos precisamos ser dEle, e no mínimo agradecimento: Deu-nos a vida, proveu Jesus, e para nós, salvos em seu Filho Jesus, estamos às portas da vida eterna. Graça!

Todavia, tenho me preocupado em melhorar meu relacionamento com Deus. Já murmurei, resmunguei, fiquei sem orar. Por que agi assim, se Deus me é tão bom? Se nunca me deixou sem saída, desde minha conversão? Incrível, pois apesar de nossa intimidade com o Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), nossa carnalidade luta contra nossa espíritualidade. Por que fiquei um mês sem ler a Bíblia, como fazia antes? Por que pensei em me vingar de quem me magoou, se tantas vezes magoei a Deus e fui perdoado? Por que muitas vezes tomo atitudes sem consultar meu Papai? E parece que quanto mais reconheço que acabo quebrando o fluir dessa intimidade, fico entre a vergonha de dar-lhe o "dedinho" e o Seu convite amoroso me chamando: "Vem cá filhinho levado!" Então, não resisto.

Voltando a falar de meu pai, certa vez havia decidido, aos nove anos, não conversar mais com ele, depois de uma disciplina daquelas bem doloridas. Por várias vezes, ele tentou puxar assunto comigo, mas eu fazia de conta que não escutava. Fiquei assim por uns 9 dias. Mas num domingo, eu o vi chorando. Aquilo cortou meu coração. Por uma bela cintada eu havia esquecido tudo de bom que ele me fez. Ele entrou no carro, e com a janela aberta e seus olhinhos vermelhos, disse-me: Entra aqui! Eu entrei no carro, e ele me disse: "O pai gosta de você. Vamos passear?" Ele sabia que aos domingos eu curtia segurar na direção enquanto ele dirigia nas ruas calmas de minha cidade interiorana. Que vergonha! O amor de meu pai sempre me convenceu das minhas mancadas.

Deus faz assim conosco. Quando nossos olhos fogem para o que é mau, quando nosso coração palpita por um pecado, quando nossa mente se entrega à carne, estamos na verdade dizendo: "Deus, não quero papo!" Então, o Espírito Santo nos faz sentir nosso Papai chorar. E da janela do nosso coração, Ele nos convida: "Vamos passear. Papai te ama!" Isso é graça, amor, sem palavras. Oremos todos por essa intimidade que culminará um dia com vida eterna no Reino dos Céus. - Fernando Galli.

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