A IMPORTÃNCIA DE PERDOAR UNS AOS OUTROS

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A definição de perdão contemporânea é: “Remissão de pena; desculpa; indulto.” (DICIONÁRIO AURÉLIO. Verbete “Perdão”) Todavia, as palavras bíblicas para perdão carregam significados mais profundos. ALEXANDER & ROSNER definem “perdão” e “perdoar” da seguinte forma: “No AT, as principais palavras hebraicas para “perdão”, e seu sentido básico, são as seguintes: slh (perdoar, perdão, enviar), noe’ (carregar, levar embora), kpr (cobrir), mhh (limpar) e ksh (cobrir). [...] O NT usa uma seleção bem menor de palavras. A mais comum é aphiêmi (usada com a conotação teológica de perdão cerca de 40 vezes), que é o principal verbo para “perdoar” encontrado nos Evangelhos [...] Em menor frequência, mas característico de Paulo, é charizomai (conceder graça, perdoar; e.g., Ef 4.32).” (ALEXANDER, T. Desmond & ROSNER, Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Página 1021. Editora Vida Acadêmica. São Paulo. 2009.) Ao comentar a palavra grega para perdoar, aphiêmi, VINE explica o seguinte: “Significa primariamente a remissão do castigo devido à conduta pecaminosa, à libertação do pecador da pena divinamente – e, portanto, justamente – imposta; em segundo lugar, envolve a remoção completa da causa da ofensa; tal remissão é baseada no sacrifico vicário e expiatório de Cristo. [...] Substantivo. Aphesis denota soltura, libertação.” (VINE, W. E. & UNGER, Merril F. & WRITE JR, WILLIAM. Dicionário VINE. Páginas 867, 868. Editora CPAD. 3ª. Edição. 2003.) Com essas explanações em foco, “perdão” e “perdoar” têm como base os tratos de Deus com o homem, e que no âmbito humano envolve libertar o pecador de seu pecado, conceder graça a pessoa em transgressão, a fim de restabelecer a paz e o relacionamento entre o ofensor e o ofendido. Jesus ensinou seus discípulos a pedir a Deus pelo perdão em sua oração-modelo do Pai-Nosso, nas seguintes palavras “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. (Mateus 6:12) A Pedro, Jesus instou a que perdoasse seu irmão “setenta vezes sete” (ou “setenta e sete vezes”) (Mateus 18:22), denotando que “o verdadeiro perdão vai além das contagens ou limitações”. (UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. Página 384. Editora Vida Nova. São Paulo. 2008) No contexto, tais palavras não implicavam ainda, pelo menos para a audiência de Jesus, no perdão à base de seu sacrifício expiatório, pois este ainda não havia ocorrido. Mas na teologia pós-ascensão, é impossível desagregar perdão do poder purificador do sangue de Cristo. Assim, Paulo podia dizer: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” (Colossenses 3:13) “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4:32) (Clique na foto acima para ler o restante). - Fernando Galli, 12 de junho de 2010.

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