CATOLICISMO ROMANO - ONDE A BÍBLIA ENSINA UM JOSÉ ASSIM?


Olhe bem para essa charge, publicada na Austrália, a qual reacendeu o debate da sempiterna virgindade de Maria. Em primeiro lugar, não pretendo endossar a ironia que esta charge carrega. Também, se a versão Católica Romana fosse verdadeira, Maria jamais teria dormido com José na cama. Seria uma tentação para ele. Então, eu teria feito essa charge com José sozinho, talvez do lado de fora da casa, pensando em Maria. 

Em lugar nenhum a Bíblia ensina a virgindade de Maria após o nascimento de Jesus. Pelo contrário, ensina que José não a conheceu até que ela tivesse dado à luz o menino Jesus. (Mateus 1:25) Para mim isso basta. Nem preciso mergulhar na exegese simples dos textos de Mateus 12:46-50 e 13:55, 56, onde provam que Jesus tinha irmãos - não primos. Onde a Igreja Católica Romana procura apoio para este ensino errôneo? Na sua antibíblica Tradição. 

Claro que houve um período de tradição, antes da formação do Cânon da Bíblia, mas nenhuma de suas partes indo de encontro com a Bíblia, mas sim AO encontro. Pergunto aos católicos: Seria realmente amoroso Deus proibir Maria de ter relações sexuais com seu esposo e deixá-lo a ver barquinhos, ou contando ovelhinhas, até que morresse, sendo que Deus deseja que o homem renda à mulher o que lhe é devido, que a ame, faça-lhe carinho? 

Essa charge NÃO se torna GROTESCA se a interpretarmos à luz das Escrituras! Ela pode muito bem retratar um protesto contra um falso ensino - a grande inverdade que a abstinência sexual de Maria após seu casamento a aproximou mais de Deus, atitude esta que vai contrário à natureza humana enquanto vontade de Deus. 

Como bom judeu, José certamente cumpriu o texto de Provérbios 5:18, 19 em seus atos sexuais com Maria: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias." Como José não poderia dizer a sua amada esposa: "Os teus dois seios são como duas crias, gêmeas de uma gazela, que se apascentam entre os lírios"? (Cantares 4:5) E como não se expressaria de modo poético e bíblico, ao dizer a ela: "Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias! Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos. Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs." - Cantares 7:6-8. 


Com certeza, José, por saber a importância de sua amada na história da salvação, fazia questão de amá-la com o mais nobre dos amores. - Fernando Galli.

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