EU ACREDITO QUE ADÃO E EVA EXISTIRAM


Gostaria muito de que fazer uma pesquisa em nossos Seminários e Faculdades Teológicas, perguntando aos alunos e professores se eles creem que Adão e Eva realmente existiram, e se a vida humana na terra surgiu na terra com a criação deles. Tenho uma curiosidade enorme de saber o que responderiam os Deões e Reitores dessas instituições, bem como seus professores. Será que enrolariam ao responder?

Um professor, certa vez disse a seus alunos:: "Quem levar a sério os onze primeiros livros de Gênesis deveria ser internado." Se eu levasse a sério o que este professor disse, Jesus seria o primeiro a ser internado, pois ele cria no relato de Gênesis. - Mateus 19:4, 5.

Diante dessa pergunta sobre Adão e Eva, com certeza os teólogos-humanistas talvez respondessem assim:
"Bem, eu aceito que Deus é criador, mas se foi daquele jeito, aí fica difícil"; 
"Que Deus participou da criação do homem, isso é inegável."
O princípio está acima do método. Se Deus é o Criador, não importa como Ele tenha criado, se por evolução, se por criação. 
Eu concordo que o princípio está acima do método. Todavia, aprendemos pela Bíblia que tudo aconteceu como Gênesis narra. Ali já está o método. Falar a verdade com o método de usar "estórias" parece ser característico de textos simbólicos ou de parábolas. Não é o caso de Gênesis 1 e 2.

Muitos teólogos e pastores, quando inquiridos sobre Gênesis capítulos 1 e 2, morreriam de vergonha de dizer: "Sim, creio na literalidade dessa passagem." O que mais tem sido aceito é a junção ciência e fé, e por isso afirmam: "Deus criou o homem através da evolução, não da criação." Então, o relato de Gênesis confirmado por Jesus (Mateus 19:4, 5), a existência de Adão corroborada por Paulo (1 Coríntios 15:45), e tradição da fé cristã, na opinião desses líderes é um mito para ensinar uma verdade: Deus criou, não importa como.

Para serem mais bem aceitos entre a comunidade acadêmica, eles precisam conciliar Bíblia e ciência, e usam a ciência, em vez da fé, como fator determinante de quando e como se deve entender o relato bíblico da criação. Compactuam com católicos, espíritas e adeptos de várias seitas sobre o caráter do livro de Gênesis: Uma fábula, um relato incompatível com os padrões atuais. É como um certo comentário da Bíblia Católica Santuário sobre Gênesis 1:2 e Gênesis 2:4:
"Os antigos perguntavam-se como nasceu este mundo. Não tinham possibilidades de dar uma resposta científica como nós hoje. Então surgiam lendas, contos de lutas misteriosas entre deuses. Falava-se de águas eternas, de trevas, de dragões e assim por diante. Neste ambiente, a resposta da Bíblia apresenta o mundo como obra de Javé, o Deus Vivo, ainda que contemple esse mundo com os óculos acientíficos daquele tempo. No meio do caos primordial estava o Espírito dinâmico de Deus." [1] 
"Inicia-se agora uma nova narração da criação, nuns moldes mais populares do que a precedente. São narrações ingênuas mas com um alto padrão teológico e psicológico, tendentes a dar uma resposta a estas perguntas: como apareceu o homem? Por que há tanta atração entre ele e a mulher? Por que sofrem os homens?, etc." [2] 
Como saber se os textos bíblicos que proíbem o adultério, a fornicação e a mentira são inspirados por Deus ou se são versículos incompatíveis com os padrões atuais? Afinal de contas, há pastores que aceitam amasiados, homossexuais e sonegadores de impostos em suas igrejas com a desculpa de que a Igreja já não pode mais se intrometer nesses assuntos pessoais. Por que é a ciência que deve ser os óculos de assuntos relacionados com a nossa fé?

De modo algum estou julgando os que creem como a ciência. Cada um será responsável perante Deus por seus atos e crenças. Na minha opinião, são meus irmãos em Cristo que precisam rever conceitos. Resta-me orar por eles. Não sou melhor que eles, pois também tenho pecados. Quanto a mim, digo sem a menor vergonha: Creio na literalidade de Gênesis 1 e 2, incluindo a criação do homem Adão e da mulher Eva. - Fernando Galli.
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[1] Bíblia Sagrada. Página 3. Aparecida : Editora Santuário, 1982.
[2] Ibdem. Página 5.