NAMORO E CASAMENTO COM NÃO-CRISTÃOS?


Tem-se constatado cristãos contraindo namoro com não cristãos em escala ascendente. É o chamado namoro missionário ou "evangelismo boca a boca". Alguns se arriscam em namorar não-cristãos com a desculpa de não haver “irmãos” à altura de seus requisitos. É uma pena que tais requisitos sejam preenchidos por pessoas que não leem a Bíblia, que não vão aos cultos, que não oram, que não têm vida com Deus, muito menos o caráter de Cristo. Há quem diga que são 70% crente.

Nossos irmãos solteiros agiriam sabiamente por pedir um(a) namorado(a) cristão(ã) a Deus e esperar a resposta dEle. Leia os textos a seguir e pergunte-se: Creio nisso?
(a) Provérbios 3:5: “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”;
(b) Provérbios 16:20: “O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no SENHOR, esse é feliz”;
(c)Provérbios 28:26: “O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo”;
(d) Jeremias 17:5: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!”;
(e) Jeremias 17:7: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR”; Salmos 27:14: “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR".
Eis agora algumas questões a serem respondidas antes de iniciar um namoro com não-cristãos:
(a) A pessoa que desejo namorar respeitará a minha consciência cristã no que se refere à castidade?
(b) Deseja ela um namoro sério, visando um possível casamento?
(c) O que ela pensa sobre fidelidade?
(d) Valerá a pena namorar quem não quer servir a meu Deus?
(e) Está ela indo à igreja só por minha causa?
(f) O que os outros dizem sobre essa pessoa?
(g) Tem ela vícios?
(h) Como ela trata os pais e a família? 
Com certeza, todos os não-cristãos seria reprovada com essas simples perguntas. Muitos cristãos solteiros estão se desviando da verdade por se envolverem com não-cristãos. Colocaram em seus corações que “ficar” e depois namorá-los não é perigoso, mas sim prazeroso. Por darem o primeiro sinal verde ao iníquo, caem em tentação e em laço. Deixam-se levar pela curiosidade, pela carne, pelo desejo, que ao se tornar fértil, produz o pecado. (Tiago 1:14, 15) Não se pretende estabelecer regras aqui, mas cada decisão tomada, pergunte-se: Jesus Cristo assina em baixo o meu namoro? - 1 Coríntios 11:1.

Num namoro misto (salvo com não-salvo), acho muito mais fácil um não-cristão convencer o "cristão" a não frequentar uma igreja, a cometer fornicação, a deixar para segundo plano sua espiritualidade e relacionamento com Deus do que o "cristão" influenciar positivamente o não-cristão. Não consigo me esquecer de um caso contado pela própria pessoa que o vivenciou. Ela me disse: "Tenho dezenove anos e namoro um rapaz de quarenta e um; ele é divorciado e tem três filhas. Ele é uma bênção." O fim disso você já sabe.

Sobre o casamento com não-crentes, tenho algo a expor. Embora a Bíblia não diga explicitamente: "Não vos caseis com quem não é cristão", ela diz se casar somente no Senhor. (1 Coríntios 7:39) Muitos concordam que com este texto não se deve casar com não-crentes. E sobre 2 Coríntios 6:14, onde lemos para não se por em jugo desigual com incrédulos, embora este texto não esteja falando de casamento, Sproul comenta:
"Eu diria que na tradição da igreja, a vasta maioria dos estudiosos do Novo Testamento têm entendido que a passagem [não vos ponhais e jugo desigual com incrédulos] significa exatamente isso - que ela é uma proibição bíblica contra o casamento de um cristão com um não cristão. Isso segue a mesma linha da tradição do Antigo Testamento onde os filhos de Israel eram instruídos a escolher suas esposas em sua própria nação - pessoas que tinham a mesma convicção religiosa. A pressuposição é de que o compromisso religioso de uma pessoa, se é genuíno, tem uma grande importância, e se a pessoa se une na mais íntima relação que um ser humano pode ter com outro ser humano, e eles não compartilharem essa profunda paixão e compromisso, isso pode ser desastroso para o casamento. Portanto, a sabedoria prática da igreja tem sido, em sua maioria, não colocar muita confiança no casamento entre crentes e não-crentes pelo fato de que isso provoca muita dificuldade." [1]
Lamento que haja pessoas que se põem como exemplo de um namoro com não-cristão que acabou dando certo e que o não-crente se converteu depois. Os fins não justificam os meios. Sabemos que a grande maioria dos namoros e casamentos com não-crentes trazem problemas de toda a sorte para a vida cristã. - Fernando Galli.
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SPROUL, R.C. Boa Pergunta. Página 246, 247. São Paulo : Cultura Cristã. 1999.

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