O PRAZER ATEOLÓGICO DE NEGAR GÊNESIS

Tempos atrás, ouvi o seguinte comentário de um pastor e teólogo: "Quem crer nos onze primeiros capítulos de Gênesis precisa ser internado." Outros pastores, teólogos e até seminaristas em várias denominações cristãs se deixaram levar pela dicotomia entre o academicismo e a crença da Bíblia como Inerrante Palavra de Deus.

Como estratégia para esconder tal dicotomia, ao serem questionados nos Seminários e Faculdades teológicas sobre suas posições nada ortodoxas, convidam-nos ao seguinte: "Vá à minha Igreja e ouça de minhas ovelhas se realmente duvido da Bíblia." Mas o problema é que em suas igrejas onde recebem seus bons salários  eles jamais revelariam seus questionamentos sobre a veracidade da Bíblia e que sua fé nas Escrituras Inspiradas, marca registrada do cristão, não é plena. 

Todavia, se Jesus confirmou como o homem e a mulher foram criados e unidos (Mateus 19:4, 5) como afirma Gênesis (2:24), por que acreditar na "doutrina atéia" da evolução e não no relato bíblico da criação? Se Jesus afirmou que "antes de Abraão existir, EU SOU" (João 8:58), por que questionar a historicidade de Abraão? Se Jesus ratificou a existência de Jacó (Mateus 8:11; 22:32), por que render-se aos críticos da Palavra de Deus por negar que Jacó realmente existiu? Se Jesus confirmou o relato bíblico do Dilúvio (Mateus 24:38, 39), por que encarar como mito esse fato?

O que sentem ao negar Gênesis é mais ou menos assim: Não nos daria "moral" quando ousadamente procurássemos descreditar a ortodoxia há muito reconhecida como verdade inquestionável?

Graças a esses questionadores entre nós, muitos arrazoam: Se são mitos os relatos de Gênesis, então por que não seria um tabu quando a Bíblia fala sobre vida sexual depois do casamento?

Então, pergunto-me: Que exemplo esses incrédulos na inspiração total da Bíblia passam para seus alunos, suas ovelhas? Um perfeito exemplo de como viver com um pé na igreja (ali eles creem 100% na Bíblia) e outro pé na vida acadêmica (nem sempre a Bíblia é inspirada) como se eles dissessem: "Jesus cria em Adão, Abraão, Isaque e Jacó porque era judeu. Era o lado humano de Jesus falando mais alto, se é que Jesus realmente falou essas palavras." Dizem ainda: "Mas nós, graças à alta crítica, conseguimos desmitificar a Bíblia." 

Além disso, não me canso de encontrar jovens cristãos com opiniões formadas, do tipo: "Deus não poderia ter usado a evolução para criar o homem?" Mero cumprimento das palavras bíblicas: 
"Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério." - 2 Timóteo 4:3-5.
Como que sabem quando é e quando não é Palavra de Deus? Quando lhes convém? Quando o texto bíblico lhes favorece? No caso de Gênesis, negam porque crer nos primeiros capítulos de Gênesis lhes causa zombaria da comunidade científica, então preferem zombar da Palavra de Deus. Portanto, como devemos encarar essa teologia ensinada em muitos seminários e faculdades de teologia? De Deus, do diabo, ou do homem?  Não abro mão da minha fé! Ela vem de Deus! - Fernando Galli.

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