SALMO 3 - O SALMO DOS QUE SE REFUGIAM EM DEUS

Quando somos perseguidos, quer no trabalho, na escola, na igreja, por aqueles que buscam nos difamar, qual a nossa reação? Buscamos nos vingar? Tornamos nossos pensamentos um campo de batalha, onde até cenas de horror exibem o nosso "eu" ferindo, e até matando, nossos inimigos? 

No Salmo 3, Deus procura nos ensinar através do exemplo de desânimo de Davi, mas que depois encontra a solução em confiar nEle. Percebemos que Deus dá, através de Davi, as características de nossos inimigos: Podem ser numerosos, procuram minar nossa confiança em Deus, tomam posição contra nós de todos os lados. Destas três, talvez a que mais pode nos ferir é a afirmação de que Deus não está do nosso lado, que Ele não nos salvará das nossas aflições e dificuldades. 

Quando Davi compôs esse Salmo, ele tinha em mente sua fuga de Absalão, que durou duas noites, o que o tornara desanimado, conforme observamos nos versículos 1 e 2. (2 Samuel 15:13-17:24) Deus também nos ensina que nessas circunstâncias podemos dormir e acordar tranquilos, porque o SENHOR nos sustenta. Será que perdemos noites de sono devido a pensamentos inquietantes de medo ou desejo de vingança? 

Aprendemos também que diante de terríveis e numerosos adversários, precisamos clamar, que envolve se possível elevar a voz, implorar pelo socorro divino. Isso nos leva então a agir como Davi, que afirmou ser o SENHOR seu escudo, sua glória [ou aquele em quem nos gloriamos] e aquele que o fazia andar de cabeça erguida, que significava "restaurar essa pessoa à posição de liberdade e dignidade (cf. Gn 40:13; 2 Rs 25:27; Sl 27:6)". - BRUCE, F. F. Comentário Bíblico NVI. Antigo e Novo Testamento. Página 766. Editora Vida Acadêmica. São Paulo. 2009..

Quando oprimidos por todos os lados, é assim que reagimos? Ou clamamos a Deus, confiantes de que Ele responderá? Deus sabe que muitas vezes já procuramos fazer justiça com nossas próprias mãos. Talvez digamos: "Deixa essa pessoa comigo!" Todavia, aprendemos com esse Salmo que Davi espera que Deus quebre o queixo de seus inimigos. Para nós significa, então, que Deus cuidará de tomar as devidas providências contra os nossos ofensores, nossos inimigos, no tempo dEle, não no nosso. Não somos nós que devemos quebrar os dentes deles, mas a punição vem de Deus. Quem anda na dependência de Deus precisa reconhecer que Deus age assim. 

Quando confiamos plenamente em Deus, podemos dizer como Davi: "Não tenho medo de milhares do povo". Às vezes, por não confiarmos em Deus, passamos a ter medo de uma, duas, ou três pessoas apenas, e por isso maquinamos o mal contra ela. Deus não deseja isso de nós. Pensar em como Deus, na Bíblia e na história extra-bíblica, tem socorrido seus servos e filhos para não perecerem nas mãos de inimigos, ou para não sofrerem, ajudar-nos-á a vencermos o sentimento de vingança e a confiarmos mais plenamente no SENHOR. 

Por isso, Davi, que versos atrás havia expressado sua confiança em Deus, resume toda a estratégia para livramento das mãos inimigas: "Do SENHOR é a salvação, e sobre o teu povo, a tua bênção." Que possamos nos refugiar em Deus e confiar estritamente nEle quando nossos inimigos procuram nos fazer cair e desanimar. - Fernando Galli.

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