MORMONISMO - EXCLUSIVISMO COM SEU OUTRO JESUS

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem como dogma central a crença de ser a única religião verdadeira. Exclusivismo é característica marcante no mundo sectário. Se Jesus disse “Eu sou o caminho”, os mórmons afirmam “Nós somos o atalho”; Se Jesus disse: “Eu sou a verdade”, os mórmons dizem: “Nós somos os únicos que temos a verdade de Jesus Cristo; Se Jesus disse “Eu sou a vida”, os mórmons dizem “Só se pode ter vida eterna se pertencer à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Em suas publicações, os mórmons não medem esforços para exibirem essa crença. Vejamos alguns exemplos:
Ensino errôneo 1 - "Os mórmons têm o único cristianismo puro e perfeito agora na terra.” - Bruce McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, vol. 2, 1976, p. 113.
Refutação apologética evangelística - A primeira pergunta que surge é: Os mórmons têm o único Cristianismo puro e perfeito agora na terra? Para responder a essa pergunta, precisamos saber se o Cristo dos mórmons é o verdadeiro. Um “cristo” diferente resulta numa forma de cristianismo diferente. Paulo escreve aos cristãos em Corínto sobre isso:
“Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.” - 2 Coríntios 11:4.
Veja como o Jesus dos mórmons é totalmente diferente do ensinado nas Escrituras Sagradas.
1. Jesus Cristo dos mórmons é um personagem de carne e osso.
“As revelações modernas nos ensinam que o Pai e o Filho têm corpos tangíveis, de carne e ossos, e que o Espírito Santo é um personagem de espírito, sem carne nem ossos.” – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 211, verbete TRINDADE.
2. O Jesus Cristo dos mórmons era polígamo.
“Se todos os atos de Jesus fossem escritos, sem dúvida saberíamos que essas mulheres amadas (Maria, Marta e Maria Madalena eram suas esposas [...] Demonstramos mui claramente que o Filho seguiu o Pai, e chegou a ser o grande noivo com quem as filhas dos reis e muitas mulheres honradas tinham de ser casadas.” - Orson Pratt, The Seer, (Washington D.C.: n.p., 1853-54), páginas 159, 172.
3. O Jesus Cristo dos mórmons é irmão do Diabo.
“Quanto ao Diabo e seus espíritos-amigos, eles são irmãos do homem e também de Jesus e dos filhos e filhas de Deus, no mesmo sentido que nós somos.” - John Henry Evans, An American Prophet, Nova York, NY: Macmilan, 1933, página 241.
4. O Jesus Cristo dos mórmons não foi gerado por Espírito Santo.
“Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o tinha gerado à própria semelhança. Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo.” - Journal of Discourses, Volume 1, 1852, página 51.
5. O Jesus Cristo dos mórmons é um outro Deus além do Deus-Pai.
“Como cada uma dessas pessoas [Pai, Filho e Espírito Santo] é um Deus, é evidente, a partir unicamente desse ponto de vista, que existe uma pluralidade de deuses. Para nós, falando no sentido finito e adequado, esses três são os únicos deuses que adoramos.” - Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, (Salt Lake City, UT: Bookcraft, 1966), página 319.
Então, se os mórmons crêem num outro Jesus Cristo, que não o da Bíblia, eles têm o direito de achar que o "cristianismo" deles é o único puro e perfeito. Mas, o Jesus Cristo fundador do Cristianismo e o edificador e Salvador de sua Igreja não nasceu produto de uma relação sexual, mas de uma ação milagrosa do Espírito Santo. (Mateus 1:18-25) Jesus não era polígamo (Nem Dan Brown, em seu livro O Código Davinci, em seus devaneios literários, ousou pintar Jesus polígamo, mas monôgamo) segundo a Bíblia. Muito menos Jesus era irmão do Diabo, pois Ele sempre considerou como seus irmãos aqueles que fazem a vontade de seu Pai. (Mateus 12:46-50) E quanto a ser um personagem de carne e osso no céu, a Bíblia usa a expressão “Espírito de Cristo”. (Romanos 8:9; 1 Pedro 1:11) Finalmente, Jesus não é outro Deus além do Pai, mas um só Deus com o Pai e o Espírito Santo. (João 10:30) Assim, ao evangelizarmos os mórmons, precisamos deixar-lhes bem claro essas diferenças.
Quanto ao cristianismo dos mórmons ser o único puro e perfeito, devemos lembrar que Cristianismo é muito mais do que uma denominação. É um modo de vida. Pois, a pureza e a perfeição, dentro de nossas limitações, é o resultado da obra do Espírito Santo em nossas vidas, a partir do dia que aceitamos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador, e não o resultado de uma pessoa se tornar mórmom e seguir esse outro Jesus. Que grande parte dos mórmons se abstém de imoralidade, drogas, e das obras da carne, não se pode contestar. Mas isso ocorre também em outras seitas, em todas as denominações do Cristianismo, e até mesmo em outros tipos de religiões, como o Budismo e o Hinduísmo. Sempre há seguidores que são exemplos para a sociedade e a forma de religião que seguem. Todavia, pureza e perfeição, na acepção cristã, é para aqueles que seguem o verdadeiro Jesus Cristo da Bíblia, pois sem Ele é impossível sermos purificados e buscarmos a perfeição sem a consequente obra restauradora do Espírito Santo de Deus.
Ao raciocinar com os mórmons, precisamos, então, expor quem é o Jesus da Bíblia e quem é o Jesus deles. Deixá-los definir o Jesus deles poderá ser positivo, pois se sentirão respeitados e mais propensos a ouvir também a nossa explicação. Estalecer as diferenças entre o Jesus deles e o nosso poderá abrir o caminho para outras considerações que, por sua vez, mostrarão que a salvação não depende de sermos mórmons, mas de aceitarmos a Jesus. Concentrar-se na pessoa de Cristo e no que Jesus fez por nós provará a superioridade desse nome sobre todo credo, doutrina ou caminhos exclusivistas.
Ensino errôneo 2 - “As várias organizações que são chamadas de igrejas por toda a cristandade, embora diferindo em todos os seus credos e organizações, têm uma origem em comum. Todas pertencem à Babilônia. Deus não é o fundador delas.” - George Q. Cannon, Gospel Truth, Deseret Book Company, 1987, página 324.
Resposta apologética evangelística - Iguais às Testemunhas de Jeová, os mórmons muitas vezes diferenciam cristandade de cristianismo. E iguais aos Adventistas do Sétimo Dia e às Testemunhas de Jeová acusam as igrejas da cristandade de pertencerem à Babilônia, ou seja, à religião falsa. E essas três seitas surgiram no século 19, entre 1820 e 1879, o que poderia justificar algumas similaridades: As três seitas - Mórmonismo, Adventistas e Testemunhas de Jeová (Estudantes Internacionais da Bíblia) previram a volta de Jesus para 1894, 1843-1844 e 1914 respectivamente. As três são exclusivistas também. E o pior, as três têm sérios problemas em sua cristologia. Então, os mórmons precisam justificar essas similaridades com outras seitas antes de se exceturem delas e das denominações cristãs.
Ao evangelizar os mórmons, seria interessante deixá-los explicar o que entendem sobre Babilônia, e depois pedirmos a palavra para dar a nossa opinião. Há textos bíblicos usados por eles para se referirem a nós como pertencentes à Babilônia. Argumentam que este nome significa “confusão” (estão corretos), e por isso nossa pluralidade de igrejas são esta confusão (infelizmente, há uma certa verdade nisso) todavia, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo (todos os salvos convertidos) não é uma confusão. Observe os textos bíblicos que os mórmons usam para nos identificar com Babilônia no livro de Apocalipse e alguns comentários que nossas Bíblias de Estudo fazem sobre esse termo. Isso o ajudará a evangelizar os mórmons, dando-lhes uma resposta bíblica para esse assunto.
Apocalipse 14:8 - “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”
Bíblia de Estudo Vida - “A antiga Babilônia [...] era famosa por sua decadência, imoralidade e idolatria, e por oprimir o povo de Deus. (Is 47) Aqui ela serve de símbolo de Roma (1Pedro 5:13). João proclama que o império anticristão de Roma (e qualquer poder anticristão) está condenado.”
Bíblia Aplicação Pessoal - “João, que provavelmente não ousava se manifestar abertamente contra Roma, dedicou o nome “Babilônia” a esse inimigo do Povo de Deus (Roma) - e, por extensão, a todos os seus inimigos em todos os tempos.”
Bíblia Nova Versão Internacional - “A Antiga Babilônia, Mesopotâmia, era o centro político, comercial e religioso de um império mundial. Era notável pelo luxo e pela decadência moral. O título “a grande Babilônia é tirado de Dn 4:30. Segundo alguns, é usado em Ap [...] em referência à Roma, como centro da oposição a Deus e a seu povo. Segundo outros, representa todo o sistema do mundo religioso e político do mundo em geral.”
Bíblia de Estudo Plenitude - “No AT (Antigo Testamento), a Babilônia era um centro de idolatria, do ocultismo e da imoralidade. [...] No NT (Novo Testamento), algumas vezes é um nome críptico para Roma.”
Bíblia de Estudo de Genebra (Comentário de 17.1 - 19.10) - “Aparece a Babilônia meretriz, representando as seduções do mundo. [...] O Apocalipse utiliza a linguagem das condenações proféticas da Babilônia e de Tiro (Jr 50-51; Ez 27) Cidades modernas com suas falsas religiões e exploração sexual também são tipos da Babilônia. Portanto, o simbolismo da Babilônia representa várias situações históricas, inclusive a manifestação final e culminante dessa “Babilônia”, imediatamente anterior à segunda vinda não [de Jesus].”
Esses comentários podem ser ampliados por pesquisa pessoal. Os outros textos em que essas Bíblias citadas acima comentam sobre Babilônia em Apocalipse são 16:19, 17:5, 18:2, 10, 21. O importante é você explicar aos mórmons que Babilônia é símbolo de tudo o que é anticristão: imoralidade, luxúria, inimizade para com o povo de Deus, ocultismo, etc. Os cristãos genuínos, mesmo em denominações diferentes, fazem parte da Igreja de Jesus Cristo (todos os crentes convertidos) não se envolvem com isso, pois para eles o mundo passa junto com o seu desejo, mas quem faz a vontade de Deus vive para sempre. (1 João 2:15-17) Portanto, citar fatos da sua vida a eles para compreenderem como Jesus Cristo Mudou sua vida é de grande ajuda.
E se você fosse mórmom?

Os mórmons são extremamente educados. Se você fosse mórmom, amaria ser tratado bem. Todas as vezes que for dirigir-lhes a palavra, ore: “Senhor, como posso ser instrumento nas mãos do teu Espírito Santo para ajudá-los a receber o verdadeiro Jesus e a se livrar de um sistema babilônico, anticristão?" Tenha paciência ao ensiná-los. Não seja agressivo. Procure responder às perguntas que eles fizerem, e mesmo se não souber respondê-las, busque respostas para dá-las num próximo encontro. Que Deus abençoe seus esforços de ganhá-los para Jesus.
Fernando Galli.
Créditos da foto do Jesus-Mórmon acima - Liz Lemon Swindle, http://gallery.christ.org/main.php?g2_view=core.DownloadItem&g2_itemId=278

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