MAÇONARIA - ORGANIZAÇÃO FRATERNA OU RELIGIÃO?

Quando nossos amados irmãos em Cristo Jesus são convidados a se tornarem maçons, é lhes dito que a Maçonaria não é uma religião. Por quê? Porque os convidados a ingressar nela já possuem uma religião. A fim de evitar problemas com a consciência religiosa dos convidados, os maçons não se intitulam de religião, mas de organização, ordem ou fraternidade. Outros ainda definem a maçonaria como uma sociedade que objetiva unir os homens, no sentido mais amplo e elevado do termo e, por esse esforço de unir homens, admite pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção ou preconceito. Mas o que mostram os fatos? É uma organização ou uma religião?


O Conceito Maçônico de Religião
Antes de provarmos que a maçonaria é uma religião, precisamos entender o conceito que eles possuem de religião. Observe o que uma das obras de autores maçônicos descreve sobre isso:
"A idéia maçônica é a religião é absoluta, eterna e imutável; que não é um dogma, ou coleção de dogmas, mas uma reverência e humildade diante das ideias de infinitude e de Eternidade (...) As ideias de Deus, a retribuição, a vida vindoura - esses grandes fatos da religião não pertencem a uma só seita ou partido; constituem o fundamento de todos os credos. Religião (...) é o mesmo ontem, hoje e para sempre. O sectarismo é apenas a estrutura material, mutável e falível." - Macoy, A Dictionary of Freemasonry, pp. 324, 325, "Religion".
O que essas palavras tentam nos ensinar? Um conceito maçônico de religião genérico, mas ao mesmo tempo relativista, que poderia ser enquadrado em todo tipo de credo. Para os maçons, a verdadeira religião não é o Cristianismo, o Budismo, o Islamismo, por exemplo, mas as verdades que perduram ontem, hoje e sempre nessas crenças, as quais foram desfiguradas pelo sectarismo. Em contrapartida, para o cristianismo, religião verdadeira é um modo de vida baseado na Palavra de Deus, a Bíblia, resultante da transformação que o Espírito Santo faz na vida de todo aquele que aceitou a Jesus como o seu único e suficiente Salvador. Outra obra maçônica confirma a idéia de religião no mundo maçônico:
"Seus imortais fundadores [religões] foram todos Mensageiros da Verdade única, que deram à humanidade seu evangelho de União e Fraternidade, para que através do amor as almas se religuem entre si ao Deus Supremo. Tal foi, em essência, a mensagem de Vyâsa, Hermes Trismegisto, Zarathustra, Orfeu, Krishna, Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo, Maomet e outros. Por isso, a máxima imparcialidade deve presidir o estudo das religiões, para que seja realmente compreensivo a todos." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 368. Editora Pensamento. São Paulo.
Percebe-se, com a definição acima, que a verdadeira religião do ponto de vista maçônico não está centralizada em Jesus Cristo, o qual disse "Eu sou a verdade" (João 14:6), mas numa base comum, numa verdade comum a todas as formas de religião como nós concebemos. É nesses termos que a maçonaria se define como a verdadeira religião. Por isso, seu ícone Albert Pike, grande líder da maçonaria entre 1859 e 1891, escritor da mais importante obra maçônica Morals and Dogma, o qual era satanista declarado, escreveu sobre o que ele chama de religião filosófica maçônica:
"E a verdadeira e pura religião filosófica é a crença em Lúcifer, o igual de Adonai; Mas Lúcifer, Deus da luz e Deus do bem, está lutando pela humanidade contra Adonai, o Deus da escuridão e do mal." - Instructions to the 23 Supreme Councils of the World, Albert Pike, Grand Commander, Sovereign Pontiff of Universal Freemasonry, July 14, 1889.
Então, se a verdadeira religião filosófica para Albert Pike é a crença em Lúcifer (Satanás), o igual de Adonai (o nosso Deus na Bíblia, o Senhor), isso significa que a Maçonaria aceita como parte de seus integrantes seguidores do Diabo, e pior do que isso, que no Satanismo, que também é uma forma de religião, podemos encontrar a verdadeira religião dentro do conceito maçônico sobre esse tema.

Com todas essas declarações supracitadas, entendemos que algo muito maligno está por trás do conceito de religião na Maçonaria. Retiram Jesus do centro, igualam-no a Khisna, Pitágoras, Platão, Maomé e outros, e ainda permite que satanistas façam parte dessa suposta "religião verdadeira" com seus princípios morais, filosóficos e místicos. Pela declaração de Albert Pike, já sabemos o maligno que atua no meio maçom. Não é uma pena que cristãos (pastores e diáconos e membros) estejam no meio dessa religião maldita?

Por que a Maçonaria é Realmente Uma Religião?


J. Scott Horrell, cristão perseguido por maçons brasileiros (muitos deles pastores e diáconos da Convenção Batista Brasileira e de outras denominações cristãs), autor do livro Maçonaria e Fé Cristã, citou em sua obra as Nove Características de "religião" mencionadas na obra The Encyclopedia of Philosofy, de William Alston, verbete "Religion (Religião), também em Ankerberg, na obra Secret Teachings, páginas 37, 38, 286. (HORREL J. Scott. Maçonaria e Fé Cristã. Fraternidade beneficente ou religião pagã? Uma análise a partir do contexto brasileiro. Páginas 56, 57. Editora Mundo Cristão. São Paulo. 1995. Seguem, abaixo, as nove características de "religião" e trechos de obras maçônicas que comprovam a Maçonaria como enquadrada nessas características.
(1) "A Crença num Ser ou seres sobrenaturais." Crê a Maçonaria num Ser ou em seres sobrenaturais?" Sim. "

"A Maçonaria é uma organização fraterna (...). Não é uma religião; mas é uma sociedade de homens religiosos, na medida em que exige de seus membros que acreditem na existência de um "Ser Supremo". O nome desse Ser, o texto sagrado em que é revelado e a forma pela qual deve ser adorado são assuntos que cada maçom deve resolver por si." - MACNULTY, W. Kirk. A Maçonaria. Símbolos, segredos, significado. Página 9. WMF Martins Fontes. São Paulo. 2007.
"DEUS - Ser Supremo em que se alicerçam todas as religiões, e cuja denominação varia em cada povo, seita e instituição. A Maçonaria o designa sob o sugestivo título de O Grande Arquiteto do Universo."- FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 117. Editora Pensamento. São Paulo.

"No grau 28.o do Rito Escocês Antigo e Aceito figuram os sete anjos querubins, presidentes dos sete planetas conhecidos dos antigos [...]. "
- FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 41. Editora Pensamento. São Paulo. "A Maçonaria não é espírita; contudo, não condena o espiritismo, e aceitaa presença dos irmãos que estão no oriente eterno [céu] e sua comunicação mental. Nas exéquias de um maçom, passados 33 dias, por ocasião da formação das cadeias de união, não raramente almas de defuntos apresentam-se tomando parte da cerimônia." - Dicionário Filosófico de Maçonaria, página 66; LIMA, Eliseu Dourado. RECCO, Myrian Cassou Terra. Andando com o Inimigo? Página 109. Editora Descoberta. Londrina -Cuririba. 2000.
Conforme se observa, a Maçonaria, mesmo negando ser uma religião, afirma disignar o Ser Supremo, Deus, como o Grande Arquiteto do Universo. Ensinam a existência de anjos. e de espíritos (almas) de falecidos maçons que se fazem presentes no 33.o dia após o sepultamento de um maçom. Então, enquadram-se na primeira característica de religião. Possuir um Ser ou seres sobrenaturais.
(2) "A distinção entre objetos sagrados e profanos." Entre os maçons, é sabido que há objetos sagrados e também os iniciados ali são chamados de profano. Por exemplo:
"BÍBLIA - Na grande maioria das Lojas maçônicas entre os povos cristãos constitui o seu Volume de Conhecimento Sagrado." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 41. Editora Pensamento. São Paulo.
"PROFANO - (...) Termo adotado (...) que na maçonaria se qualificam os não-iniciados." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 343. Editora Pensamento. São Paulo.

A maçonaria também possui outros objetos como o Compasso, O Esquadro, as Luvas, o Avental, etc. Todos com um significado filosófico e místico, e se místico, há por trás o conceito de sagrado.
(3) "Atos rituais orientados para esses objetos." Toda loja maçônica (grupo de maçons que se reúnem num templo) possui dezenas de ritos. Veja como isso é verdade:
"RITO - Solene ato religioso, e por extensão, qualquer das práticas e fórmulas usadas nos diversos cultos. (...) Na Maçonaria, que conta com algumas dezenas de Ritos, se entende como tal o conjunto de regras segundo as quais se praticam as cerimônias e se comunicam os graus, sinais, toques, palavras e todas as demais instruções secretas daí decorrentes." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 371. Editora Pensamento. São Paulo.
"Eu, ________________, juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e por minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo e perante esta assembleia de maçons [...] nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados [...] nunca os escrever, gravar, imprimir [...] Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar [...] sendo declarado sacrilégio para Deus e desonrado para os homens. Amém.” – Juramento extraído da Série Apologética do Instituto Cristão de Pesquisas, Volume 6, página 118.
Não restam dúvidas de que na Maçonaria encontramos ritos de caráter religioso e cerimônias nas quais se verificam atos rituais dedicados aos objetos e até aos homens, como no caso da aceitação de iniciantes, chamados de profanos. Acima, lê-se o ritual de iniciação na religião maçônica.
(4) "Um código moral com sanção divina." A maçonaria possui o Código Maçônico, conforme afirma o Sr. Joaquim Gervásio de Figueiredo, que em sua obra se assina grau trigésimo:

"CÓDIGO MAÇÔNICO - Coletânea de preceitos que constituem o código moral da Maçonaria." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 371. Editora Pensamento. São Paulo.
"Mandamentos. Por fim, falemos um pouco dos mandamentos da Maçonaria. [...] Na verdade, esse texto surgiu na Internet e é reproduzido pelos sites ligados às Potências oficiais maçônicas. É adotado, pela maioria delas, por ser um texto conciso e reproduzir fielmente o pensamento maçônico. 1o. - Adora o Grande Arquiteto do Unverso. 2o. - O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras. [...]" - COUTO, Sérgio Pereira. Maçonaria. Para não-iniciados. Paginas 32-34. Editora Universo dos Livros. São Paulo. 2007.
Assim, se os maçons confessam ter um código moral e mandamentos, evidentemente que creem serem estes sancionados pelo deus deles, o GADU - Grande Arquiteto do Universo. Pergunta-se, também, aos maçons, que se fazer boas obras é um sinal de culto a GADU, as boas obras que eles fazem nas suas Lojas não evidenciam culto a um deus, portanto, não seria a Maçonaria uma religião?
(5) "Sentimentos religiosos despertados por objetos ou rituais sagrados e relacionados, em teoria, com Deus ou deuses." Os maçons se enquadram nessa característica religiosa, até mesmo dentro de suas lojas. Observe:

"33o. - Concentra, ao menos, uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo (Deus) ." - COUTO, Sérgio Pereira. Maçonaria. Para não-iniciados. Paginas 32-34. Editora Universo dos Livros. São Paulo. 2007.
"Quando um maçom morre, observa-se também o sentimento religioso numa das orações comumente feitas emfavor deles: "Que a alma de nosso irmão suba à sua celeste pátria. [...] Que o Grande Arquiteto do Universo receba-a benignamente e lhe conceda a recompensa dos justos." - Ritual dos Graus Simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito. LIMA, Eliseu Dourado. RECCO, Myrian Cassou Terra. Andando com o Inimigo? Página 109. Editora Descoberta. Londrina -Cuririba. 2000.

"A Escritura Sagrada é aberta sempre que a Loja está em obra e é usada nos juramentos. Entretanto, o Candidato jura sobre o livro que ele mesmo considera sagrado. Se houver irmãos de várias religiões na mesma loja, abrir-se-ão exemplares dos livros sagrados de cada uma. [...] Do ponto de vista metafísico, a Escritura Sagrada representa a origem divina da qual emanam o Espírito (Compasso) e a Alma (Esquadro)." - MACNULTY, W. Kirk. A Maçonaria. Símbolos, segredos, significado. Página 276. Editora WMF Martins Fontes. São Paulo. 2007.
Não há como negar sentimentos religiosos por objetos dentro da loja. O muculmano jurará sobre o Alcorão; o cristão sobre a Bíblia; o judeus sobre a Torah. Ninguém ousaria afirmar que jurar sobre um livro sagrado não desperta sentimento religioso.
(6) "A oração." No site da Grande Loja do Paraná há uma oração maçônica a GADU, com as seguites palavras:
"Humilhemo-nos diante de ti Grande Arquiteto do Universo! Ajudai-nos em nosso dia a dia derramando sobre nossas cabeças as suas bênçãos divinas! Fazei que nossos pensamentos sejam todos voltados para o bem, de nossos irmãos, de nossas famílias e de toda humanidade! Daí nos força e coragem para que possamos seguir seus passos como os astros criados por ti percorrem no infinito ao redor do Sol em trajetória perfeita! Que possamos ser fiéis às causas maçônicas, seguindo suas Leis e Regulamentos, de modo que possamos difundir todo o bem que nos ensinastes! Humilhemo-nos Senhor! Para que possamos não criticar quem quer que seja! Para que nossas mentes estejam sempre limpas! Iluminai-nos Senhor com o brilho de sua luz para que possamos irradiar bondade ao nosso redor! Lembrai-nos Senhor de que se julgamos somos passíveis de sermos julgados! Lembrai-nos que a máxima: Liberdade; Igualdade e Fraternidade estejam sempre em nossos corações! Assim Seja! AMEM!" - http://www.lojahugosimas.com.br/?q=node/76
Relataram-se, também, através de irmãos cristãos ex-maçons e de esposas de maçons falecidos que participaram de cerimônias fúnebres maçônicas orações em favor do maçom que partiu, com dizeres do tipo: "Irmão ______, para a luz!"
(7, 8) "Uma cosmovisão que engloba o lugar do indivíduo no mundo. A organização da vida ao redor dessa cosmovisão." Como toda religião possui uma cosmovisão, o relativismo e subjetivismo são convicções fundamentais da cosmovisão maçônica. Propõe-se a exclusão de todo e qualquer dogma. A verdade para a Maçonaria é relativa, pois nega-se a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade. Afirmam:
"A verdade absoluta não existe no mundo finito e condicionado onde vive o homem; ali só existem verdades relativas, em que o ser humano tem de se apoiar." - FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. Seus Ritos. Sua Filosofia. Sua história. Página 371. Editora Pensamento. São Paulo.
Uma pergunta surge aos maçons, principalmente aos cristãos que por esse caminho se aventuram: "Jesus, para o maçom, é uma verdade absoluta?" (João 14:6) Nem mencionam o nome deJesus. Sobre seu Deus genérico, a Maçonaria lhe atribui nome, de forma subjetiva, e deixa, conforme vimos, a critério do maçom dar nome a seu deus, desde que creia num. Por isso, relemos:
"O nome desse Ser (...) são assuntos que cada maçom deve resolver por si." - MACNULTY, W. Kirk. A Maçonaria. Símbolos, segredos, significado. Página 9. WMF Martins Fontes. São Paulo. 2007.
Com isso em mente, os maçons (que professam o cristianismo ou não), no modo de viver como maçom, principalmente dentro da sua Loja, não pode confessar a Jesus como a verdade, com a desculpa de não magoar seus irmãos de outras religiões (Budismo, Xintoísmo, Judaísmo, etc) que não veem Jesus da forma bíblica e cristã. Fora e dentro da loja precisam viver fazendo boas obras como maçom para serem salvos e alcançarem o Oriente Eterno, e como cristãos basta-lhes a fé. (Efésios 2:8, 9) E nem podem falar da verdade que creem como maçons a não-maçons, porque é segredo. É uma verdade relativa, e secreta, destinada somente a eles. Exclusivismo característico de movimentos religiosos. Para eles não há dogmas, mas há landmarks, as quais chegam a dizer que pessoas com defeito físico não podem ser maçons, pois não poderão fazer os sinais secretos deles. Enquanto a verdade de Jesus convida aleijados, cegos, surdos e mudos até ele, a verdade relativa maçônica expele-os com a seguinte landmark:
"Por esse Landmark, os candidatos à iniciação devem ser isentos de defeitos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Um a muher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na fraternidade." - COUTO, Sérgio Pereira. Maçonaria. Para não-iniciados. Pagina 31. Editora Universo dos Livros. São Paulo. 2007.
Uma cosmovisão e prática nada a ver com o Cristianismo de Jesus. Então, por que um cristão deveria ser maçom? Infelizmente, há muitos entre nós. O interessante é como os maçons organizam a vida ao redor dessa cosmovisão.
"A Maçonaria [...] propaga os princípios morais e busca promover a prática do amor fratermo e da atividade caritativa entre todas as pessoas - não somente entre maçons." - MACNULTY, W. Kirk. A Maçonaria. Símbolos, segredos, significado. Página 9. Editora WMF Martins Fontes. São Paulo. 2007.
Enquanto que para o Cristão, Jesus é o nosso exemplo de amor, para o maçons não há um referencial tão especial como o de Jesus para amar a ponto de morrer por nós e nos salvar. Embora falem de uma lenda da morte de Hiran-Abiff que os motiva a imitá-lo, ele não é nada diante do que Jesus fez. Mas o ponto em questão é: Com um Deus genérico e subjetivo, com uma verdade relativa, dada a vários líderes de várias religiões, eles possuem uma cosmovisão sim, embora neguem isso para não serem enquadrados como religião, cosmovisão esta que molda a vida do maçom em relação à sua crença e seu modo de agir. Tanto que se admite sobre a influência do que consideramos cosmovisão maçônica:

"Para um maçom 'regular', a sociedade só será mais perfeita se isso decorrer do processo de aperfeiçoamento individual, de cada um, enquanto para um maçom 'irregular', o essencial é ser ele o agente de tal transformação da sociedade." - COUTO, Sérgio Pereira. Maçonaria. Para não-iniciados. Pagina 31. Editora Universo dos Livros. São Paulo. 2007.

Com essa cosmovisão de transformar a sociedade, justifica-se chegarem os maçons até mesmo a considerar como irmão espíritas, hinduístas, satanistas, budistas dentro da perspectiva maçônica. Deve ser horrível dentro da loja um cristão chamar um espírita de irmão, e fora dela tentar evangelizá-lo.
(9) "Um grupo social que é unificado pelas características acima." As Landmarks, as mais antigas leis que regem a maçonaria, e os mandamentos maçônicos, unem os maçons de todos os Ritos em seus ideais comuns. Os maçons formam um grupo social, que se ajudam financeiramente, espiritualmente e até juridicamente. Certo advogado cristão comentou:
"A causa estava ganha. Mas o advogado do meu oponente era maçom e o juiz também. Inexplicavelmente, perdi a ação."
É comum também, infelizmente, em muitas igrejas cristãs, pastores maçons deixarem seu pastorado para outros pastores maçons. Também, observa-se membros de igrejas batistas, metodistas e presbiterianas, os quais são maçons, formarem panelinhas, despejando da igreja com suas artimanhas todos aqueles, inclusive pastores, que se posicionarem contra a Maçonaria. Um pastor batista confessou:

"Quando me posicionei contrário à maçonaria numa determinada igreja da Convenção Batista do Rio de Janeiro, não demorou muito para me expulsarem de lá."
Por isso, nossos pastores são assediados pelos maçons. E novos pastores maçons significará novos pastores, diáconos e irmãos sem cargos no rol de membros maçônico.

Considerações finais
Pode-se constatar aqui que realmente a Maçonaria preenche todos os requisitos para uma religião. Tem um Deus, uma lojas (grupo de maçons) que se reúnem num templo. Oram. Creem em espíritos e em anjos. Possuem uma cosmovisão e um código de moral com sanção divina. Embora alguns maçons digam que ainda assim não são uma religião porque não possuem uma teologia e sacramentos, mas a partir do momento que possuem um deus, já há, mesmo que velada, ou não sistematizada, uma teologia. E quanto aos sacramentos, não seria apenas a ausência deles (batismo e ceia do Senhor) que descaracterizaria a Maçonaria como religião, diante de tantas evidêncas já apontadas. Espera-se, com esse texto, alertar os cristãos a evitarem em suas igrejas, com todo o respeito, que cristãos se filiem a essa religião satânica. -Fernando Galli.

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