TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - COMO TRATAM OS QUE SAEM DE SUA ORGANIZAÇÃO?


"Queremos informar que FULANO não é mais testemunha de Jeová." Este é o anúncio dado à congregação das TJS quando uma pessoa é desassociada ou se dissocia desta organização religiosa. Qual a diferença entre desassociação e dissociação? Desassociação ocorre quando a pessoa peca e não se arrepende. Então, ela é excluída por se negar a viver à altura dos princípios TJs por cometer pecados do tipo adultério, fornicação, apostasia, ir contra as interpretações do Corpo Governante. Quanto à dissociação, ocorre quando uma testemunha de Jeová, por sua livre e espontânea vontade, deseja não participar mais daquele grupo. Então, ela entrega uma carta informando sua saída. 


Até aqui, no contexto cristão, observamos base bíblica para alguém ser excluído de uma igreja por se negar a viver em harmonia com a Palavra de Deus (1 Coríntios 5:11-13). Quanto a mudar de denominação cristã, costumamos abençoar os que, por exemplo, deixam de ser batistas para ser assembleianos, ou vice-versa, e esse deve ser o proceder correto. Não podemos maldizer nossos irmãos em Cristo que assim decidem fazer. 

No caso de um cristão batista que desejasse ser espírita, budista, satanista, lamentaríamos a decisão dele, não deixaríamos de conversar com ele, todavia, jamais o receberíamos em nossos lares para nos ensinar suas novas crenças. (2 João 7-11) Todavia, quando surgissem oportunidades, conversaríamos com tal pessoa, exortando-a a reconsiderar sua decisão e a retornar nos caminhos do Senhor, sempre com brandura. - Gálatas 6:1.
Esse entendimento, entretanto, não é praticado pelas testemunhas de Jeová. Você precisa saber como elas encaram pessoas que foram excluídas de sua organização e aquelas que resolveram visitar ou participar de uma denominação do cristianismo, ou de outra religião, como budismo, islamismo, etc.
FARISAÍSMO E LEGALISMO
Nós, cristãos, acreditamos que a religião verdadeira é o Cristianismo. Ele é representado por várias denominações cristãs. Em cada uma delas, há evidentemente cristãos. Cristão é todo aquele que aceitou a Jesus verdadeiramente em sua vida como seu único e suficiente Salvador. (Atos 4:12; 16:30, 31) Então, o que é abandonar o Cristianismo, para os cristãos? Seria ele deixar de ser assembleiano para ser batista, ou vice-versa? Não, pois assembleianos e batistas são irmãos em Cristo. Abandonar o Cristianismo seria o "cristão" se tornar xintoísta, budista, induísta, muçulmano, ou enveredar para uma seita pseudo-cristã. Todavia, as testemunhas de Jeová se consideram a única religião verdadeira e a continuação do Cristianismo interrompido após a morte do apóstolo João. Assim, se uma TJ decidir ser metodista, por exemplo, observe como cada TJ deverá encarar essa pessoa:
"Qual é a adequada reação da congregação quando alguém abandona a verdadeira fé cristã e adere a outra religião?
Isto às vezes acontecia no primeiro século. Assim, é compreensível que vez por outra isso aconteça hoje. Quando este é o caso, a congregação reage apropriadamente para proteger a limpeza espiritual dos cristãos que a compõem. Certo dicionário define apostasia como "renúncia que a pessoa faz de sua religião, de seus princípios, de seu partido político, etc." Outro diz: "Apostasia . . . 1: renúncia de uma fé religiosa 2: abandono de uma anterior lealdade." Concordemente, Judas Iscariotes era culpado de uma forma de apostasia quando abandonou a adoração de Jeová por trair a Jesus. Mais tarde, outros se tornaram apóstatas por desertarem da verdadeira fé mesmo quando o apóstolo João e outros primitivos discípulos ainda viviam. João escreveu: "Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco." — 1 João 2:19. (...) Mas, que dizer se os pastores designados para cuidar do assunto concluírem que ela nada mais quer com o povo de Jeová e que está decidida a permanecer numa religião falsa? Eles simplesmente anunciarão à congregação que tal pessoa dissociou a si mesma, e assim não é mais Testemunha de Jeová. [...] Se a pessoa rejeitar a admoestação amorosa deles e continuar a promover seita, uma comissão de anciãos poderá desassociar, ou expulsar, tal pessoa por apostasia. (2 Timóteo 2:17; Tito 3:10, 11) Os irmãos e irmãs individuais na congregação acatariam a instrução de Paulo de ‘evitar’ aquele que tentou ‘causar divisões’. João aconselhou similarmente: "Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis." — 2 João 10." - A Sentinela de 15de outubro de 1986, página 31.

Conforme você pode observar, para as TJs, deixar de ser TJ é o mesmo que agir como Judas Iscariotes. É traição. Para elas, saíram do "meio cristão" (1 João 2:19), porque as TJs seriam a única verdade. E pior, devido a uma tradução errônea de 2 João 10, o Corpo Governante induz seus seguidores a nem cumprimentar, ou seja, nem dizer um "oi", "bom dia" à pessoa que foi desassociada (ou expulsa) porque foi pega indo numa outra religião, ou à pessoa que se dissociou, desejando por conta própria pertencer a uma denominação cristã ou não-cristã.

O mesmo tipo de tratamento é dado para uma TJ que pecou grave e os anciãos (os pastores) acharam que ela não se arrependeu. Numa reunião chamada "comissão judicativa", três ou mais anciãos, dependendo a gravidade, reúnem-se com o pecador e decidem, longe da presença dele, se ele continuará ou não a ser TJ. Então vamos ilustrar isso com uma cena: Suponhamos que a pessoa realmente não esteja arrependida de ter cometido adultério. Ela quer continuar com a amante. Ela será desassociada. Até aí, podemos compreender, pois a Bíblia diz para excluirmos essas pessoas (1 Coríntios 5:11-13). Mas será que a Bíblia condena conversar com essa pessoa excluída? O texto usado pelas TJs para evitar qualquer contato com os desassociados é o já mencionado, em 1 Coríntios 5:11-13. Vejamos o que diz ali:
"11 Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. 12 Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? 13 Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor." - 1 Coríntios 5:11-13.
Será que a Bíblia estaria proibindo conversar com essa pessoa, até mesmo ajudando-a a mudar de proceder? Claro que não! A expressão "não vos associeis" no grego é "mé sunanamígnusthai", e transmite a ideia de "ser íntimo de", conforme a Concordância de Strong de Palavras do Novo Testamento. Obviamente, não podemos mais ser íntimos da pessoa que decidiu praticar pecados ali alistados e que, por decorrência deles, foi excluída da igreja. (Mateus 18:15-18) A mesma intimidade poderia significar que não lamentamos o erro da pessoa, e que até concordamos. Por isso se diz para que 'nem comamos' com tal pessoa, ou seja, tenhamos essa intimidade com ela. Mas nada no texto proíbe-nos de ter um contato com tal pessoa, e sempre que possível abraçá-la e dizer: "Volta prá Jesus!" - Leia Isa 30:20, 21.

As TJs, além de expulsar, dão às costas para o excluído, limitando-se apenas a visitas anuais da parte dos anciãos para saber se ela deseja mostrar seu arrependimento, por mudar de proceder e frequentar durante meses o Salão do Reino, até ser readmitida, ou reintegrada. Preste atenção nisso: Se aquele mesmo marido que traiu a esposa e que arrumou uma amante, depois de ser desassociado, caísse em si e se arrependesse, deixasse sua amante, se reconciliasse com sua esposa, obtendo inclusive o perdão dela, ainda assim, ele continuaria desassociado por meses ou mais que um ano até que os anciãos que o julgaram como desassociado venham a ter plena certeza do seu arrependimento. Nesse ínterim, ele teria que frequentar as reuniões no Salão do Reino e provar para os anciãos que realmente se arrependeu. Durante esse tempo, ele poderia assistir às reuniões, mas ninguém poderia sequer cumprimentá-lo ali. Onde a Bíblia ensina isso? Em lugar nenhum! Mas veja como ensina o Corpo Governante aos anciãos proceder:
"A pessoa desassociada pode ser readimitida caso apresente evidência clara de arrependimento, demonstrando por um período razoável que abandonou seu proceder pecaminoso e que deseja ter uma boa relação com Jeová e sua organização. Os anciãos terão o cuidado de deixar passar tempo suficiente, talvez vários meses, um ano, ou até mais, para que o desassociado prove que seu arrependimento é genuíno." - Organizados ParaFazer a Vontade de Jeová, página 156, Edição de 2005.

Até aonde essa criatividade destrutiva vai deveria ser caso para ser discutido em tribunais. Todavia, não há leis contra isso. Pense se uma senhora, ex-TJ, desassociada, como ela deveria ser tratada pelos filhos TJs? Vejamos o que ensina o Corpo Governante:

A ESSE VÍDEO E VOCÊ SABERÁ

.
Realmente, ensinam o que o vídeo diz:
"Depois de ouvir um discurso numa assembléia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembléia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato. Pouco depois, a mãe começou a assistir às reuniões e, com o tempo, foi readmitida. Também, o marido dela, um descrente, passou a estudar e com o tempo foi batizado." - Nosso Ministério do Reino de Agosto de 2002, página 4, parágrafo 13.
O que motivou o exemplo da senhora acima a retornar? O arrependimento, ou a falta dos filhos? E se a mãe tivesse se tornado membro de uma denominação cristã, e não quisesse mais retornar às TJs? Seus filhos jamais conversariam com ela, até que ela morresse, a menos assuntos de extrema necessidade. Veja esse declaração:
"Contudo, pode haver alguns assuntos familiares absolutamente necessários que exigem comunicação, tal como a legalização dum testamento ou duma propriedade. Mas deve-se fazer o parente desassociado compreender que a sua situação mudou, que não mais é bem-vindo no lar, nem é companheiro preferido." - A Sentinela 15 de Janeiro de 1971, página 31 (ou página 63, volume encadernado).
Que desamoroso! Isso é no mínimo rebaixar o amor de Jesus pelo pecador! Louvo ao Senhor Jesus por ter sido liberto dessa associação. Amo as TJs, tanto que as evangelizo com amor apesar de muitas delas, que viveram no meio cristão, estarem enquadradas entre aqueles que não devemos receber em nossos lares para nos ensinar. (Leia 2 João 7-11) Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos. Outras estão retornando, porque eram dos nossos. (1 João 2:19) Tenho argumentado com elas para se livrarem dos ensinos não bíblicos. Pergunto a elas:
1. O que a Bíblia realmente ensina? A não ter associação íntima com tal pessoa, ou a evitá-la completamente?
2. Você sabia que o Corpo Governante permite que TJs conversem com desassociados e dissociados no local de trabalho? (A TJ confirmará isso) Onde a Bíblia ensina isso, se esse modo de tratar excluídos fosse bíblico?
3. Se esse modo de tratar excluídos é bíblico, por que nem sempre as TJs adotaram esse ensino? Você sabia que tratar assim desassociados surgiu na década de 40 (século passado) e dar o mesmo tratamento a dissociados na década de 80?
4. Onde a Bíblia ensina que se deve esperar até mais de um ano para o pecador provar seu arrependimento?
5. Quer estudar melhor o assunto comigo? (Você, cristão, ensina à pessoa, e não ela a você.)
Espero que esta matéria ajude os cristãos a compreender melhor como as TJs sofrem, muitas vezes sem se dar conta disso, e que isso ajude a aumentar nosso amor e compaixão por essas pessoas, servas de seu Corpo Governante. Fernando Galli.

Postagens mais visitadas deste blog

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - DESCULPAS PARA JUSTIFICAR SUAS FALSAS PROFECIAS PARA 1914, 1925 E 1975

APOSTILA - RAZÕES PARA JAMAIS SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ - NÍVEL INICIANTE 1

ESBOÇOS DA FÉ - QUE TIPO DE UVAS VOCÊ PRODUZ? - ISAÍAS 5:1-7